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gramado sintetico
Os clubes da Série A que adotam gramados sintéticos divulgaram, na manhã desta quinta-feira (11), uma nota oficial conjunta em resposta às declarações do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap. O dirigente havia criticado o uso do piso artificial, tema que voltou ao centro das discussões após o clube carioca formalizar uma proposta de padronização dos gramados do futebol brasileiro junto à CBF.
A manifestação foi publicada por Atlético-MG, Palmeiras, Chapecoense e Athletico-PR em suas redes sociais. O Botafogo, que também assinou o documento, ainda não havia reproduzido o texto até o momento da divulgação.
Na nota, os clubes que utilizam o recurso defenderam o modelo adotado em seus estádios, afirmando que a discussão sobre qualidade dos campos precisa considerar a ausência de padronização nacional. O grupo também declarou que não há comprovação científica que associe gramados sintéticos modernos ao aumento de lesões entre jogadores. As equipes reforçaram que a tecnologia segue normas internacionais e que deve ser analisada dentro de um contexto técnico mais amplo.
A reação ocorreu dois dias depois de o Flamengo encaminhar à CBF o “Programa de Avaliação e Monitoramento da Qualidade de Gramados do Futebol Brasileiro”, documento que propõe parâmetros para elevar o padrão dos campos no país. Entre os pontos apresentados, está a recomendação pelo fim dos gramados sintéticos na elite do futebol nacional. A discussão acontece em um momento de expansão do uso do piso artificial na Série A: com os acessos de Athletico-PR e Chapecoense, 30% dos clubes passarão a mandar seus jogos em superfície sintética em 2026 — incluindo ainda Palmeiras, Botafogo e Atlético-MG.
A nota conclui ressaltando que o debate sobre qualidade dos gramados é considerado necessário pelos clubes signatários, mas que, segundo eles, deve ser baseado em critérios técnicos.
Leia a nota completa abaixo na íntegra:
"Diante das recentes declarações públicas sobre a utilização de gramados sintéticos no futebol brasileiro, Athletico Paranaense, Atlético, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras reafirmam sua posição em defesa dessa tecnologia, adotada de forma responsável, regulamentada e alinhada às melhores práticas internacionais.
Em primeiro lugar, é imprescindível reconhecer que não existe padronização de gramados no Brasil. Ignorar esse fato e direcionar críticas exclusivamente aos gramados sintéticos reduz um debate complexo a uma narrativa simplificada, injusta e tecnicamente equivocada.
Também reiteramos que um gramado sintético de alta performance supera, em diversos aspectos, os campos naturais em más condições presentes em parte significativa dos estádios do país.
É igualmente importante esclarecer que não há qualquer estudo científico conclusivo que comprove aumento de lesões provocado pelos gramados sintéticos modernos.
O tema da qualidade dos gramados é legítimo, saudável e necessário. Porém, deve ser conduzido com responsabilidade, dados objetivos e conhecimento técnico, e não com narrativas que distorcem a realidade, desinformam o público e desconsideram a complexidade do assunto.
Athletico Paranaense - Atlético - Botafogo - Chapecoense - Palmeiras"
O Flamengo encaminhou à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) um documento com sugestões para a criação do "Programa de Avaliação e Monitoramento da Qualidade de Gramados do Futebol Brasileiro". A proposta, divulgada pelo clube no último domingo (8), busca estabelecer parâmetros mínimos para os campos utilizados nas competições nacionais.
Segundo o comunicado rubro-negro, o objetivo é elevar o padrão dos gramados, reduzir riscos de lesões e aproximar o futebol brasileiro das principais ligas internacionais. O Flamengo argumenta que atletas de alto nível, brasileiros e estrangeiros, podem demonstrar insatisfação com algumas condições atuais e podem, no futuro, evitar atuar no país.
Entre os principais argumentos, a proposta sugere:
- Substituição gradual dos gramados sintéticos da Série A até o fim de 2027 e da Série B até 2028;
- Definição de requisitos mínimos de qualidade, como altura e densidade da grama, tipo de preenchimento, coloração e camada de amortecimento;
- Padronização dos campos, seguindo estudos que apontam impacto das superfícies na saúde dos jogadores.
O presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, falou a respeito do tema durante o evento que elencou os melhores do Brasileirão 2025, promovido pela CBF. De acordo com ele, estádios brasileiros comportarem gramados sintéticos ou ruins é 'uma vergonha'.
"Nós temos feito uma campanha importante contra o gramado de plástico. Ano que vem serão 18 estádios e seis de plástico. Não tem nenhum desses na Europa e não tem nenhum desses na América do Sul. Do meu ponto de vista é uma vergonha que a gente aceite isso no Brasil. Nós vamos trabalhar abertamente contra isso. Não só pela padronização dos gramados, mas pelo campo que a gente jogue. Campo de plástico não! Essa é a posição do Flamengo, já tenho dito e a gente repete. Quem pensa em ganhar dinheiro fazendo show devia mudar de negócio: sai do futebol e vai viver de show business, não tem problema. Mas achar que o futebol precisa de um campo de plástico porque pra fazer show... definitivamente a gente não concorda com isso", disparou Bap.
?? “Nossa campanha é contra o gramado de plástico. É uma vergonha que a gente aceite isso no Brasil.”
