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Artigos

Vinicius Assis
O Brasil dos juros altos e os impactos silenciosos na economia da Bahia
Foto: Divulgação

O Brasil dos juros altos e os impactos silenciosos na economia da Bahia

Enquanto grande parte do mercado celebra as taxas históricas oferecidas pelo Tesouro Direto, existe uma discussão que precisa ir além da rentabilidade dos investimentos. Quando títulos públicos passam a pagar perto de IPCA + 8,2% ao ano, estamos diante de um fenômeno que beneficia investidores, mas que também produz efeitos relevantes sobre a economia real.

Multimídia

Elmar Nascimento cita Wagner e crítica “presunção de culpa” contra políticos: "Estão fazendo uma barbaridade"

Elmar Nascimento cita Wagner e crítica “presunção de culpa” contra políticos: "Estão fazendo uma barbaridade"
O deputado federal Elmar Nascimento (União) criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) com o que classificou como uma "presunção de culpa" adotada pelo judiciário e pela opinião pública contra a classe política brasileira.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

informacao

Nordeste lidera consumo de informação política pelas redes sociais no Brasil, aponta estudo
Foto: Marcello Casal jr / Agência Brasil

O consumo de informação no Brasil está mudando, e o Nordeste se destaca nessa transformação digital. Quase metade dos nordestinos (47,2%) usa as redes sociais para se informar sobre política, o maior percentual entre todas as regiões do país. Os dados são da pesquisa "Caminhos da Informação no Brasil: principais hábitos informacionais dos brasileiros por região", realizada pelo laboratório de pesquisa Aláfia Lab e divulgada recentemente.

 

A região também registra o maior índice nacional de uso das redes sociais como fonte geral de informação, com 57,8% da população recorrendo a essas plataformas. O cenário difere do Sudeste, onde a televisão continua sendo a principal fonte de informação política (48,4%), à frente das redes sociais (42,3%).

 

O levantamento quantitativo, realizado pelo Instituto IDEIA com 1.512 entrevistados em todo o Brasil no fim de setembro de 2025, mostra que o Instagram é a principal plataforma de informação para 52,4% dos nordestinos. Em contrapartida, o Facebook perdeu espaço e é citado como principal fonte de informação por apenas 5,2% dos entrevistados da região, o menor índice do país.

 

JORNALISMO E ENTRETENIMENTO
Para Ellen Guerra, pesquisadora do Aláfia Lab e uma das responsáveis pelo estudo, essa combinação altera a dinâmica do debate público. "No Nordeste, esse cenário é ainda mais forte", afirma, ao destacar os elevados índices de consumo de política pelas redes sociais. "Por um lado, essa dinâmica amplia a diversidade de atores que participam do debate público e facilita o acesso à informação. Por outro lado, essa convivência entre diferentes tipos de conteúdo reduz a percepção de hierarquia entre eles."

 

Segundo a pesquisadora, nesse ambiente, conteúdos jornalísticos, entretenimento, opiniões e desinformação disputam a atenção do público em condições semelhantes, o que dificulta a identificação de fontes confiáveis. "Outro aspecto importante é que essas plataformas são organizadas por algoritmos. Essa lógica pode reforçar bolhas informacionais, reduzir a diversidade de perspectivas às quais as pessoas são expostas e intensificar processos de polarização, já bastante acentuada no Brasil nos últimos anos", destaca.

 

WHATSAPP E DESINFORMAÇÃO
O estudo também aponta que o Nordeste lidera o recebimento de notícias pelo WhatsApp enviadas por amigos (74,8%) e conhecidos (57%). A região ainda registra o maior uso do Kwai entre as plataformas de vídeos curtos, com 27,9%.

 

Para Ellen Guerra, a circulação de informações por meio de pessoas próximas tem efeitos positivos e negativos. "Os laços de proximidade sempre foram importantes na circulação de informação. Receber uma notícia de um amigo ou de um familiar gera uma percepção de credibilidade, a confiança depositada na pessoa próxima é transferida para a informação que ela compartilha", explica.

 

Ela alerta, porém, para os riscos desse processo. "O desafio é quando a confiança na pessoa que compartilha a informação se sobrepõe à verificação da fonte, aumentando o risco de circulação de conteúdos falsos, desinformação e informações descontextualizadas." Segundo a pesquisadora, plataformas como WhatsApp e Kwai favorecem a rápida disseminação de conteúdos e exigem maior cuidado dos usuários na checagem das informações antes do compartilhamento.

 

COMUNICAÇÃO PÚBLICA
A migração do público do Facebook para plataformas como Instagram e TikTok amplia os desafios da comunicação pública. No TikTok, o Nordeste lidera o país tanto na busca por perfis de veículos de comunicação (42%) quanto no acompanhamento de políticos (35,8%).

