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governo sanciona leis
O Governo Federal oficializou nesta quarta-feira (29) um conjunto de medidas de enfrentamento à violência contra as mulheres, com efeitos que também alcançam a Bahia, um dos estados com maiores registros de violência doméstica no país. Foram sancionadas duas leis e assinados dois decretos ligados ao Projeto Mulher Segura, que busca fortalecer a capacidade do Estado brasileiro de prevenir, monitorar e enfrentar as agressões contra a mulher.
Uma das leis amplia a divulgação do Ligue 180, canal gratuito de denúncia, e a outra possibilita a transferência bancária automática da pensão alimentícia. Esse mecanismo ajuda a garantir o pagamento nos casos em que o desconto em folha não é possível. As medidas valem para todo o país e passam a orientar também o atendimento e a proteção de mulheres na Bahia.
Os dois decretos regulamentam uma alteração recente na Lei Maria da Penha, feita em abril de 2026, que passou a prever a monitoração eletrônica do agressor e a disponibilização de um dispositivo de segurança que alerta a vítima sobre a aproximação dele. Essas passaram a ser medidas protetivas de urgência autônomas em casos de violência doméstica e familiar, ou seja, podem ser aplicadas de forma independente.
Um dos decretos assinados nesta quarta regulamenta a monitoração eletrônica e estabelece parâmetros nacionais para sua aplicação, gestão e operação. O texto também cria o Programa Alerta Mulher Segura, que oferece um modelo de referência para que estados e o Distrito Federal organizem seus sistemas de acompanhamento dos agressores. A proposta preserva a autonomia de cada ente federativo, de modo que a Bahia e as demais unidades podem adaptar o serviço à sua própria estrutura.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao encaminhar um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.