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Artigos

Gustavo Falcón
O Paraguaçu sob ataque
Foto: Acervo pessoal

O Paraguaçu sob ataque

O rio Paraguaçu é o mais longo rio baiano. Ele nasce na cidade de Barra da Estiva e desagua em Salinas das Margaridas após um longo percurso de cerca de 600 km. Irriga plantações, serve de bebedouro para os animais, fonte de renda para pescadores, corta povoados e cidades, incorpora muitos afluentes e em Cachoeira, já próximo a sua foz, majestoso e imponente, se transforma num imenso lago represado na Barragem de Pedra do Cavalo. Dali manda água para abastecer milhares de pessoas, no interior e principalmente na capital do estado.

Multimídia

Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria

 Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria
Em entrevista ao Projeto Prisma, com Fernando Duarte, o secretário de Relações Institucionais de Salvador e deputado federal licenciado, Alex Santana (Republicanos), afirmou que a decisão de não disputar a reeleição em 2026 foi motivada exclusivamente por razões pessoais.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

forro

CIRCUITO JUNINO: Conheça os palcos que recebem as atrações do São João no Pelourinho
Luiza Barboza / Bahia Notícias

Para além do palco principal, o São João do Pelourinho aposta em uma estrutura descentralizada para receber baianos e turistas neste período junino. Com atrações distribuídas por diversos largos e praças do Centro Histórico, a festa oferece programações simultâneas para diferentes públicos.



Reynaldo Félix / Ag. Fred Pontes / Sufotur


Nossa equipe percorreu os principais palcos do circuito, são eles o Largo Teresa Batista, Largo Quincas Berro D’água e a Praça das Artes. Em cada um, as atrações se dividem entre o tradicional forró pé-de-serra, sertanejo, arrocha e diversas atrações ocorrendo nas ruas.

 


Denisse Salazar / Ag.Fred Pontes



A programação completa e as atualizações do São João do Centro Histórico aqui no Bahia Notícias.
 

 


Carol Levy / Ag. FPontes

 

ASSISTA:

Patrick Levi aposta em clássicos do forró e credita redes sociais ao crescimento da carreira

O cantor Patrick Levi afirmou que preparou um repertório voltado às tradições juninas para a apresentação deste sábado (20), no São João do Pelourinho, em Salvador. Em entrevista ao Bahia Notícias, o artista também falou sobre o papel das redes sociais na consolidação de sua carreira.

 

Segundo Patrick, o show reúne regravações de clássicos do forró adaptadas ao estilo do arrocha, buscando aproximar diferentes públicos durante os festejos. “Como a gente está no clima junino, preparamos um repertório com muitas músicas antigas de forró, regravadas na nossa pegada. Tenho certeza que a galera vai curtir muito e aproveitar o melhor do repertório”, afirmou.

 


Luiza Barboza / Bahia Notícias

 

O cantor explicou que a presença constante nas redes sociais começou a ganhar força após a publicação de vídeos interpretando músicas conhecidas em cenários variados. Para ele, o conteúdo cria identificação com o público e fortalece a divulgação do trabalho.

 

“Quando comecei a postar vídeos regravando músicas antigas, em cenários bonitos, as pessoas reagiam muito bem. Cada vídeo gera um sentimento em alguém e isso foi viralizando. [...] Agora, a nossa versão de 'Fiel à Rapariga' está com milhões de visualizações e a galera vem curtindo muito”, disse.

 


Luiza Barboza / Bahia Notícias

 

Patrick Levi também afirmou que tem percebido o crescimento do reconhecimento do público, especialmente nas apresentações pelo interior da Bahia. Segundo ele, o carinho dos fãs confirma o alcance das canções.

 

CONFIRA:

Virgílio lota Largo do Pelourinho no 2º dia de shows no São João da Bahia
Luiza Barboza / Bahia Notícias

O cantor Virgílio levou uma multidão de fãs ao palco do Largo do Pelourinho, neste sábado (20). Ele, que é um dos grandes nomes da música baiana, foi o terceiro a se apresentar no palco principal do São João da Bahia no Centro Histórico e apresentou músicas como “Quando Você Chegou” e “Dez Litros de Licor”. 

 


Luiza Barboza / Bahia Notícias

 

Na plateia, os fãs do artista, que já acumula mais de 40 anos de carreira, entoaram as canções que remetem ao e aproveitaram o clima junino direto do Centro da capital. 

 


Luiza Barboza / Bahia Notícias

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, o cantor defendeu o forró pé de serra como o protagonista das festas juninas e destacou que são essas canções que tem o poder de dominar as praças nordestinas.

 


André Carvalho / Bahia Notícias

Virgílio defende forró pé de serra como protagonista do São João: “Está em primeiro lugar”
Luiza Barboza / Bahia Notícias

Ícone da música baiana, Virgílio voltou a defender o protagonismo do forró pé de serra nas festas juninas. Durante passagem pelo São João do Pelourinho, em Salvador, neste sábado (20), o cantor afirmou que o gênero mantém um papel central na cultura nordestina e segue sendo sua principal escolha para o período.

 


Luiza Barboza / Bahia Notícias

 

Embora reconheça o sucesso de outros estilos musicais, como o sertanejo, o artista destacou que o forró possui uma ligação histórica com os festejos e com as apresentações em espaços públicos.

 


André Carvalho / Bahia Notícias

 

“O sertanejo chegou há pouco tempo. O forró já existe há muitos anos e eu sempre fui apaixonado por ele. Gosto do sertanejo também, é uma música bonita de se ouvir, mas o forró pé de serra é o forró certo para se tocar nas praças. Você toca xote, baião, xaxado, arrasta-pé... Não existe coisa melhor do que o forró pé de serra”, afirmou.

 


Luiza Barboza / Bahia Notícias

 

Na entrevista, Virgílio também homenageou artistas que ajudaram a consolidar o gênero ao longo das décadas, citando nomes como Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Jackson do Pandeiro, Marinês, Clemilda e Dominguinhos.

 

CONFIRA:

SÃO JOÃO NO PELÔ: Espaço de dança atrai baianos e turistas no Pelourinho
Fred Pontes

O tradicional São João do Pelourinho não se faz apenas com grandes shows nos palcos. Em mais uma edição, um dos grandes destaques da festa é o espaço público de dança, que conta com instrutores profissionais para ensinar passos de forró, xote e baião a baianos e turistas.

 

Fred Pontes

 

Fred Pontes

 

Fred Pontes

 

A equipe do Bahia Notícias foi conferir de perto o movimento da pista, que segue cheia e com alta adesão do público. Confira no vídeo a dinâmica das rodas de dança para quem escolheu o Centro Histórico para curtir os festejos juninos.

 

ASSISTA:

Safra, sabor e sanfona: Relação entre Forró e São João vive entre a resistência e o resgate da tradição desde os anos 50
Foto: Joá Souza / GOV-BA

Triângulo, zabumba e sanfona. Os três elementos são identitários de um ritmo. Ritmo este que dita o som do São João. Mas quando começou a história do Forró com a maior festa cultural do Nordeste?

 

Para o São João de 2026, o Bahia Notícias preparou a série de reportagens “Safra, sabor e sanfona”, que exibe de forma especial as nuances que tornam o festejo junino uma das maiores manifestações culturais da Bahia, com destaque para as mudanças na dinâmica da agricultura, na comida que chega à mesa e nas celebrações embaladas pela música tradicional (ou não) da temporada.


Em entrevista ao Bahia Notícias, a educadora Sálua Chequer, que é mestra em Arte, Educação e Gestão Cultural pela Universidade Internacional Menéndez Pelayo (Espanha), destaca que, para além da agricultura e das contribuições dos povos que constituem a nação brasileira – como demonstramos na última reportagem –, a religiosidade dos festejos é a raiz de diversos simbolismos.

 

São João, o santo católico que dá nome à festa, é João Batista, o último profeta do Antigo Testamento. Na história, as comemorações pagãs da Europa celebravam a colheita anual com fogueiras e rituais. Já a Igreja Católica adaptou as festas e associou a fogueira à história de nascimento do santo.

 

“Dentro da religiosidade, João tem uma importância muito grande”, diz a pesquisadora, que também se identifica como católica. “A tradição da fogueira remete à história de que Isabel (mãe de João) usou o fogo para anunciar a Maria que o filho havia nascido, e é ele que pronuncia o nascimento de Jesus. Então, João é importantíssimo, é o padroeiro da família”, conta Sálua.

 

É sabido que, no Brasil, a festividade foi trazida pelos jesuítas e colonos portugueses como a "Festa Joanina", que se misturou aos costumes indígenas e africanos. E uma das contribuições culturais que nascem nas regiões Norte e Nordeste é a dança e a musicalidade. Para Sálua Chequer, “além de manter viva a tradição, o que funciona na festa também é a música”.

 


Foto: Agência Brasil 

 

Ela explica que o “forró é tão importante que, em muitos lugares, recebe o nome do evento". "as pessoas falam: ‘Onde é que vai ser o forró?’, ‘vai ter o forró de tal lugar’, ‘quando é o forró da escola?’. Existe o forró como evento, mas também como gênero musical”.

 

Para a pesquisadora, que já se debruçou a estudar sobre produção cultural, “a música tem um papel muito grande, tem um papel social de, nas próprias letras, cantar, representar-se dentro da poesia, da composição, a história do milho, da reza, da devoção, da vida”. “Então, as letras da música também passam essa mensagem que representa, de uma forma grandiosa, o significado da festa para a gente”, ressalta.

 

Ao BN, Sálua narra que é justamente neste aspecto simbólico que as mudanças hoje observadas na festa causam maior impacto. Segundo ela, a festa, a partir do formato de mega-shows, perdeu parte do apelo à coletividade.

 

“Hoje [a festividade] tem um outro caráter. Eu acho bacana, inclusive, que Salvador, como uma capital nordestina tão importante, faça esse movimento de se ter essa festa no Pelourinho, porque tem tudo a ver, até pela arquitetura, a história; lembra e remete às cidades do interior. O que me incomoda é a invasão de um repertório que não pertence e o caráter de mega-show”, explica.

 

Sálua destaca ainda que não é só a musicalidade que sai perdendo, mas outras manifestações culturais também vão sendo retiradas dos grandes eventos. “O que mantém vivas, por exemplo, as quadrilhas em Salvador é a periferia. Eu fui jurada por muito tempo do Arraiá da Capital, e era um show à parte, das roupas, da pesquisa, dos temas. Hoje está praticamente desaparecendo. Então, eu acho que precisa ter um zelo, um cuidado por tudo isso, é uma tradição”, defende.

 

Ela sustenta que um dos principais vetores para essa mudança é, justamente, o interesse do mercado de turismo, que supera a preservação cultural. “O interesse, a coisa do turismo vem e, assim, se você estivesse mostrando ao turista que aqui chega alguma coisa de verdadeira, bacana, bonita, mas não é. Não me bote uma banda de pagode, de axé ou de sertanejo tocando e diga que isso é São João, porque não é”, afirma a mestra em Arte, Educação e Cultura.

 

E é a partir desta crítica que artistas, produtores e gestores culturais se mobilizam para promover o ativismo em torno da valorização dos ritmos internacionais na festa junina. Entre as entidades que trabalham ativamente neste tema está o Fórum do Forró Raiz.

 


Foto: Fernado Vivas / GOV-BA

 

APELO À SANFONA
Não há aquele que não pense em dançar um "dois para lá, dois para cá" quando junho bate à porta. Por anos, o forró tem sido associado ao São João como o estilo que dá o tom da festa, ainda que tentem descaracterizar o festejo com a inserção de novos estilos. Mas a história do forró — gênero candidato ao título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco — com o São João é antiga: coloque na conta mais de meio século de duração.

 

“Essa relação do forró como elemento identificador do São João começa na década de 50. Porque começam a surgir os grandes sucessos de Luiz Gonzaga ali no final dos anos 50. Há a identificação do forró como uma força muito grande no Brasil, especialmente no Nordeste, e começam a acontecer festas em palhoças [com paredes de pau a pique e cobertura de sapê], em arraiais…”, conta o cantor Del Feliz.

 

O cantor, um dos principais nomes do gênero na Bahia e embaixador da campanha para que o Forró de Raiz seja reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, conversou com o Bahia Notícias sobre a ligação do gênero com a festa.

 

 

Segundo Del, a cidade de Entre Rios, a aproximadamente 140 km de Salvador, teve um papel fundamental na intensificação dos festejos juninos no formato que o público conhece atualmente.

 

“Aqui na Bahia tem um marco muito importante em Entre Rios, num evento que era realizado por seu Manoelito Argolo para o povão naquela época. Era uma festa feita para o povo, de graça, onde você tinha ali Luiz Gonzaga, Marinês, Trio Nordestino, que eram considerados grandes símbolos da música nos anos 60. Dali originou, inclusive, a ideia das festas de prefeituras, porque isso não começou, obviamente, com as grandes festas de prefeituras; foi um caminho primeiro percorrendo essa via da festa particular.”

 

A associação do forró com o São João na Bahia, de acordo com Del, ainda teve a pressão do consumo do público. “A música escolhida, com a qual as pessoas se identificavam, era essa música feita por Trio Nordestino, Luiz Gonzaga, Marinês. Aí você vai ter aqui na Bahia uma pressão muito forte também do Negrão dos Oito Baixos e tantos outros fazedores do forró. O de duplo sentido ganhou uma força num determinado momento, como Genival Lacerda, Zé Nilton, Sandro Becker. É toda uma história que já está beirando aí bem mais de meio século”.

 

TRANSFORMAÇÃO DO FORRÓ
Desde o surgimento do gênero, o forró passou por diversas transformações. Para se ter uma ideia, em 2021, as Matrizes Tradicionais do Forró receberam o título de Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan, e o plano de salvaguarda inclui expressões como o baião, o xote, o xaxado, o chamego, o miudinho, a quadrilha e o arrasta-pé.

 

O surgimento de novos estilos não necessariamente implicou a descaracterização do gênero; no entanto, o interesse mercadológico no forró fez com que o estilo se afastasse de suas raízes, tirando o espaço de estrelas da música.

 

Ao BN, Del reforça: “A cultura não é estática; assim sendo, ela foi sendo moldada e se transformando, recebendo elementos”. Porém, o distanciamento de sua essência dificultou o caminho para que as matrizes tradicionais do forró prosperassem na festa na qual, até então, elas eram tidas como rainhas.

 

“Óbvio que o próprio forró de Luiz Gonzaga começou de uma outra forma. Ali no início tinha muita coisa de violão, de viola de sete cordas, de pandeiro, cavaquinho... A própria zabumba veio depois e o triângulo também, mas só que, com o passar do tempo, esses elementos se transformaram em símbolos. O próprio Gonzaga já tinha uma banda que o acompanhava, Alcymar Monteiro colocou logo um trio de metais, muita coisa agregando. O que eu acho que é natural, que essas coisas venham agregando, venham se amplificando, se moldando, mas sem retirar essa essência.”

