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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

herbert silva

Salvador puxa "boom" das corridas de rua, e Bahia mira mais de 200 provas em 2026
Foto: Lucas Moura / Secom / PMS

As ruas de Salvador deixaram de ser apenas cenário para treino e se consolidaram como palco de um dos movimentos esportivos que mais crescem na Bahia. Depois de registrar 181 eventos reconhecidos pela Federação Bahiana de Atletismo (FBA) em 2025, o estado projeta ultrapassar a marca de 200 corridas em 2026, em um avanço que tem a capital baiana como principal vitrine da modalidade. A informação foi confirmada ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (9) com fontes ligadas à Federação Bahiana de Atletismo (FBA). 

 

O crescimento aparece também no calendário da FBA, atualizado no dia 15 de maio de 2026. Entre 16 de maio e dezembro, o documento lista 135 eventos no calendário baiano de atletismo. Deste total, 80 estão previstos para Salvador, o que representa cerca de 59% das provas registradas no período analisado.

 

A expansão não acontece de forma isolada. De acordo com dados divulgados pela própria FBA, a Bahia saiu de 145 eventos com selo da entidade em 2024 para 181 em 2025, um crescimento de aproximadamente 25%. Para 2026, a expectativa é superar 200 provas até o fim do ano.

 

O calendário mostra que a capital concentra eventos em diferentes pontos da cidade, com destaque para Piatã, Jardim de Alah, Barra, Ondina, Patamares, Boca do Rio, Comércio, Rio Vermelho, Arena O Canto da Cidade, Shopping Barra e Salvador Shopping. A variedade de locais também ajuda a explicar a popularização da modalidade, que passou a ocupar tanto espaços tradicionais da orla quanto áreas comerciais e equipamentos públicos.

 

Entre os meses com maior volume de provas no documento, agosto aparece como o mais movimentado, com 28 eventos no estado e 18 em Salvador. Novembro também se destaca, com 20 eventos listados, sendo 14 na capital. Setembro, mês da Maratona Salvador, aparece com 19 eventos, incluindo os dois dias da principal prova de rua da Bahia, marcada para 26 e 27 de setembro.

 

A Maratona Salvador é um dos símbolos desse novo momento. A prova está confirmada para dois dias, com percursos de 5 km, 10 km, 21 km e 42 km, e largada na Arena O Canto da Cidade, na Boca do Rio. O evento é tratado como a principal corrida de rua da Bahia e integra o calendário turístico-esportivo da capital.

 

Para Herbert Silva Junquilho, presidente da Federação Bahiana de Atletismo, o avanço das corridas passa por uma mudança de comportamento no período pós-pandemia. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, da Rádio Antena 1 Salvador, ele destacou que a busca por atividades ao ar livre aproximou novos públicos das provas.

 

“Dentro desse recorte pós-pandêmico houve essa busca das corridas ao ar livre. Foi uma estratégia muito boa. Quando isso foi apresentado ao público que não conhecia essa atmosfera de eventos, foi muito atrativo”, afirmou Herbert.

 

O dirigente também aponta o pós-prova como um diferencial da capital baiana. Segundo ele, Salvador e a Bahia agregam às corridas uma experiência que vai além do percurso, com entretenimento, música e ações culturais após as provas. Esse formato ajuda a atrair o público recreativo, que representa a maior parte dos participantes.

 

“É muito atrativo o pós-prova que a capital e a Bahia têm, um diferencial em relação aos entretenimentos e shows culturais que sucedem no pós. Isso tudo atrai o público recreativo que compõe 95% dos participantes”, completou.

 

A profissionalização do mercado também aparece nos números de plataformas de inscrição. Segundo levantamento divulgado pela Ticket Sports, a Bahia passou de 62 provas cadastradas em 2024 para 84 em 2025, alta de cerca de 35%. O volume bruto de vendas relacionado às corridas cresceu 60,4% no mesmo período.

 

O crescimento, no entanto, também amplia o debate sobre segurança, organização e regularização dos eventos. O próprio calendário da FBA diferencia as categorias de vinculação, como evento oficial da Federação, evento oficial da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), eventos com selo da FBA, eventos com selo e medição oficial, além de caminhadas e treinos.

