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gastos de prefeituras
A União dos Municípios da Bahia (UPB) acompanha com "atenção" a proposta que reajusta o piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas. A medida foi aprovada no Senado e deve seguir para a Câmara dos Deputados antes da sanção da presidência da República.
Pelo texto, o piso salarial sai de R$3.636 para R$13.662 para jornada de 20 horas semanais, um aumento de 275,74%. Mesmo que o projeto indique que estados e municípios não precisem custear o aumento salarial das categorias com recursos próprios, a UPB se preocupa com garantias dos aportes.
O Fundo Nacional de Saúde (FNS) que seria responsável pelo custo teria função de apenas redistribuir recursos. Porém, a fonte dos mesmos ainda não foi definida.
A entidade afirma que a realidade do interior baiano, sobretudo dos municípios de pequeno porte e que dependem de transferências constitucionais, é distinta da vivenciada por municípios de estados com maior capacidade arrecadatória.
Em nota enviada ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (15), a UPB declarou que "a criação de obrigações permanentes sem a correspondente fonte de custeio amplia a pressão sobre os orçamentos municipais, já fortemente impactados pelo crescimento das despesas obrigatórias".
Na nota, a entidade diz que reconhece a relevância desses profissionais para a prestação dos serviços públicos de saúde e não questiona o mérito da valorização das categorias. No entanto, "defende que qualquer iniciativa de valorização profissional seja construída em diálogo com os municípios e acompanhada de mecanismos que garantam segurança jurídica, responsabilidade fiscal, equilíbrio das contas públicas e manutenção dos serviços prestados à população", pontuou.
O PL que vai para apreciação da Câmara dos Deputados tem impacto estimado em R$25,9 bilhões para os caixas das prefeituras, segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM).
No entendimento da instituição, até agora não há garantia de que os Entes da Federação não serão impactados, já que ainda permanece a lacuna da fonte dos recursos, o que contraria a Emenda Constitucional 128, que veda a criação de despesas sem a indicação da fonte de custeio.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao encaminhar um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.