 

Foto: Governo da Bahia

 

Para o músico e estudioso da área, é importante entender o contexto, analisar as mudanças e o impacto delas, e não demonizar a transformação. Del afirma que, mesmo com as transformações, o forró conseguiu prosperar e dar bons frutos em meio às novidades.

 

“A evolução traz para a gente uma série de outras coisas a partir dos anos 90. Você tem Mastruz com Leite, que já trazia uma batida bem diferente, Magníficos e dezenas e dezenas de outras bandas, a Calcinha Preta, Aviões do Forró, com batidas totalmente diferentes. Agora, se você me perguntar se esses novos artistas que fizeram outros estilos contribuíram [para o forró], eu acho que boa parte deles contribuiu muito. No meio dessas modinhas que foram surgindo, nós tivemos bandas, por exemplo, que fizeram sucesso nacional tocando a música essencialmente tradicional.”

 

Uma das bandas citadas pelo cantor foi o grupo paulistano Falamansa, que estourou nos anos 2000 fazendo o forró tradicional do Nordeste: “O forró que o Falamansa fazia nos anos 2000, que estourou nacionalmente, é o mesmo forró do Luiz Gonzaga. Eles contribuíram muito porque trouxeram, inclusive, uma linguagem da praia, da modernidade, de outros ambientes para a música, mas sempre com muito respeito, com muita poesia, com muita qualidade.”

 

FORRÓ DA RESISTÊNCIA
Para além da evolução do gênero musical, uma cadeia de produtores e gestores culturais busca avanços e garantias para o crescimento desse movimento enquanto manifestação cultural. O Fórum do Forró de Raiz é um movimento nacional que reúne músicos, pesquisadores e representantes do setor para debater políticas públicas e preservar a tradição. O movimento nacional, que nasceu em 2011, é focado em promover o reconhecimento e a valorização das matrizes rítmicas do forró.

 

Foi esse grupo que deu entrada no processo de reconhecimento das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil.

 

O Bahia Notícias conversou com Fábio Barros, representante do movimento na Bahia. Ao destacar que o Fórum já possui adesão em mais de 17 estados do país, Barros conta que a conquista do registro de patrimônio imaterial ocorreu após anos de luta e, “ele fortalece os nossos argumentos, inclusive junto aos gestores públicos, e amplia a compreensão de que o forró não é apenas um entretenimento, é mais um patrimônio que precisa ser protegido e transmitido às futuras gerações”, diz Fábio.

 

Na definição da manifestação cultural que foi inscrita no Livro de Registro das Formas de Expressão, o Iphan também elegeu o forró como um supergênero musical, por reunir ritmos nordestinos, entre eles o xote, o xaxado, o baião, o chamego, a quadrilha, o arrasta-pé e o pé-de-serra.

 

Segundo o produtor cultural, que liderar o Fórum na região de Salvador e região metropolitana, após esse reconhecimento nacional, “a nossa principal bandeira hoje é garantir que o forró seja reconhecido não apenas como um ritmo musical, não apenas como um patrimônio cultural imaterial — que já é, na verdade —, mas como uma expressão cultural fundamental da identidade nordestina e brasileira”.

 

Foto: Andréa Rêgo Barros/Prefeitura de Recife 

 

Ele conta que o Fórum, na Bahia, tem expressividade em diversas regiões e municípios, mas vem buscando uma institucionalização que garanta uma cadeia de diálogo nos 27 territórios de identidade.  Ao BN, ele descreveu que o Fórum realiza mobilizações em diversos campos, mas principalmente no diálogo com a cadeia produtiva e no monitoramento das políticas públicas voltadas ao forró e suas manifestações “afiliadas”, como é o caso das quadrilhas juninas.

 

Para Fábio Barros, uma das principais bandeiras do grupo é pelo reconhecimento do forró como narrador oral da identidade nordestina. “O forró, na verdade, conta a história do nosso povo por meio das canções de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Marinês e tantos outros mestres e mestras que registraram e registram as memórias do sertão, das migrações, das secas, das festas, dos amores, da fé e da resistência do nosso povo nordestino”, explica.

 

“O forró, então, acaba sendo uma ferramenta poderosa de educação, memória e pertencimento cultural”, destaca.

 


Foto: Acervo / Luiz Lua Gonzaga 

 

“O Fórum defende [o protagonismo do forró] porque os festejos juninos, logicamente aqueles financiados com recursos públicos, têm um compromisso com a preservação da identidade cultural de São João”, descreve. Esse compromisso com a tradição, no entanto, não significa a rejeição total à diversidade rítmica e cultural do próprio Nordeste.

 

“Quero deixar claro, em nome de todo o Fórum, que nós não somos contrários à diversidade musical, mas nós entendemos que ele deve ocupar uma posição central nas programações juninas. Ele precisa ser o protagonista na programação junina, o que não ocorre e não ocorreu, inclusive, nos últimos anos aqui no estado da Bahia", exemplifica Barros.

 

Para além do número de atrações musicais divididas por gênero, artistas de outros ritmos também acabam sendo privilegiados nos pagamentos de cachês juninos. Como divulgado anteriormente pelo próprio Bahia Notícias, o pagode, por exemplo, também chega com forte apelo no São João. Segundo o produtor, uma das formas de garantir mecanismos para chegar a um equilíbrio é a legislação.

 

Ele cita a tramitação, no Congresso Nacional, do PL Luiz Gonzaga (PL 3083/2023), que regulamenta um percentual mínimo de 80% para destinação de recursos públicos para artistas de forró em todas as festividades de São João no território nacional; e a Lei da Zabumba (Lei Estadual nº 13.368/2015), que determina que as contratações públicas devem obedecer a um percentual mínimo de 60% de profissionais que expressam e valorizam a cultura baiana.

 

Acontece que, no Congresso Nacional, o PL Luiz Gonzaga foi engavetado no Senado após aprovação na Câmara dos Deputados e, na Bahia, a Lei da Zabumba não obteve o resultado esperado pela categoria. Para Fábio, ela deu certo apenas na teoria. “Então foi uma lei, inclusive, que ficou morta, mas que é uma lei que pode ser, logicamente, repensada, reavaliada para que a gente possa usá-la de uma forma positiva. Talvez tenha algumas questões a corrigir nessa lei”, afirma. Ele explica, por exemplo, que falta uma especificação para a manifestação do forró.

 

Nessa luta pelo protagonismo dessas manifestações, o produtor cultural admite que os ritmos tradicionais saem perdendo frente aos demais ritmos que são incorporados no São João da Bahia. "O nosso entendimento é que a política pública deva equilibrar esse entretenimento, o desenvolvimento econômico e a preservação cultural do Brasil. Preservar o protagonismo, como eu falei, do forró, significa preservar a própria essência dessa festa”, ressalta Fábio.

 


Foto: Fernando Vivas / GOV-BA

 

DEPOIS QUE PASSA O SÃO JOÃO O VOLUME ABAIXA?
O tratamento dado ao forró por quem não consome o gênero é o de que o estilo é algo sazonal, ou seja, acabou junho, o forró pode sair de cena. Para Del Feliz, a história é outra e a cena prova que o forró resiste ao longo dos 11 meses do ano, ainda que junho tenha passado.

 

“Há uma discussão muito grande sobre sazonalidade porque, no São João, é o momento em que esses fazedores do forró teriam, em tese, a oportunidade de se apresentar nos palcos maiores, já que a festa foi espetacularizada e saiu dessas palhoças e ganhou os grandes palcos. Mas o forró dá para se fazer em qualquer momento, porque o forró é a música símbolo do Nordeste. O projeto Dominguinho agora é a prova do que a gente sempre defende: o povo ama o forró. De vez em quando tem uma desculpa diferente, como foi com o Falamansa, que naquela época batizaram de forró universitário porque as pessoas tinham vergonha de dizer que gostavam de forró, de música de nordestino. Mas as músicas que eles, Rastapé, Bicho de Pé e todas as bandas que eram do Sudeste faziam eram as mesmas que tocavam aqui.”

 

O cantor ainda fez questão de frisar o tamanho do forró para além do São João, com a propagação do estilo musical em todo o mundo fora de junho.

 

“O forró é perene, é um símbolo do Nordeste e da brasilidade também. Quando se decidiu que o samba, por exemplo, há décadas representaria a música brasileira, havia uma disputa muito dividida entre o samba e o baião de Luiz Gonzaga, que era o maior sucesso nacional. O forró nos representa o tempo inteiro, não é só o Nordeste, o forró representa a música brasileira. Eu vi, viajando pelo mundo, japoneses, chineses, portugueses, noruegueses dando aula de forró, tocando a nossa música. É realmente algo muito exuberante.”

 

E O FUTURO DO FORRÓ NO SÃO JOÃO?
Em 2026, uma grande polêmica tomou conta do debate sobre o estilo predominante no São João. O cantor e sanfoneiro Flávio José cancelou todas as apresentações que faria na Bahia após a sugestão de redução do cachê cobrado por ele para tocar nas cidades baianas.

 

Na ocasião, Flávio José fez um forte desabafo falando sobre o desrespeito à tradição e a descaracterização do São João pelo baixo investimento em atrações tradicionalmente juninas.

 

 

Ao ser questionado sobre a situação, Del afirmou entender o trabalho feito pelo Ministério Público de pontuar o alto gasto das prefeituras nos shows durante os festejos juninos, mas alertou para uma situação: a necessidade do resgate da tradição.

 

“Ninguém sai de outro país nem de outro estado para vir para cá curtir um festival de qualquer coisa. A festa precisa ser recuperada do ponto de vista de sua identidade, da sua originalidade, para continuar sendo viável economicamente, porque os cachês dos forrozeiros estão longe de ser o problema. Está comprovado que a festa autêntica dá lucro, atrai turista, e atrai aquele turista que interessa: que vai lá, gasta e consome.”

Acarajé com Camarão leva forró familiar ao São João do Pelourinho nesta sexta
Foto: Arianne Marins / Bahia Notícias

A banda Acarajé com Camarão é uma das atrações do São João do Pelourinho nesta sexta-feira (19). Com formação familiar e quase três décadas de estrada, o grupo promete animar o público baiano em clima de festa junina e Copa do Mundo.

 

Com repertório voltado para o forró dançante, a banda sobe ao palco após o jogo da Seleção Brasileira contra o Haiti, pela Copa do Mundo de 2026, com a proposta de colocar o público para dançar no Largo do Pelô.

 

"Nossa banda é uma banda familiar, temos irmãos, sobrinho, irmã de coração... Já temos uns 27 anos com um repertório bem dançante. Esse ano, Acarajé com Camarão veio com uma música nova, resgatando um dos primeiros forrós que a gente fez", declarou.

 

Para a apresentação, o grupo aposta na música “Enfeitado de Amor”, faixa que marca esse retorno às origens do repertório da banda. A ideia é fazer o público dançar agarradinho durante os festejos juninos no Centro Histórico de Salvador.

"O forró está entranhando nas nossas veias e pulsando no nosso coração. Para nós, fazer o fomento ao forró é uma satisfação", afirmou.

Léo Estakazero defende valorização do forró no São João: “Temos que ter muito cuidado”
Foto: Waltemy Brandão / Bahia Notícias

Em entrevista ao Bahia Notícias durante os festejos de São João no Pelourinho, o cantor Léo Estakazero falou sobre a valorização do forró nas festas juninas e defendeu maior atenção à preservação da essência cultural do período.

 

 

O artista, que vive seu 30º São João na carreira, afirmou que o crescimento dos festejos trouxe impactos positivos para o turismo e para a economia, mas também exige cuidado para que a festa não perca sua identidade.

 

"Sem dúvida alguma, o forró tem que prevalecer. Deveria prevalecer mais, né? Nós temos hoje um São João gigantesco, hiper dimensionado. Os palcos, as estruturas, elas são preparadas para artistas do sertanejo, do samba, do pagode... enfim. Esse é o meu 30º São João, e a festa cresceu muito... Eu pude acompanhar ao longo desses 30 anos esse crescimento, a explosão verdadeira dos festejos juninos e tudo que cresce demais, perde um pouco da essência, então é notório que a gente tem cidades com grades que parece mais um festival de música do que um São João. Então, temos que ter muito cuidado, porque isso prejudica o futuro, as novas gerações, que talvez não entendam o que significa o forró e o São João, que é uma festa da cultura nordestina", afirmou.

 

Léo também comentou a ausência de Flávio José nas festas juninas da Bahia neste ano. O cantor classificou a situação como triste e afirmou que a decisão do artista funciona como um protesto diante de um debate antigo sobre espaço para o forró nas grades de programação.

 

"Esse ano tivemos essa coisa muito triste, onde Flávio José não faz parte. É um protesto, um grito, há muitos anos ele já vinha insatisfeito com essa questão e esse ano ele resolveu tomar essa atitude drástica e abrir mão da Bahia. Tem que haver, para os próximos anos, um debate entre prefeitos e secretários de cultura para que a gente possa encontrar um lugar comum para que exista uma festa grande, que atraia o turismo, movimente a economia, sem prejudicar a cultura e a essência do São João, valorizando mais o forró", finalizou.

OSBA celebra cultura nordestina com Juliette e convidados na Concha Acústica
Foto: Surenã Dias/Alô Alô Bahia

Neste sábado (6) aconteceu a 10ª edição do São João Sinfônico, projeto da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) com o tema "Vida de Viajante". Mesmo com o clima chuvoso, o público lotou a Concha Acústica do Teatro Castro Alves para prestigiar a orquestra sob regência e direção musical do maestro Carlos Prazeres e direção artística de Manno Góes.

 

Já no clima junino, foi uma noite de celebração de dois ícones da música nordestina: Luiz Gonzaga e Dominguinhos. O repertório reuniu releituras sinfônicas de clássicos do forró e da música popular brasileira.

 

Um dos destaques da apresentação foi a participação da cantora e vencedora do BBB21, Juliette, que estreou na Concha Acústica dividindo o palco com convidados como Adelmo Casé, Del Feliz, Laura Catarina, Letícia, Zé Honório e Zé Paulo, além da presença do sanfoneiro Marcelo Caldi, que já possui uma parceria de longa data com o projeto.

 

Juliette destacou a emoção de participar do espetáculo ao lado da OSBA. “Seria muita ousadia dizer que eu já sonhei com isso. Não estava nem nos meus melhores sonhos, mas eu me sinto muito honrada, porque vem de um lugar muito afetivo. A música, para mim, está num lugar de amor mesmo, de paixão. Então, cantar com os maiores músicos, que são os instrumentistas, a orquestra inteira, é uma honra para mim”, declarou a artista em entrevista ao Alô Alô Bahia.

