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hospital em porto seguro
Um homem de 34 anos morreu na tarde de segunda-feira (13) no Hospital Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia, onde estava internado desde sábado (11), após ser baleado no estacionamento de um estabelecimento localizado na Praia de Taperapuã, um dos principais pontos turísticos da cidade.
Segundo o registro policial, obtido pelo Radar News, parceiro do Bahia Notícias na região, a vítima estava no interior de um veículo Hyundai Santa Fé quando foi abordada por pelo menos um homem armado. Testemunhas relataram à polícia a presença de um ou dois suspeitos no local. Um deles foi descrito inicialmente como um homem negro, de cabelos crespos, vestindo roupas pretas, que efetuou os disparos contra o automóvel.
Mesmo atingida por mais de sete tiros, a vítima conseguiu sair do veículo, correr para o interior do complexo de lazer e aguardar o socorro. Ele foi atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Luís Eduardo Magalhães, onde passou por cirurgia. A vítima permaneceu intubada e em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu aos ferimentos e morreu na tarde de segunda-feira (13).
PERÍCIA E APREENSÕES
A perícia técnica realizada no veículo identificou marcas de perfuração na lataria e nos vidros. No local do atentado, os peritos recolheram três estojos de munição calibre 9 milímetros. A gerência do estabelecimento informou aos policiais que as câmeras voltadas para a área do estacionamento estavam inoperantes, o equipamento de gravação foi apreendido pela Polícia Civil para análise técnica.
Durante as diligências iniciais, os investigadores identificaram divergências na identificação da vítima. Uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com indícios de falsificação foi apreendida, além de telefones celulares e outros objetos que estavam em posse da vítima. Os materiais serão submetidos a exames periciais para subsidiar o inquérito policial.
A administradora do Hospital Luís Eduardo Magalhães [HRDLEM], em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, teve o contrato suspenso com o governo do estado. A decisão foi tomada nesta terça-feira (30). Com isso, o Instituto de Gestão e Humanização (IGH), então responsável pela unidade, deixa de fazer administração do local.
Segundo a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), a medida se deve após verificar dificuldades da organização social em manter a capacidade operacional diante da alta demanda de atendimentos.
Ainda segundo a pasta, relatórios de monitoramento apontaram superlotação frequente na emergência, atrasos em cirurgias, além de falta de insumos e medicamentos, fatores que comprometeram a qualidade do atendimento.
A secretaria também disse que, segundo a classificação de risco, cerca de 52% dos pacientes atendidos na emergência poderiam ser tratados na Atenção Primária dos municípios da região, sendo a maioria dos casos vindos de Porto Seguro e Santa Cruz de Cabrália.
Em relação ao risco de pacientes de obstetrícia ficarem sem atendimento, a Sesab informou que não haverá mudanças no serviço, ficando a situação dependente dos ajustes dos fluxos da mudança de gestão.
Diante do encerramento do contrato com IGH, a secretaria convocou o Instituto Setes, que ficou em segundo lugar no último processo seletivo, para assumir a gestão a partir de 1° de novembro.
A transição ocorrerá entre 1° e 31 de outubro, com acompanhamento de uma comissão técnica. O objetivo, acrescenta a pasta, é estabilizar o funcionamento do hospital, reduzir a superlotação, garantir o fornecimento de insumos e reorganizar os fluxos internos.
Com 152 leitos e mais de 900 funcionários, o HRDLEM é referência em média e alta complexidade no Extremo Sul da Bahia, com serviços de urgência e emergência clínica, cirúrgica, obstétrica, oncológica e ortopédica, além de internações e consultas ambulatoriais.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Gabriel Galípolo
"Esse é um tipo de comportamento que não é desejável, que deve ser coibido e inibido pelos reguladores e pela gente, por isso que a gente vem trabalhando muito com o FGC, numa sucessão de medidas".
Disse o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo ao criticar a pressão de instituições não bancárias para usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo.