Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
/
Tag

Artigos

Adriano Sampaio
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?

Modelo proprietário desenvolvido pela Duplamente Inteligência de Mercado desafia a distribuição proporcional dos votos e propõe uma nova leitura das trajetórias eleitorais brasileiras

Multimídia

Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres

Mansur diz que candidatura feminina no PSOL deve ser decidida pelas mulheres
O candidato ao Governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, afirmou que a legenda tem ampliado a participação feminina nas disputas majoritárias, mas é necessário que "as mulheres decidam" disputar um lugar na majoritária. A declaração ocorreu durante entrevista à série especial “Vota BN”, do Projeto Prisma, do Bahia Notícias, com Fernando Duarte. Para ele, a escolha precisa partir das próprias integrantes do partido.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

evangelicos

Jerônimo defende liberdade religiosa em encontro com comunidade evangélica em Salvador
Foto: Erickson Araujo

O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) defendeu a liberdade religiosa durante encontro com representantes da comunidade evangélica, realizado nesta segunda-feira (14), no Comitê Central da campanha, em Salvador. Durante o evento, o petista afirmou que pretende continuar governando para diferentes segmentos da sociedade, independentemente de crença. 

 

Jerônimo também condenou episódios de desrespeito a templos religiosos. “Aquele ou aquela que não queira seguir determinado movimento, siga o seu. Mas respeite a opção religiosa das pessoas. [...] Nós não podemos aceitar que as igrejas evangélicas sejam desrespeitadas. Cada um que siga o que acredita”, afirmou.

 

Entre os 13 Compromissos com Evangélicos apresentados pela campanha está a universalização do ensino em tempo integral na Bahia. A proposta também inclui a continuidade de investimentos em segurança, proteção das mulheres e combate à pobreza. O encontro contou com a participação do vice-governador Geraldo Júnior (MDB), do senador Jaques Wagner (PT), além de prefeitos, deputados e vereadores.

Michelle recorda indicação de Mendonça e o chama de "ungido do Senhor"
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A ex-primeira-dama e candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) publicou, na noite deste sábado (5), uma mensagem de apoio ao ministro André Mendonça, do STF. A manifestação ocorre em meio ao embate entre Mendonça e Alexandre de Moraes nos desdobramentos das investigações sobre o Banco Master.

 

Sem mencionar diretamente a crise no Supremo, Michelle relembrou o período que antecedeu a chegada de Mendonça à Corte. Segundo a ex-primeira-dama, ela e outros apoiadores fizeram orações para que ele fosse aprovado para o tribunal. "Somente Deus, eu e os nossos intercessores sabemos o quanto buscamos a presença dEle para que você fosse abençoado em sua indicação ao STF", escreveu

 

Michelle também afirmou ter recebido uma revelação sobre a chegada de Mendonça ao Supremo. Segundo ela, durante um momento de oração, teve uma "visão" do então indicado entrando no tribunal "com uma nuvem branca" sobre a cabeça. "Depois daquele dia, tivemos a certeza de que aquela cadeira era sua", escreveu.

 

Ao final da publicação, Michelle chamou Mendonça de "escolhido" e "ungido do Senhor" e disse que integrantes de igrejas oram por ele. "Você foi chamado para este tempo", declarou.

 

MICHELLE ACOMPANHOU INDICAÇÃO AO STF

A proximidade de Michelle com o processo de chegada de Mendonça ao Supremo remonta à indicação feita pelo então presidente Jair Bolsonaro, em 13 de julho de 2021. O nome ficou quase cinco meses à espera da sabatina no Senado, que só ocorreu em 1º de dezembro. Na época, senadores cobraram do então presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre, a marcação da sessão.

 

Foto: Reprodução Redes Sociais

 

A sabatina durou cerca de oito horas. Mendonça foi aprovado por 18 votos a 9 na CCJ e, no mesmo dia, teve a indicação confirmada pelo plenário do Senado por 47 votos a 32. Michelle acompanhou a votação e comemorou a aprovação ao lado de Mendonça, familiares e integrantes da bancada evangélica. Após o resultado, disse "glória a Deus" e "aleluia" e falou em línguas, prática religiosa também conhecida como glossolalia.

 

EMBATE NO SUPREMO

Mendonça é relator das investigações do caso Master no STF e, na terça-feira (1º), retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens e registros de contatos entre Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Os documentos indicam que o banqueiro buscava a atuação do ministro junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em assuntos relacionados às investigações sobre o banco.