Quer dançar forró? Veja onde encontrar cursos e oficinas em Salvador para o período junino
Foto: Reprodução / Freepik

Com a chegada de junho, Salvador entra no clima de uma das épocas mais tradicionais do calendário nordestino. Entre bandeirolas, comidas típicas e programação cultural espalhada pela cidade, cresce também o interesse de quem quer aprender os passos antes de encarar a maratona de festas.

 

Para quem deseja aproveitar o período com mais segurança na pista, seja pela primeira vez ou para aperfeiçoar movimentos já conhecidos, diferentes espaços da capital baiana oferecem atividades voltadas para todos os níveis, dos iniciantes aos mais experientes.

 

Confira abaixo onde encontrar cursos, oficinas e encontros para entrar no ritmo durante a temporada mais aguardada do ano:

 

Studio de Dança Jai & Maggy
Contato: (71) 98257-0974
Endereço: R. Siqueira Campos, 49 - Santo Antônio, Salvador
Valores: planos entre R$ 70 e R$ 180

 

Aula de Forró Salvador
Contato: (71) 99106-9002
Endereço: Av. Jorge Amado, 85 - Imbuí
Valores: mensalidade de R$ 180

 

Forró Xameguinho
Contato: (71) 98788-8109
Endereço: UNEB – R. Silveira Martins, 2555 - Cabula
Valores: Mensalidade individual: R$ 70, Mensalidade casal: R$ 120 e Aula avulsa: R$ 20

 

Movimentar Escola de Dança
Contato: (71) 99368-2776
Endereço: Rua Jayme Vieira Lima, 68 E - 2º andar - Pau da Lima
Valores: consultar

 

Forró Chamego
Contato: (71) 99318-5286
Endereço: Rua Carlos Marighella - São Rafael
Valores: mensalidade de R$ 100

 

Dan Forrozin
Contato: (71) 99307-0015
Endereço: Rua do Timbó, 534, Condomínio Empresarial Iguatemi, Ed. Porto Seguro
Valores: consultar

 

Forrozeando
Contato: (71) 99962-7910
Endereço: Campus Universitário de Ondina - UFBA
Valores: Individual: R$ 110, Casal: R$ 210 e Estudante UFBA: R$ 100

 

Forró 4º Andar
Contato: (71) 98821-8594
Endereço: Rua Leovigildo Filgueiras - Garcia
Valores: mensalidade de R$ 75. Aula experimental gratuita.

 

Ecoar Escola de Dança
Contato: (71) 98127-1945
Endereço: Rua das Pitangueiras, 204 - Matatu
Valores: Planos entre R$ 120 e R$ 280, variando conforme frequência semanal

 

Cabrueira Escola de Dança
Contato: (71) 99268-3910
Endereço: Av. Octávio Mangabeira, 4099 - Jardim Armação, Salvador
Valores: Planos entre R$ 100 e R$ 370, conforme frequência semanal e modalidade escolhida. Aulas disponíveis de 1 a 4 vezes por semana, incluindo planos com sábado

 

Studio A de Dança
Contato: (71) 3015-1090
Endereço: Edf. Multimídia - R. Rio Grande do Sul, 635 - 2º andar - Pituba
Valores: A partir de R$ 140, 1 vez por semana 

 

Elite do Forró
Contato: (71) 98297-7878
Endereço: unidades nos bairros de Brotas, Pituba e Barbalho
Valores: mensalidade de R$ 120 (duas vezes por semana)

 

Forró Gota Serena
Contato: (71) 98261-1701
Endereço: R. Cruz das Almas, 129 - Resgate, Salvador
Valores: consultar

 

Varanda Roots
Contato: (71) 93618-9895
Endereço: R. Dep. Cunha Bueno, 55 - Rio Vermelho
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Forró Meia Ponta
Contato: (71) 99212-4954
Endereço: Rua Aracaju, 49 - Barra, Salvador
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Oh Polêmico investe em parceria com Léo Santana que mistura pagode e forró para o São João; confira
Foto: Divulgação

Na contramão do ritmo que dita o São João, Oh Polêmico decidiu unir forças com outro grande nome do pagode para homenagear uma das festas mais características do Nordeste.

 

Ao lado de Léo Santana, o artista aposta em uma fusão de pagode baiano com forró na canção 'Laço na Fivela'. Para o artista, a faixa prova como o estilo 100% baiano consegue conversar com um gênero amplo como o forró, que busca o reconhecimento como patrimônio imaterial mundial.

 

"São João não é só uma data no calendário. É uma data em que a gente celebra toda uma cultura, um estilo de vida… Quero trazer isso nesse trabalho. O universo inteiro dessa festa é muito brasileiro, muito nosso, isso é muito massa", afirma o cantor.

 

Com produção de FG Batera e Iago Drums, a faixa chega também como a realização de um sonho para Polly. 

 

"Cresci na periferia ouvindo Léo Santana no paredão e hoje ocupo esse espaço de criação com ele. ‘Laço na Fivela’ é a Bahia desvelada. Não é só uma mistura; é a gente mostrando que o Pagodão e o Forró podem celebrar juntos. Uma honra ter um feat com GG. Essa faixa vem para quem veio de baixo e nunca desistiu", celebra.

 

O carinho também foi devolvido por Léo Santana, que faz questão de reforçar a nova cena do pagode baiano.

 

“Polly é um parceiro e um irmão que a música me trouxe. Fiquei muito feliz quando recebi o convite para gravar essa canção com ele e eu espero que a galera curta muito. A música tem uma batida gostosa e eu tenho certeza que vai bater em todos os paredões. Só sucesso!”, diz Léo Santana.

Arraiá da Mali abre temporada junina em Salvador com shows de Dorgival Dantas e Limão com Mel; confira quem esteve
Fotos: André Carvalho / BN Hall

A temporada de festas juninas em Salvador começou oficialmente nesta sexta-feira (9) com mais uma edição do Arraiá da Mali, realizada no espaço Mali, no Caminho das Árvores. O evento reuniu amantes do forró e marcou a abertura do calendário de São João na capital baiana ao apostar em uma programação dedicada aos grandes sucessos do gênero.

 

Entre os destaques da noite estiveram o cantor Dorgival Dantas, conhecido por músicas que se tornaram referência no forró romântico, e a banda Limão com Mel, que se apresentou pela primeira vez no espaço. Os artistas comandaram a festa com repertórios que misturaram clássicos do São João e canções consagradas pelo público.

 

Promovido pela 2GB Entretenimento, o Arraiá da Mali chegou em meio ao sucesso de outros projetos realizados pela produtora, como o “Pé na Areia”, que teve edições esgotadas recentemente.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Gravado em Salvador, projeto Dominguinho ganha novo volume
Foto: Reprodução Instagram

Com gravação realizada no Pelourinho, no Centro Histórico soteropolitano, o grupo formado por João Gomes, Mestrinho e Jota.Pê, lançou nas plataformas digitais, nesta quinta-feira (07) o novo volume do projeto Dominguinho, intitulado "Dominguinho Vol.2 (Ao Vivo)". O álbum é uma mistura de estilos tradicionalmente brasileiros, como MPB e forró. 

 

Nas vésperas da época junina, o projeto retorna com 12 faixas, incluindo algumas regravações, como de "As Quatro Estações" da dupla Sandy e Júnior e a versão de "Se Ela Dança Eu Danço", de MC Leozinho, que fecha o álbum. A gravação ocorreu em março deste ano em frente à Igreja e Convento de São Francisco, e a parte visual já foi disponibilizada no YouTube. 

 

O primeiro volume do projeto foi muito bem recebido pelo público conquistando fãs quase que imediatamente após o lançamento. O trio também conquistou a crítica especializada, vencendo o Grammt Latino de 2025 na categoria "Melhor Álbum de Música Regional ou de Raízes Brasileiras". 

"O forró é uma das espinhas dorsais da música brasileira", afirma Léo Estakazero ao celebrar 30 anos de carreira
Foto: Bianca Andrade

“Não sei de nada, sou um eterno aprendiz…” Após anos de história, essa é a frase que ainda define a vida de Léo Estakazero. O artista completa 30 anos de trajetória musical em 2026 e acredita que ainda tem muito a aprender em um gênero que luta por preservação: o forró.

 

Se a história de Léo com a música fosse um casamento, neste ano o artista estaria celebrando Bodas de Pérolas, joia que, no matrimônio, simboliza uma relação que passou por adversidades e se tornou firme, resistente e encantadora, algo que traduz a trajetória do artista na música.

 

Seguro de sua escolha, Léo soube ainda no início da carreira que a música era a sua certeza na vida. Foi botando o pé na estrada com a Colher de Pau que o artista entendeu que nasceu para o "forró com reggae", se tornando um símbolo do forró em Salvador e representante de um estilo na Bahia.

 

“Uma geração de adolescentes, muitas pessoas aprenderam a gostar de forró com a Estakazero. Hoje eu tenho um sanfoneiro, Nino, que cresceu ouvindo a Estakazero em Cruz das Almas. O elogio que eu mais gosto de receber, sem dúvida alguma, é esse: ‘Poxa, eu aprendi a gostar de forró com a Estakazero’. A gente tem um forró com uma linguagem lúdica, as crianças sempre gostaram.”

 

Em 2026, o sonho de Léo é um: após 30 anos de história na música, o desejo é emplacar um novo CD como o Lua Minha, de 2005, considerado um dos clássicos do forró baiano. “Eu trabalho e busco a cada ano, quem sabe, realizar um novo sucesso. Poder contribuir mais ainda com o forró”.

 

No bate-papo com o Bahia Notícias, o artista ainda relembrou momentos marcantes da carreira e avaliou a cena atual do gênero. Confira a entrevista completa com Léo Estakazero.

Del Feliz defende as raízes do forró em busca de título de Patrimônio da Humanidade: “Símbolo da alma de um povo”
Foto: Divulgação

O forró pode atingir um novo patamar de reconhecimento internacional. O estilo, nascido no Brasil e característico da região Nordeste/Norte, busca o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade junto à Unesco, cinco anos após o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) declarar as matrizes tradicionais do forró como Patrimônio Cultural do Brasil.

 

A luta pode parecer recente para quem não acompanha os bastidores, mas, de acordo com o cantor e compositor baiano Del Feliz, que se tornou um embaixador da cultura nordestina e do forró no mundo, a busca pelo reconhecimento internacional é antiga e árdua.

 

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, o forrozeiro, que se tornou padrinho da campanha, relembrou o caminho feito pela Associação Cultural Balaio Nordeste (ACBN), organização voltada para a valorização, preservação e difusão do forró tradicional (pé de serra) e da cultura nordestina, que existe desde 2008 e é presidida pela produtora cultural Joana Alves.

 

“Esse processo começou em 2011, através do Balaio Nordeste e de Dona Joana na luta para que o forró se tornasse o patrimônio cultural do Brasil. Eu fui convidado para representar, a princípio, a Bahia, e culminou que, nessa andança por 14 estados, Dona Joana acabou me convidando para ser o padrinho nacional da campanha durante o percurso, pelo meu empenho, pela minha presença; e em 2021 nós recebemos o título de Patrimônio Cultural do Brasil. E a partir dali eu comecei essa caminhada já no processo para o forró se transformar em patrimônio da humanidade, uma outra contribuição. Já estive na Unesco, fomos recebidos pela Fumiko Ohinata [secretária da Convenção de 2003 para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial na UNESCO], estivemos agora em Lille [França] recentemente no Le Grand Sud [Festival Internacional do Forró de Raiz], fazendo um super show junto com Elba, Santana, Mestrinho, em que nós formalizamos ali um início dessa caminhada. Então, tem toda uma história.”

 

Na última semana, Del representou a Bahia na entrega do dossiê de candidatura do Forró de Raiz a Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade à Unesco, em evento realizado em João Pessoa, na Paraíba.

 

 

O encontro reuniu representantes dos nove estados do Nordeste, além de integrantes do movimento cultural, e marcou uma etapa do processo que agora segue para análise internacional. A mobilização envolve os nove estados nordestinos, além de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Distrito Federal, governos, fóruns culturais e artistas.

 

“Na última semana, aconteceu a entrega formal ao Iphan dos últimos documentos, seguindo todas as recomendações da Unesco, para que o forró se torne patrimônio da humanidade, o que provavelmente acontecerá em 2030.”

 

A demora para o reconhecimento do título pode causar estranheza, mas, de acordo com Del, é uma regra da Unesco.

 

“Já divulgaram que acontece em dois anos e tal. Normalmente acontece a votação de dois em dois anos, mas eles não repetem quando se tem algo avaliado daquele país. E agora em 2026 o Brasil já está tendo um outro bem imaterial sendo avaliado e isso faz com que o Brasil não participe em 2028. O forró entra na fila para ser avaliado em 2030, provavelmente com a consagração.”

 

O QUE MUDA PARA O FORRÓ COM O RECONHECIMENTO?
Mas, afinal, o que muda para o gênero o reconhecimento com o título de Patrimônio Imaterial? Declarado patrimônio cultural e imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o alcance internacional tem como propósito, além do reconhecimento mundial da arte feita no país e propagada em todo o globo terrestre, o reforço das políticas públicas para a salvaguarda do forró.

 

“Existe toda uma salvaguarda prevista a partir do momento que você se torna patrimônio. Então, passa a ser uma responsabilidade política. E eu acho que é fundamental, porque a gente está falando de um bem que nos identifica, de um bem que nos traz, inclusive, benefícios econômicos. Então, a cultura devolve. Não precisa nem falar da festa junina, que é a maior festa da Bahia e do Nordeste, e isso com dados comprovados. Tem a sua expressão emotiva, cultural, sentimental, mas também do ponto de vista econômico e turístico, porque é uma festa da nossa alma que atrai gente do mundo inteiro para conhecer.”

 

Para Del, é fundamental para a preservação do forró e de tudo que envolve o gênero, que ele esteja no patamar de patrimônio. O artista ainda citou um ponto delicado: a descaracterização de um dos maiores movimentos de propagação do forró, o São João.

 

“A gente precisa ter uma perspectiva de proteção desse bem, que inclusive se encontra ameaçado do ponto de vista dos grandes espetáculos que se transformaram as festas juninas e com a sua descaracterização; e o patrimônio registrado, reconhecido, se torna uma responsabilidade maior também do ponto de vista institucional e administrativo político.“

 


Defensor da Lei da Zabumba, aprovada em 2015 pela Assembleia Legislativa da Bahia, que prevê que a contratação de artistas e conjuntos musicais, para eventos culturais, shows e festejos realizados pelos entes públicos, com verbas oriundas do Estado da Bahia, Del reforçou ao Bahia Notícias a importância do cumprimento da lei,  que determina um percentual mínimo de 60% para a contrataççao de profissionais que expressam e valorizam a cultura baiana.

