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hyrox pequim
A vitória da australiana Joanna Wietrzyk em uma etapa da Hyrox, no último sábado (12), em Pequim, promoveu uma enorme polêmica, que provocou mudanças nas regras da competição nesta semana. A atleta sofreu uma crise de incontinência fecal durante a prova, mas continuou no percurso, utilizou equipamentos compartilhados e completou a disputa na primeira colocação, com o tempo de 1h01min23s.
A mulher participando de um campeonato se hyrox (Uma espécie de Crossfit) se cagou toda!
— Virgulin0_Ferreira (@Virgulin0_) September 14, 2026
Tacou o foda-se, continuou na prova e sujando o percurso de merda!!!!!????????????????????????????https://t.co/T4wv2IYIs6
Imagens da competidora durante a prova circularam nas redes sociais e provocaram críticas à organização do evento. Parte das reclamações questionava principalmente a decisão de permitir que Wietrzyk continuasse competindo após o episódio, diante do risco de contaminação de aparelhos utilizados posteriormente por outros atletas.
A Hyrox é uma competição de fitness indoor que intercala oito quilômetros de corrida com oito estações de exercícios funcionais, incluindo atividades em equipamentos compartilhados, como remo e kettlebells. Wietrzyk é uma das principais atletas da modalidade e atual detentora do recorde mundial feminino individual.
ORGANIZAÇÃO ADMITE ERRO
A repercussão levou a Hyrox a se manifestar publicamente. Nesta segunda-feira (14), o cofundador da competição, Moritz Fürste, admitiu que os responsáveis pelo evento deveriam ter interrompido a participação da atleta.
"Peço desculpas a todos os afetados direta ou indiretamente, bem como a todos que sentiram que não lidamos com a situação da maneira correta", disse.
Fürste também afirmou que a organização começou imediatamente a rever os procedimentos adotados durante as provas.
“Começamos a aprimorar os processos dos eventos e a implementar mudanças imediatas no regulamento. A partir deste momento, novas regras e procedimentos estão em vigor para evitar que situações como essa voltem a acontecer.”
Em outra manifestação, a própria Hyrox reconheceu que a determinação dos atletas precisa ser acompanhada de limites relacionados à segurança e ao bem-estar dos competidores.
NOVA REGRA PERMITE RETIRADA DO ATLETA
Após o episódio, o regulamento passou a prever de maneira expressa a possibilidade de retirada de um participante por motivos médicos e sanitários.
Pelas novas regras, caso sangue, vômito, urina ou fezes representem risco de bem-estar ou contaminação para o próprio competidor ou para outros participantes, o diretor da prova poderá determinar a retirada do atleta. O resultado será registrado como DNF (Did Not Finish), equivalente a prova não concluída.
A mudança foi anunciada depois de Fürste reconhecer que a Hyrox “cometeu um erro” ao não reagir imediatamente durante a etapa de Pequim.
ÁREAS FORAM DESINFETADAS
Após a prova, a operação chinesa da Hyrox informou que as áreas atingidas foram isoladas e passaram por procedimentos de limpeza e desinfecção. Equipamentos afetados foram retirados de circulação e o carpete do local também foi substituído.
Wietrzyk chegou a se manifestar nas redes sociais após a vitória, mas a publicação foi posteriormente apagada diante da repercussão negativa.
O caso também gerou manifestações em defesa da australiana. O treinador Chris Bayens criticou os ataques pessoais direcionados à competidora e afirmou que decisões tomadas durante uma situação inesperada não deveriam resultar em ameaças ou ofensas à atleta.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).