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Com o Congresso Nacional ainda em período de recesso e o Supremo Tribunal Federal (STF) funcionando em regime de plantão, o governo federal é o único poder em atividade, e os assuntos externos estão entre os principais focos de preocupações no Palácio do Planalto. De olho nessa agenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou a sua semana, nesta segunda-feira (19), em uma reunião com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
As atenções do Brasil estão voltadas para dois movimentos que envolvem o governo dos Estados Unidos e geram tensão e discussões em todo o mundo. O primeiro deles é a ameaça de algum tipo de ação norte-americana para tomar o controle da Groenlândia.
No último sábado (17), Donald Trump anunciou tarifas extras a oito países da União Europeia que se opõem aos planos dos EUA de comprar e anexar a Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca. A União Europeia convocou uma reunião de emergência para esta segunda a fim de avaliar como irá lidar com as investidas dos Estados Unidos.
Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia divulgaram uma declaração conjunta em que afirmam que permanecerão unidos e comprometidos com a segurança da Groenlândia. Os países também informaram que irão reforçar a segurança na região.
O segundo tema na mesa é o convite feito por Donald Trump para que o presidente Lula integre o Conselho de Paz para Gaza. A proposta, recebida na última sexta (16) pela embaixada brasileira em Washington, daria a Lula a chance de participar dessa importante negociação para a paz no Oriente Médio.
O convite de Trump, entretanto, tem um alto custo. Segundo informou a Bloomberg News neste final de semana, o presidente norte-americano quer que os países convidados paguem US$ 1 bilhão para permanecer no chamado “Conselho da Paz”.
De acordo com a reportagem, Trump atuaria como o presidente inaugural do conselho, e cada país-membro teria mandato de até três anos a partir da entrada em vigor do estatuto do Conselho, com possibilidade de renovação a critério do presidente do órgão.
Além dos temas internacionais, o presidente Lula também tem diversos compromissos internos nesta segunda (19). Na parte da tarde, Lula terá reuniões com o secretário para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, com o ministro dos Transportes, Renan Filho, além de um encontro com dirigentes de instituições comunitárias de educação superior.
Nesta semana o presidente Lula também fará viagens para outros estados. Na terça (20), Lula participa da cerimônia de assinatura de contratos da Petrobras para a construção de cinco navios gaseiros da Transpetro no Estaleiro de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Ainda no estado, o presidente comandará uma cerimônia de entrega de unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida.
Já na sexta (23), o presidente Lula seguirá para Maceió, capital de Alagoas. No estado, Lula também promoverá a entrega de de novas unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida do governo federal.
Na área econômica, o destaque é a reunião, na próxima quinta (22), do Conselho Monetário Nacional (CMN). Esta pode ser a última reunião do CMN com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O ministro já comunicou que deve deixar a pasta até o final do mês de janeiro, e no seu lugar provavelmente deve entrar o atual secretário executivo Dario Durigan. Além de Haddad, são membros do Conselho a ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. No encontro deve ser definida a meta da inflação para 2026.
No Judiciário, que ainda está de recesso, o ministro Dias Toffoli, do STF, determinou que a Polícia Federal interrogue nesta semana os investigados no caso do Banco Master. Alguns investigados já foram ouvidos pela Polícia Federal em 30 de dezembro, como, por exemplo, o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia de forma “ativa” com sua equipe de governo a possibilidade de compra da Groenlândia, território que pertence à Dinamarca. A informação foi confirmada pela Casa Branca, que descartou, por ora, qualquer opção militar para a anexação da região, considerada estratégica e rica em recursos naturais.
A declaração ocorre após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmar a parlamentares que a intenção do presidente é negociar a compra do território, e não promover uma invasão. Segundo ele, há previsão de reunião com representantes do governo dinamarquês na próxima semana para tratar do tema.
“É algo que o presidente e sua equipe de segurança nacional estão debatendo ativamente neste momento”, afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, ao ser questionada sobre uma possível oferta dos Estados Unidos.
De acordo com Leavitt, Trump avalia que a iniciativa atende aos interesses estratégicos do país. “O presidente considera fundamental conter a influência russa e chinesa na região do Ártico, e por isso sua equipe discute como uma eventual compra poderia ocorrer”, disse.
Questionada sobre a possibilidade de uso da força, a porta-voz negou o cenário. “Isso não é algo que o presidente faça”, afirmou, acrescentando, no entanto, que “todas as opções seguem sobre a mesa”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar, nesta segunda-feira (22), que os EUA precisam da Groenlândia por razões de segurança nacional. Segundo ele, a presença de navios russos e chineses na região torna o território estratégico para os interesses norte-americanos.