 

A Procuradoria-Geral da República questionou a validade do relatório. A crise se aprofundou na quinta-feira (3), quando Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por supostas irregularidades na condução das apurações. Entre as condutas apontadas estão interferência em investigações da Polícia Federal e direcionamento de alvos por motivos pessoais e políticos.

 

Na sexta-feira (4), o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que as apurações sobre Mendonça fossem retiradas do inquérito das fake news e tratadas em outro procedimento, sob sua relatoria. Fachin também abriu prazo para que a PGR e Mendonça se manifestem sobre o caso.

 

Confira postagem de Michelle:

 

VÍDEO: Em reunião com prefeitos, Jerônimo pede a atração de votos evangélicos: “Dizer que somos povo de Deus”
Foto: Leitor BN

O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues, rebateu críticas de cunho religioso de opositores e pediu ajuda de aliados para atrair lideranças políticas e o eleitorado evangélico para a campanha petista. A fala, registrada em uma reunião com os caciques e os prefeitos da base aliada, na última quarta-feira (19) em Salvador, cita a prefeita reeleita de Cachoeira, no Recôncavo baiano, Eliana Gonzaga.

 

 

Nas imagens, obtidas pelo Bahia Notícias nesta sexta-feira (19), o governador afirma: “A política não pode trabalhar com gente nojenta. Tem que ser pessoas reais. Temos que dizer aos evangélicos, Eliana, que nós somos povo de Deus”. 

 

Falando sobre a atração de lideranças e votos evangélicos, ele cita um episódio de ataques de cunho religioso contra a chapa majoritária. “Usaram essa semana, Rui, aquela imagem, a imagem de nós três, chamando a gente de demônios. É isso que eles fazem”, afirma. 

 

Segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, os evangélicos na Bahia somam 2,8 milhões de pessoas, o equivalente a quase um quarto da população baiana com 10 anos ou mais (23,3%). O número coloca o estado no quarto lugar do ranking nacional entre as “populações evangélicas”.

Voto de Fé: Bahia tem 27 candidatos com títulos religiosos, com a maioria ligada a segmentos evangélicos
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

A presença da religião na política baiana mantém a notoriedade nas eleições deste ano. Levantamento realizado pelo Bahia Notícias, com base nos dados do DivulgaCand do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela que 27 candidaturas ao legislativo baiano (estadual e federal) utilizam abertamente títulos religiosos ou de liderança espiritual em seus nomes de urna.

 

O cenário evidencia a força de determinados segmentos religiosos na disputa por vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), com um protagonismo expressivo de líderes evangélicos.

 

O DOMÍNIO EVANGÉLICO
A análise detalhada dos dados mostra uma predominância quase absoluta de candidaturas ligadas às igrejas evangélicas. Dos 27 nomes que declaram vinculação religiosa, 24 são evangélicos, utilizando títulos como "Pastor(a)", "Irmão/Irmã." Essa força se concentra especialmente na disputa para a Câmara dos Deputados, onde 19 candidatos protestantes buscam uma cadeira, contra 5 para o legislativo estadual.

 


Fiéis na Marcha para Jesus | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

A multiplicidade partidária das candidaturas é notável. Encontramos líderes evangélicos distribuídos em diversas legendas, do PL (Pastor Joneci e Pastora Patrícia) e Republicanos (Pastor Manassés, Pastor Regis, Pastora Renilda) ao PT/PCdoB/PV (Irmão Cleber) e Avante (Pastor Sargento Isidório, Pastor Café). A Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade) abriga a maior concentração, com cinco pastores na disputa federal (Gilberto, Salomão, Sandro, Vivaldino e Pastora Adriana Maria).

 

DIVERSIDADE RELIGIOSA NAS URNAS E NA BAHIA
Apesar do forte componente evangélico, a diversidade religiosa baiana também, embora de forma mais tímida, encontra representação na lista de candidatos.

 

O censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou transformações significativas no perfil religioso do estado. A Bahia segue sendo majoritariamente católica, com cerca de 57% da população de 10 anos ou mais se declarando assim (aproximadamente 7 milhões de pessoas). No entanto, o estado vivencia um declínio constante e acentuado do catolicismo, que perdeu cerca de 728 mil adeptos entre 2010 e 2022 (uma redução de 9,4%).

 

Vale lembrar que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), proíbe que padres, bispos e diáconos se filiem a partidos políticos ou disputem cargos eletivos, mantendo a instituição apartidária. A CNBB também reforça que a atuação político-partidária é uma vocação própria dos leigos (Aqueles que não possuem cargos na igreja), enquanto ao clero cabe formar consciências e promover os valores do Evangelho.

