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A defesa do empresário Igor Freitas, filho do ex-boxeador Acelino “Popó” Freitas, se manifestou após ele ser denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por suspeita de envolvimento em um esquema de manipulação de partidas do Campeonato Brasileiro. A manifestação foi feita no sábado (7) pelo advogado Igor José Ogar ao portal Leo Dias.
Na nota, a defesa afirma que a denúncia foi apresentada de forma precipitada e sem base em fatos concretos. “Desde já, a defesa rechaça de forma veemente as acusações apresentadas, por entendê-las levianas e desprovidas de lastro fático e probatório consistente”, diz o texto.
O advogado declarou ainda que as acusações serão esclarecidas ao longo do processo e que a inocência do empresário será demonstrada. Segundo a defesa, “a denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de maneira precipitada, sem a devida cautela e sem a necessária sustentação em fatos concretos que justifiquem a imputação formulada”. A nota acrescenta que a análise técnica do caso deve evidenciar fragilidades no procedimento e afirma que Igor Freitas está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
A denúncia foi apresentada pelo MP-PR no âmbito da Operação Derby, deflagrada em setembro de 2025. Além de Igor Freitas, também foram denunciados Rodrigo Rossi e Raphael Ribeiro, apontados como sócios no esquema. O grupo é acusado de tentar aliciar jogadores para manipular resultados de partidas das Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro.
Entre os atletas citados na investigação está o lateral-esquerdo Reinaldo, do Mirassol. A apuração teve início após suspeita de oferta de R$ 15 mil a pelo menos três jogadores do Londrina para que recebessem cartões amarelos em uma partida da última edição da Série C, em 2025.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) identificou mensagens trocadas entre o ex-boxeador Acelino Freitas, conhecido como Popó, e seu filho, o empresário Igor Freitas, no âmbito da investigação que apura tentativa de aliciamento de jogadores para manipulação de partidas do futebol brasileiro. A informação foi veiculada inicialmente pelo site ge.globo.
Igor Freitas é um dos denunciados pelo MP-PR à Justiça na Operação Derby, deflagrada em setembro de 2025. A apuração teve início a partir da suspeita de oferta de R$15 mil a pelo menos três atletas do Londrina para que recebessem cartão amarelo em uma partida válida pela Série C do Campeonato Brasileiro. Segundo a denúncia, o grupo investigado também teria abordado o lateral-esquerdo Reinaldo, do Mirassol.

Troca de mensagens entre Popó e filho | Foto: Reprodução
Capturas de tela mostram que a denúncia inclui conversas registradas em 29 de abril de 2025, portanto anteriores à deflagração da operação. De acordo com o MP-PR, após uma ligação telefônica, Igor Freitas recebeu do pai a mensagem: “Quem vc está se tornando”.
Ainda conforme a acusação, Igor respondeu com dois áudios em tom defensivo. Para os promotores, o conteúdo dessas mensagens indica relação direta com o suposto esquema de aliciamento de jogadores, reforçando os elementos já reunidos na investigação.
Na sequência, Popó enviou novo áudio ao filho. Segundo a transcrição citada na denúncia, ele afirmou: “Igor, você, você foi indireto aí meu velho. Você indicou, o cara foi lá e fechou com outro, mas quem indicou foi você”.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou denúncia contra o empresário Igor Freitas, filho do ex-boxeador Acelino Freitas, o Popó, o sócio dele, Rodrigo Rossi, e Raphael Ribeiro. O trio é acusado de tentativa de aliciamento de atletas para manipular resultados de partidas das Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro. Entre os jogadores abordados está o lateral-esquerdo Reinaldo, do Mirassol. A informação foi veiculada inicialmente pelo site ge.globo.
Os investigados são alvos da Operação Derby, deflagrada em setembro de 2025. A apuração teve início a partir da suspeita de oferta de R$15 mil a pelo menos três jogadores do Londrina para que recebessem cartões amarelos em uma partida da última edição da Série C.
De acordo com a denúncia, Igor Freitas fazia o primeiro contato com os atletas por meio do Instagram e do WhatsApp. Nas mensagens, ele se apresentava como filho de Popó e como “empresário e representante com acesso direto às maiores empresas do mercado nacional”, além de atuar em “projetos estratégicos, ativações e negociações de patrocínios e parcerias”.