“Precisamos da Groenlândia para a segurança nacional, não por minerais. Se você olhar para a Groenlândia, de ponta a ponta da costa, verá navios russos e chineses por toda parte. Precisamos dela para a segurança nacional. Temos que tê-la”, disse Trump a jornalistas em Palm Beach, na Flórida. As informações são da agência Reuters.
No domingo (21), Trump nomeou o governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial para a Groenlândia. A decisão provocou reações negativas tanto do governo da Dinamarca quanto das autoridades groenlandesas. Landry, que governa o estado desde janeiro de 2024, declarou apoio à proposta de anexação.
Em publicação em seu perfil na rede social X, Landry afirmou ser “uma honra servir” em uma posição voluntária para “tornar a Groenlândia parte dos Estados Unidos” e disse que a nomeação não interfere em seu cargo como governador estadual.

A Groenlândia teve seu pedido de adesão à Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe) negado por unanimidade, frustrando o projeto de entrar oficialmente no futebol de seleções. A decisão foi tomada nesta semana durante o congresso da entidade e comunicada por meio de nota oficial, que citou uma “avaliação minuciosa" do caso e o respeito aos estatutos internos da confederação.
Mesmo localizada geograficamente na América do Norte, a Groenlândia é um território autônomo da Dinamarca e não possui reconhecimento como país independente pelas Nações Unidas — fator que limita sua elegibilidade para outras confederações, como a UEFA, que endureceu seus critérios após aceitar as Ilhas Faroé, que hoje competem em torneios da FIFA e da entidade europeia.
A negativa frustra os 57 mil habitantes da ilha, que hoje contam com 76 clubes e cerca de 5.500 jogadores federados. A federação local apostava na chance de seguir o caminho de outras regiões ultramarinas não soberanas — como Bonaire, Guiana Francesa, Martinica, Guadalupe, Saint Martin e Sint Maarten — que já integram a Concacaf, embora não sejam filiadas à FIFA.
Além dos entraves políticos e burocráticos, o futebol groenlandês convive com severas limitações climáticas. Com cerca de cinco meses viáveis por ano para jogos ao ar livre, o país não consegue manter gramados naturais e recorre a campos de terra batida ou relva sintética para realizar suas competições.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, nesta quarta-feira (26), que vai tomar a Groenlândia. A fala ocorreu durante uma entrevista, ocorrida um dia antes da ida de uma comitiva americana ao local.
"Precisamos da Groenlândia para a segurança internacional. Precisamos dela. Devemos tê-la", disse ele.
"Odeio dizer isso assim, mas vamos ter que tomar posse deste imenso território ártico", declarou ele ao entrevistador do podcast.
Na sexta-feira (28), o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, declara-se animado para acompanhar a delegação de altos funcionários do governo americano em viagem para o território, que atualmente é administrado pela Dinamarca.
"Ansioso para visitar a Groenlândia", escreveu ele, em sua conta no X, antigo Twitter. Em postagem, ele também coloca um vídeo onde declara: "infelizmente, líderes tanto nos Estados Unidos quanto na Dinamarca, eu acho, ignoraram a Groenlândia por tempo demais".
O presidente americano já disse que usará forças para seus objetivos, caso for necessário.
O partido de oposição de centro-direita da Groenlândia, Demokraatit, venceu a eleição parlamentar realizada na terça-feira (11), superando a coalizão de esquerda, com 29,9% dos votos. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (12).
A Groenlândia é um território dinamarquês autônomo, e está localizada entre o Atlântico Norte e o Oceano Ártico. Em seu posicionamento, o Demokraatit, que favorece uma abordagem lenta para a independência da Dinamarca, enquanto o partido de oposição Naleraq favorece a independência rápida e terminou a votação com 24,5%.
Nas eleições deste ano, a votação dominada pela promessa do presidente dos EUA, Donald Trump, de assumir o controle do território. Desde que foi reeleito, Donald Trump prometeu tomar a Groenlândia, dizendo que é vital para os interesses de segurança dos EUA.
Segundo a CNN internacional, a uma ideia rejeitada pela maioria dos 57 mil groenlandeses. A atividade militar na região foi intensificada pela corrida geopolítica pelo domínio no Ártico, onde o derretimento das calotas polares está tornando seus recursos mais acessíveis e abrindo novas rotas de navegação.