 

No entanto, artistas reclamam de sucessivos descumprimentos da legisção.

 

“Nós todos estamos trabalhando por isso. Eu sou um defensor de que as festas culturais se mantenham na sua essência para que elas continuem sendo viáveis economicamente e continuem belas, porque não faz sentido as festas se transformarem em uma festa de qualquer coisa pelo mero apelo. Não pode substituir a nossa cultura, sob pena de a gente perder, das nossas gerações não terem acesso a algo que é tão valioso para nós e também já existe um reconhecimento.”

 

Foto: Prefeitura de Cruz das Almas

 

A versão municipal também existe e foi inspirada no projeto apresentado em 2015 por músicos e defensores da arte do forró na AL-BA. Aprovada pela Câmara de Vereadores de Salvador em 2017, e  lei sofreu uma alteração em 2020, último ano de governo de ACM Neto (DEM). A lei municipal prevê a obrigatoriedade de se ter 10% da verba destinada para a festa voltada para a contratação de artistas que expressam a cultura baiana e regional nos eventos culturais, shows e festejos realizados pelos entes públicos, com verbas oriundas do governo.

 

Em 2026, um teto de gastos estipulado pela União dos Municípios da Bahia (UPB), em parceria com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio da campanha 'São João sem Milhão', estabelece que as contratações para a festa não ultrapassem o valor de R$ 700 mil.

 

“Eu já venho lutando há muitos anos, pedindo exatamente que as festas culturais tivessem uma reserva do recurso público destinado à manutenção dessas características, que trazem tanto essa beleza sentimental, essa coisa cultural, como também a viabilidade econômica, porque a cultura de fato dá lucro, e existem pesquisas para isso. E aí as descaracterizações vieram com os artistas que estão na grande mídia, milhões investidos numa situação que tem empobrecido essas festas e tornado elas uma festa qualquer.”

 

 

Para se ter uma ideia, em 2025, de acordo com dados do Painel da Transparência dos Festejos Juninos do Ministério Público do Estado (MP-BA), entre os 10 artistas mais contratados para tocar no São João, 7 eram cantores de arrocha, ritmo que não está dentro do guarda-chuva das matrizes do forró, que inclui o xote, xaxado, baião, chamego, a quadrilha, o arrasta-pé e o pé de serra.

 

“Nossa expectativa é que a gente tenha uma sensibilidade do poder público no sentido de que haja uma reserva daquele recurso que é investido numa festa cultural seja destinado para a valorização daqueles fazedores dessa cultura. Aqueles artistas que estão aqui, que são da cultura e que pretendem adentrar esse grande palco em que se transformaram as festas juninas. É muito justo, porque a festa nasceu, cresceu e se tornou o que é por conta dessa beleza autêntica. Não faz o menor sentido você agora transformar numa outra coisa, sob pena de a gente ter um prejuízo muito grande.”

 

NOVA GERAÇÃO
Mas, e para além das políticas públicas, como salvaguardar o forró? A missão está nas mãos da população. Preservar a história, fazer com que ela circule e lutar pelo cumprimento desses direitos. O cantor fez um alerta sobre a descaracterização do ritmo e a forma como tudo pode ser forró em época de São João, tudo pelo interesse financeiro.

 

“Nós temos uma chuva de artistas nordestinos e brasileiros chegando com uma nova proposta, com aquilo que se chama de piseiro, mas a gente já tem uma história que vem de Mastruz com Leite, de Aviões do Forró, de Magníficos… Então, é muito sedutor para muita gente colocar o nome de forró nos seus trabalhos. Existe muita coisa que é chamada de forró que na verdade é uma descaracterização, né? Tem algumas batidas que não têm nada a ver com forró.”

 

 

Para Del, é importante que a tradição seja preservada e é possível ver uma vontade da nova geração em entender onde tudo começou. O artista ainda exaltou o projeto feito por Mestrinho, João Gomes e Jota.pê, o 'Dominguinho', que está em turnê internacional e conseguiu voltar com as raízes do forró.

 

“A reflexão que a gente tem que ter, e eu acho que ela é fundamental, é que quem construiu isso tudo foi, de fato, a música tradicional. Isso virou uma marca identitária muito potente para todos nós. Se você encontrar uma sanfona, uma zabumba e um triângulo em qualquer lugar do mundo, você vai identificar que a gente está falando do forró, e a gente tem a responsabilidade de preservar isso. [...] Nós temos algo que posso dizer talvez antagônico: uma predileção do pessoal do forró de fora do Brasil por fazerem todos os seus trabalhos em cima de uma música tradicional, daquela música dos anos 70, 80, 60, da música de raiz. Nós temos muitos jovens antenados, preocupados com a música de qualidade e a prova de que há um público muito grande atraído por isso é o grande sucesso do projeto Dominguinho, do meu amigo Mestrinho, que é hoje um dos maiores acordeonistas do mundo, junto com Jota.pê e João Gomes, um projeto simples com a música tradicional que ganhou o Brasil inteiro e ganhou o mundo.”

 

FORRÓ FOR ALL - FORRÓ PARA TODOS
A história de que o termo forró surgiu do inglês 'for all' é uma lenda linguística, mas o ritmo é realmente para todos e de todo o mundo. Ao site, Del Feliz, que já se apresentou em todos os continentes, afirma que o reconhecimento internacional do gênero já acontece por parte do público.

 

“A gente tem um monte de pessoas de outros países já envolvidos pelo forró, apaixonados pela nossa cultura, aprendendo a nossa língua, tudo sobre a nossa cultura e a nossa arte por causa do forró. O forró é um elo fenomenal, ele é um símbolo para nós. É muito mais que um aglomerado de ritmos, ele é um elo de fortalecimento do nosso estado, do nosso Nordeste e do nosso país, sem dúvida nenhuma.”

 

 

No papo com o BN, o forrozeiro relembrou um momento emocionante da carreira quando se apresentou no Brazilian Day no Japão e conheceu um grupo de forró que nasceu no país asiático.

 

“É uma coisa tão incrível como é muito natural. Por exemplo, eu me emocionei muito a primeira vez que eu fui ao Japão e subiu para cantar comigo no palco uma cantora chamada Lico, de um grupo chamado Flor de Juazeiro, um grupo só de japoneses. Lico cantou comigo ‘Espumas ao Vento’, tão emocionada, e eu me emocionei também. Quando descemos do palco, eu tentei conversar com ela achando que ela falava português; ela não sabia dizer uma palavra, mas cantou divinamente a música e depois ela falou: ‘Olha, eu pretendo aprender português por causa do forró, mas eu não sei falar nada’. Essa aproximação é incrível. Na França nós temos Marion Lima, que eu conheci em 2009 como um exemplo, mas são dezenas, eu diria centenas de representantes do forró no mundo. ”

 

 

A busca pelo reconhecimento internacional do forró segue, ainda que o título só venha a ser dado em 2030. O novo material será encaminhado pelo governo brasileiro e poderá levar até dois anos em análise, mas, para Del, a essência do forró vai prevalecer em qualquer circunstância.

 

“O forró é um símbolo da alma de um povo, então carrega tudo dentro ali da nossa arte, da nossa cultura e por isso merece um respeito muito grande.”

Chambinho do Acordeon confirma Trio do Forró no Carnaval de Salvador em 2026
Foto: Divulgação

O Carnaval de Salvador contará com o Trio do Forró em 2026. O trio sem cordas voltado para o folião pipoca irá desfilar no dia 17 de fevereiro, último dia de festa, no circuito Dodô (Barra-Ondina).

 

A folia será feita por Chambinho do Acordeon, Virgilio, Xamego da Thay, Fabio Carneirinho e Fulô de Mandacaru.

 

De acordo com os organizadores do desfile, a ideia é ocupar o espaço com sanfona, zabumba e triangulo, aproximando o público da sonoridade típica do forró, em um contexto de grande visibilidade nacional.

 

Para Chambinho, que recentemente recebeu o título de cidadão soteropolitano, a participação tem um significado especial. 

 

“É uma honra imensa poder levar o forró para o Carnaval de Salvador, um palco tão importante da cultura brasileira. Estar no trio, mostrando a força da nossa música nordestina, é motivo de muito orgulho para mim”, afirmou.

VÍDEO: Show sertanejo de Matheus e Kauan agita público com apresentação marcante na madrugada
Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

O espírito sertanejo finalmente tomou conta do público no terceiro dia do Festival Virada Salvador. A dupla, natural de Goiáis, Matheus e Kauan foi a quarta atração da noite e abriu um novo dia de alegria na madrugada desta terça-feira (30), na Arena O Canto da Cidade, na Boca do Rio.

 

Após uma sequência de shows que passaram por diferentes ritmos, o público respondeu com entusiasmo à entrada da dupla no palco principal. Mesmo já avançando para a madrugada com certo atraso, a arena ganhou novo fôlego com a chegada do sertanejo romântico, reunindo fãs que aguardavam pelos sucessos da dupla.

 

Veja momento da chegada da dupla e os fãs acompanhando o palco:

 

Matheus e Kauan apostaram em um repertório conhecido pelo público, com canções que embalaram casais e grupos de amigos, marcando um momento de forte conexão com a plateia "Meu Deus, estou em Salvador", grita Matheus. A apresentação acompanha a virada do clima da noite, reforçando a diversidade musical que marca o Festival Virada Salvador.

 

O show deu sequência à programação do evento, que segue reunindo milhares de pessoas no espaço festivo para celebração do ano novo em Salvador, mantendo o público animado durante a madrugada. 

 

Confira imagens da festa:

Fotos: André Carvalho / Bahia Notícias

Um ano após anunciar retorno ao forró raíz, Xand Avião diz que metais "vão ficar para sempre" em sua sonoridade
Foto: Júlia Estrela / Bahia Notícias

 

O forrozeiro potiguar Xand Avião termina o ano de 2025 comemorando um retorno importante as suas raízes musicais. O artista, que é a quarta atração do dia de abertura do Festival Virada Salvador, neste sábado (27), revela que trouxe de volta os sons metálicos, produzidos por instrumentos como o triangulo e o agogô, e a mudança foi bem recebida. 

 

Em 2024, Xand revelou ao Bahia Notícias o desejo de transformação e, um ano depois, ele garante que a mudança fez diferença: “Foi muito boa a avaliação. Praticamente fui obrigado a voltar para os metais, meus fãs me massacravam nas redes sociais”, brincou o artista. 

 

Xand conta que iniciou sua carreira no forró mais tradicional e acabou migrando para um som mais eletrônico ao final da sua tradicional banda Aviões do Forró, marcando o início de sua carreira solo. “Mas eu quis dar uma mudada mesmo quando a Sol [Solange Almeida, ex-companheira do artista na Banda Aviões do Forró] saiu e eu fiquei como Xand Avião, e eu quis dar uma mudada no som da banda. Passei quatro anos sem metais”, relata. 

 

“Assim, eu adoro os metais, acho que quanto mais músicos no palco, melhor e eu acho que muito positivo a volta deles e, com certeza, agora eu não vou tirar mais. Eles vão ficar para sempre”, completa o artista.  

Calcinha Preta anuncia substituta de Silvânia Aquino e retorno de antigo integrante; confira
Foto: Instagram

A Calcinha Preta anunciou os novos nomes da banda após a saída de Silvânia Aquino. O grupo contará com o retorno de um velho conhecido, Marlus Viana, e a chegada de Mika Rodrigues.

 

O casal se junta a Daniel Diau, Bell Oliver e O'hara Ravick, que foi apontada como motivo para saída de Silvânia após mais de 20 anos com o grupo.

 

 

Mika, que assume o espaço deixado por Silvânia, tem 29 anos e é do Ceará. A artista passou a ter destaque no circuito do forró e integrava a banda tradicional Noda de Caju antes do convite para a CP.

 

Do outro lado, Silvânia já passou a investir na nova fase da carreira. A artista foi contratada pela Camarote Shows, empresa de Wesley Safadão, e passará a se apresentar ao lado do ex-parceiro de banda, Berg Rabello, com o projeto 'Duas Paixões'.

Ivete Sangalo se emociona ao encontrar com cantor mirim em gravação de DVD de João Gomes
Foto: Reprodução / Instagram

Ruan Vitor, de 9 anos, conhecido como "Vaqueirinho", encontrou-se com a cantora Ivete Sangalo durante a gravação do novo DVD de João Gomes. O evento aconteceu no último domingo (26), nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro. O jovem cantor baiano, que se tornou um fenômeno nas redes sociais, conheceu pessoalmente a artista nos bastidores da produção audiovisual.

 

O encontro entre os dois artistas ocorreu após Ruan ganhar notoriedade nacional quando um vídeo seu interpretando uma composição autoral de forró em ritmo de vaquejada viralizou nas plataformas digitais. Natural de São Félix e morador de Muritiba, no Recôncavo da Bahia, o garoto conquistou fãs por todo o Brasil em poucos meses.

 

Ao ver o menino pessoalmente pela primeira vez, Ivete demonstrou admiração e disse: "Eu precisava ver esses olhos. Deus te abençoe".

 

Em sua trajetória recente, o jovem cantor acumulou 2,5 milhões de seguidores nas redes sociais. Sua popularidade ultrapassou fronteiras quando um de seus vídeos, após ser remixado pelo produtor musical e influenciador Justin Vibes, foi compartilhado pela atriz norte-americana Viola Davis.

 

A gravação do DVD nos Arcos da Lapa, tradicional ponto turístico carioca, reuniu diversos artistas para celebrar a música nordestina. Além de Ruan e Ivete, o projeto contou com participações de Zeca Pagodinho, Tarcísio do Acordeon, JotaPe e Mestrinho.

 

Durante sua participação no DVD, Ivete interpretou com João Gomes sucessos como "Saudade Chama Por Você" e "Petrolina, Juazeiro". Não foram divulgadas informações sobre futuros projetos conjuntos entre a cantora baiana e o "Vaqueirinho".

Chambinho do Acordeon será homenageado com a Medalha Thomé de Souza pela Câmara Municipal de Salvador
Foto: Instagram

O cantor Chambinho do Acordeon será homenageado pela Câmara Municipal de Salvador com a Medalha Thomé de Souza. A honraria, concedida a pessoas que tenham prestado relevantes serviços ao município, reconhece o trabalho prestado por Chambinho na preservação do forró.

 

A sessão solene será realizada na quinta-feira, dia 16 de outubro, às 19h, no Plenário Cosme de Farias. 

