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A deputada federal Lídice da Mata, presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro na Bahia, comentou as articulações da sigla para as eleições de 2026, criticou o atual sistema eleitoral e falou sobre as expectativas de cadeiras do partido no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa. As declarações foram dadas durante entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (16).
Ao abordar o cenário político atual, Lídice criticou o modelo eleitoral brasileiro, afirmando que ele estimula candidatos a buscar partidos com maior chance de eleição, o que, segundo ela, enfraquece a organização partidária tradicional e prejudica legendas pequenas e médias.
“A participação do partido está sendo calculada. Claro que nós estamos conversando com muita gente. O nosso sistema eleitoral é extremamente ruim. O sistema que está aí está para acabar com os partidos pequenos e médios nesse momento. E a consequência é a destruição dos partidos, mesmo os grandes. Os partidos deixaram de se organizar apenas pela ideia e passaram a ser formados pela conta de onde o parlamentar pode se eleger”, declarou.
A parlamentar também comentou as articulações políticas no âmbito estadual, incluindo conversas com políticos que estão de saída do Progressistas (PP). Segundo ela, embora exista diálogo com esse grupo, eles não são os únicos em negociação com o PSB.
“Aqui na Bahia estamos conversando com esse grupo de egressos do PP, que já estavam apoiando o governador Jerônimo Rodrigues, mas não paramos de conversar com outros grupos. De maneira que temos duas chapas prontas para o que for possível”, afirmou.
No cenário federal, Lídice avaliou que a formação de chapas é mais complexa devido ao número menor de candidatos competitivos e ao impacto que essas candidaturas têm na divisão de recursos partidários.
“Para deputado federal, a situação é mais delicada, porque temos menos candidatos na praça. A candidatura para deputado federal impacta mais nos partidos, porque necessita mais do fundo eleitoral e tempo de televisão. A nossa meta é fazer de dois a três deputados federais e de cinco a seis estaduais”, disse.
Sobre as expectativas de representação política, a deputada afirmou que o partido trabalha com a projeção de eleger entre duas e três cadeiras para a Câmara dos Deputados e entre cinco e seis para a Assembleia Legislativa da Bahia.
Segundo Lídice, a definição final das chapas deve ocorrer nas próximas semanas, diante de um cenário ainda marcado por negociações entre partidos.
“Não há confirmação de quase ninguém em quase nenhum partido. Se for pedir para os presidentes estaduais os nomes, vai ter nomes de partidos em diferentes partidos. Vamos apresentar a chapa até 2 de abril”, concluiu.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (7) que a campanha de primeiro turno deste ano foi a menos organizada entre todas as que disputou desde 1989. A declaração foi dada a aliados, ao lado de Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da campanha de reeleição do petista.