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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

fancy africa brasil

Projeto de moda africana estreia em Salvador durante Festival Feira Preta
Foto: Divulgação

O Fancy África Brasil, projeto internacional de moda africana, será apresentado pela primeira vez em Salvador no dia 30 de novembro, durante o Festival Feira Preta, no espaço Docas 1, no Comércio. A iniciativa é liderada pelo moçambicano King Levi, fundador e diretor criativo do projeto.

 

O evento será um pocket desfile com marcas autorais de diferentes países africanos e encerra as atividades do Novembro Negro na capital baiana. A programação reúne estilistas, maquiadores, trancistas e outros profissionais que trabalham com referências africanas na moda.

 

Uma comitiva de modelos e estilistas africanos chega à cidade nesta sexta-feira (21). Entre as marcas participantes estão Xigubo, Camila Kutsura, Abi Creations, Bravaas, Ilda Versátil, Puntz Wear e T’sava By Ancha. Dois nomes brasileiros também integram o lineup: Rey Vilas Boas e Tia Ró Fuxiqueira. Segundo o projeto, cada peça apresentada envolve técnicas artesanais e narrativas culturais ligadas à moda africana.

 

O Fancy África Brasil foi criado em 2017 em Maputo e busca valorizar expressões artísticas e empreendedoras de comunidades africanas, moçambicanas e afrodescendentes. Realizado duas vezes por ano em Moçambique, o projeto promove a moda como instrumento de identidade, memória e intercâmbio cultural, envolvendo países como Angola, África do Sul, Guiné-Bissau e Botswana, além de comunidades afro-brasileiras.

 

“Sabemos que a Bahia vive a moda afrocentrada, mas é uma moda que negros baianos idealizaram de África. A minha intenção é mostrar de fato o que é a moda africana. Hoje existe uma visão distorcida do continente, muitas vezes associada apenas à miséria. O Fancy África nasce justamente para romper com esse estereótipo. Queremos revelar uma África de realeza, de luxo, de criatividade. É através da moda que vestimos essa ideia. Estou aqui para mostrar que é possível, porque nós somos o ouro, com nossa inteligência e criatividade”, afirmou o diretor criativo.

 

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Estilista de Moçambique King Levi lança coleção Xigubu com evento em Salvador 
Fotos: Jeferson Santos e Derlei Correia

Salvador virou passarela, na última terça-feira (8), para o lançamento da coleção Xigubu, assinada pelo estilista moçambicano King Levi. O desfile aconteceu no Hotel Intercity e marcou o pontapé do projeto Fancy Africa Brasil, iniciativa que mistura moda, cultura, negócios e desenvolvimento social, com previsão de estreia nacional em novembro.

 

Para King Levi, trazer sua criação para uma das cidades mais negras do mundo fora da África tem peso de retorno. “É como trazer a moda de volta ao seu altar sagrado. É ver a criação ganhar vida em um solo fértil de cultura, resistência e beleza afrodescendente", afirmou.

 

A coleção também é uma forma de reconexão com a história. “Das margens de Moçambique às ladeiras da Bahia, nossos ancestrais cruzaram o oceano em correntes, mas deixaram um legado de liberdade. Cada batuque, cada reza, cada gesto de resistência carrega a força dos moçambicanos que ajudaram a construir a alma negra da Bahia”, declarou. Nas palavras do estilista, a proposta é um “regresso simbólico à nossa ‘NDONBA’ – nossa casa ancestral”, destacou.

 

A baiana Dijara Santos, CEO do projeto África360, esteve à frente da produção ao lado de King. “O lançamento do Fancy Africa Brasil foi mais do que um evento: foi um encontro de histórias, de estéticas e de futuros possíveis. Ver Salvador pulsando com a força da moda afrocentrada e com a presença de tantos talentos negros foi emocionante. Esse é só o começo de uma jornada que conecta o Brasil ao continente africano com potência, beleza e propósito”, declarou.

 

Na plateia e nos bastidores, nomes conhecidos da cena criativa baiana também marcaram presença, como os estilistas Junior Rocha (Meninos Rei), Madá Negrif e Mônica Anjos, além de Uran Rodrigues, Tonho Matéria e Negro Jhô.

 

Além do evento na capital baiana, a coleção também foi apresentada em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, na quinta-feira (9). “É emoção pura. É sentir que a moda pode, sim, ser ponte. Que ela pode costurar o passado com o presente, a África com a diáspora, e transformar passarelas em manifestações de pertencimento e poder”, disse King Levi.

 

A realização contou com apoio de marcas e profissionais ligados ao universo afrocentrado: Intercity, Chandon, Narcisa (maquiagem), Nana Black (penteados afro referenciados), Silvana Alves (sommelier), Divino Pãozito, Preta D’Arte (acessórios), Rooftop 27 e Paloma Zahír.

 

 

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Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda
O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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