Artigos
O Espectro Invisível das Pesquisas
Multimídia
Bruno Monteiro diz que fechamento do TCA expôs "vácuo" de grandes teatros em Salvador
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
honda
A Fórmula 1 iniciou um novo ciclo de motores nesta temporada, mas a próxima grande virada técnica da categoria já está em discussão nos bastidores. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) trabalha com a possibilidade de recolocar os motores V8 no grid até 2031 — e tenta antecipar esse retorno para 2030.
A informação foi dada por Mohammed ben Sulayem, presidente da FIA, em entrevista à Reuters antes do GP de Miami. Segundo o dirigente, o regulamento atual permite que a entidade implemente a mudança em 2031 sem depender de aprovação das fabricantes de unidades de potência. Para antecipar o processo em um ano, no entanto, será necessário apoio da maioria das montadoras envolvidas na Fórmula 1.
"Em 2031, a FIA terá o poder de implementar o V8, sem precisar de votação dos fabricantes de unidades de potência. Esse é o regulamento. Mas queremos antecipar em um ano, que é o que todos estão pedindo", disse o dirigente.
Desde 2014, a categoria utiliza motores híbridos V6 turbo, formados por um motor de combustão interna de seis cilindros e componentes elétricos. O modelo trouxe ganhos de eficiência e potência, mas também dividiu opiniões por causa do som e da complexidade do sistema, pontos frequentemente criticados por torcedores e pilotos.
O ciclo atual das unidades de potência está previsto para seguir até 2031. A antecipação para 2030, porém, depende do aval de ao menos quatro das seis fabricantes com direito a voto: Mercedes, Ferrari, Audi, Ford, Honda e General Motors.
Hoje, a Mercedes fornece motores para a própria equipe, McLaren, Williams e Alpine. A Ferrari também atende Haas e passará a fornecer à Cadillac em 2026. A Ford está vinculada ao projeto da Red Bull e da Racing Bulls, enquanto a Honda será parceira da Aston Martin. A General Motors deve assumir o fornecimento da Cadillac a partir de 2029.
O regulamento adotado neste ano aumentou o peso da parte elétrica na unidade de potência, deixando a divisão de desempenho próxima de 50% entre combustão e eletrificação. A ideia da Fórmula 1 foi reduzir custos, modernizar o pacote técnico e atrair novas fabricantes — objetivo alcançado com a entrada de Audi e Ford.
A implementação, no entanto, não ocorreu sem problemas. Nas primeiras etapas da temporada, equipes e pilotos relataram dificuldades relacionadas ao uso das baterias e à recuperação de energia. Uma das estratégias que ganhou destaque foi o chamado “superclipping”, quando o carro preserva carga elétrica mesmo com o acelerador pressionado no fim da reta.
Após reclamações dos pilotos, ajustes foram feitos nas regras para o restante da temporada. Mesmo assim, Ben Sulayem defende que o futuro da categoria deve passar por motores menos complexos, mais leves e com maior apelo sonoro.
"A missão será ter menos complicação, não como é agora", afirmou Ben Sulayem.
O dirigente também indicou que a proposta conta com apoio interno das equipes e reforçou que o retorno dos V8 será uma questão de tempo, mesmo que não aconteça já em 2030.
"Você tem o som, menor complexidade, leveza. Você vai ouvir sobre isso muito em breve, e vai ser com uma eletrificação muito, muito menor. Eu estou positivo, eles querem que isso aconteça. Mas vamos dizer que as montadoras não aprovem o motor (para 2030). No próximo ano, vai acontecer. Em 2031, estará feito de qualquer forma. Será feito. O V8 está chegando", completou.
Os motores V8 foram utilizados pela última vez na Fórmula 1 entre 2006 e 2013. Desde então, a categoria passou a apostar nas unidades híbridas V6, modelo que marcou a era moderna da competição.
As montadoras de automóveis japonesas Honda e Nissan anunciaram, nesta segunda-feira 23, que estão em negociações para realizar a fusão das duas empresas. A decisão se dá, principalmente, com o intuito de recuperar o espaço perdido pelas duas no mercado para empresas como a Tesla e fabricantes chinesas de carros elétricos.
A operação, caso se concretize, criará a terceira maior fabricante de automóveis do mundo, atrás da também japonesa Toyota e da alemã Mercedes. Os dois grupos anunciaram que tentarão estabelecer uma “holding única” nas negociações, e pretendem, inclusive, inseri-la na bolsa de Tóquio, ainda em 2025.
As montadoras afirmam que pretendem concluir o acordo de fusão em junho de 2025, e anunciaram que o pacto, muito provavelmente não implicará em uma união entre iguais. A Honda, com maior mercado entre as duas, será a responsável pela nomeação do CEO do novo conglomerado, cujo conselho administrativo será integrado, em maior parte, por executivos da empresa.
A Mitsubishi Motors, também japonesa, empresa da qual a Nissan é a principal acionista, informou que decidirá até o fim de janeiro de 2025 se integrará a nova aliança. Honda e Nissan são as empresas número dois e três no mercado japonês de automóveis e enfrentam, atualmente, um difícil cenário devido à concorrência acirrada com montadoras chinesas de carros elétricos, como a BYD, por exemplo.
Em 2023, a China ultrapassou o Japão como o país com maior número de carros exportados do mundo. Isso se deu devido ao apoio estatal à indústria de veículos elétricos.
