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fala nazista
A partida válida pelas oitavas de final do US Open 2023, vencida pelo alemão Alexander Zverev, contra o italiano Jannick Sinner por 3 sets a 2, na madrugada desta terça-feira (5), ficou marcada pela denúncia do tenista alemão contra um torcedor que repetiu uma fala nazista, na Arthur Ashe Stadium, em Nova York.
O fato aconteceu no quarto set. Antes de realizar o seu saque, o alemão se referiu ao árbitro James Keothavong, de Gibraltar, com a seguinte frase: "Ele (o torcedor) disse a frase mais famosa de Hitler. Isso é inaceitável".
Em seguida, James Keothavong pediu para os seguranças identificarem o torcedor, que foi retirado do local. Após o duelo, que durou 4h40min e classificou Zverev para as quartas de final do US Open,contra o espanhol Carlos Alcaraz, o tenista alemão falou sobre o ocorrido.
"Ele começou a cantar o ‘hino de Hitler’: ‘Alemanha, Alemanha acima de tudo'. Isso foi um exagero. Eu adoro quando os fãs falam alto e se emocionam. Mas você tem que manter o respeito. Sou alemão e não temos orgulho desta parte da nossa história. Ele estava sentado em uma das primeiras filas e muita gente ouviu. Eu tinha que fazer alguma coisa", disse Zverev.
Segundo o jornal “Bild”, da Alemanha, a frase citada pelo torcedor fazia parte do hino alemão criado por August Heinrich Hoffmann von Fallersleben em 1841, antes do período nazista, porém a estrofe ‘Alemanha, Alemanha acima de tudo’ virou um lema do exército nazista e, após a Segunda Guerra Mundial, passou a ser considerada uma expressão ligada a esse período da história alemã.
Atual número 12 do mundo, Alexander Zverev enfrenta Carlos Alcaraz, top 1 do ranking, nesta quarta-feira (6), às 21h30, novamente na Arthur Ashe Stadium. O vencedor do confronto encara quem avançar do duelo russo entre Daniil Medvedev e Andrey Rublev.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Todo mundo vai poder dar o seu caneco".
Disse o candidato Flávio Bolsonaro, em entrevista para as redes sociais do influenciador Rico Melquíades, ao indicar que não irá perseguir homossexuais nem retirar direitos da comunidade LGBTQIA+. Segundo Flávio, as pessoas poderão “dar o caneco” à vontade em um eventual governo dele.