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As influenciadoras Nancy Gonçalves Cunha Ferreira e Kerollen Vitória Cunha, foram condenadas pela Justiça do Rio de Janeiro a 12 anos de prisão em regime fechado por injúria racial.
Mãe e filha, donas de um perfil com mais de 12 milhões de seguidores na época do inquérito, foram responsabilizadas por oferecer uma banana e um macaco de pelúcia a crianças negras em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Na época em que os vídeos viralizaram, em 2023, Nancy e Kerollen foram criticadas pelo comportamento. As influenciadoras divulgaram o momento em tom de piada nas redes sociais e expuseram as crianças.
De acordo com o g1, além da prisão, Nancy e Kerollen foram condenadas ao pagamento de R$ 20 mil de indenização para cada uma das vítimas, corrigidos monetariamente.
As influenciadoras poderão recorrer em liberdade, mas seguem proibidas de publicar conteúdos semelhantes nas redes sociais e de manter contato com as vítimas.
Na decisão, a juíza destacou que as rés “animalizaram” as crianças e “monetizaram a dor” das vítimas, que passaram a sofrer bullying e isolamento social após a divulgação dos vídeos.
Uma das vítimas do crime, chegou a abadonar o sonho de ser jogador de futebol e sofreu racismo na escola, sendo chamado de "macaco".
A defesa das influenciadoras afirmou que elas não tinham intenção de ofender e que os vídeos faziam parte de uma “trend” do TikTok. Nancy afirmou que não sabia o que era racismo e que apenas queria “alegrar as crianças”.
As influenciadoras digitais Giovanna Heiodoro e Bielo Pereira realizaram na noite desta terça-feira (31) o lançamento do “Trans Baile”, evento que contempla baile e premiação com o propósito de dar maior protagonismo ao universo trans e acontecerá no mês de junho. O coquetel de lançamento aconteceu no Fera Palace Hotel, localizado na Rua Chile, em Salvador.
Em entrevista ao Bahia Notícias, as idealizadoras do evento falaram como surgiu a ideia do “Trans Baile”. “O evento e a iniciativa por si só surge da necessidade da gente tornar o mês de janeiro evidentemente importante, não só para a nossa comunidade trans e travesti, mas também importante para todas as pessoas de uma forma geral. O que a gente busca é que as pessoas tenham conscientização, como já tem no mês de junho, que é o mês da visibilidade LGBTQIAP+, o mês de janeiro é também, de alguma forma, o que se evidencia a luta da comunidade trans e travesti”, explicou Giovanna.

De acordo com Bielo, a escolha pela capital baiana para o lançamento do evento se dá ao fato da cidade ser o berço histórico da transexualidade e da travestilidade no Brasil. Bielo contou que registros do Santo Oficio do século XVI apontam Xica Manicongo como a primeira travesti da história do país, que foi trazida da África para o Brasil como sujeito escravizada e viveu na cidade de Salvador.
“Esse projeto não só vai transformar a história da nossa comunidade, como também vai mudar como o Brasil enxerga esse mês. Vamos ter uma premiação que não vai só premiar pessoas da nossa comunidade, como vai premiar o mercado porque isso é muito importante, visto pela nossa ótica e não uma ótica de terceiros. Tudo isso vai celebrar nossa vivência e a nossa existência”, afirmou Bielo.

Ao BN, a baiana Léo Kret destacou a importância do evento: “Tudo quando se fala de transgênero eu acho importante porque estamos no país que mais mata pessoas LGBTQIAP+ no mundo, principalmente o estado da Bahia, no qual eu moro e vejo a dificuldade que é viver em um estado tão preconceituoso. Então quando se fala em eventos para pessoas trans fico muito feliz porque há 20 anos atrás a gente não via isso. Vim como uma das primeiras artistas transessuais dançando e cantando em banda de pagode e sei que há 20 anos atrás era mais dificil”.
Uma das personalidades presentes no evento, Paolilo citou a necessidade sentida pelo público da comunidade de uma premiação que mostrasse a relevância delas. “A gente tem uma necessidade de festas mais plurais, não essas festas tão nichadas para o homem [cisgenero]. Quando apresento a proposta de um paredão ou quando a Bielo vem com essa ideia do Trans Baile é incrível esse movimento porque mostra que todas as identidades merecem espaço”, declarou.
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