 

Natural de São Paulo e criado no Piauí, Nivaldo Expedito de Carvalho, como foi batizado Chambinho, se tornou uma referência na difusão da cultura do forró, e a honraria por Salvador se dá pela inclusão da cidade em sua rota de shows.

 

O artista ganhou projeção nacional ao interpretar Luiz Gonzaga no premiado filme “Gonzaga — de Pai pra Filho” (2012), papel que o consagrou como uma das vozes mais autênticas de sua geração.

Ícone do forró na década de 2010 morre em casa em decorrência de câncer
Foto: YouTube

A cantora Cláudia Ferreira Lemos Oliveira, conhecida como Claudinha, destaque do forró na década de 2010, teve a morte confirmada no último final de semana aos 43 anos.

 

Claudinha, que ao longo da carreira integrou as bandas Desejo Musical, Superid e Contágio Musical, enfrentava um câncer e morreu em casa, cercada por familiares.

 

Por meio de nota compartilhada nas redes sociais, a família da cantora comunicou o falecimento. 

 

 

"Recordaremos sua vida com carinho, compartilhando histórias e encontrando consolo na união. Que a Igreja seja um espaço de reflexão e acolhimento durante este momento difícil. Que o Espírito Santo de Deus e o legado e história da Nossa Miss. Cláudia, permaneça viva em nossas memórias."

 

Há alguns anos a artista deixou a carreira na música "secular", como é chamada a música não gospel, para seguir um caminho voltado à religião, atuando na Assembleia de Deus Ministério Madureira.

Banda Catuaba com Amendoim celebram presença das famílias no São João do Pelourinho
Foto: Waltemy Brandão / Bahia Notícias

A tradicional banda cearense de forró Catuaba com Amendoim, com quase 30 anos de história, chegou ao Pelourinho com muita euforia na noite desta sexta-feira (20). Em entrevista ao Bahia Notícias, os vocalistas Eudim Silva e Lili Fernandes ressaltaram a importância de entender o público, principalmente as crianças e adolescentes que acompanham os shows.

 

“A gente já sabe que tem a influência dos pais também. A gente vê muita família nos nossos shows. Inclusive, abrimos o camarim para essas famílias virem até a gente, e as crianças vêm… e a gente percebe que elas cantam nossas músicas. Isso é gratificante para quem trabalha nesse segmento”, comenta Eudim.

 

Confira momentos do show:

Fotos: Waltemy Brandão / Bahia Notícias

 

Para Eudim e Lili, a energia das festas juninas é um dos grandes marcos emocionais da carreira. Ambos destacaram a conexão do forró com a tradição familiar.

 

“A memória mais impactante do São João é o calor humano. Vou até fazer uma comparação com o Carnaval… mas o São João, para a gente, com certeza, é muito mais. Apesar de sermos uma banda de forró tradicional, o São João é a energia, a integração da família. É muito gratificante sentir a energia que o público transmite”, complementa os dois vocalistas, animados com a época.

Danniel Vieira afirma que "arrocha domina mercado baiano" e anuncia novo audiovisual de forró para 2026
Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

O cantor Danniel Vieira comentou sobre como o arrocha se destaca no mercado baiano, inclusive o do forró e sertanejo, nesta quinta-feira (19). O músico aproveitou a coletiva de imprensa no Parque de Exposições para anunciar um novo lançamento: um projeto de forró para DVD no ano que vem

 

“Eu acho que essas pessoas estão um pouco acanhadas nesse momento porque o Arrocha tomou conta do mercado, a verdade é essa. Cadê os Backstreet Boys aqui? O Arrocha tomou conta do mercado, muita gente viu o Arrocha, mas tem os fiéis que estão ali seguindo o seu caminho”, brinca o músico.

 

Em entrevista, o cantor elogiou os compositores de sertanejo que persistem em se manter na ativa com seu gênero. “O discurso que está faltando ali, deve. Está faltando alguém, é pra essa galera que vem, que segue firme, que gosta de cantar, que gosta de fazer assim como eu gosto de cantar. De fato, a música que vem do povo é o Arrocha, o pagode e o Axé na Bahia, isso é indiscutível! Mas o sertanejo é uma realidade, o sertanejo faz parte da realidade”, admite Danniel.

 

Sobre seus próximos passos musicais, o cantor fez um anúncio empolgante: “Nunca gravei um CD de forró. Vou gravar um CD de forró, um audiovisual de forró, uma coisa acústica. Para que no ano que vem eu tenha um experimento de forró que nunca fiz. Para deixar isso para a eternidade da internet”, anuncia o cantor. 

 

Confira fotos do momento do show:

Fotos: André Carvalho / Bahia Notícias

 

A programação da noite no Parque de Exposições ainda promete agitar o São João em Salvador, com grandes nomes subindo ao palco nas próximas horas.

Projeto de Saulo Fernandes em homenagem ao forró terá show especial na Concha Acústica
Foto:

Nem só de trio elétrico se vive quem faz o Carnaval. Apaixonado pela cultura nordestina, o cantor Saulo Fernandes decidiu migrar da folia de fevereiro para uma das festas mais características da região e fará uma apresentação especial do show 'Dançando com o Tempo' em Salvador.

 

Ao lado do músico Daniel Neto, o artista apresenta o projeto no dia 14 de junho, às 19h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. 

 

Inspirado no álbum homônimo gravado ao vivo em Fortaleza e lançado na última semana, o projeto propõe um mergulho afetivo nas raízes nordestinas, com um repertório acústico e intimista. 

 

Saulo canta acompanhado apenas de violão e da sanfona de Daniel, que também assina a direção musical. No setlist, releituras de clássicos do forró como 'Timidez', 'Toma Conta de Mim', 'Carta Branca', 'Espumas ao Vento' e 'Noda de Caju', além de faixas autorais. 

 

Os ingressos custam R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia), disponíveis na Bilheteria Digital.

Targino Gondim revela começo no carnaval de Salvador: "Gilberto Gil me chamou para tocar com ele"
Foto: Alfredo Filho / SECOM

Mesmo sendo um cantor de forró, de renome no cenário nacional, Targino Gondim já faz parte do cenário do carnaval de Salvador há mais de 20 anos. Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, neste sábado (1) de folia, o músico contou sobre suas parcerias na música baiana e quais cidades do estado se apresentará neste ano.

 

“Sempre fui apaixonado por sanfona, Luiz Gonzaga, Dominguinhos e tantos outros e também pelo carnaval, que faz parte da minha vida. E isso influencia no meu trabalho. De igual modo, nosso forró influencia os outros artistas. Sou parceiro de Carlinhos Brown, Bel Marques, Ivete Sangalo, Saulo, Durval Lelys, Timbalada, que ano passado gravei duas músicas no trabalho deles “Forrolada”. Eu toco aqui [no carnaval] desde 2001, quando ‘Esperando na Janela' estourou e Gilberto Gil me chamou para tocar com ele", disse.

 

Ele também abordou a mistura musical que faz na folia momesca. “Tem três anos que venho com meu trio, também no Furdunço. Toco os reggeas de Edson Gomes. O xote e o reggea tem uma similaridade legal, ambos são dançantes, a levada é do mesmo jeito, bem como o galope que é muito parecido com o arrasta pé. Essa ligação é muito boa”, contou o artista.

 

O forrozeiro falou um pouco como será o ano de 2025. “Para esse ano tem o Conecta Boipeba, na ilha que fica em Cairu, tem o festival de forró de Itacaré, o festival internacional da sanfona que realizo em Juazeiro, o festival de forró da Chapada [Diamantina], feito em Mucugê. E ainda tem o São João, que já posso antecipar que vou me apresentar em Jaguaquara, em Vitória da Conquista, Lençóis. Já tenho uma agenda montada, mas vou deixar passar o carnaval para divulgar”, afirmou.

Banda Colher de Pau completa 30 anos de existência e anuncia busca por novo vocalista
Foto: Instagram

Os 30 anos da banda Colher de Pau serão celebrados com mudanças a partir do primeiro semestre de 2025. Por meio das redes sociais, o grupo de forró, que se denomina a 'primeira banda de forró da Bahia', anunciou a seleção para definir o novo ou a nova vocalista.

 

Os interessados em participar da seleção devem enviar o vídeo através das redes sociais ou do WhatsApp da banda (71 98115-3329).

 

Os sócios Waldo Chamusca e Marcelo Sotero acreditam que a mudança será importante para celebrar em grande estilo os 30 anos da banda. "Estamos muito felizes com mais esse momento na nossa história e cheios de orgulho. A temporada junina de 2025 será muito especial, com muito forró e inovações. Estamos preparando tudo com carinho para levar ao palco muita música, animação e um som totalmente diferenciado", afirmou Marcelo.

 

SOBRE A COLHER DE PAU
Formada em 95 por um grupo de primos e amigos apaixonados pelo gênero, que animavam festas de família, a banda se tornou profissional após se apresentar em rodeios, vaquejadas e feiras agropecuárias. 

 

O nome surgiu após um dos músicos da banda usar uma colher de pau como uma baqueta improvisada para tocar. De 95 para 2024, a banda já foi reconhecida como a melhor banda da festa de São João de Amargosa, além de lançar diversos CDs com sucessos reconhecidos em todo o Nordeste, como “Quem tá parado é Viado”, “Beijar é bom”, “Janaína”, “Amore Mio”, “Natalie”, dentre outras. 

 

Ao todo, a Colher de Pau gravou onze CDs, sendo três deles gravados “ao vivo” em Salvador, Porto Seguro e Campina Grande.

 

Em 2018, o grupo inovou e após ter nomes como Kiko Salli, Zay Rios e Lukas Marks como vocalistas da banda, anunciou a cantora Samara Souto, ex-The Voice, como a primeira mulher à frente do projeto. A artista não ficou muito tempo na banda e logo se lançou em carreira solo. Um dos últimos vocalistas da banda foi o cantor Junior Mello.

VÍDEO: Dona de um dos shows mais caros do forró, Taty Girl dobra salário dos músicos três vezes ao ano
Foto: Reprodução / Instagram / Taty Girl

Um dos períodos mais esperados pelos grupos de forró, o São João, em muitos estados começa com grande antecedência, como em Campina Grande, na Paraíba, que deu início à programação ainda em abril. A movimentação intensa de agendas de shows fica mesmo para o mês de junho, onde as bandas chegam a fazer quase 60 shows em 30 dias. 

 

 

Com isso, os cachês das bandas dobram, às vezes triplicam. Mas, como fica a questão dos músicos? Muitos são contratados por valores fixos, recebendo por shows, já os maiores grupos possuem equipes que carregam durante todo o ano, com todos os direitos garantidos e carteira assinada. 

 

É o caso de uma das grandes revelações da autêntica música nordestina nos últimos anos. Se você é fã do autêntico forró, sem dúvidas, já ouviu falar da dona de uma dos “baús” mais famosos, que envolve grandes hits passados e sucessos atuais. Taty Girl, famosa por passar por diversas bandas de renome, como: Rabo de Saia e Gaviões do Forró, começou a “aparecer” nos holofotes da música quando passou a integrar o grupo “Forró Real” e logo após o “Solteirões do Forró”, que foi um grande fenômeno em boa parte Norte/Nordeste. 

 

 

Em entrevista recente, ela disse que “honra muito quem trabalha com a gente, são muito bem pagos, obviamente que a gente dobra o salário deles, merecem, são a nossa família, não é só no São João, é carnaval, é final de ano, aqui a gente valoriza mesmo e só sai daqui quem quer”, concluiu, dizendo que não manda ninguém embora. 

 

Taty Girl, começou a cantar aos 14 anos e já foi moradora de rua. Hoje é empresariada por Wesley Safadão, possui um dos festivais mais desejados pelos forrozeiros e é conhecida por enaltecer a mulher e seus valores em cada canção, além de valorizar os seus parceiros de palco, os quais chama de família.

Marcos e Belutti defendem o sertanejo no São João: “Tem espaço pra todo mundo”
Fotos: André Carvalho / Bahia Notícias

Em meio à polêmica envolvendo as declarações de artistas consagrados como Elba Ramalho e Adelmário Coelho sobre a “invasão” do sertanejo nas festas de São João, a dupla Marcos e Belutti defendeu o ritmo que os consagrou. 

 

“Você nunca vai ver uma estrela em cima da outra, Deus é perfeito. Ele dá um espaço para cada um, ninguém nunca toma o espaço de ninguém, Deus tem um espaço para você, Deus tem um espaço para mim, para a dupla Marcos e Bellucci e para os outros artistas, basta a gente ocupar com alegria, felicidade e gratidão”, disse Marcos em coletiva de imprensa antes da apresentação no Parque de Exposições na madrugada desta segunda-feira (24).

 

 

“Nós fomos convidados pra tocar aqui hoje, a gente tá muito feliz com isso. A gente jamais vai tocar em lugar algum tendo essa sensação ou buscando isso, buscando tomar o lugar de alguém. Muito pelo contrário, a gente quer abrir portas e fazer com que mais pessoas tenham a oportunidade de chegar a lugares altos. Inclusive, a gente acredita que quanto mais duplas novas estouram, quanto mais duplas novas fazem sucesso, mais o nosso mercado fica forte, mais espaço tem pra gente. Então a gente também torce muito pelas duplas novas. O dia que duplas novas pararem de estourar, o nosso mercado acaba”, continuo Marcos.

 

Belutti concordou com parceiro musical e acrescentou: “A vontade de todo artista, independente do seu ritmo, do seu gênero, é tocar no Brasil inteiro. Quero poder olhar pra trás e falar com meu filho assim: filho, seu pai cantou em cada canto desse Brasil. O nosso objetivo é levar alegria, levar amor em forma de música”, concluiu. 

 

Xanddy Harmonia promete muito forró para o público no São João de Candeias
Fotos: Sérgio Di Salles / Bahia Notícias

 

Xanddy Harmonia marcou presença como uma das atrações deste sábado (22), no Arraiá do Aconchego, o São João de Candeias. Para o Bahia Notícias, o cantor garantiu um repertório que vai agradar ao público. 

 

“Eu acho que é sempre oportuno, a gente homenagear os grandes expoentes do nosso forró, dessa cultura nossa nordestina, tão forte, tão maravilhosa. Quando a gente sobe no palco para tocar as coisinhas dessa época de São João é sempre muito legal”, comentou.

 

 

No bate-papo, o pagodeiro também falou sobre a música “Revoadinha”, parceria dele com João Gomes, que também toca no mesmo palco nesta noite. “É uma música justamente de piseiro, com duas versões. Tinha o prazer de cantar com o João nessas duas versões, uma foi no álbum Nascendo de Novo e agora uma releitura nesse remix que a gente fez um piseiro mais a cara dele, sanfonado, que tem tudo a ver com a noite de hoje. Vai ser muito legal, cantar a Revoadinha aqui em Candeias, tá no mesmo palco de João no mesmo dia e botar essa galera toda pra cantar
 

Xanddy também falou de novidades para o segundo semestre. “Vem música nova por aí. Nesse instante eu tô gravando, montando um monte de coisa boa aí para apresentar a nossa torcida, que com certeza vai gostar pra caramba”, prometeu.

