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Artigos

Iône Ramos
O simples privilégio de saber ler e escrever
Foto: Divulgação

O simples privilégio de saber ler e escrever

No Brasil da década de 1950, mais da metade da população com 15 anos ou mais eram analfabetos. O acesso às letras era um privilégio restrito a poucos, limitando a cidadania de milhões de brasileiros.

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

gantois

Missa de sétimo dia de Mãe Carmen de Oxaguian reúne familiares e religiosos em Salvador
Foto: Reprodução / TV Bahia

A missa de sétimo dia pela morte de Mãe Carmen de Oxaguian foi realizada na sexta-feira (2), em Salvador. A celebração ocorreu na Igreja Nossa Senhora da Vitória e reuniu familiares, filhos e filhas de santo, representantes de comunidades de matriz africana e admiradores da trajetória religiosa e social da ialorixá.

 

Segundo o g1, a cerimônia foi organizada pelo Ilé Ìyá Omi À?? Ìyámase, conhecido como Terreiro do Gantois, em parceria com a Associação de São Jorge Ebé Oxóssi.

 

Foto: Reprodução/TV Globo

 

Mãe Carmen morreu no último dia 26 de dezembro, aos 98 anos. Ela estava internada havia duas semanas no Hospital Português, em Salvador, em decorrência de complicações causadas por uma forte gripe.

 

A ialorixá foi a quinta dirigente do Terreiro do Gantois. Iniciada no candomblé aos 7 anos de idade, ela assumiu a liderança da casa religiosa em 2002. Antes dela, estiveram à frente do terreiro Maria Júlia da Conceição Nazareth (1849–1910), Pulchéria Maria da Conceição Nazareth (1910–1918), Maria Escolástica da Conceição Nazareth (1922–1986) e Cleusa Millet (1989–1998).

 

Nascida em 1926, Carmen Oliveira da Silva era a filha mais nova de Maria Escolástica de Conceição Nazareth, conhecida como Mãe Menininha do Gantois, uma das mais importantes ialorixás da história do candomblé na Bahia.

 

Ao longo de 23 anos à frente do terreiro, Mãe Carmen foi responsável pela preservação de tradições religiosas, culturais e ancestrais do candomblé, além de desenvolver ações socioeducativas junto à comunidade do Gantois. Também promoveu iniciativas culturais voltadas à valorização da memória da religiosidade de matriz africana, como cursos de ritmos e toques, dança e bordados tradicionais.

 

Em reconhecimento à sua trajetória, recebeu, em maio de 2023, a comenda Maria Quitéria, concedida a mulheres que se destacam por serviços prestados a Salvador ou à Bahia.

 

Em maio de 2010, foi homenageada com a Medalha dos 5 Continentes ou da Diversidade Cultural, concedida pela Unesco.

 

Mãe Carmen também foi homenageada com a música A Força do Gantois, composta pelo sambista Nelson Rufino e lançada em agosto de 2011.

Rum Alagbê convida mestre Gamo da Paz em live especial neste sábado
Foto: Zé Maurício Bittencourt

O Rum Alagbê promove neste sábado (17), uma live especial. A apresentação, transmitida ao vivo pelo YouTube, a partir das 10h, fecha um ciclo de atividades virtuais do projeto e terá como convidado especial o mestre Gamo da Paz, uma das referências sobreo universo dos tambores sagrados de matrizes africanas. Um videoclipe do projeto também será lançado.

 

Desenvolvido há 20 anos pelo Ilé Iyá Omi Axé Iyamasé, o Terreiro do Gantois, em Salvador, o projeto Rum Alagbê vem, desde janeiro, realizando uma série de atividades on-line com objetivo de preservar, valorizar e difundir as tradições rítmicas percussivas de matrizes africanas. Batizado de “Rum Alagbê para Preservação, Salvaguarda e Difusão das Tradições Rítmicas do Terreiro do Gantois”, a iniciativa foi contemplada pelo Prêmio Jaime Sodré de Patrimônio Cultural, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundos da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

 

Neste sábado, jovens de 15 a 29 anos, monitores do projeto que participaram dos quatro meses de oficinas formativas, estarão reunidos com o coordenador Iuri Passos em uma mostra musical. Juntos, eles recebem o mestre Gamo da Paz, um dos grandes mestres da atualidade na função e na arte de tocar o Hun, tambor sagrado. Iniciado no candomblé por Mãe Menininha, tem uma trajetória importante na música como produtor do respeitado  álbum “Odun Orin”, além de já ter contribuído em trabalhos de Gilberto Gil, Balé Folclórico da Bahia, Balé Folclórico do Brasil, entre outros. 

 

A atividade faz alusão à tradicional aula pública, realizada anualmente pelo Rum Alagbê na Praça Maria Pulcheria, em frente ao Terreiro do Gantois, em um movimento de aproximação entre o projeto e a comunidade.  