 

Na avaliação de Ellen Guerra, governos, especialmente prefeituras e gestões municipais, precisam "ocupar os lugares onde as pessoas frequentam e onde o debate público está acontecendo".

 

Para isso, é necessário adaptar formatos e linguagem às características de cada plataforma. "Compreender quais redes são mais utilizadas, como no caso do crescimento do Instagram e TikTok, permite adequar a linguagem e formatos para as especificidades de cada rede. Vídeos curtos, conteúdos visuais e uma linguagem mais acessível podem ampliar o alcance de informações sobre serviços públicos, campanhas e políticas", afirma.

 

A pesquisadora também defende que a comunicação governamental assuma um papel mais ativo no enfrentamento à desinformação. "Governos também precisam investir em estratégias de combate à desinformação e de fortalecimento da confiança. Isso envolve produzir conteúdos claros, acessíveis e verificáveis, além de responder com agilidade a informações falsas que possam comprometer o acesso da população a direitos e serviços públicos", conclui.

Aos 69 anos e sem vacina, Baby alega direito de decidir se quer 'colocar essa zorra dentro' de si
Foto: Victor Affaro/Divulgação

Aos 69 anos, Baby do Brasil já planeja voltar a se apresentar em shows presenciais, mas ainda não tomou sequer a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Em entrevista a Zeca Camargo, no "Splash Entrevista", a cantora falou sobre a resistência ao imunizante.

 

“Eu estou pegando, no mundo inteiro, todas as pesquisas sobre tudo que estou colocando dentro do meu corpo [...] Eu vou fazer 70 anos, no ano que vem, com o corpinho de 20. Tenho todo o direito de decidir se quero colocar essa zorra dentro de mim ou não”, justificou a artista, cujos filhos já foram imunizados. "Não tenho nada, a princípio, contra. Eu só quero entender o que estou botando dentro de mim", acrescentou. 

 

Apesar de ser algo comum nas vacinas contra outras enfermidades, o fato dos imunizantes contra o novo coronavírus não garantirem 100% de proteção preocupa a cantora. "Eu vi o Agnaldo Timóteo falecer, Pepeu tomou e apavorou quando Agnaldo faleceu. A gente fica apavorado de querer entender, com muito carinho, qual é nossa medicação, mas nada contra. Vacina sempre é muito bem-vinda", comentou Baby, insinuando que a própria substância poderia ter causado problemas para a saúde de seu ex-marido, Pepeu Gomes, e a Agnaldo Timóteo.

 

Zeca Camargo, então, questiona a artista sobre a falta de informações mencionada por ela e lembra que o tema é amplamente explorado na imprensa, que tem mostrado, inclusive, a queda das mortes após o início da vacinação. "Eu tenho péssimas informações, mas eu não me influencio pela péssima ou pela boa, eu só quero sentir e dizer se vou ou não. No momento até agora eu não senti", disse Baby, destacando, no entanto, que a resistência não se trata de questão ideológica. "Temos que ter o direito de sentir. Exemplo, se você está cismado com uma coisa, você não vai fazer. A cisma é um sinal", explicou. 

 

Durante a entrevista, a cantora contou ainda que para lidar com o momento tem um grupo no celular com “todas as informações mundiais para estudar”. Ela garantiu também, que o retorno aos palcos respeitará os protocolos sanitários e terá toda equipe vacinada (menos ela).

‘Terreiros Criativos’: Projeto propõe fomento a turismo cultural no Recôncavo baiano
Foto: Lázaro Menezes / Divulgação

Com o objetivo de fomentar o turismo, educação e informação, o projeto “Terreiros Criativos”, realizado em parceria entre as secretarias estaduais de Cultura e do Turismo, contemplará 10 terreiros de candomblé de Cachoeira e São Félix, no Recôncavo baiano, reconhecidos como Patrimônio Cultural da Bahia. “O projeto é inédito e inovador na Bahia, já que até hoje não se tinha implantado um programa de política pública continuada para beneficiar terreiros tombados ou registrados pelo Estado”, avalia o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), João Carlos de Oliveira, explicando que os participantes serão capacitados para ações de receptividade e para aprimorar conhecimentos das culturas de matriz africana, além da educação patrimonial e da preservação cultural. “Para iniciarmos, teremos um curso com carga horária de 80 horas distribuídas em três módulos por período de três meses; o primeiro, sobre Histórias do Brasil e da África, o segundo sobre Turismo e Patrimônio cultural, e o último, a Vivência e Roteirização”, explica Alessandro Simão, presidente da Associação dos Guias e Condutores de Turismo do Vale do Paraguaçu (ACTUP), responsável pela coordenação. Integram o projeto oss 10 terreiros registrados pelo IPAC/Secult: “Aganjú Didê” (conhecido como ‘Ici Mimó’), “Viva Deus”, “Lobanekum”, “Lobanekum Filha”, “Ogodó Dey”, “Ilê Axé Itayle”, “Humpame Ayono Huntóloji” e “Dendezeiro Incossi Mukumbi”, em Cachoeira; além de “Raiz de Ayrá” e “Ile Axé Ogunjá” em São Félix.