Em uma das capturas de tela, Igor “convida” um dos jogadores que entrou em contato na tentativa de aliciamento para jogar pelo Vitória, time que ele torce. “Venha jogar no meu Vitória e fazer gol para a gente”, disse o empresário.

Igor Freitas conversando com jogador pelo Instagram | Foto: Reprodução/Redes sociais
Após a abordagem inicial, os números dos jogadores eram repassados a Rodrigo Rossi, responsável por dar sequência às conversas. Freitas descrevia o sócio como alguém que trabalha “com mais de 25 casas de apostas legalizadas no Brasil”.
A investigação aponta que Reinaldo foi procurado em agosto de 2025. Segundo o MP-PR, Rodrigo Rossi enviou ao jogador um áudio pelo WhatsApp, seguido de uma mensagem de visualização única. O atleta recusou a proposta e respondeu: “Irmão, obrigado. Não faço isso, já falei, irmão”.
O Ministério Público também identificou tentativas de aliciamento envolvendo jogadores de clubes das Séries B e C. Em uma das conversas interceptadas, Raphael Ribeiro orienta Rodrigo Rossi a “feche os 2 do Goiás e 1 do Sport”.
Ainda conforme a denúncia, os investigados passaram a divergir por questões financeiras. Para o MP-PR, há “considerável probabilidade de que tais valores provenham de atividades ilícitas, especificamente relacionadas ao aliciamento de atletas e à manipulação de resultados, visando à obtenção de lucros em plataformas de apostas esportivas”.
No âmbito da Operação Derby, o Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu, em setembro de 2025, mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador (BA) e Itapema (SC), com apoio das forças de segurança locais. Ao todo, foram executados quatro mandados de busca e apreensão e dois de busca pessoal.
Igor Freitas, Rodrigo Rossi e Raphael Ribeiro foram denunciados pelos crimes de associação criminosa e corrupção em âmbito desportivo, previstos no Código Penal e na Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.587/2023). As penas podem chegar a até seis anos de reclusão, além de multa.
O MP-PR também solicitou à Justiça a condenação dos acusados ao pagamento de R$150 mil por dano moral coletivo, como forma de reparação pelos prejuízos à integridade e à credibilidade do resultado esportivo.
O tetracampeão de boxe Acelino “Popó” Freitas se manifestou nas redes sociais para apoiar o filho Rafael Freitas, que, segundo ele, estaria sofrendo ameaças após o episódio envolvendo uma confusão na última edição do Spaten Fight Night. O ex-campeão relatou que também foi alvo de agressões ilegais e afirmou que pretende recorrer à Justiça para enfrentar a situação.
Durante a publicação, Popó reconheceu que o filho errou ao reagir em meio à confusão, mas destacou o pedido de desculpas feito por ele. “Você errou, sim, como tantos ali, mas sei que sua intenção foi apenas me defender”, escreveu o ex-pugilista. Ele ainda reforçou que tentou conter os familiares presentes no evento e criticou a postura de profissionais da luta, que, segundo ele, o atacaram sem chance de defesa.
O baiano também afirmou estar “estarrecido, triste e envergonhado” com os desdobramentos do caso, e ressaltou que agora caberá à Justiça dar sequência ao episódio. Ao final, direcionou uma mensagem de incentivo ao filho, garantindo apoio e união familiar.
Na última terça-feira (30), o Conselho Nacional de Boxe (CNB) suspendeu Acelino Freitas (Popó), Wanderlei Silva, Iago Freitas, Luis Claudio Freitas, Lucas Silva e André Amado após envolvimento na confusão depois do confronto entre Popó e Wanderlei na segunda edição do Spaten Fight Night.
