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O ex-governador da Bahia e ex-ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, formalizou o registro de sua candidatura ao Senado Federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para as eleições de 2026. Segundo dados atualizados nesta segunda-feira (3) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a declaração de bens apresentada pelo candidato totalizou R$ 1.264.911,31.
O valor representa um crescimento de aproximadamente 87% em comparação à eleição de 2018, ocasião em que disputou e venceu a reeleição ao governo baiano, informando um patrimônio de R$ 674.317,43.
Natural de Salvador (BA), Rui Costa dos Santos tem 63 anos, é graduado em Economia pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e iniciou sua trajetória pública no movimento sindical do Polo Petroquímico de Camaçari. Político de longa data, filiado ao PT, exerceu o cargo de vereador na capital baiana, atuou como secretário estadual de Relações Institucionais e da Casa Civil, e foi eleito deputado federal em 2010.
Comandou o Poder Executivo da Bahia por dois mandatos consecutivos (2015-2022) e exerceu o cargo de ministro-chefe da Casa Civil no governo Lula.
IMÓVEIS E APLICAÇÕES
Na prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral para o pleito de 2026, o bem de maior valor informado por Rui Costa refere-se a 50% de um apartamento de quatro quartos localizado na Avenida Princesa Isabel, em Salvador, avaliado em R$ 1.250.000,00.
O montante restante do patrimônio declarado distribui-se em duas aplicações financeiras do Banco do Brasil, nos valores de R$ 13.842,25 e R$ 1.069,06. Em contraste, na declaração relativa às eleições de 2018, o candidato havia registrado um apartamento na Rua Manoel Barreto, no bairro da Graça, em Salvador, cotado em R$ 632.881,67.
O portfólio anterior incluía ainda saldo em conta corrente no Banco do Brasil (R$ 19.255,99), participações em ações de empresas como Petrobras (R$ 8.000,00), Vale (R$ 5.000,00), Banco do Brasil (R$ 4.000,00) e BB Small Caps (R$ 4.000,00), além de saldos em cartões pré-pagos de viagem em euro (R$ 1.144,05) e em dólar (R$ 35,72).
E A PROPRIEDADE?
Apesar de informações sobre a posse de uma fazenda na Bahia, nenhuma propriedade rural consta na declaração oficial de bens apresentada por Rui Costa ao TSE nas eleições de 2026 — restringindo-se seu patrimônio imobiliário apenas à fração do apartamento em Salvador.
Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, por unanimidade em sua 2.ª Câmara, não admitir e arquivar em definitivo a representação que apurava possíveis irregularidades na Casa Civil ligadas a um suposto favorecimento pessoal na aquisição do imóvel rural e à destinação de verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) aos municípios baianos de Ipiaú e Itagibá.
Sob o colegiado que integra o ministro Aroldo Cedraz, a Corte fundamentou o arquivamento na ausência dos requisitos regimentais de admissibilidade e na total falta de elementos probatórios concretos.
O processo teve origem em uma reportagem veiculada em agosto de 2024 pelo portal UOL, que atribuía ao ex-ministro a posse não declarada de uma área de R$ 1,5 milhão registrada em nome de uma aliada política, além do direcionamento de R$ 42 milhões do PAC para a região.
No entanto, diligências oficiais promovidas pelo TCU junto à Casa Civil não encontraram qualquer indício de desvio de finalidade, favorecimento pessoal ou irregularidade na alocação dos recursos federais, o que motivou o encerramento sumário do caso.
NOMES DOS SUPLENTES
Para a disputa ao Senado, a definição dos suplentes que assumem o cargo caso o titular precise se afastar durante o mandato segue a estrutura oficial da chapa:
1.º Suplente: Ronaldo Carletto (Avante) - ex-deputado federal e liderança partidária na Bahia.
2.º Suplente: Jailma Gama (PT) — Partido dos Trabalhadores - Ex-prefeita de Banzaê, no Semiárido Nordeste II.
O senador Angelo Coronel (Republicanos) formalizou, nesta quinta-feira (30), o registro de sua candidatura para disputar a vaga novamente no Senado Federal pelo estado da Bahia nas Eleições de 2026. Os dados do parlamentar já foram inseridos no sistema da Justiça Eleitoral e constam no status de "aguardando julgamento", etapa em que os juízes analisam se a documentação atende a todos os requisitos legais.
Natural de Coração de Maria, no portal do Sertão baiano, Angelo Mário Coronel de Azevedo Martins tem 68 anos, possui ensino superior completo em Engenharia Civil pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e atua na vida pública. Hoje segue sendo um defensor de ACM Neto pela cadeira no palácio de Ondina.
Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias
OS DADOS
No painel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Coronel declarou um total de R$ 5,32 milhões em bens. O valor apresenta uma leve redução em relação a 2018, quando ele se elegeu senador pelo PSD (Partido Social Democrático) com um patrimônio declarado de R$ 5,66 milhões.
Entre os itens de maior valor declarados pelo candidato este ano estão R$ 3,1 milhões em participações societárias de empresas, uma propriedade rural (Fazenda Novo Horizonte) no município de Utinga, na Chapada Diamantina, avaliada em R$ 250 mil, além de contas bancárias e investimentos no Brasil e no exterior.
O político de carreira também declarou R$ 265 mil em dinheiro vivo (somando valores próprios e da sua cônjuge).
NOMES DOS SUPLENTES
Para a disputa ao Senado, a chapa de Angelo Coronel formalizou os dois suplentes, já confirmados pela equipe do Bahia Notícias, que assumem o cargo caso o titular precise se afastar durante o mandato:
1.º Suplente: Marcelo Guimarães Filho (Podemos) - Empresário e ex-presidente do Bahia.
2.º Suplente: Edylene Ferreira (Republicanos) - médica e vereadora da cidade de Serrinha.
Na autodeclaração apresentada à Justiça Eleitoral, o candidato se identificou como pardo após anos se declarando branco. No painel oficial do TSE constam, até o momento, o registro de apenas dois dos cinco principais postulantes ao Senado pela Bahia: João Roma (PL) e o próprio Angelo Coronel (Republicanos).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).