 

A determinação provavelmente impacta na baixa representatividade de candidaturas relacionadas à fé católica. Há apenas um candidato federal com vinculação explícita: Robson de Irmã Dulce (PL).

 


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Por outro lado, o Censo do IBGE apontou um disparo no número de adeptos das religiões de matriz africana na Bahia, um crescimento nacional que saltou de 0,3% em 2010 para 1,0% em 2022. Essa ascensão começa a se traduzir, ainda que pontualmente, na política: o levantamento identifica duas candidaturas de lideranças do candomblé/umbanda: Mãe Mara (Republicanos) concorre a deputada estadual e Mãe Bernadete de Oxóssi (PSOL/REDE) disputa vaga na Câmara Federal.

 

A pulverização das candidaturas religiosas nos mais diversos espectros ideológicos e a consolidação do crescimento evangélico, acompanhado pelo surgimento de representações das religiões de matriz africana, demonstram que a fé, mais do que nunca, é um elemento indissociável do debate público e da vida política.

Lula lidera entre mulheres, nordestinos, negros e que recebem menos; Flávio ganha entre homens, brancos e com maior renda
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva supera com larga margem seu principal adversário nas eleições deste ano entre os eleitores do Nordeste, as pessoas que se autodeclaram pretas, os que recebem Bolsa Família, completaram até o ensino fundamental, ganham até dois salários mínimos e estão localizados na faixa etária acima de 60 anos.

 

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), até o momento o principal opositor de Lula, consegue abrir maior margem sobre o líder petista entre os eleitores da região Sul, os que se dizem evangélicos, que se autodeclaram brancos, que possuem curso superior e ganham acima de cinco salários mínimos.

 

As conclusões podem ser retiradas da segmentação das intenções de voto verificadas na mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5). De acordo com a pesquisa, na simulação de segundo turno, o presidente Lula ganharia de Flávio Bolsonaro por 44% a 39%. 

 

Na divisão do voto por segmentos regionais, de raça, gênero, religião, faixa etária, nível salarial e educacional, Lula demonstra ter maior vantagem sobre Flávio em pelo menos 11 categorias dentre essa estratificação de eleitores. Já Flávio Bolsonaro lidera com expressiva vantagem em cinco categorias. 

 

Confira abaixo os segmentos em que o presidente Lula apresenta ter maior força sobre Flávio:

 

Nordeste - Lula 64% x 25% Flávio
Pessoas pretas - Lula 61% x 22% Flávio
Bolsa Família - Lula 62% x 26% Flávio
Ensino fundamental - Lula 55% x 30% Flávio
Até dois salários mínimos - Lula 54% x 30% Flávio
Sem religião - Lula 47% x 32% Flávio
60 anos ou mais - Lula 48% x 34% Flávio
Outras raças - Lula 49% x 35% Flávio
Mulheres - Lula 47% x 35% Flávio
Católicos - 49% x 37% Flávio
Pessoas pardas - Lula 48% x 37% Flávio

 

Na sequência, veja os segmentos em que Flávio Bolsonaro abre maior vantagem sobre Lula:

 

Região Sul - Flávio 56% x 29% Lula
Evangélicos - Flávio 48% x 33% Lula
Curso superior - Flávio 45% x 34% Lula
Pessoas brancas - Flávio 46% x 36% Lula
Mais de cinco salários mínimos - Flávio 44% x 36% Lula

 

Em outros segmentos do eleitorado, a vantagem tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro não são tão expressivas, ou mesmo há empate entre os dois. Veja abaixo quais são esses segmentos:

 

Pessoas entre 16 a 34 anos - Lula 44% x 38% Flávio
Pessoas de 35 a 59 anos - Lula 42% x 42% Flávio
Ensino médio - Lula 42% x 42% Flávio
De dois a cinco salários mínimos - Flávio 43% x 41% Lula
Região Sudeste - Flávio 40% x 38% Lula
Sem Bolsa Família - Flávio 42% x 39% Lula
Homens - Flávio 44% x 40% Lula
Regiões Centro-Oeste/Norte - Flávio 44% x 40% Lula

 

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. As entrevistas foram realizadas presencialmente. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.
 

Lula lidera no Nordeste e entre mulheres, já Flávio ganha no Sul e em meio aos homens; Confira pesquisa Big Data
Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a disputa de 2026 por conta de ter mais apoio entre as mulheres, em meio aos eleitores da região Nordeste, junto aos que se denominam católicos, além de ser o preferido dos que têm 60 anos ou mais e de quem ganha até dois salários mínimos. 