Adelmario Coelho diz concordar com Elba Ramalho sobre falta de forró no São João
Foto: Manuela Menezes / Bahia Notícias

Durante sua participação no São João de Mata, na madrugada deste sábado (22), em Mata do São João, o cantor baiano Adelmario Coelho comentou sobre as falas da cantora e compositora Elba Ramalho, que criticou a escassez de forró das festas juninas no Nordeste do Brasil. Em entrevista ao Bahia Notícias, Adelmario concordou com as críticas proferidas por Elba.

 

 


"Eu acho que ela está certa. E eu faço a leitura: cara, eu considero que o anfitrião musical das festas juninas, e aí eu não estou puxando sardinha para mim não, mas é o forró. A gastronomia também é muito bem definida. Então, se você tem o respeito pelo anfitrião, que é o dono da festa, que as pessoas querem curtir naquele momento. São quatro, ou cinco dias, as vezes um mês. Mas um mês em doze. O forró deveria ter essa maioria absoluta de representantes levando a sua arte. Então, as forrozeiras, os forrozeiros cantando o gênero forró em sua maioria. Em alguns momentos e em alguns lugares a gente vê essa inversão, aí sim, me incomoda. Me incomoda muito ver essa inversão. E as pessoas invertem os sentidos das tradições, da música e da comida", disse.

 

Elba Ramalho fez o comentário durante sua participação na abertura do São João de Pessoa, na Paraíba: “Assume logo que não é São João, que é um festival. Mas deixa o povo, porque eu fui falar uma vez e foi polêmico demais, eu acho que cabe todo mundo”.

 

Adelmario também falou sobre a esperança de uma melhoria para os próximos anos.


"Espero que a sensibilidade chegue com mais força em quem tem a capacidade de contratar. Artista nenhum vem pedir: 'pô, me bota aqui', não vem... Eles são solicitados, então acho que 90% de forró e 10% de outras coisas harmonizam bem", finalizou.

 

VÍDEO: Solange Almeida afirma que “Existe uma máfia muito grande”, contra ela e outros artistas
Foto: Reprodução / Instagram

A cantora Solange Almeida, que se apresentou no segundo dia oficial do São João da Bahia, no Parque de Exposições de Salvador, nesta sexta (14), voltou a falar sobre o que ela chama de “máfia dos empresários”, referindo-se ao cancelamento do seu show na programação dos festejos juninos de Campina Grande - PB, que aconteceria no último dia 9.

 

 

Solange foi além e revelou que a prática de cancelamentos a pedido de empresários e produtoras concorrentes não é novidade. Segundo ela, o episódio de Campina Grande foi apenas um dos diversos que já teve que enfrentar. Em nova entrevista durante a sua passagem pela capital baiana, a cantora disse que outros artistas são vítimas e aproveitou para alertar os prefeitos e contratantes.

 

“O que me deixou muito triste com Campina Grande é que tava tudo certo. Documentação enviada, e do nada soltaram sem meu nome estar na agenda. Eu entendi. Isso já vinha acontecendo há algum tempo comigo. Existem pessoas por trás que já me tiraram de alguns eventos, e ali foi só um que veio à tona, só um que eu consegui dizer, mas se eu for descrever, contar cada um, a turma vai ficar surpreendida. É muito importante que os prefeitos, que as cidades responsáveis, quando ela entregar uma licitação, que elas tenham certeza se as pessoas realmente são idôneas, pois tem muita gente por trás, existe uma máfia muito grande de produtoras com empresários que infelizmente fazem o que fizeram comigo e com outros artistas”, desabafou. 

 

A primeira vez que a cantora falou sobre o assunto, foi quando fez um desabafo durante uma apresentação numa festa particular. Solange foi contratada logo após o cancelamento do seu show na Paraíba. “Tendo quase 38 anos de carreira, para um artista de forró, ficar fora do São João de Campina Grande é meio que frustrante", disse a cantora.  

 

 

Solange Almeida esteve à frente da banda Aviões do Forró por 14 anos, ao lado do ex-companheiro de palco, Xand Avião. Ao encerrar a parceria, a cantora contou que foi informada que o projeto seguiria sem ela, e desde então, passou a gerir a sua carreira, encerrando tratos e relações com os antigos empresários e o colega de palco. Sobre uma possível volta dos dois ao mesmo grupo, ela descartou a possibilidade, afirmando que é “praticamente impossível”, desmentindo rumores de uma agenda paralela ou de uma turnê comemorativa.

Forrólada: Timbalada aposta em projeto de São João com participação de Targino Gondim
Foto: Instagram / Timbalada Oficial

Após pular igual a pipoca atrás do trio no Carnaval, chegou a hora de pular fogueira no São João. E a banda Timbalada embarcou na energia dos festejos juninos com um novo projeto que une o batuque inconfundível do grupo do Candeal ao toque da zabumba e da sanfona do forró, gênero dominante do São João.

 

Gravado em Salvador na segunda-feira (4), Denny Denan e Buja Ferreira uniram as vozes com o cantor Targino Gondim no projeto 'Forrólada', que traz releituras de clássicos da Timbalada com a pegada do forró.

 

 

Vale lembrar que a mistura não é algo inédito para a Timbalada. O grupo já chegou a comandar uma edição do Forró da Timbalada em 2016, além de ter feito o show Forró do Nana.

 

Na época que a banda era comandada por Buja, Rafa Chagas e Paula Sanffer, a banda gravou a música 'Rei Gonzaga', em 2019, que tinha a temática do São João.

 

 

Cantora de forró e marido morrem afogados ao tentar cruzar ponte no Ceará
Foto: Instagram

A cantora de forró Marcinha Sousa e o marido da artista, conhecido como Ivan da Van, morreram afogados quanto tentavam atravessar uma ponte sobre um rio na cidade de Jardim, no interior do Ceará.

 

As vítimas estavam desaparecidas desde domingo (18) e os corpos foram encontrados na noite da segunda-feira (19). 

 

Foto: Instagram

 

De acordo com o g1 Ceará, os agentes foram chamados para realizar buscas e encontraram o veículo do casal dentro da água, a cerca de 100 metros de distância de uma ponte no distrito de Bom Sucesso, zona rural.

 

A principal suspeita dos bombeiros é de que o carro tenha sido arrastado com a força das águas, já que a cidade teve uma forte chuva na segunda.

 

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Marcinha, que era seguida por mais de 500 mil pessoas nas redes sociais, ficou conhecida em novembro de 2023 após lançar a música 'O Mundo Dá Voltas'. A artista é irmã do cantor Fernando Pisadinha.

 

VÍDEO: Cantora de forró bebe demais e é expulsa do palco por Claudia Leitte
Foto: Reprodução/Lucas Pasin

A ex-participante do reality “A Fazenda” e atual vocalista da banda Cavaleiros do Forró, Kally Fonseca, viralizou mais uma vez nas redes sociais nesta quinta-feira (11), após ter o registro de uma participação no show de Claudia Leitte publicado pelo jornalista Lucas Pasin.

 

Visivelmente embriagada, Kally foi retirada do palco por ter se recusado a descer para que o show tivesse continuidade, durante a Festa do Gelo, em João Pessoa, na Paraíba. Claudia percebeu que a situação não seria contornada e retirou a cantora pelo braço, pedindo para que as pessoas a conduzissem para que ela não caísse e prometendo que a convidaria para cantar novamente durante o show, o que não aconteceu.

 

 

“Eu vou fazer um repertório, e quando chegar nessa música, eu te chamo de novo. Vá!”, pediu Claudia Leitte. “De novo?”, questionou Kally um pouco alterada. “Tu não quer mais cantar comigo não, é? Vai ficar mais bêbada? Já tá no ponto… Venha”, respondeu a cantora levantando a ex-Fazenda para descer do palco.

 

A cantora de forró já viralizou outras vezes nas redes sociais por este motivo, durante o reality “A Fazenda”, que foi ao ar em 2023 pela Record, ela protagonizou diversos momentos polêmicos e divertidos durante dinâmicas, festas e discussões dentro da casa.

Dois anos após forró se tornar patrimônio cultural do Brasil, Bahia ainda busca reconhecimento estadual
Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

Qual o cenário do forró na Bahia dois anos após o gênero ser reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)?

 

O título, que foi dado pelo Iphan após doze anos de caminhada independente da Associação Cultural Balaio do Nordeste e do Fórum Forró de Raiz, trouxe uma luz para a data 13 de dezembro, que celebra o 'Dia do Forró', em uma referência ao aniversário de Luiz Gonzaga, mas há quem diga que o holofote para as lutas dos forrozeiros na Bahia têm perdido força.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, Alessandra Gramacho, coordenadora estadual do Fórum Forró de Raiz na Bahia, informou que desde a data do reconhecimento do Iphan até os dias de hoje, a luta é constante para que o forró seja protegido como o patrimônio ao qual ele recebeu o título.

 

Foto: Arquivo Pessoal

 

Segundo a forrozeira, os Detentores da Comunidade Forrozeira, organizada através do Fórum Nacional do Forró de Raiz e de vários fóruns estaduais na Região Nordeste e Sudeste, aguardam o Iphan iniciar os encontros de salvaguarda com o núcleo da Bahia, baseado nas propostas entregues pela classe, já que em outros estados o pontapé foi dado no início do ano.

 

"Seguimos lutando por Políticas Estruturantes para o Forró: política de estado baseada em leis, cuja execução é realizada permanentemente, apesar do interesse dos governantes em exercício em vez de Políticas de Governo", afirmou.

 

Um dos pleitos dos forrozeiros é a revisão da Lei da Zabumba, projeto do deputado Zé Neto (PT), aprovado pela Assembleia Legislativa em 2015, que previa uma cota de 60% do total dos recursos destinados a artistas para aqueles que valorizam a cultura regional em festas como o São João e o Carnaval.

 

"Solicitamos do governo a revisão e a sanção da Lei da Zabumba para fortalecer a inclusão do Forró nos palcos juninos do interior da Bahia e uma lei de fomento ao Forró como a de São Paulo, com edital que contemple as diversas matrizes do forró para além do período junino e julino." 

 

Foto: Instagram

 

Em junho deste ano, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou em regime de urgência a lei Luiz Gonzaga 3083/2023, que prevê destinar 80% de recursos públicos para festividades juninas em too território nacional, visando a valorização do forró.

 

A lei, que se assemelha a proposta feita em 2015, foi aprovada a poucos dias do São João. O projeto de autoria do cantor Armandinho, da banda Fulô de Mandacaru, foi apresentado pelo deputado pernambucano Fernando Rodolfo (PL). Na PL, a ideia é que os 20% restantes da verba direcionada para a festa popular, seja destinada a contratação de atrações de outros ritmos musicais, para mostrar a pluralidade da cultura junina.

 

Para Alessandra, a lei aprovada em junho deste ano é uma forma de reparaãção aos anos que artistas do gênero perderam espaço nas festas. "É mais um instrumento para salvaguardar o bem, que também pode se classificar como lei para reparação, já que perdemos palcos, poder de produção e difusão, e o público também, que perdeu o direito de ouvir e disfrutar de sua cultura", afirma.

 

A luta pelo reconhecimento estadual passa ainda por um processo inédito apresentado em 2022, durante uma sessão extraordinária realizada em Cachoeira, no recôncavo baiano, para tornar o estado como o primeiro a obter o Registro de Patrimonizalização das Matrizes Tradicionais do Forró.

 

O processo, que teve a frente o conselheiro e presidente da CPHAAN, do Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC-BA), Táta Ricardo Tavares, foi aberto junto ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) e segue em andamento até que tenha uma definição para retornar a Assembleia.

 

Foto: Arquivo Pessoal

 

Ao Bahia Notícias, Táta, que está em viagem pela África, explicou brevemente quais serão os próximos passos para o reconhecimento. "Foi solicitado a abertura do registro especial pelo presidente da Câmara de Patrimônio do Estado da Bahia.  Agora a gente está aguardando o Ipac concluir o processo para devolver a Câmara de Patrimônio, para que a gente emita o parecer e vote no Conselho Estadual de Cultura a aprovação. Uma vez aprovado no Conselho, ele segue para o gabinete do governador para sancionar."

Cantor de forró morre após ser picado por uma aranha; filha também foi picada mas passa bem
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Darlyn Moraes, cantor de forró, morreu após ser picado por uma aranha e o rosto começar a escurecer. Segundo a família do artista, as reações alérgicas começaram na semana passada, mas ele só morreu no início da manhã desta segunda-feira (6).

 

"Ele sentiu fraqueza pelo corpo e começou a escurecer o rosto na terça-feira da semana passada. Procurou hospital e foi internado neste domingo no HGP", contou Jhullyenny Lisboa Silva, esposa do cantor, ao G1. 

 

A Secretaria de Estado da Saúde de Tocantins confirmou a morte e declarou que as causas ainda estão sendo investigadas. "A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) informa que o paciente Darlyn Morais foi acolhido no Hospital Geral de Palmas (HGP), mas infelizmente foi a óbito, por causa ainda em investigação. A SES-TO lamenta o ocorrido e roga a Deus o conforto de todos os familiares e amigos", diz a nota.

 

O cantor recebeu alta do Hospital Miranorte, nesta sexta-feira (3). Após isso, decidiu, por conta própria, ir até HGP, que é o hospital público de maior complexidade de todo estado.

 

 

Além do cantor, a filha dele também foi picada e apresentou alguns sintomas nos pés. Ela foi internada e também deve ser transferida para o HGP. O estado de saúde é estável.

Com direito a forró, Bell Marques anuncia projetos em comemoração aos 10 anos de carreira solo
Foto: Fábio Cunha

Um dos nomes mais conhecidos na música baiana, o cantor Bell Marques revelou que terá novidades para sua carreira no carnaval do próximo ano, quando completa 10 anos de trajetória solo. O ex vocalista do chiclete com banana, anunciou, nesta quinta-feira (17), que vai realizar o projeto “Ao Bell Prazer”,  em teatros de Salvador e outros locais do Brasil. 

 

No projeto, Bell canta canções da música popular brasileira e clássicos de sua carreira, com um arranjo mais acústico e um cenário minimalista. O cantor iniciou o projeto no ano de 2021, quando realizou uma Live no Teatro Castro Alves e cantou músicas do cantor Vando, Fagner, Nelson Gonçalves, entre outros. 