 

A live marca também o lançamento de um videoclipe inédito do Rum Alagbê. No clipe, que teve roteiro adaptado para filmagens seguras durante a pandemia, meninos e meninas do projeto tornam-se videomakers e registram cenas de seus cotidianos em isolamento, filmando as aulas de música, as ruas, becos, escadarias, vistas das suas janelas, imagens do Terreiro do Gantois, muros com artes em grafitti e a realidade da comunidade do bairro do Alto do Gantois.

'Rum Alagbê' promove preservação do patrimônio afro com atividades virtuais
Foto: José Maurício Bittencourt

A memória das tradições musicais afro-brasileiras está viva nas mãos de crianças e jovens baianos do Alto do Gantois. O projeto Rum Alagbê, desenvolvido há 20 anos pelo Ilé Iyá Omi Axé Iyamasé, o Terreiro do Gantois, em Salvador, realiza desde janeiro e até abril uma série de atividades virtuais com objetivo de preservar, valorizar e difundir as tradições rítmicas percussivas de matrizes africanas.

 

Batizado de “Rum Alagbê para Preservação, Salvaguarda e Difusão das Tradições Rítmicas do Terreiro do Gantois”, a iniciativa foi contemplada pelo Prêmio Jaime Sodré de Patrimônio Cultural, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundos da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

 

Desde janeiro, o projeto vem realizando oficinas de música on-line com jovens de 15 a 29 anos, moradores do Alto do Gantois e áreas vizinhas, que já atuam como monitores do projeto. Semanalmente, são realizados dois encontros entre o coordenador do Rum Alagbê, o professor e percussionista Iuri Passos, e os participantes. O projeto ainda prevê a realização de oficinas virtuais de confecção de atabaques, com ensinamentos e práticas dos mestres da fabricação desses instrumentos tão importantes nos ritos do candomblé. 

 

Além das oficinas formativas, estão acontecendo Encontros Musicais especiais entre Iuri Passos e os convidados Uirá Cairo, Rafael Palmeira e José Izquierdo. Abertos ao público e com transmissão ao vivo pelo YouTube do projeto, os bate-papos acontecem, respectivamente, nos dias 18, 25 de março e 2 de abril.

 

“Buscamos formas para que, mesmo com as restrições e cuidados exigidos pela pandemia, esses meninos e meninas possam reconhecer a importância da sua ancestralidade no fazer musical, de forma que descubram e desenvolvam habilidades e, dessa forma, se conectem com suas raízes, fortalecendo esse sentimento de pertencimento, que é tão importante na sua educação e formação pessoal”, destaca Iuri Passos. 

 

Duas atividades especiais marcarão o encerramento do projeto no dia 17 de abril com transmissão pelo YouTube do projeto: uma live, em que Iuri Passos e os monitores participantes se reunirão para uma grande mostra do trabalho realizado durante os quatro meses de oficinas, e o lançamento de um clipe, que trará com detalhes a potência artística e cultural do projeto. 

Documentário ‘Orin: música para os Orixás’ faz pré-estreia em terreiros de Salvador
Foto: Divulgação

Trazendo como mote a riqueza dos ritmos entoados no candomblé de Salvador e sua influência na construção da música popular brasileira, o documentário “Orin: música para os Orixás” terá sua pré-estreia entre os dias 19 e 26 de maio, nos terreiros do Gantois, Afonjá e Omorossí, e na Fundação Pierre Verger, na capital baiana. Após a exibição, haverá um debate sobre a temática, com a presença de participantes do filme. O longa-metragem, dirigido por Henrique Duarte, é composto por imagens captadas em festas dedicadas aos Orixás, performances de dança, apresentações ao vivo e entrevistas com pais de santo, etnomusicólogos, estudiosos da religião e artistas da cena baiana, a exemplo de Mateus Aleluia, Gabi Guedes, Letieres Leite e Gerônimo Santana. “Orin: música para os Orixás” foi financiado pelo edital Arte Todo Dia, da Fundação Gregório de Matos.

 

SERVIÇO
Pré-estreia do documentário "Orin: música para os Orixás"

19/05, às 18h, no Terreiro do Gantois – Salvador (BA)
23/05, às 10h, no Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá - Salvador (BA)
24/05, às 19h, na Fundação Pierre Verger - Salvador (BA)
27/05, às 16h, no Terreiro Ilê Axé Inginoquê Omorossí - Salvador (BA)

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Tenho pra mim que os nepo babies parecem meio perdidos. Alguém precisa dar uma orientação pra eles. Tem até filho feio confundindo o próprio pai. Enquanto isso, o Cacique vai ter que lutar pra afastar a imagem de pé frio, e Zoião tenta convencer que é desenrolado. Mas quem tá passando uma mensagem meio confusa é o Rambo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Tânia Scofield

Tânia Scofield
Foto: Thiago Tolentino / Antena 1 Salvador

"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".


Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".
 

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Angelo Coronel (Republicanos) nesta segunda

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Angelo Coronel (Republicanos) nesta segunda
A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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