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As paisagens do sertão entre Bahia e Pernambuco chegam às telas do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com “Tempo à Faca”, longa dirigido por Diogo Oliveira a partir de uma história original de Ruy Guerra. Filmada entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), a produção terá sua primeira exibição pública nesta terça-feira (15), dentro da Mostra Caleidoscópio, reunindo no elenco Agatha Moreira, Uiliana Lima, Irandhir Santos, Vertin Moura, Marcelo Flores e Júlio Adrião.
O filme parte do sertão nordestino para construir uma narrativa atravessada por diferentes formas de violência, desejo e acerto de contas. A história acompanha personagens marcados por escolhas do passado e por caminhos que parecem já determinados, mas que podem tomar novos rumos diante dos encontros que surgem ao longo da trajetória.
Agatha Moreira interpreta Neta, uma mulher que atravessa as estradas sertanejas em uma jornada movida pela vingança. No percurso, o encontro com Solange, vivida por Uiliana Lima, coloca em perspectiva a possibilidade de abandonar o caminho que havia escolhido. Em outra frente da narrativa, o personagem Deodato Cruz, interpretado por Júlio Adrião, retorna ao lugar onde nasceu para cumprir um compromisso assumido com a mulher antes de sua morte.
A estreia em Brasília também representa a chegada do filme à tela grande depois das etapas de produção e finalização. Para Vânia Lima, produtora executiva da obra, o encontro com o público em um dos principais festivais do país dá um significado especial ao momento.
“É a primeira vez que o filme será exibido na telona, e fazer isso em um festival tão importante para o cinema brasileiro torna esse momento ainda mais especial”, afirma.
“Tempo à Faca” marca ainda uma nova colaboração entre Ruy Guerra e a Têm Dendê Produções. Os dois já haviam trabalhado juntos em “Dia de Cão”, de 2014, e na série “Gravador de Histórias”, lançada em 2017. O roteiro do longa foi desenvolvido por Ruy Guerra e Diogo Oliveira, com colaboração de Bruno Laette.
A produção baiana integra a Mostra Caleidoscópio, que nesta edição apresenta cinco longas de diferentes regiões do Brasil. A seleção reúne trabalhos que exploram linguagens e formatos diversos, aproximando ficção, não ficção, documentário, animação e experimentação.
Realizado entre 11 e 19 de setembro, o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é um dos principais encontros do audiovisual nacional. “Tempo à Faca” será distribuído pela Lança Filmes.
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No ar na novela “Segundo Sol” e apresentador do programa Conexão Bahia, o ator, apresentador, diretor e dramaturgo Aldri Anunciação conquistou o troféu de "Melhor Ator" no Festival de Brasília. O artista recebeu o prêmio durante a cerimônia realizada no Cine Brasília, no último domingo (23).
Única produção baiana a concorrer nesta edição do festival, "Ilha" também venceu na categoria "Melhor Roteiro". Com direção assinada por Ary Rosa e Glenda Nicácio, o longa-metragem conta a história do jovem Emerson (Renan Motta), um morador da periferia que quer fazer um filme sobre sua vida na ilha. Mas para isso, ele sequestra o cineasta Henrique (Aldri Anunciação) e, juntos, os dois reencenam sua vida.
Mas o grande vencedor do concurso foi "Temporada", de André Novais Oliveira. O longa-metragem levou o Troféu Candango em cinco categorias, entre elas Melhor Filme, Melhor Atriz para Grace Passô, Melhor Ator Coadjuvante para Russão, Melhor Fotografia para Wilsa Esser e Melhor Direção de Arte para André Novais Oliveira. Alguns dos outros trabalhos premiados foram "A Sombra do Pai", o documentário "Bixa Travesty" e os curta-metragens "Reforma" e "Guaxuma".
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).