 

Já o principal opositor de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), lidera entre os homens, em meio aos eleitores da região Sul, junto aos que se denominam evangélicos, além de ser o preferido dos brasileiros situados na faixa etária entre 16 e 34 anos e de quem ganha mais do que cinco salários mínimos.

 

Esses são alguns dos resultados da simulação de primeiro turno realizada pelo Instituto Real Time Big Data, em sua mais recente pesquisa sobre a disputa presidencial de 2026. A nova pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (21). 

 

O cenário único de primeiro turno da pesquisa Big Data apresentou o presidente Lula com 40% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 33%. Logo depois aparecem Renan Santos (Missão) com 9%; Ronaldo Caiado (PSD) com 7%; Romeu Zema (Novo) com 2%; Augusto Cury (Avante) com 1%; e Joaquim Barbosa (DC) com 1%. 

 

Separando os números dos dois principais oponentes, Lula e Flávio Bolsonaro, temos a seguinte segmentação de voto, de acordo com respostas de eleitores por gênero, idade, renda, religião e região: 

 

Gênero

 

Homens 

Flávio 38% x 35% Lula

Mulheres

Lula 44% x 29% Flávio

 

Idade

 

16 a 34 anos

Flávio 36% x 34% Lula

35 a 59 anos

Lula 38% x 36% Flávio

60 anos ou mais

Lula 51% x 24% Flávio

 

Renda

 

Até dois salários mínimos

Lula 49% x 27% Flávio

De dois a cinco salários mínimos

Flávio 38% x 34% Lula

Mais que cinco salários mínimos

Flávio 39% x 28% Flávio

 

Religião

 

Católico

Lula 44% x 29% Flávio

Evangélico

Flávio 41% x 33% Lula

Outras / Sem religião

Lula 40% x 32% Flávio

 

Região

 

Nordeste 

Lula 54% x 22% Flávio

Norte

Lula 36% x 36% Flávio

Centro-Oeste 

Flávio 33% x 32% Lula

Sudeste 

Lula 37% x 37% Flávio

Sul 

Flávio 41% x 27%

 

O levantamento do Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 18 e 20 de julho, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-05864/2026.
 

Pesquisa revela que mais de 60% dos evangélicos se sentiram ofendidos com desfile da Acadêmicos de Niterói
Foto: Reprodução Globoplay

Uma pesquisa realizada pelo instituto Ideia revelou o tamanho do incômodo do segmento evangélico da população brasileira com o desfile realizado no último domingo (15) pela escola de samba Acadêmicos de Niterói. Na homenagem feita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Sambódromo do Rio de Janeiro, a agremiação apresentou uma ala chamada “família em conserva”, que fazia a representação de pessoas evangélicas dentro de latas em conserva.

 

Segundo a pesquisa, 61,1% dos entrevistados consideraram que os evangélicos foram retratados no desfile de forma preconceituosa, além de enxergar ofensa à liberdade religiosa. Outros 11% dos entrevistados entenderam a ala como uma crítica artística legítima, algumas com referência religiosa. Já 8,7% veem como uma sátira aceitável, e 19,2% não souberam opinar.

 

Em outro recorte da pesquisa do Instituto Ideia, um total de 48,3% dos entrevistados avalia que o desfile da Acadêmicos de Niterói gerou um aumento da polarização religiosa e política ou normaliza a discriminação simbólica. Por outro lado, 38,2% acreditam que a ala provoca reflexão crítica ou amplia o debate público, e 13,4% afirmam entender que o desfile não gera impacto relevante.

 

Os dados da pesquisa Ideia revelam também que três quartos do segmento tomaram conhecimento da ala. Segundo a pesquisa, apenas 23,9% dos evangélicos não viram ou ouviram falar sobre, enquanto 19,1% assistiram ao desfile ou vídeos dele e 45,9% entraram em contato por reportagens ou postagens nas redes sociais.

 

Mais de um terço dos evangélicos (35,1%) também acreditam que a reação seria mais intensa caso outro grupo religioso fosse retratado daquela forma, enquanto 14,8% pensam o contrário. Já 29,3% afirmam que seria igual, e 20,9% não sabem.