 

A preocupação com a chancela das provas virou tema de discussão pública. Em junho, FBA, Conselho Regional de Educação Física (Cref) 13/BA e Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Bahia (OAB-BA), promoveram uma audiência pública sobre corrida de rua na Bahia, justamente para debater segurança, organização e responsabilidade na modalidade.

 

Na ocasião, Herbert afirmou que a corrida de rua é “uma das principais portas de entrada para o atletismo” e defendeu a construção coletiva de caminhos para garantir mais qualidade aos atletas, profissionais e organizadores.

Na Antena 1, presidente da Federação Bahiana de Atletismo faz alerta para corridas irregulares: "É um caminho perigoso"
Foto: Daniel Araújo / Bahia Notícias

O presidente da Federação Bahiana de Atletismo, Herbert Silva, defendeu a necessidade de chancela da entidade para a realização de corridas de rua na Bahia e alertou para eventos que, segundo ele, acontecem de forma irregular. O dirigente foi entrevistado nesta quinta-feira (9) no Bahia Notícias no Ar, programa da Rádio Antena 1 Salvador (100.1), e comentou o crescimento das provas em Salvador no período pós-pandemia.

 

 

De acordo com Herbert, a procura por atividades ao ar livre ajudou a impulsionar o calendário de corridas na capital baiana. O dirigente também citou o ambiente criado no pós-prova como um dos fatores que atraem o público recreativo.

 

"Dentro desse recorte pós-pandêmico houve essa busca das corridas ao ar livre. Foi uma estratégia muito boa. Quando isso foi apresentado ao público que não conhecia essa atmosfera de eventos, foi muito atrativo. É muito atrativo o pós-prova que a capital e a Bahia têm um diferencial em relação aos entretenimentos e shows culturais que sucedem no pós. Isso tudo atrai o público recreativo que compõe 95% dos participantes", afirmou.

 

Apesar do crescimento, o presidente da FBA destacou que a realização das provas precisa seguir critérios técnicos e legais. Segundo ele, a federação atua na análise da documentação apresentada pelos organizadores e na avaliação das condições oferecidas ao público.

 

"É de suma importância que todos os eventos sejam chancelados pela Federação Bahiana de Atletismo. É o ente federativo que administra a modalidade no estado. A gente faz, enquanto federação, um crivo de documentações, uma avaliação técnica sobre o que o organizador quer entregar ao público consumidor daquele serviço. Se não tem esse olhar do que traz a legalidade, baseado na Lei Geral do Esporte, não há o que se falar de evento", disse.

 

Herbert afirmou que a ausência da federação em eventos da modalidade pode gerar insegurança sobre o cumprimento das regras e sobre a responsabilidade técnica das provas.

 

"É um caminho perigoso, porque se não tem um ente federativo fazendo essa verificação e tendo esse olhar cuidadoso com quem está usufruindo a pista de serviço, a gente procura saber quem realmente está. O atletismo é uma modalidade esportiva. Se não tem uma federação, enquanto seu corpo de arbitragem, quem está ferindo realmente as regras? Fica algo meio solto", completou.

 

O dirigente avaliou que Salvador tem conseguido reduzir a incidência de eventos irregulares, especialmente quando há atuação conjunta entre a federação e os órgãos fiscalizadores.

 

"Hoje a capital é uma referência. Dificilmente acontecem eventos irregulares. Volta e meia acontecem em alguns treinões. Mas, quando é identificado, é inibido pelo ente federativo, juntamente com os órgãos fiscalizadores da prefeitura e da capital, para que práticas como essas não aconteçam", explicou.

 

Um dos pontos citados por Herbert foi o crescimento dos chamados “treinões”. Segundo ele, algumas atividades se apresentam como treinos, mas, após análise da federação, possuem características de prova.

 

"Foi algo que cresceu muito no último ano. Alguns eventos se intitulam como treinos, mas quando a federação faz a análise documental, vê que não se encaixam enquanto treino", concluiu. 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

"Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta". 

 

Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (7) que a campanha de primeiro turno deste ano foi a menos organizada entre todas as que disputou desde 1989. A declaração foi dada a aliados, ao lado de Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da campanha de reeleição do petista.

Podcast

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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