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geovane santana lopes
A Polícia Civil investiga a possibilidade de “queima de arquivo” na morte do interno da clínica de reabilitação, que foi denunciada por cárcere privado, em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Em entrevista ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (23), o delegado Marcos Laranjeiras, responsável pelo caso, deu detalhes sobre a morte de um interno identificado como Iago na unidade.
?? Polícia investiga possível queima de arquivo em morte de interno de clínica em Candeias
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 23, 2026
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Ele teria presenciado um outro interno, identificado como Geovane Santana Lopes, de 31 anos, ser severamente espancado pela equipe da clínica e manifestou inconformismo com a agressão. De acordo com o delegado, a administração do local determinou a execução de Iago para evitar denúncias.
“Estamos averiguando a dinâmica do fato delituoso em relação ao Iago. Nós temos já depoimentos formais dentro do inquérito de que ele praticamente foi vítima de queima de arquivo. O Iago era muito ligado ao Geovane e presenciou um espancamento muito violento do pessoal da clínica, tanto do responsável quanto dos funcionários. Ele não se conformou com isso e, segundo relatos do inquérito, o proprietário e os responsáveis da clínica resolveram executar Iago como se fosse uma queima de arquivo”, disse Laranjeiras ao BN.
O delegado explicou que os pacientes eram levados de diversos municípios baianos (como Salvador, Simões Filho, Dias d'Ávila e Candeias). Além de internações voluntárias levadas pelas famílias, o proprietário e o gerente realizavam internações forçadas.
A investigação, segundo Laranjeiras, também indica que o proprietário do local é apontado como o autor intelectual das ordens para executar os dois internos. Embora ainda não seja formalmente considerado foragido por falta de mandado emitido até o momento, a prisão preventiva deve ser requerida em breve.
“Em verdade, a investigação está bem evoluída. Nós temos um farto material de testemunhas no inquérito, apontando a autoria intelectual do proprietário da clínica, no sentido de que ele ordenou a execução de dois internos na clínica. Nós não podemos dizer que ele é foragido porque ainda não existe mandado de prisão cautelar em desfavor dele, mas por certo isso irá ocorrer”, afirmou.
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