Para Sakamoto, esquerda política precisa deixar amadorismo no uso das redes sociais
Foto: Ailma Teixeira / Bahia Notícias
A importância do uso das redes sociais para a militância de esquerda foi o grande mote da palestra do jornalista Leonardo Sakamoto, que participou da programação da 2ª Semana de Gênero e Diversidade da Ufba, na noite dessa segunda-feira (18), no auditório da Escola Politécnica da universidade. Na ocasião, Sakamoto lançou o livro “O que aprendi sendo xingado na internet”, espécie de guia sobre como sobreviver nas redes sociais em meio a polarização política que toma conta dos usuários. “Eu acredito que a gente ainda vai piorar bastante com relação ao entendimento do respeito ao outro, da empatia nas redes sociais antes de começar a melhorar, tomar consciência coletivamente de que a internet é uma plataforma que deveria ser usada pra o bem coletivo, não necessariamente pra atacar a dignidade das outras pessoas”, comentou, em entrevista ao Bahia Notícias.

Como crítico de esquerda que publica textos diários em um blog e os repercute através do Facebook, o jornalista e conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão é, cotidianamente, rechaçado na rede social. As ofensas, como apresentou à plateia, vão desde ameaças de morte por meio de comentários na internet até perseguições no supermercado. Com base no seu estudo e experiência, Sakamoto consegue vislumbrar essa guerra de ideias políticas no domínio das mídias digitais no período das eleições de 2016, que ele já classifica como a corrida eleitoral “mais suja do país”, superando a disputa presidencial em 2014. “Eu acredito que as próximas eleições serão cheias de ataques virtuais, de hordas, de perfis falsos programados ou operados simplesmente pra destruir e não pra promover debate”, analisa.

O jornalista explica que a previsão vem do interesse dos financiadores de campanha que, proibidos de realizar suas doações empresariais aos partidos, pretendem financiar consultorias que criam perfis para disseminar informações e militar contra e a favor de partidos. “Foi ótimo ter proibido isso. Contudo, um efeito colateral negativo é que agora muitas empresas já sinalizam que vão financiar exatamente esse trabalho de construção e desconstrução digital de si mesma e dos seus adversários na rede mundial de computadores porque é um dinheiro que não vai ser rastreado, que pode ser alocado, que ninguém vai descobrir”, pondera. Mas, apesar da perspectiva negativa, ele ressalta que este é o momento oportuno para que a esquerda do país deixe de lado o amadorismo nas redes sociais, a fim de produzir ideias coletivamente.

Sua expectativa é de que sejam criadas formas de aproximar a população do processo democrático e, ao mesmo tempo, melhorar o acesso a informação. ”A intenção é criar formas de aproximar a população do processo democrático e, ao mesmo tempo, melhorar o acesso a informação.  “A esquerda tem uma chance única de aprofundar a democracia e de construir uma narrativa mais justa que atue na efetivação dos direitos humanos e que considere a dignidade humana e a qualidade de vida nas grandes cidades e nas pequenas cidades e no campo como um norte a ser seguido”, resumiu.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Vem aí a estreia das campanhas políticas de 2026, mas, antes de conhecer o elenco, é preciso entender o enredo. Aqui na Bahia, os ventos bons parecem mudar de lado. É o que prova a relação de Card e Pernambucano estar mais tranquila que a de Galego e Correria. Mas ninguém vive mais leve atualmente do que Ottinho - ou mais pesado, a depender do ponto de vista. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Valdemar da Costa Neto

Valdemar da Costa Neto
Foto: Beto Barata/ PL

"Isso é uma loucura, eu acho que o Trump tá, ele perdeu um pouco o rumo nisso aí, e espero que ele estabeleça uma linha melhor, porque o Brasil sempre foi um grande parceiro dos Estados Unidos". 

 

Disse o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao criticar a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de incluir o Brasil no pacote de tarifas norte-americanas. O dirigente classificou a medida como uma "loucura" e defendeu a negociação diplomática entre os dois governos como caminho para reverter as tarifas.

Podcast

Projeto Prisma entrevista o deputado federal Elmar Nascimento nesta segunda

Projeto Prisma entrevista o deputado federal Elmar Nascimento nesta segunda
O deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (20). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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