 

As entrevistas do Instituto Ideia foram realizadas pela internet no dia 18 de fevereiro, com 656 pessoas que se autodeclaram protestantes ou evangélicas de 315 municípios. A margem de erro é de 3,8 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

VÍDEO: Damares diz que escândalo do INSS atinge igrejas e líderes religiosos e que CPMI "vai colocar muita gente na cadeia"
Foto: Reprodução SBT News

Em entrevista ao SBT News no último domingo (11), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) revelou que a CPMI do INSS possui documentos que envolvem “grandes igrejas” e “grandes pastores” nos desvios de dinheiro obtido por meio de descontos ilegais nos benefícios dos aposentados. 

 

Segundo a senadora do Distrito Federal, que foi ministra no governo Jair Bolsonaro, por conta disso, a identificação da participação de líderes religiosos nos esquemas fraudulentos vem fazendo com que os trabalhos da comissão de inquérito sejam prejudicados por lobbies que não querem o avanço das investigações. 

 

“Vou falar algo que me machuca muito. Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes”, disse Damares Alves após ser questionada se há tentativas de prejudicar os trabalhos da comissão.

 

A senadora, que é titular da CPMI do INSS, se referiu na entrevista à investigação que os membros da comissão estão fazendo a partir de documentos que foram enviados por órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Receita Federal. Esses documentos revelam transferências de recursos financeiros obtidos por meio dos descontos indevidos, e que abasteceram contas de igrejas, líderes religiosos e pessoas vinculadas a eles.

 

“Essa CPMI do INSS está chegando em lugares que a gente jamais imaginava. Grandes igrejas do Brasil estão sendo apontadas. Isso me machuca muito”, frisou Damares, que atualmente é presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado.

 

A CPMI do INSS é presidida pelo senador Carlos Vianna, do Podemos de Minas Gerais, e deve retomar seus trabalhos a partir do início do ano legislativo, em 2 de fevereiro. Vianna é presidente da Frente Parlamentar Evangélica do Senado. 

 

Ainda na entrevista ao SBT News, a senadora Damares Alves disse que a investigação da CPMI do INSS irá avançar também no tema do Banco Master. De acordo com a senadora do Republicanos, muitos aposentados e pensionistas, além dos descontos ilegais de entidades associativas, sofreram prejuízos com empréstimos consignados que não tinham conhecimento.

 

“A CPMI do INSS vai colocar muita gente na cadeia. Essa CPMI marca uma nova era das comissões parlamentares no Congresso. Vai fazer entregas. Pega de esquerda a direita, e vai pegar muitos governos. O banco Master é o maior escândalo de tráfico de influência do mundo”, afirmou Damares Alves. 
 

Pesquisa PoderData revela que desaprovação do presidente Lula bateu recorde e chegou a 56%
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A desaprovação do governo Lula subiu de 53% em março para 56% no final de maio, e a aprovação caiu de 41% para 39%. É o que mostra uma nova pesquisa PoderData divulgada nesta terça-feira (3) pelo site Poder360. 

 

Os novos números da aprovação do trabalho do presidente Lula mostram uma tendência ininterrupta de alta na visão negativa dos entrevistados. Há um ano, em maio de 2025, pesquisa feita pelo PoderData mostrava a desaprovação a Lula na casa de 45%, e de lá pra cá esse percentual subiu até os atuais 56%. 

 

Em sentido inverso, a aprovação do presidente segue em trajetória de queda no mesmo período. Na pesquisa de maio de 2024, Lula tinha aprovação de 47%, percentual que caiu para os 39% medidas neste levantamento atual. 

 

Na apresentação dos dados estratificados pelo PoderData, é possível perceber que a desaprovação ao trabalho do presidente Lula vem subindo de forma consistente em todas as faixas etárias. 

 

Na faixa de 16 a 24 anos, a desaprovação subiu de 44% em janeiro deste ano para 49% agora em maio; na faixa de 25 a 44 anos, foi de 55% a 58% no mesmo período; entre as pessoas de 45 a 59 anos, foi de 54% a 60%, o maior percentual entre todas as faixas; por fim, na de 60 anos ou mais, passou de 47% em janeiro para 50% agora em maio. 

 

Já no recorte por regiões, o Nordeste segue como sendo o lugar com maior aprovação ao presidente Lula, mas também nessa região há mais pessoas desaprovando do que aprovando o líder petista. A desaprovação chegou a 49% no Nordeste, enquanto a aprovação foi de 47%. 

 

Nas outras regiões, o quadro é o seguinte:

 

Sudeste - aprovação 38%; desaprovação - 55%
Sul - aprovação 29%; desaprovação 65%
Centro-Oeste - aprovação 34%, desaprovação - 63%
Norte - aprovação 38%; desaprovação 58%. 

