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A filha mais velha do escritor e filósofo conservador Olavo de Carvalho, Heloísa de Carvalho, morreu na noite da última quarta-feira (7), em São Paulo. O caso foi registrado na Delegacia de Atibaia.
Em nota, a Polícia Civil informou que não divulgará mais detalhes em razão da natureza da morte. Nas redes sociais, um dos irmãos de Heloísa, Davi de Carvalho, pediu orações para a irmã.
“Pode parecer contraditório, considerando todas as desavenças que havia entre ela, os irmãos e os pais, mas gostaria de pedir que, quem puder, faça uma oração por sua alma”, escreveu. Davi também afirmou que não irá se pronunciar sobre o caso.
Ex-filiada ao PT, Heloísa ganhou notoriedade após a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, ao criticar publicamente o pai, considerado um dos principais ideólogos do bolsonarismo. Ela chegou a lançar um livro no qual relatou a convivência com Olavo, descrito como um pai ausente.
Pai e filha também protagonizaram disputas judiciais. Em 2017, Olavo apresentou uma queixa-crime contra Heloísa, sob a alegação de que ela integraria uma organização criminosa apoiada por partidos de esquerda para destruir sua reputação. O caso foi arquivado. Posteriormente, ele também a processou por calúnia e difamação após a publicação de uma carta. O conflito foi encerrado após um acordo judicial, que previa a exclusão da conta de Heloísa no Facebook e o fim do litígio.
Em 2020, Heloísa afirmou nas redes sociais que o então ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, investigado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no esquema da “rachadinha”, estaria em Atibaia. Em junho daquele ano, Queiroz foi preso em um imóvel pertencente a Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, no município.
Olavo de Carvalho morreu em 2022, aos 74 anos. Heloísa foi excluída do testamento deixado pelo pai nos Estados Unidos, onde ele possuía duas casas. A herança foi dividida entre os outros sete filhos, um tio e a viúva, Roxane.
Na ocasião da morte do pai, Heloísa afirmou que Olavo morreu em decorrência da covid-19, doença cuja gravidade ele costumava minimizar. “Que Deus perdoe ele de todas as maldades que cometeu”, escreveu ao compartilhar a nota de falecimento.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.