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francisco saenz valiente
O corpo da baiana Emmily Rodrigues, de 26 anos, que morreu após cair do sexto andar de um prédio em Buenos Aires, na Argentina, passará por nova necropsia nesta terça-feira (16). A informação foi anunciada pelo pai da jovem, Aristides Rodrigues, via TV Bahia.
A nova necropsia será feita com a presença do médico legista contratado por familiares de Emmily, do médico legista contratado pela defesa do suspeito e da junta composta por médicos oficiais da Justiça Argentina.
O caso aconteceu quando Emmily estava no apartamento do empresário Francisco Saénz Valiente, em uma área nobre da capital argentina. O homem chegou a ser preso por suspeita de homicídio, mas foi liberado 20 dias após a prisão e está em liberdade. Ao decorrer das apurações do caso, o empresário afirmou que a baiana teria utilizado drogas, teve um surto psicótico e se jogou da janela.
A versão do argentino foi negada por familiares da jovem. A família afirmou que solicitou o novo exame para comprovar que a jovem foi jogada da janela. O pedido da família chega após a defesa do suspeito alegar que ela teria pulado.
O pai da jovem, Aristides Gomes, que também é advogado e atua no caso, disse que não acredita na versão da defesa de Francisco. Ele explicou que questões deixadas de lado na primeira necropsia, como lesões não compatíveis com a queda, podem ser elucidadas com o novo exame.
O corpo de Emmily segue na Argentina até a conclusão das investigações.
Um áudio mostra que a baiana Emmily Rodrigues, de 26 anos, pediu ajuda minutos antes de cair do prédio do empresário Francisco Sáenz Valiente, 52, em Buenos Aires, capital da Argentina, na noite do dia 30 de março. A polícia suspeita de feminicídio. Francisco, que é empresário do agronegócio, é o principal suspeito e está preso.
Na gravação, que foi revelada pelo portal G1, o suspeito conversa com um policial e diz que tem uma mulher possuída em sua casa. Ao fundo, é possível ouvir gritos e pedidos de socorro, que seriam da baiana.
No dia do crime, a polícia foi chamada por um homem que morava no prédio. O morador encontrou o da baiana na área externa do edifício sem roupas e com lesões.
À polícia, o empresário disse que a jovem teve um surto e se jogou na janela. A família dela não acredita nesta versão.
O advogado da família informou que a necropsia e o áudio devem ajudar nas investigações.
Leia a transcrição da ligação feita pelo suspeito para um policial:
• Atendente: "Olá, emergências 911"
• Francisco: "Preciso de um policial porque tenho uma garota que está muito alterada"
• Atendente: "Uma garota?"
• Francisco: "Sim"
• Atendente: "Alterada em que sentido?"
• Francisco: "Alterada"
• Atendente: "É na Capital?"
• Francisco: "Sim"
• Atendente: "Qual é a rua?"
• Francisco: "[Diz o endereço]. Se você puder vir rapidamente, por favor."
• Atendente: "Em qual andar, senhor?"
• Francisco: “Sexto andar”.
• Atendente: “Você a conhece?".
• Francisco: “Eu a vi hoje. Eu a conheço através de uma amiga. Ela está gritando muito. Ela está como que possuída."
• Atendente: "Seu nome?"
• Francisco: “Francisco”
• Atendente: "Você é vizinho do local ou gerente?"
• Francisco: “Eu sou o dono”
• Atendente: “Tudo bem, Francisco. Ele está em seu apartamento?"
• Francisco: “Calma! [ele diz a Emmily].
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.