 

Em relação ao sexo dos entrevistados, os homens desaprovam mais o trabalho do presidente do que as mulheres. A desaprovação está em 62% entre os homens, e 50% entre as mulheres, e a aprovação ficou em 32% entre os homens, e 44% entre as mulheres.

 

Onde também cresceu a desaprovação da atuação de Lula como presidente foi entre os entrevistados que se declaram católicos. Nesse grupo, pela primeira vez nas pesquisas PoderData a desaprovação (48%) superou a aprovação (45%). 

 

Já entre os entrevistados que afirmam ser evangélicos, a desaprovação ao líder petista atingiu o seu maior patamar. A desaprovação subiu de 69% na pesquisa de março para 70% agora em maio, e a aprovação caiu de 26% para 25% no mesmo período.

 

A pesquisa PoderData foi realizada de 31 de maio a 2 de junho de 2025. Foram entrevistadas 2.500 pessoas com 16 anos de idade ou mais em 218 municípios nas 27 unidades da Federação. Foi aplicada uma ponderação paramétrica para compensar desproporcionalidades nas variáveis de sexo, idade, grau de instrução, região e renda. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O intervalo de confiança do estudo é de 95%.
 

Desaprovação de Janja chega a 50% e visão negativa é maior entre eleitores de Lula do que de Bolsonaro
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Subiu de 47% para 50% a desaprovação à participação da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, no governo do seu marido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi o que constatou pesquisa realizada pelo Instituto PoderData e divulgada nesta sexta-feira (21). 

 

A pesquisa anterior do PoderData havia sido realizada entre os dias 12 e 14 de outubro do ano passado, e portanto em seis meses, a desaprovação à atuação da primeira-dama cresceu três pontos percentuais. Os números atuais de 50% de desaprovação foram obtidos entre os 83% de eleitores que dizem conhecer Janjan bem ou apenas de ouvir falar. 17% afirmaram não conhecer a esposa do presidente Lula. 

 

Em meio aos que conhecem a primeira-dama, segundo a pesquisa, apenas 29% aprovam o trabalho de Janja, enquanto 21% não sabem avaliar a atuação dela. 

 

Em relação à desaprovação, um dado curioso é que ela é praticamente igual entre homens e mulheres: 51% dos homens desaprovam, e 50% das mulheres tem a mesma opinião sobre a primeira-dama. Já a aprovação é maior na opinião das mulheres (30%) e menos em meio aos homens (27%).

 

O PoderData também cruzou as informações sobre a aprovação de Janja em relação aos eleitores de Lula e de Jair Bolsonaro no 2º turno de 2022. A pesquisa mostra um dado surpreendente: 55% dos eleitores do líder petista desaprovam a atuação da primeira-dama, contra 45% dos bolsonaristas. A aprovação é praticamente igual, com 29% dos eleitores de Lula e 30% dos seguidores de Bolsonaro favoráveis à atuação de Janja junto ao presidente.

 

Outros recortes da pesquisa revelam que a desaprovação da primeira-dama é maior na faixa etária de 60 anos ou mais (53%), de entrevistados da região Norte (57%), entre pessoas com até o ensino médio (52%), com faixa de renda de dois a cinco salários mínimo (53%) e que se declaram católicos (52%). 

 

Já a aprovação do trabalho de Janja é maior na faixa de idade de 16 a 24 anos (31%), de pessoas da região Sul (35%), entre estudantes do ensino fundamental (31%), em meio a entrevistados dentro da faixa de renda até dois salários mínimos (31%) e os que se declaram evangélicos (32%).

 

A pesquisa PoderData foi realizada de 15 a 17 de março de 2025. Foram entrevistadas 2.500 pessoas com 16 anos de idade ou mais em 198 municípios nas 27 unidades da Federação. Foi aplicada uma ponderação paramétrica para compensar desproporcionalidades nas variáveis de sexo, idade, grau de instrução, região e renda. 

 

A margem de erro da pesquisa PoderData é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. As entrevistas foram realizadas por telefone (para linhas fixas e de celulares), por meio do sistema URA (Unidade de Resposta Audível), em que o entrevistado ouve perguntas gravadas e responde por meio do teclado.
 

Lula perde apoio entre católicos e no Nordeste e desaprovação chega a 51%, revela pesquisa PoderData
Foto: Edu Mota / Brasília

Depois do mau resultado verificado na última segunda-feira (27) na pesquisa Genial/Quaest, um novo levantamento divulgado nesta quarta (29) amplia as preocupações do governo federal com a queda acentuada na aprovação do presidente Lula. Desta vez foi o PoderData, instituto de pesquisa do site Poder360, que constatou o aumento da impopularidade da gestão petista.