Confira o texto publicado por Popó na íntegra:
"Filho, seja forte nas adversidades. Você está sendo ameaçado de todos os lados, mas quem conhece seu coração sabe que não merece isso. Você não está sozinho. Seu pai sofreu no ringue: durante a luta e depois. Sofri com jogo sujo e golpes ilegais conscientes, que levaram meu adversário à desclassificação e me deram a vitória. Ele queria vencer a qualquer custo, minando minha capacidade de lutar. Sei o quanto você ficou apreensivo e reagiu na emoção. Você errou, sim, como tantos ali, mas sei que sua intenção foi apenas me defender. Você pediu desculpas publicamente — e isso eu admiro, pois ninguém do outro lado teve a hombridade de fazer o mesmo. Seu gesto foi nobre, mas não querem te ouvir. Também não querem ouvir a mim, que tenho feito apelos pela paz, ignorados mesmo após antes eu ter sido covardemente atacado por profissionais da luta, sem chance de defesa. Fui hospitalizado, operei e desfalquei uma luta anunciada, com prejuízos. Se querem resolver na justiça, teremos que estar prontos. Eu e você, juntos, em família. Contra quem nos atacou, contra as inverdades que espalham a cada minuto. Na justiça, teremos que nos defender e atacar - com a verdade. A vida é assim, meu filho. Está claro que tentei conter o time — pessoas da nossa família, do meu sangue. Curiosamente, o filho do meu adversário foi o primeiro a desferir golpes, enquanto os meus protestavam em gestos e palavras. Foi duro para eles também verem os golpes ilegais que sofri, proibidos até no MMA, pelo risco à vida. Nada justifica o ímpeto deles, e eu não quero isso. Se pudesse voltar atrás, eu voltaria - já disse isso. Antes de qualquer golpe atingir meu adversário, eu já estava caído nas cordas, sendo agredido covardemente por profissionais experientes da luta. Estou estarrecido. Triste. Envergonhado. Infelizmente, meu oponente, a quem mantenho o respeito como ídolo, está sendo levado a erro por pessoas que só querem se aproveitar dele. É triste. Rafael, você não precisava me defender. Esse é o meu papel. Nós conversamos e te repreendi, mas sei o filho maravilhoso que eu tenho e as bases em que você foi criado. Não tenha medo. Seu pai está aqui. Estamos juntos. Fique firme. Eu te amo"
Acelino Popó Freitas, tetracampeão mundial unificado de boxe, celebrou uma vitória especial fora dos ringues nesta semana. Seu filho, Juan Freitas, de 24 anos, formou-se em medicina, e a conquista trouxe muita emoção ao pugilista baiano.
Durante a cerimônia de formatura, Popó não conteve as lágrimas ao abraçar Juan. Ele registrou momentos do evento em vídeos, mostrando as fotos do filho no telão, e participou ativamente das celebrações, segurando balões que formavam o nome de Juan.
Popó subiu ao palco acompanhado de Manoela Vidal, mãe de Juan, e da avó Cláudia Vidal. O pugilista ainda brincou com o filho, encenando uma luta enquanto o carregava no colo, arrancando sorrisos dos presentes.
No ano passado, Juan prestou uma homenagem ao pai em suas redes sociais, destacando a trajetória de superação de Popó.
"Foi com muita luta que ele conseguiu se consagrar Tetracampeão Mundial Unificado de Boxe e se tornar esse ídolo mundial... Mas isso nem se compara à maior luta que ele já enfrentou: a pobreza. Ele dormiu no chão de casa até os 23 anos de idade e lutou contra a fome e todas as dificuldades que a vulnerabilidade social poderia trazer. Meu pai é motivo de muito orgulho."
Além da admiração pela carreira, Juan ressaltou o papel fundamental de Popó em sua vida pessoal. Ele contou que, ao ter sua sexualidade exposta por terceiros durante a adolescência, o pai foi seu maior suporte.
"Quando tive meu direito de me 'assumir' violado, sem a minha permissão, no maior momento de dor e incerteza da minha vida, ele me acolheu como ninguém. Ele não virou as costas quando mais precisei e me amou incondicionalmente. Foi nesse momento que nos conectamos verdadeiramente como pai e filho."
Juan também agradeceu o apoio do pai em sua educação, fundamental para que realizasse o sonho de se tornar médico. Ele revelou que abriu mão da festa de formatura para destinar os recursos a instituições de caridade.
"Saber de todas as dificuldades que ele enfrentou e, ao longo da minha vida, adquirir consciência de classe e do meu privilégio, me fez decidir abdicar do meu Baile de Formatura. Vou converter o dinheiro em fundos para casas de apoio a crianças que vivem com AIDS e para a população LGBTQIAP+ em situação de vulnerabilidade. Escolheremos essas casas juntos, para transformar o mundo com pequenas ações no dia a dia."
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Jojo Todynho
"Eu não tenho pretensão política nenhuma".
Disse a cantora Jojo Todynho ao comentar o cenário político atual e opinar sobre o desfecho eleitoral do país.