 

“Nós estamos comemorando neste carnaval 10 anos de carreira solo de Bell Marques. Vamos ter vários projetos, inclusive em teatro também. Nós vamos fazer muita coisa para que um tipo de público que gosta de ouvir e conhecer a minha história possa ir em um teatro ou uma casa de shows, onde ele pode estar sentado ouvindo cantar. Vai ser um um bate-papo muito interessante e na comemoração dos dez anos vai ser ao Bell Prazer ao vivo aqui”, revelou o músico. 

 

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Bell anunciou também a gravação de um DVD só cantando forró no próximo ano. O artista que já possui álbuns do ritmo nordestino, grava pela primeira vez um audiovisual em que vai receber grandes nomes da musicalidade no projeto. 

 

“Vamos gravar um DVD só de forró. Tenho vários discos de forró, mas eu não tinha um DVD. Então esse DVD vai ser muito importante para mim, pois adoro cantar forró e tenho vários sucessos, grandes hits do forró brasileiro. Além disso, vou convidar grandes atrações e grandes clássicos do forró brasileiro vão estar nesse DVD, já que amo eles. [...] Tenho certeza que vai ser uma noite maravilhosa”, comentou Bell ao Bahia Notícias. 

 

O DVD de forró do chicleteiro chega após ele afirmar que é um cantor de axé, mas também canta forró. 

Alcymar Monteiro passa mal após show e cancela agenda de apresentações em duas cidades baianas
Foto: Ricardo Dias / Divulgação

O cantor de forró Alcymar Monteiro, de 70 anos, passou mal na madrugada deste domingo (2), depois de se apresentar na cidade de Bom Jesus da Lapa, na região do oeste baiano. Em publicação nas redes sociais do cantor, foi divulgada uma nota informando que o artista passa bem após o mal-estar. 

 

Mesmo com a melhora, a agenda dos próximos dois shows que o forrozeiro iria realizar nas cidades baianas de Curaçá neste domingo (2) e em Riachão do Jacuípe amanhã. 

 

De acordo com a nota, após sentir-se mal, Alcymar foi socorrido para o Hospital Municipal Carmela Dutra, em Bom Jesus da Lapa. 

 

Ainda não foi informado quais os sintomas que o artista apresentou e se ele segue internado no hospital.  A equipe do cantor explicou também que o artista fez exames de sangue e imagem, mas que nenhum problema foi detectado.

 

Del Feliz sai em defesa do forró e diz que é preciso manter a essência do São João nas escolhas das atrações
Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

Uma das atrações da noite deste sábado (1º) no São João da Bahia no Parque de Exposições, o cantor Del Feliz defendeu a necessidade de manter a tradição e essência dos festejos juninos, com a presença de artistas que levantam a bandeira do forró do ano inteiro.

 

Em entrevista antes do show, Del Feliz destacou que este debate sobre a valorização do ritmo musical e dos artistas do gênero vem de longas datas. O cantor pontuou ser natural o aumento do número de apresentações neste período, traduzindo a sazonalidade que ainda é imposta ao forró. Acompanhada da agenda extensa, Del Feliz também indicou a repetição de algumas situações embaraçosas.

 

“Eu acho que o forró resiste e persiste na identificação da festa junina por muitos anos, mas essa discussão já vem de algum tempo. As polêmicas também que surgiram esse ano, elas retratam uma realidade que se refaz”, disse ao comentar o episódio ocorrido com o cantor Flávio José, quando foi obrigado a diminuir o tempo show no São João de Campina Grande, na Paraíba, por conta da apresentação de Gusttavo Lima.

 

Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

 

“O Flávio José ser solicitado reduzir o tempo do show para que uma outra atração sertaneja ou de qualquer outro estilo entre no palco, isso é recorrente, não foi a primeira vez”, falou.

 

Del Feliz se disse a favor da diversidade musical, no entanto defendeu que a realização do São João só continuará viável se mantiver a sua “essência”.

 

“O problema é que a festa junina tem uma cara e ela só é viável economicamente, não é só uma questão cultural, enquanto guardar alguma originalidade. No dia em que a festa deixar de ser original, vai ser qualquer coisa, não vai ser mais a nossa festa, da alma, do povo nordestino, a festa cultural mais representativa do nosso jeito de ser. E assim sendo, acho que precisa sim a gente ter esse cuidado com essas atrações que inserem essa grade da festa para que ela tenha alguma essência ainda que justifique as pessoas saírem de outro estado, de outro país para conhecer a festa”, avaliou.

 

Apesar da defesa, Del acredita que a presença de grandes atrações é válida, principalmente se cantassem e tocassem forró: “seria mais interessante para gente, guardaria algum respeito”. “E ao mesmo tempo a discussão é tão complexa, que se você trouxer também vários artistas famosos para tocarem forró só no período junino, a gente também não vai ter originalidade, nem respeito com as pessoas que passam o ano inteiro construindo essa tradição”, contrapôs.

 

Para o cantor, o debate passa também por identificar o que é e caracteriza o forró. “É difícil, é complexo porque essa polêmica passa também por novidades que aparecem se intitulando como forró, algumas que não têm nada a ver com forró”, frisou. “Quem sou eu pra dizer o que é forró? Eu só posso dizer categoricamente o que é o forró tradicional, é por ele que eu estou lutando”, complementou.

 

Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

 

Com mais de 15 álbuns gravados e décadas na estrada, Del Feliz atua pela defesa do gênero musical também fora dos palcos, em uma discussão para tornar o forró patrimônio cultural do Brasil e do mundo. Em 2023, a sua música, ‘Meu Dengo’, venceu o Troféu São João da Bahia 2023, da TV Bahia – tendo sido a mais votada pelo público.

Bell Marques lança EP especial para o São João batizado de "Forró Romântico"
Foto: Fábio Cunha

O cantor baiano Bell Marques lançou um EP especial para o período junino, batizado de "Forró Romântico". A novidade conta com três faixas - "Já Deu", "Amor Bonito" e "Me Denga" - já estão disponíveis nas principais plataformas digitais.

 

O artista, como bom nordestino, sempre teve ícones como Luiz Gonzaga como ídolo e, ao longo dos mais de 40 anos de carreira, já gravou diversos álbuns e músicas de Forró.

 

No mês de junho, Bell vem cumprindo intensa agenda de shows, passando por destinos clássicos da temporada junina, como Caruaru (PE), Campina Grande (PB), Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus e Cachoeira (BA). No dia 2 de julho, Dia da Independência da Bahia, o artista ainda se apresenta em Salvador, dentro da programação do São João do Estado.

 

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Viiixe! Forró e Piseiro confirma segunda edição e anuncia data de abertura de vendas
Foto: Divulgação

No dia 20 de maio no Wet Salvador vai acontecer a segunda edição do Viiixe, que reúne grandes nomes do forró e do piseiro em uma só noite. Em seu lançamento em 2022 o evento foi um sucesso com direito a ingressos esgotados.


Trazendo em sua programação grandes nomes do forró e piseiro como Xand Avião, Mari Fernandez, Nattan, João Gomes, Vitor Fernandes e Tarcísio do Acordeon. As vendas começam na próxima segunda (6), na loja Bora Tickets no 2 piso do shopping da Bahia ou através do site www.boratickets.com.br.

Arraiá do Bier agita Trapiche Barnabé; confira fotos
Fotos: Maré Luna

O domingo (24) foi marcado pelo clima do forró. O Arraiá do Bier levou ao Trapiche Barnabé, no Comércio, em Salvador, as bandas Estakazero, Flor Serena, Trio Anarriê e Forrosound.

 

O espaço teve como temática uma vila junina, com direito a barracas, brincadeiras e comidas típicas. No local, havia vários rótulos de cervejas, como Spaten e Colorado.

 

Confira as fotos do evento:

 

Arraiá do Bier -Trapiche Barnabé

 

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Agentes do Metrô e Estakazero gravam clipes em homenagem a São João
Foto: Divulgação

A banda de forró Estakazero e a banda Agentes do Metrô, formada por agentes de segurança do metrô de Salvador, gravaram três clipes em homenagem ao São João que serão exibidos nas Estação Rodoviária e Aeroporto, entre os dias 23 e 25 de junho.

 

Segundo o vocalista do Estakazero o convite diferente deixou a banda feliz. “Um encontro com músicos que fazem a diferença no sistema metroviário da nossa cidade e ainda uma oportunidade de tocar para o nosso público, que utiliza diariamente o transporte” disse Léo.

 

As canções escolhidas foram “Lua Minha”, “Frevo Mulher”, clássico de São João composta por Zé Ramalho, e “Quando a vida voltar”, música nova da Estakazero lançada durante a pandemia.

 

Os clipes foram produzidos dentro de um dos trens do metrô, o mesmo que é utilizado pelos clientes nas Linhas 1 e 2 do Sistema Metroviário de Salvador. Por conta da pandemia, as gravações foram feitas em um carro vazio, no estacionamento de Pirajá.

 

A banda Agentes do Metrô foi criada em 2019 e é formada por Agentes de Atendimento e Segurança, que atuam diariamente nas 20 Estações de metrô e 7 terminais de ônibus administrados pela concessionária. “Foi a primeira vez que tocamos com uma banda de forró do porte da Estakazero, uma experiência que mostra como a música pode fazer a diferença na vida de muita gente. Nossa ideia é trazer o sentimento positivo neste período, fazer nossos clientes sorrirem em tempos tão difíceis, através do forró”, explica Josiel Macedo, que é líder de Atendimento, segurança e músico da banda.

Alcymar Monteiro faz live junina com sucessos e tributos a nomes da música nordestina
Foto: Divulgação

O cantor Alcymar Monteiro fará uma live junina no dia 23, véspera de São João, com transmissão a partir das 20h em seu canal no Youtube (www.youtube.com/reidoforro). 

 

“Quem aqui também tá com saudade de passar o fim de semana virado no forró?! Segure só mais um pouquinho aí que dia 23 o forró vai pegar fogo na minha live de São João!”, anunciou o músico, que aproveitou ainda para conscientizar o público da necessidade de manter o isolamento social durante a pandemia. “Estamos construindo um lindo show online para que você possa curtir tudinho da sua casa, em segurança! Não vamos aglomerar, hein?!”, recomendou o cantor.

 

No repertório da apresentação, que contará com a participação da cantora Nádia Maia e do sanfoneiro Luizinho de Serra, Alcymar Monteiro promete relembrar grandes sucessos de sua carreira e também homenagear importantes nomes da música nordestina.


SERVIÇO
O QUÊ:
Alcymar Monteiro - Live junina
QUANDO: Quarta-feira, 23 de junho, às 20h
ONDE: Youtube (www.youtube.com/reidoforro)
VALOR: Grátis

Targino Gondim faz prévia de São João e Dia dos Namorados na 'Live do Amor'
Foto: Divulgação

O forrozeiro Targino Gondim faz uma prévia das festas juninas e do Dia dos Namorados em sua “Live do Amor”, realizada nesta sexta-feira (4), a partir das 20h, com transmissão ao vivo em seu canal oficial no Youtube.

 

O repertório conta com as canções consagradas do artista com uma roupagem mais romântica, arranjos e interpretações especiais, além de sucessos de outros autores. Dentre as faixas incluídas no setlist estão “Esperando na Janela”, de sua autoria, “Leãozinho”, de Caetano Veloso, e “Espelho Cristalino”, de Alceu Valença.

 

“Sempre apostei em canções românticas. Compus inúmeras nessa linha. Vai ser maravilhoso reunir o clima junino que se aproxima com a paquera e o namoro que toda relação merece. O que importa é a intensidade e é isso que vamos promover na Live do Amor”, comenta Targino.

 

O evento virtual marca o lançamento oficial da campanha “Festa do Amor” do Salvador Shopping, que decorou a praça central tema junino e receberá barraquinhas de culinária típica, artesanato e produtos religiosos do Centro Público de Economia Solidaria - Bahia (Cesol).

Trio Anarriê ensina fundamentos básicos do forró em curso online e gratuito
Foto: Divulgação

Formado por Daniela Penna, Alexandre Lins e Jelber Oliveira, o Trio Anarriê promove um workshop online e gratuito, no dia 9 de maio, no qual ensina os fundamentos básicos dos ritmos do forró tradicional, a exemplo de baião, xote, xaxado e arrasta pé. 

 

Realizado a partir das 17h, o curso é voltado para o público em geral, desde músicos aos amantes do forró sem qualquer experiência com instrumentos musicais. Os interessados em uma das 30 vagas disponíveis, devem fazer inscrição online (clique aqui).

 

“Vamos contar as histórias através das músicas de grandes nomes do gênero como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e o Trio Nordestino, mostrando como os ritmos foram se transformando com o passar do tempo. Traremos, por exemplo, a música ‘Baião’, primeiro sucesso que Gonzagão gravou cantando em 1949 e foi composto em parceria com Humberto Teixeira, dando início a toda essa história. Em resumo, é um encontro feito para quem gosta de música, história e uma boa prosa”, explica Jelber, um dos facilitadores.

'Mais arrasador, só as mais de 350 mil mortes': Forrozeiros lamentam 2º ano sem São João
Foto: Rosilda Cruz / SecultBa

“Mais arrasadora do que essa situação, somente as mais de 350 mil mortes dos brasileiros”. Com estas palavras Adelmário Coelho classificou o momento vivido pelos forrozeiros na Bahia, diante da pandemia do novo coronavírus, que já se arrasta por mais de um ano e paralisa todo o setor de eventos e entretenimento até os dias de hoje.

 

A frase clichê de que o setor cultural foi o primeiro a parar e será o último a retomar as atividades já é uma realidade compreendida por todos, tanto artistas quanto pelo poder público, mas os trabalhadores do ramo seguem em busca de soluções, ainda que paliativas. 

 

No caso dos forrozeiros, o drama pode ser ainda mais profundo, pois a perspectiva real é de que as festas juninas sejam canceladas pelo segundo ano consecutivo. Sem vacinação suficiente e com números de mortes e infecções ainda altos, dez prefeituras baianas já anunciaram que não realizarão os festejos, enquanto outras aguardam para bater o martelo (saiba mais).

 

O governador Rui Costa, por sua vez, também se mostrou pouco otimista com relação ao evento nos moldes convencionais em 2021, mas ainda não descartou a possibilidade da Bahia permitir festas fora de época mais adiante. “Estamos chegando no meio do mês de abril e a essa altura não vejo horizonte de possibilidade de termos a festa de São João no período tradicional da festa. Eventualmente se for fazer alguma coisa fora de época para compensar a ausência do São João pode até ser no segundo semestre. Mas agora em junho acho muito difícil. Não vai ter ambiente sanitário para isso”, justificou (clique aqui).