 

De acordo com a pesquisa, a desaprovação ao governo Lula aumentou de 48% para 51%, e a aprovação caiu de 45% para 42%. Com isso, se ampliou de três para nove pontos percentuais a distância entre a desaprovação e a aprovação do governo, a maior diferença já apurada neste terceiro mandato. 

 

A comparação com os números da pesquisa PoderData realizada em janeiro de 2023, quando o presidente Lula havia acabado de tomar posse, mostra um quadro ainda mais dramático da quebra de confiança na relação entre o governo e o povo brasileiro. Naquela ocasião, o governo tinha 52% de aprovação e 39% de desaprovação, uma distância de 13 pontos percentuais a favor da administração petista. De lá pra cá, a aprovação caiu 10% e a desaprovação subiu 12%. 

 

Entre os mais pobres, que ganham até dois salários mínimos, a administração presidente Lula é desaprovada por 48% e aprovada por 43%. Em dezembro, as taxas eram de 46% de aprovação e 44% de rejeição. 

 

A região Nordeste também traz más notícias para o presidente. O líder petista ainda segue mais bem aprovado do que rejeitado no Nordeste, entretanto, a conjuntura nessa região começa a ficar menos favorável: 51% aprovam e 43% desaprovam o governo, uma distância de apenas oito pontos percentuais. Há dois anos, a diferença era de 20 pontos.

 

O presidente Lula também perdeu apoio também entre os católicos, até de maneira mais acentuada do que entre eleitores nordestinos. Dos entrevistados que dizem se identificar com essa religião, 48% aprovam a gestão petista, e 43% desaprovam. Em dezembro, as taxas eram de 52% de aprovação e de 40% de desaprovação. 

 

Dentre os evangélicos, estrato da população com o qual Lula tem mais dificuldade de se relacionar, a rejeição aumentou. A pesquisa mostra que 68% desaprovam seu governo e 26% aprovam (no último levantamento, a desaprovação era de 63% e a aprovação estava em 29%, ou seja, a distância aumentou de 34% para 42%). 

 

A queda na aprovação do governo ocorre até mesmo entre os eleitores que declaram ter votado em Lula na eleição presidencial de 2022. Neste grupo de eleitores do presidente, 23% agora dizem desaprovar a gestão (eram 10% no início do mandato). Nos últimos dois anos, a taxa dos que afirmam aprovar o governo caiu de 87% para 73% no levantamento mais recente.
 

VÍDEO: Deputados se desentendem em sessão após Muniz acusar evangélicos de invadirem igrejas em Camaçari
Foto: Reprodução / TV ALBA

Os deputados Junior Muniz (PT), Samuel Jr (Republicanos) e Jurailton Santos (Republicanos) se desentenderam durante sessão na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nesta terça-feira (22). A discussão ocorreu após o parlamentar filiado ao PT acusar a comunidade evangélica de invadir as igrejas de Camaçari para impedir os votos ao candidato à prefeitura do município, Luiz Caetano (PT).

 

“Não tenho dúvida, Samuel, que o povo também evangélico, o qual você faz parte, quer essa mudança. Caetano tem uma história limpa e bonita em Camaçari”, disse Muniz em discurso no Plenário.

 

Em resposta, Samuel, que presidiu a sessão desta terça, afirmou que os religiosos os quais ele conhece votam no candidato do União Brasil, Flávio Matos.

 

“Enquanto presido a sessão, para mim compete a isonomia do discurso político. Mas quando vossa excelência falou ‘Samuel, a questão dos evangélicos’, lá os evangélicos que conheço já declararam apoio ao 44. Só deixando isso claro”, respondeu Samuel.

 

Muniz solicitou questão de ordem, em direito de resposta ao deputado do Republicanos. O parlamentar petista acusou a comunidade religiosa de Salvador de “invadir as igrejas” em Camaçari para impedi votos a Caetano, causando a discussão no Plenário da AL-BA.

 

“Os evangélicos de Salvador que foram para lá [Camaçari]. Vossa excelência [Samuel), Jurailton, Débora Regis. Inclusive, para os evangélicos invadirem as igrejas. Você sabe do que estou falando. ‘Vamos invadir, porque lá só está dando 13’. Você está equivocado”, acusou o deputado do PT.

 

Após ouvir a resposta de Muniz, Samuel exigiu respeito e solicitou que o parlamentar “lave a boca”. Além disso, o presidente da sessão negou que haja qualquer orientação para a “invasão de igrejas” em Camaçari.

