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guga kuerten
O inédito Costa do Sauípe Open, torneio da categoria ATP Challenger 125, está prestes a começar e volta a colocar o tênis internacional no calendário da Costa do Sauípe, na Bahia, após 13 anos. O evento, que distribuirá US$ 200 mil em premiação e 125 pontos no ranking ao campeão, será realizado entre os dias 19 e 26 de outubro, com transmissão pelo Disney+/ESPN.
Os jogos serão realizados sempre no período da tarde. O qualifying começa neste domingo (19), às 15h, com 24 jogadores disputando seis vagas na chave principal. Já estão confirmados entre os convidados para o quali Eduardo Ribeiro e Ryan dos Santos. A rodada final do qualificatório será disputada na segunda-feira, também às 15h, com o início da chave principal no mesmo dia.
As duplas entram em ação na terça-feira, e a programação seguirá com jogos sempre após as 15h. As semifinais de simples estão previstas para o sábado, e a final de duplas encerrará a rodada do mesmo dia. No domingo (26), às 16h30, será disputada a final de simples, que definirá o primeiro campeão do Costa do Sauípe Open.
O complexo, que passou por um processo de renovação, contará com quatro quadras de saibro exclusivas para os jogos, além de áreas dedicadas a treinos e atividades voltadas ao entretenimento de atletas e público. Os jogadores começam a desembarcar na Bahia neste fim de semana para os primeiros treinos em solo baiano.
Durante o torneio, o ex-tenista Guga Kuerten será homenageado por sua trajetória e ligação com o local. Bicampeão em Sauípe e vencedor do seu último título no Brasil em 2004, Guga será lembrado por meio de um cálice simbólico produzido com areia das praias da região, criado pela artista Elvira Schuartz, do ateliê Espaço ZERO. A peça representa a união entre memória, arte e esporte, relembrando os feitos do tricampeão de Roland Garros e o impacto de sua história no tênis brasileiro.
Maior nome da história do tênis nacional, Gustavo Kuerten conquistou 26 títulos de simples, incluindo três troféus de Roland Garros (1997, 2000 e 2001) e o ATP Finals de 2000, torneio que reúne os oito melhores jogadores da temporada. Naquele mesmo ano, o catarinense alcançou o topo do ranking mundial da ATP.
Além das vitórias internacionais, Guga teve papel decisivo na popularização do tênis no Brasil, inspirando novas gerações e levando o esporte a um novo patamar de visibilidade. Em solo nacional, brilhou com conquistas em Florianópolis e na própria Costa do Sauípe, consolidando seu legado como um dos maiores ídolos da história do esporte brasileiro.
O esporte olímpico brasileiro celebrou seus ídolos na noite da última terça-feira (13), em uma cerimônia especial no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) oficializou a entrada de Daiane dos Santos, Edinanci Silva, Gustavo Kuerten e Afrânio Costa no Hall da Fama, eternizando suas contribuições para o país no cenário esportivo mundial.
As homenagens incluíram a marca de mãos ou pés dos ex-atletas — com exceção de Afrânio Costa, já falecido — em moldes que ficarão expostos no Centro de Treinamento do COB, em um espaço dedicado à preservação da memória olímpica nacional.
“Esse é um reconhecimento aos seus trabalhos, independente de ter ou não medalhas olímpicas. É importante a gente passar a mensagem que a medalha é apenas um detalhe do nosso projeto. É claro que o atleta quer medalha, mas o processo, os valores olímpicos que ele carrega, servem de inspiração para as demais gerações”, declarou Marco La Porta, presidente do COB, durante o evento.
Afrânio Costa foi o primeiro medalhista olímpico da história do Brasil, conquistando uma prata na pistola livre individual e um bronze por equipes nos Jogos de Antuérpia, em 1920. Natural de Macaé (RJ), foi muito mais do que um atleta: liderou a delegação de tiro na Bélgica e foi responsável por pedir armas emprestadas aos americanos, após o roubo dos equipamentos brasileiros. Como dirigente, contribuiu para a formação da modalidade no Fluminense, onde criou o primeiro estande de tiro do clube. Um familiar representou o atirador na homenagem póstuma.
Com carisma e técnica inconfundíveis, Daiane dos Santos marcou gerações ao se tornar, em 2003, a primeira brasileira campeã mundial de ginástica artística, com uma série no solo ao som de “Brasileirinho”. Seus movimentos inovadores — Dos Santos I (duplo twist carpado) e Dos Santos II (duplo twist esticado) — são reconhecidos oficialmente pela Federação Internacional.
“Eu trabalho muito no presente. Eu tento plantar boas sementes para o que eu quero colher lá na frente. Ver a geração de agora ter esse carinho. Poder ver que lá na frente as gerações vão poder abrir o Hall da Fama e vai ter o nome da ginástica ali. É poder abrir um sonho, abrir uma imagem de luz para que outras pessoas também venham. Meu desejo é que a gente tenha mais meninas e meninos aqui”, disse a ginasta, visivelmente emocionada.
Figura histórica do judô brasileiro, Edinanci Silva foi a primeira mulher do país a competir em quatro edições dos Jogos Olímpicos. Superando desafios pessoais e o preconceito, ela conquistou dois bronzes em mundiais (1997 e 2003) e foi bicampeã pan-americana, além de alcançar um quinto lugar em Pequim 2008.
“O coração está quase falhando, já não bastassem quatro Olimpíadas. Está sendo muito honroso estar aqui ao lado de grandes atletas. Estou demorando a acreditar, fico pensando que a qualquer momento posso acordar”, declarou.
Tricampeão de Roland Garros e ex-número 1 do mundo, Gustavo Kuerten, o Guga, revolucionou o tênis brasileiro. Foram 43 semanas no topo do ranking mundial, 28 títulos no circuito profissional (20 em simples e 8 em duplas) e duas participações olímpicas, em Sydney 2000 e Atenas 2004. Ao lado de Maria Esther Bueno, Guga é símbolo de uma era dourada do tênis no Brasil.
Além dos moldes físicos, o Hall da Fama do COB conta com uma plataforma digital onde os fãs podem acessar biografias, vídeos, registros históricos e até deixar mensagens para os homenageados, contemplando o legado de quem escreveu seus nomes na história do esporte olímpico.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Dr Gabriel Almeida
"Lei brasileira permite a manipulação da Tirzepatida".
Disse o médico baiano Gabriel Almeida ao rebater as acusações de envolvimento em um suposto esquema de produção e venda irregular de medicamentos para emagrecimento.