— Planeta do Futebol ???? (@futebol_info) December 9, 2025
“Quem quer dinheiro com shows, troca de negócio. Sai do futebol e vai viver de Show Business.”
????? Bap, presidente do Flamengo.
???? @trivela | @guicalvano https://t.co/dmq39DofxZ
O envio do documento faz parte da consulta aberta pela CBF para atualização do Regulamento Geral de Competições (RGC) e do Regulamento Específico (REC) do Brasileirão 2026. O clube informou que agora aguarda a formalização do grupo de trabalho responsável por aprofundar a discussão antes do início da próxima temporada.
Atualmente, cinco clubes da Série A utilizam gramado sintético: Atlético-MG (Arena MRV), Athletico-PR (Ligga Arena), Botafogo (Nilton Santos), Chapecoense (Arena Condá) e Palmeiras (Allianz Parque).
Clique neste link e confira o ofício completo, proposto pelo Flamengo.
Um grupo de jogadores do futebol brasileiro iniciou um movimento contra a utilização de gramados sintéticos nos estádios do país. Atletas como Neymar, Thiago Silva, Gerson, Dudu, Philippe Coutinho, Lucas Moura e Gabigol divulgaram, na manhã desta terça-feira (18), uma nota oficial nas redes sociais pedindo a padronização de campos com gramado natural de qualidade.
"Nas ligas mais respeitadas do mundo os jogadores são ouvidos e investimentos são feitos para assegurar a qualidade do gramado nos estádios. Trata-se de oferecer qualidade para quem joga e assiste. Se o Brasil deseja definitivamente estar inserido como protagonista no mercado do futebol mundial, a primeira medida deveria ser exigir qualidade do piso que os atletas jogam e treinam", informa um trecho do comunicado.
Atualmente, apenas dois clubes da Série A utilizam gramado sintético: Palmeiras e Botafogo, os últimos campeões do Campeonato Brasileiro. O Atlético-MG também está em processo de instalação do piso artificial, enquanto o Athletico-PR, tradicional adepto desse tipo de gramado, jogará a Série B em 2025 após ter sido rebaixado em 2024. Veja a publicação abaixo:
NOTA OFICIAL DOS JOGADORES
"Preocupante ver o rumo que o futebol brasileiro está tomando. É um absurdo a gente ter que discutir gramado sintético em nossos campos. Objetivamente, com tamanho e representatividade que tem o nosso futebol, isso não deveria nem ser uma opção. A solução para um gramado ruim é fazer um gramado bom, simples assim.
Nas ligas mais respeitadas do mundo os jogadores são ouvidos e investimentos são feitos para assegurar a qualidade do gramado nos estádios. Trata-se de oferecer qualidade para quem joga e assiste.
Se o Brasil deseja definitivamente estar inserido como protagonista no mercado do futebol mundial, a primeira medida deveria ser exigir qualidade do piso que os atletas jogam e treinam.
FUTEBOL PROFISSIONAL NÃO SE JOGA EM GRAMADO SINTÉTICO!"
A prefeitura de Salvador entregou neste sábado (25) dois campos requalificados nas comunidades do Bairro da Paz e São Marcos. Os equipamentos estão localizados na Rua da Jamaica, no Bairro da Paz, e na comunidade Klesus Rocha, em São Marcos.
Nos locais foram realizadas obras de infraestrutura, reforma da arquibancada, troca da rede de cobertura, placas de amortecedores e traves, entre outros serviços.
O primeiro a ser entregue foi o campo do Bairro da Paz. “Iniciamos esse processo de implantação de grama sintética nos campos municipais. Esse trabalho que a gente faz é por toda a cidade, em especial nos bairros mais distantes e pobres, onde as pessoas não têm condições de pagar para alugar um campo sintético para jogar”, afirmou o prefeito Bruno Reis (União).

Bruno destacou que o esporte é uma ferramenta de inclusão social. “Antes, as crianças jogavam aqui num campo de barro, a bola caía na avenida Paralela e elas corriam risco de acidentes. Hoje, ocorreu essa verdadeira transformação. O esporte é uma ferramenta de inclusão social. E um dos exemplos de como a prefeitura pode ajudar no enfrentamento à violência é esse, a construção de um equipamento como esse”, salientou.
Até o momento foram entregues 27 campos com grama sintética na capital baiana, e outros 62 equipamentos esportivos estão com obras em andamento. Atualmente, Salvador tem 756 campos e quadras cadastrados. Destes, 549 foram construídos e reformados pela administração municipal.
“Por isso, a prática do esporte, associada ao lazer, é uma ferramenta essencial para proporcionar oportunidades de fortalecimento da autoestima e na formação de indivíduos mais conscientes”, frisou o secretário de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), Júnior Magalhães.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Marcinho Oliveira
"Venho a público esclarecer que fui surpreendido, nesta quarta-feira (1º), com o cumprimento de mandado de busca e apreensão relacionado a uma investigação sobre contratos no município de Serrinha. Reforço que nunca exerci cargo público nem tive função de gestão no município de Serrinha, não tendo qualquer participação na condução desses contratos".
Disse o deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD) ao usar as redes sociais no início da tarde desta quarta-feira (1°) para se pronunciar sobre a operação da Polícia Federal (PF).