A comercialização de veículos seminovos e usados no ano de 2023 no Brasil apresentou um crescimento de 9,1% de volume por dia útil, e atingiu a sua segunda maior marca histórica de vendas. É o que revela o relatório divulgado pela Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto).
Segundo o documento, com as vendas de 1,38 milhão de veículos no Brasil no mês de dezembro passado, foi atingido o acumulado de 14,44 milhões de unidades de veículos usados e seminovos comercializadas em 2023. Este resultado foi menor apenas do que o verificado no ano de 2021, quando houve um aumento de 17,8% nas vendas e o setor registrou a comercialização de 15,1 milhões de unidades.
O relatório divulgado pela Fenauto mostrou que o acumulado de vendas de veículos com 13 anos, ou mais, foi o mais expressivo em 20923. Na venda desses veículos, houve um crescimento de 13,5% em relação a 2022, chegando a um total de cinco milhões de unidades comercializadas em todo o ano.
Os campeões de vendas em dezembro de 2023 foram: VW Gol (com 68,75 mil unidades vendidas), Fiat Uno (37,18 mil) e Fiat Palio (36,84 mil). Em relação à categoria dos veículos comerciais leves, o mais vendido foi o Fiat Strada (29.266 unidades), seguido do VW Saveiro (19.212) e da Hilux Toyota (16.143).
No departamento das motocicletas, os três modelos mais vendidos no ano passado foram todos da Honda. Em primeiro lugar aparece a CG 150, com 69.664 unidades vendidas. Depois figura a BIZ, com 30.726 unidades comercializadas, seguida da CG 125, com 28.994.
Segundo o presidente da Fenauto, Enilson Sales de Souza, o relatório, que mostra um percentual de aumento expressivo na comercialização de veículos, confirmou as previsões do setor de aumento das vendas de usados e seminovos em 2023.
“Desde 2015 o nosso mercado vem apresentando resultados positivos, indicando um crescimento sustentável como esse verificado em 2023. Acreditamos que, para 2024, essa tendência positiva deve continuar”, disse Enilson.
A Honda voltará oficialmente à Fórmula 1. A fabricante japonesa fechou parceria com a Aston Martin para fornecer motores a partir de 2026, após o encerramento do vínculo com a Red Bull, mesmo período que termina o acordo que a equipe sediada em Silverstone tem com a Mercedes no uso das unidades de potência. O anúncio foi feito na noite desta terça-feira (23).
"Gostaria de dar as boas-vindas à Honda ao time Aston Martin. Nós dividimos a mesma determinação, direção e a ambição implacável por sucesso na pista. A Honda é uma gigante global, o sucesso dela no esporte a motor vem de muito tempo e é incrivelmente impressionante", celebrou Lawrence Stroll, CEO da Aston Martin.
A Honda se retirou da F1 no final de 2021, quando fornecia as unidades de potência para a Red Bull, para focar no aprimoramento das tecnologias de sustentabilidade na indústria automotiva. Após a saída, os taurinos passaram a usar somente a tecnologia da fabricante japonesa e rebatizou os motores de Red Bull Powertrains. Além disso, a escuderia dos energéticos já confirmou a Ford como novos parceiros para 2026.
O CEO da Honda, Toshihiro Mibe explicou a decisão de retornar à principal categoria do automobilismo, que terá novo regulamento de motores a partir de 2026.
"Uma das principais razões para nossa decisão é que a categoria mais importante do mundo está se esforçando para se tornar sustentável, e se tornará uma plataforma que facilitará o desenvolvimento de nossas tecnologias de eletrificação. A Honda é uma empresa que tem um histórico de crescimento ao assumir desafios e vencer corridas. Com os novos regulamentos de 2026, a chave para vencer será um motor elétrico compacto, leve e de alta potência com uma bateria de alto desempenho capaz de lidar com uma rápida saída de alta carga de energia, bem como a tecnologia de gerenciamento. Acreditamos que as tecnologias e o know-how obtidos com esse novo desafio podem ser aplicados diretamente aos nossos futuros veículos elétricos de produção em massa", justificou.
A Honda tem um histórico vitorioso na Fórmula 1. De 1988 a 1992 teve uma parceria bem-sucedida com a Mclaren, na conquista do tetracampeonato de construtores alcançando o hexa, com os dois títulos junto à Williams. Além disso, foi campeã quatro vezes do Mundial de pilotos com o francês Alain Prost e com o brasileiro Ayrton Senna. Em 2000, a marca voltou à categoria para equipar a BAR, Jordan e Super Aguri, mas não venceu nenhuma corrida. No ano de 2006 montou uma equipe própria e se retirou dois anos depois, sendo vendida por Ross Brawn por valor simbólico de uma libra, o equivalente a R$ 3 na época. O time se tornou a Brawn GP em 2009 e foi campeão dos mundiais de construtores e de pilotos, com o inglês Jenson Button. Depois, em 2010 equipou a Mercedes, voltou para a Mclaren em 2015 e passou a trabalhar com o grupo Red Bull a partir de 2018 através da equipe satélite AlphaTauri, que na época se chamava Toro Rosso.
O Mundial de F1 2023 volta com o Grande Prêmio de Mônaco, no circuito de Monte Carlo, a partir da próxima sexta (26). A classificação acontece no sábado (27), às 11h no horário de Brasília, enquanto a corrida está programada para domingo (28), às 10h.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).