Artigos
A crise nos preços do cacau e os caminhos possíveis
Multimídia
Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
Entrevistas
Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
hoe
A morte precoce do deputado estadual Alan Sanches (1968-2026) ainda consterna todo o meio político e movimenta homenagens ao legado do parlamentar. Com isso, o deputado Jurailton Santos (Republicanos) sugeriu ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) que altere o nome do Hospital Ortopédico do Estado (HOE), localizado no bairro Cabula, em Salvador, para Hospital Ortopédico Deputado Alan Sanches (HOAS), como forma de homenagem.
Alan Sanches, além de legislador, também era médico ortopedista e realizava consultas sociais no bairro de São Cristóvão, na capital baiana. No Projeto de Indicação protocolado nesta quarta-feira (21), Jurailton ressaltou a trajetória de Sanches como deputado, mas também relembrou de suas ações enquanto agente da saúde.
“A presente Indicação tem por finalidade prestar justa e merecida homenagem ao ilustren Deputado Estadual Alan Sanches, cuja trajetória pessoal, profissional e política deixou marcas indeléveis na história da Bahia, especialmente nas áreas da saúde pública, da medicina ortopédica e da atuação comunitária. Sua morte gerou forte repercussão no meio político e nas comunidades onde atuava, deixando um legado social que ultrapassa os limites do mandato eletivo. A denominação do Hospital Ortopédico do Estado com seu nome representa não apenas um reconhecimento institucional, mas também um símbolo permanente de sua contribuição à saúde pública e ao bem-estar da sociedade baiana”, argumentou Jurailton Santos.
O HOE foi inaugurado pelo governo do estado em março de 2024. A unidade é administrada pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e se destaca nas especialidades de ortopedia e traumatologia. Segundo a gestão, o hospital tem estrutura montada para ser a maior unidade especializada em Ortopedia e Traumatologia, oferecendo serviços ambulatoriais e hospitalares, 100% reguladora pela central de regulação e pelo sistema lista única.
A MORTE DE ALAN
Alan Sanches morreu na tarde do último sábado (17) após sofrer um infarto fulminante dentro de sua residência. Seu velório ocorreu na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) na tarde do domingo (18), com o sepultamento sendo realizado no Jardim da Saudade.
O político exerceu vários mandatos como vereador em Salvador e presidiu a Câmara Municipal da capital baiana. A morte causou surpresa no mundo político, afinal o deputado estava participando da Lavagem do Bonfim no dia 15 de janeiro.
Na AL-BA, ele ocupava o cargo de deputado estadual e chegou a atuar como líder da oposição. Alan Sanches também se articulava para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas próximas eleições.
O Hospital Ortopédico do Estado da Bahia implementou um serviço de hematologia no ambulatório da unidade. Com isso, as equipes multidisciplinares do hospital passaram a contar com especialistas da área para atuação em casos de pacientes que apresentam alterações no sangue que estejam ou não relacionadas a determinadas doenças, como a anemia falciforme.
O objetivo é oferecer um cuidado mais personalizado e efetivo para esses pacientes com previsão de cirurgia. Após a entrada no ambulatório, os pacientes passam por uma primeira avaliação da equipe multidisciplinar e realizam os exames indicados, incluindo os de sangue, para que, a partir disso, seja definido o melhor tratamento. Os hematologistas “entram em cena” quando são identificadas alterações sanguíneas nesses exames.
“Numa atuação em conjunto com toda a equipe responsável pelo caso, traçamos um plano de tratamento específico, que otimize a preparação e a fase pós-operatória e minimize, por exemplo, perdas sanguíneas em procedimentos cirúrgicos”, explica Andrea Mello, médica hematologista do Hospital Ortopédico do Estado da Bahia.
“A transfusão sanguínea pode ser evitada a partir da utilização de medidas terapêuticas que proporcionem o equilíbrio das taxas sanguíneas, como reposição de ferro, aplicação de Eritropoetina e correção de doenças de base”, detalha. “Outro fator importante é o tratamento precoce da anemia - quando a quantidade de hemoglobina no sangue está abaixo do normal -, para reduzir os riscos de infecções e dificuldades de cicatrização nos pacientes”.
Uma patologia já identificada em alguns pacientes tratados no Ortopédico é a anemia falciforme. Isso porque a doença genética - caracterizada por uma mutação no gene que produz a hemoglobina, que é responsável por transportar oxigênio dos pulmões para os tecidos do corpo - gera algumas complicações ortopédicas, principalmente no quadril.
A Bahia é o estado que apresenta a maior incidência de anemia falciforme no país, o que se relaciona ao fato de que a doença é mais comum na população afrodescendente. Dados do Ministério da Saúde mostram que, no Brasil, estimam-se de 700 a 1.000 novos casos por ano. Na Bahia, a incidência estimada é de 1 caso para cada 650 nascimentos.
A doença, que costuma se manifestar a partir do primeiro ano de vida por meio de sintomas como crises de dor, infecções e eventos vasculares, requer um acompanhamento multidisciplinar precoce para que complicações como problemas de quadril (como osteonecrose) e outras condições sejam evitadas, preservando a qualidade de vida do paciente. Os pacientes portadores de Doença Falciforme internados no Hospital Ortopédico do Estado da Bahia são acompanhados em conjunto com a hematologia para prevenção de complicações e manejo específico da doença de base.
O Hospital Manoel Victorino (HMV), localizado no bairro de Nazaré, continuará com atendimentos e especialidades ortopédicas até o próximo dia 30 de abril, em Salvador. A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou à reportagem do Bahia Notícias que o planejamento do hospital é de atendimentos ortopédicos até o final deste mês.
Atualmente, a unidade de saúde ainda comporta pacientes que precisam de atendimentos na área de ortopedia. No entanto, alguns desses pacientes podem ser transferidos para o Hospital Ortopédico do Estado (HOE), no bairro do Cabula, em Salvador. O novo equipamento de saúde foi construído para receber grande parte dos pacientes ortopédicos e de receber algumas demandas do Manoel Victorino.
A Sesab informou ao BN que estão sendo realizadas algumas definições acerca do novo perfil de especialidade e atendimentos que o hospital deve ter. Em fevereiro deste ano, a reportagem do BN já tinha adiantado que o HMV passaria por uma reformulação interna para tratar de cuidados prolongados para pacientes de cirurgia vascular e clínica médica, com atendimento por demanda referenciada pela Central Estadual de Regulação.
A reestruturação para o novo formato e definição já tinha sido também anunciada pela titular da saúde, Roberta Santana ao BN, no mês de novembro (veja aqui).
“Ele não vai ser fechado, nós vamos colocar a unidade em funcionamento com um novo perfil assistencial, a partir da demanda do que a gente tiver na central de regulação para reestruturar o Manoel Victorino. Esses pacientes vão migrar para o Hospital Ortopédico no que couber urgência e emergência, procedimentos eletivos a gente continua realizando, pois o hospital ortopédico o principal propósito dele é atender a maior demanda da regulação que é a ortopedia de urgência e emergência, fruto de acidente de trânsito, também dos idosos que sofrem fraturas ou em casa ou acidente domésticos”, pontuou Santana.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.