“As pessoas querem mudança… queremos mais negócios para financiar nosso bem-estar. Não queremos independência amanhã, queremos uma boa base”, afirmou Jens-Frederik Nielsen, líder do Demokraatit e ex-ministro da indústria e minerais.
A Groenlândia é uma antiga colônia dinamarquesa e é um território desde 1953. Ela ganhou alguma autonomia em 1979, quando seu primeiro parlamento foi formado, mas Copenhague ainda controla relações exteriores, defesa e política monetária e fornece pouco menos de US$ 1 bilhão por ano para a economia.
Em 2009, ganhou o direito de declarar independência total por meio de um referendo, embora não o tenha feito por preocupação de que os padrões de vida cairiam sem o apoio econômico da Dinamarca. As informações são da CNN Brasil.
Nesta terça-feira (7), o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não descarta o uso de força militar para tomar o controle do Canal do Panamá e a Groenlândia.
Durante uma coletiva de imprensa, Trump justificou que o domínio americano sobre esses territórios é "vital para a segurança econômica" do país.
Quando questionado se poderia garantir que não utilizaria medidas coercitivas, o republicano respondeu: "Não, não posso garantir nenhum desses dois. Mas posso dizer o seguinte: precisamos deles para a segurança econômica".
As declarações coincidem com a visita de uma comitiva de assessores e conselheiros, incluindo Donald Trump Jr., à Groenlândia. O território autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca tem sido alvo de interesse de Trump, que já sugeriu até mesmo a imposição de tarifas à Dinamarca caso o país recuse uma proposta de compra da ilha.
O premiê da Groenlândia, Mute Egede, reiterou que o território não está à venda e reforçou os planos de independência: "Nosso futuro e a luta pela independência são nossos negócios", afirmou em discurso recente.
Além disso, Trump demonstrou interesse em transformar o Canadá em um estado americano, o que gerou uma resposta contundente do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau: "Não há a menor chance de que o Canadá se torne parte dos EUA".
O republicano ainda propôs renomear o Golfo do México para "Golfo da América" e reforçou a intenção de impor tarifas significativas tanto ao México quanto ao Canadá.
Autoridades do México e do Panamá ainda não comentaram as declarações. Entretanto, o presidente panamenho, José Raúl Mulino, já rejeitou anteriormente a ideia de devolver o controle do Canal do Panamá aos Estados Unidos. O canal foi entregue ao país centro-americano em 1999, após um acordo firmado na década de 1970 pelo então presidente americano Jimmy Carter.
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu deter o que batizou de “loucura transgênero” ainda em seu primeiro dia de segundo mandato como chefe de estado. “Assinarei ordens executivas para acabar com a mutilação sexual infantil e tirar os transgêneros do Exército e das nossas escolas dos ensinos fundamental e médio”, afirmou o político.
A sua fala se deu neste domingo (22), no AmericaFest, conferência para jovens conservadores na cidade de Phoenix, no Arizona. No mesmo evento, Trump prometeu também “manter homens fora dos esportes femininos” e afirmou que “será política oficial do governo dos EUA que haja apenas dois gêneros: masculino e feminino”.
O republicano prometeu uma “nova era” para os Estados Unidos com a sua volta à Casa Branca. “Em 20 de janeiro, os EUA virarão para sempre a página de quatro longos e horríveis anos de fracasso, incompetência e decadência nacional, e inauguraremos uma nova era de paz, prosperidade e grandeza nacional”, afirmou.
COMPRA DA GROENLÂNDIA
Também no domingo, ao anunciar o novo embaixador dos EUA na Dinamarca, Trump comentou em sua rede Truth Social sobre a Groenlândia, parte semiautônoma da Dinamarca e sede de uma grande base da Força Aérea estadunidense: “Para fins de segurança nacional e liberdade em todo o mundo, os EUA sentem que a propriedade e controle da Groenlândia são uma necessidade absoluta”.
Em seu mandato anterior Trump expressou interesse em comprar a região, mas proposta foi recusada pela Dinamarca e pelas autoridades da ilha. Mette Frederiksen, primeira-ministra dinamarquesa qualificou a oferta como “absurda”.
Desde 2009, a ilha de 56 mil habitantes, que depende de transferências orçamentárias significativas de Copenhague, possui o direito de declarar independência da Dinamarca, mas se absteve do direito de fazê-la até hoje.
Ainda no domingo, Trump também ameaçou reafirmar o controle dos EUA sobre o Canal do Panamá, sob acusações de cobrança de taxas excessivas.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.