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, um grupo de forrozeiros comentou o panorama do setor, falou sobre o que tem sido feito para manter viva essa expressão cultural durante a pandemia, deu sugestões para ajudar os artistas e trabalhadores envolvidos na área, além de cobrar “sensibilidade” do poder público na implementação de políticas compensatórias.

 

ZELITO MIRANDA

 

Conhecido como o “rei do forró temperado”, Zelito Miranda não tem medo de criar e se adaptar. Apesar do susto e de toda a carga negativa que a pandemia traz consigo, o artista revela que redescobriu o poder das redes, ainda que financeiramente elas não deem um retorno significativo. “O susto em 2020 foi uma coisa meio doida, porque foi abrupto, chegou em cima e a gente teve que se reinventar. E essa reinvenção aconteceu virtualmente”, conta o músico. “Foi compensatório do ponto de vista do prazer de tocar, mas não é a mesma coisa de você estar em um palco”, salienta.

 

Resignado sobre a impossibilidade da realização das tradicionais festas no período junino, ele revelou que pretende fazer um show de São João online. “Ano passado eu fiz algumas lives, com nome Arraiá do Rei, e eu vou repetir esse ano. Eu quero, inclusive, que isso vire um projeto virtual nosso para o mês de junho. Quando acabar tudo - com fé em Deus tudo acaba logo -, eu quero manter, porque descobri uma coisa interessante que estava alí do nosso lado, as redes sociais e a internet, que a gente usava para divulgação só”, diz o artista.

 

Zelito lembra que depois do primeiro baque, no ano passado, chegou a acreditar que a pandemia não se estenderia por tanto tempo, mas a esperança foi se desfazendo, ao passo que o vírus se propagava e a vacinação não. “Chegou em outubro e a gente teve aquela baixa da pandemia, até ali a gente ainda estava com uma luz no fundo do túnel que as coisas se transformariam, que a gente resgataria rapidamente essa coisa do mercado do São João. Só que chegou o Carnaval e não teve, aí o olhar já ficou mais embaçado”, relata. 

 

Diante do cenário, em 2020 ele revela que cancelou diversos trabalhos, a exemplo do tradicional Forró do Parque, realizado há 11 anos em Salvador, e que este ano ele pretende fazer uma versão virtual no mês de junho, “só pra não passar em branco”.

 

 

Isolado em casa e na incerteza sobre o futuro, Zelito Miranda diz que não nutre mais expectativas sobre haver ou não os festejos juninos em 2021, mas destaca a decepção pela falta de apoio aos artistas, sobretudo aqueles ligados às tradições juninas. “Está havendo um grande descaso com a cultura de todos os lados. Eu não imaginei que os nossos governantes ficassem tão apáticos perante a parte cultural”, diz o músico, destacando a importância do São João, enquanto patrimônio do Nordeste e do Brasil. “Tem raiz, tem um cabedal, tem uma história pra contar. É uma festa completa, tem tudo, comida, bebida, reza, santo, novena... O ciclo junino é muito rico culturalmente”, pontua. 

 

Ainda neste sentido, ele compreende a gravidade da pandemia e a necessidade de obedecer aos protocolos estabelecidos pela comunidade científica, mas cobra ações efetivas para apoiar os profissionais do setor. “Nós vamos torcer e pedir juízo a esses governantes, que eles deem atenção a essa questão, porque, claro e evidente, a gente não pode passar dois anos de São João sem faturamento, sem trabalhar. Tudo bem, a gente segura um ano, um ano e meio, mas acredito que ninguém aguenta mais. A real é essa, está barra pesada”, declara o forrozeiro, que admite uma solução a partir da adaptação das festas para o online. “Eu acho que tem que ter esse mundo virtual e o Estado e as prefeituras não podem mais ficar esperando para entrar nesse mundo virtual, porque é a arma que nós temos nesse momento”, afirma. 

 

Enfático, Zelito lança questionamentos: “Esse ano o bicho já começou a pegar pra todo mundo, porque você já vai para dois anos sem faturamento. Imagine se Deus o livre essa pandemia atravessa 2022, e aí? Vai ser extinta a profissão de ator? Vai ser extinta a profissão de cantor? Vão ser extintas as profissões que mexem com plateia, com o público? É uma coisa que a gente tem que ter um pensamento, está na hora de todo mundo pensar sobre isso”. 

 

TARGINO GONDIM

 

Targino Gondim, por sua vez, classificou como “aterrador” o cenário, diante do segundo ano de São João cancelado. “Existem muitos, inúmeros artistas no Brasil todo e aqui na Bahia, que já sofrem durante esse tempo todo sem nenhum pouco de receita, só pedindo ajuda e sendo ajudado de diversas formas, mas sem nenhum tipo de dignidade, sem condição de exercer seu trabalho, sua profissão. E agora com essa notícia de cancelamento de São João, isso é horrendo”, avalia o forrozeiro. 

 

O músico conta que durante o período de “zero receita”, as transmissões online têm sido uma alternativa para continuar divulgando suas músicas. “É também uma forma de estar ajudando as pessoas com esse novo formato que se desenhou de ter que ficar mais em casa, de não poder sair, sem aglomeração. A gente vai ajudando para que as pessoas possam também sobreviver a tudo isso”, acrescenta o artista, que planeja para maio, junho e julho alguns shows virtuais com banda, para que possa criar alguma receita. Dentre os eventos online confirmados por ele estão as lives de Dia dos Namorados e de São João.

 

Um tanto quanto otimista, Targino diz ainda torcer para que a vacinação “venha com toda força” em 2021 e que a vida seja retomada com mais tranquilidade. “O coronavírus veio pra ficar essa certeza de que a gente precisa muito um do outro, que a gente precisa viver pensando sempre no próximo, e que a gente tem que se apegar menos à mesquinhez, a um pensamento único”, pondera. 

 

TRIO NORDESTINO


Nem mesmo o legado de 62 anos de trabalho blindou o Trio Nordestino da crise causada pela pandemia da Covid-19. Sem poder realizar shows, o grupo tem se mantido com os frutos da longa carreira, mas ainda assim precisou apertar os cintos. 

 

“Graças a Deus, a gente tinha outras rendas de composições, de gravações, acessos de Youtube, Spotify, e isso ajudou a gente a chegar até aqui. E a questão da nossa banda, os meninos também souberam se virar em questão de auxílio emergencial, Lei Aldir Blanc, então, claro que ficou ruim, mas deu para segurar. O impacto foi ruim, a gente teve que reduzir os custos ao mínimo possível, e não digo só com relação à banda, mas a questão familiar também. Esse ano que passou realmente foi muito difícil”, conta o empresário do grupo, Carlos Santana, conhecido como Coroneto por ser neto de Coroné, um dos fundadores do Trio Nordestino.

 

Na avaliação dele, a pandemia, que foi um baque na carreira do trio e chegou a atrapalhar o lançamento de um projeto em homenagem a Gilberto Gil, é o “maior acontecimento negativo na carreira de todo mundo”. Coroneto contou ainda que no início acreditou que o problema não se arrastaria por tanto tempo, mas, ao ver a segunda onda, percebeu estar equivocado. “Entrou a pandemia e a gente ficou ‘ah, daqui a pouco passa’, mas a coisa foi se agravando, e você sabe que o artista, por mais que você tenha reserva, o que tira e não repõe uma hora acaba”, pontua. 

 

Sobre a possibilidade de, neste ano, as tradicionais festas juninas serem realizadas, ele, que já integrou o Trio Nordestino, disse não existir esperança, sobretudo por conta do processo lento de vacinação. “Então eu acho que São João mesmo, presencial, igual a gente costumava fazer, não vai ter”, opina, revelando que apesar do revés, neste ano, diferente de 2020, o Trio Nordestino tem recebido convites para fazer lives para empresas. “Então, alguma movimentação vai ter. Igual ao ano passado, que foi zerado, com certeza não fica”, revela.

 

“Graças a Deus, a carreira do Trio é cheia de sucessos, eu acho que não existe uma banda de forró que nunca tocou o Trio Nordestino. E isso nos dá uma bagagem musical e cultural muito grande pra que realmente aconteçam coisas bacanas com a gente. Pelo fato da gente ter 62 anos e ter prestígio no meio do forró, pra gente fica um pouco mais fácil, ou menos pior. Mas a luta é diária pra conseguir alguma coisa”, conclui Coroneto, que aposta na esperança de que a vacina chegue e em breve o grupo possa voltar a fazer o que sempre fez: “levar alegria pro povo”. 

 

ADELMARIO COELHO

 

Para Adelmario Coelho, um dos principais motivos do agravamento da pandemia e a consequente crise que tem abatido o setor cultural é a má gestão do governo Bolsonaro. “Nós estamos aqui, infelizmente, por falta da liderança nacional. Podíamos estar em um outro patamar de imunização. Agora é o mundo que precisa de vacina e o Brasil imaginava que somente fosse ele que podia pegar vacina ali rapidinho. Não vai acontecer isso. São 8 bilhões de pessoas do planeta que precisam de vacina e quem se antecipou a isso, quem correu e acreditou na ciência - que deve ser por aí - evidentemente que está levando vantagem. Nós estamos vendo aí países na frente, quase que com sua população imunizada, e nós estamos chegando agora quase a 10%, com 210 milhões faltando ser vacinadas, é brincadeira isso? Então, o caminho a ser perseguido ainda é com muita luta, não tenha dúvida”, avalia o forrozeiro.

 

Sensibilizado com a conjuntura sanitária do país e também com a derrocada da economia criativa, ele disse a frase que abre a matéria: “Só mais arrasadora do que essa situação [dos forrozeiros], somente as mais de 350 mil mortes dos brasileiros. Com certeza é uma dor imensurável”. Segundo o músico, além de triste, o cenário de dois anos sem festas juninas é “devastador”.  

 

Na sua visão, é compreensível o cancelamento do evento, pois defende a ciência e vê como “nenhum pouco razoável” fazer aglomerações em um momento crítico. Apesar disso, ele destaca a necessidade de viabilizar alternativas. “Já vi aqui que já temos ratificado pelos prefeitos mais de 10 cidades que já cancelaram [as festas juninas] vendo esse cenário. Isso traz uma tristeza muito grande. Compreendemos, mas, evidentemente, sentimos, porque essa decisão afeta dramaticamente toda essa população que vive essencialmente desse período. O forró, por mais que a gente tente quebrar a sazonalidade, ainda é uma festa sazonal. E as festas juninas - Santo Antônio, São Pedro e São João -, digamos assim, são o ápice da sobrevivência dos seus defensores”, pontua.

 

 

Diante da importância desta manifestação cultural, Adelmario diz torcer para que prefeitos e governador viabilizem a realização do evento, ainda que em outro momento. “Esperamos que haja essa sensibilidade da gestão pública de contemplar - pelo motivo justificado do vírus nesses dois anos nas datas tradicionais - um evento fora da época. É preciso que seja feito isso, porque imagine aí você esperar 2022 apenas pra você ter uma festa que lhe dá sustentação financeira para o ano todo, é muito complicado”, diz o músico, salientando, no entanto, que tudo seja feito de forma prudente e responsável. "Pode ter certeza que a classe forrozeira também não quer isso, quer fazer a coisa com segurança”, afirma.

 

“Mesmo que não seja na dimensão do mês tradicional de junho, com as três festas, que se faça alguma coisa para dar oportunidade e pelo menos um alívio nessa cadeia produtiva, seja em setembro ou outubro. Acho que nada disso vai ferir absolutamente nada. É preciso que seja feita alguma coisa e não esperar 2022, porque tem gente passando fome aí”, reitera o artista, que só em junho de 2020 precisou cancelar mais de 30 shows e atualmente vive de reservas financeiras construídas ao longo de 27 anos de carreira artística, além da poupança adquirida com o trabalho anterior no Polo Petroquímico.

 

Sem novas receitas, Adelmario Coelho fala da dificuldade de amparar os mais de 40 pais de família que integram sua equipe. “É muito difícil, porque onde você não irriga, a fonte seca”, diz o músico, revelando que tem feito um “esforço muito grande” para, diante do cenário, ajudar seus funcionários. “Evidentemente que fizemos ajustes, tivemos que também tirar pessoas, porque não temos de onde, financeiramente, contrapor uma normalidade. Realmente somos impactados diretamente e aí ficamos impotentes”, conta o forrozeiro, que descarta as apresentações virtuais como alternativa. “Porque as lives não nos trazem rentabilidade, eu tive que investir pra poder fazer, pra poder dialogar com meu público. É muito importante falar com eles [os fãs], mas financeiramente, pelo contrário, eu tive que bancar para que fossem viabilizadas as lives”, lamenta. 

Cardi B retuita versão brasileira de 'Wap' em ritmo de forró; veja vídeo
Foto: Divulgação

Admiradora de alguns representantes da cultura brasileira como Anitta, Ludmilla e Zezé di Camargo e Luciano, Cardi B pode ter se rendido agora ao forró. 

 

Após ter marcada em um vídeo caseiro que mostra duas garotas dançando uma versão de sua música “Wap” no ritmo nordestino, ela compartilhou a publicação, provavelmente incrédula com a brincadeira. “Não é uma versão forró do Wap”, escreveu a rapper, junto com uma série de emojis com carinhas tristes, mas também chorando de rir.

 

Veja a reação da artista ao ver a versão de "Wap" em ritmo de forró:

Cardápios Salvador promove 'São Pedro em Casa' com live da cantora Tay Lopes no domingo
Foto: Divulgação

O Cardápios Salvador, que divulga os principais menus de bares e restaurantes de Salvador, promove o “São Pedro em Casa”, com um live show da cantora Tay Lopes, neste domingo (28), a partir das 15h, no Instagram.


No repertório da artista, sucessos do forró, a exemplo de “Eu só quero um xodó” (Dominguinhos), “Anunciação” (Alceu Valença) e “Qui nem jiló” (Luiz Gonzaga), além de canções sugeridas pelo público através de enquete realizada pelo Cardápios Salvador.


A live é gratuita, mas os espectadores poderão colaborar com um "couvert solidário" para a cantora, que trabalha de forma independente e tem feito shows pelo Instagram para se manter durante a pandemia do novo coronavírus.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Na era da IA, será Gargamel o último que mostra a verdade nas redes? Tudo bem que não é lá uma verdade muito bonita, mas... Enquanto isso, o Soberano devia parar de focar no cozido de Card e ficar de olho nas chapas que estão montando pra ele por aí. E teve prefeito brilhando também essa semana. É anúncio emocionado de São João, é #tápago com post sobre buraco na rua... Mas o amor mesmo está no Detalhes! Saiba mais!

Pérolas do Dia

João Roma

João Roma

"A lei não pode ter lado político".

 

Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.

Podcast

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (15). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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