 

“Quando se referir à igreja, não tome como referência o exemplo de seu principal líder. Que vossa excelência [Muniz] deva lavar a boca. Em momento nenhum houve orientação de invadir igreja, quem tem costume de invadir é o seu partido. Respeite as igrejas. Isso é uma falta de respeito”, disse Samuel.

 

Citado durante a discussão, Jurailton se posicionou e pediu uma retratação de Junior Muniz após as acusações em Plenário. Além disso, o deputado, que é presidente da Frente Parlamentar Evangélica, também negou qualquer orientação de invasão na cidade de Camaçari.

 

“Em momento algum em falei para o povo de Camaçari invadir as igrejas. Peço aqui, por gentileza, que o senhor se retrate e respeite o segmento evangélico. Em momento algum eu fui lá e pedi para o povo invadir as igrejas. Está gravado. Quando o senhor for falar do segmento evangélico, fale com respeito, fale com carinho”, finalizou.

 

Veja o momento:

 

Desaprovação ao governo Lula cresce a 46% e chega ao mesmo patamar dos que aprovam, revela pesquisa
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Confirmando o cenário que já havia sido mostrado por outras pesquisas, levantamento do PoderData, do site Poder360, divulgado nesta quarta-feira (16), mostra que continua aumentando a desaprovação ao terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com a pesquisa, aumentou de 43% para 46% a quantidade de brasileiros que desaprovam o governo petista. 

 

O resultado atual revela que a desaprovação ao governo Lula chegou ao seu patamar mais alto desde o início do terceiro mandato. Em janeiro de 2023, a quantidade dos que desaprovam o governo era de 39%, número que veio aumentando até chegar aos atuais 46%.

 

Assim como a curva da desaprovação aumentou desde o início do novo mandato do presidente Lula, caiu quase na mesma proporção a quantidade de eleitores que aprovam o governo petista. Em janeiro do ano passado a aprovação estava em 52%, e ela veio caindo até chegar a 46% neste mais recente pesquisa, empatando com a quantidade de pessoas que desaprovam a atual gestão federal. 

 

Em janeiro de 2023, a diferença entre os que aprovavam o governo para os que desaprovavam estava em 13%. Essa diferença evaporou em 21 meses e não existe mais. Já a quantidade dos que dizem não saber se manteve praticamente estável, mudando de 9% em janeiro de 2023 para 8% neste levantamento recente. 

 

Segundo o PoderData, o governo Lula é mais bem avaliado por jovens de 16 a 24 anos (60%) e por idosos de 60 anos ou mais (55%). Já os percentuais de desaprovação são maiores dentre os que cursaram o ensino superior (54%) e os que ganham mais de cinco salários mínimos (53%).

 

No recorte por regiões, o Nordeste é a única região em que mais de 50% da população declara aprovar a gestão petista. Entre os nordestinos entrevistados para a sondagem, 53% dizem aprovar o governo, e 39% desaprovam. 

 

A região Sudeste tem a segunda maior taxa de aprovação, com 46%, enquanto 44% afirmam desaprovar o governo Lula. As demais regiões tem números de desaprovação maiores do que a aprovação: Norte 43% aprovam e 52% desaprovam; Centro-Oeste 42% aprovam e 55% desaprovam; Sul 37% aprovam e 54% desaprovam. 

 

O quadro de queda na aprovação e crescimento também é verificado na avaliação do governo feita por católicos e evangélicos. Entre os católicos, a aprovação é de 55% (era de 62% no começo do governo) e a desaprovação chegou a 37% (estava em 31% em janeiro de 2023).

 

Já entre os evangélicos, a desaprovação chegou a 60%, taxa maior do que os 56% verificados pelo PoderData em janeiro de 2023. A aprovação está em 30%, abaixo dos 31% registrados no começo do governo. 

 

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 12 a 14 de outubro de 2024, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 181 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. 

Governo vai lançar novo slogan para tentar "quebrar" polarização e melhorar aprovação de Lula
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A comunicação do governo federal, que vem sofrendo duras críticas há algum tempo, fará uma nova mudança para sua próxima campanha publicitária. As novas peças mostrarão ações do governo para melhorar a vida da população, seguidas da frase: "É bom pra todo mundo", avaliado pelos seus criadores como ideal para tentar quebrar a polarização instalada no país.

 

LEIA TAMBÉM:

 

As informações são da Coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo. A nova campanha foi criada pela Nacional Comunicação, uma das agências de publicidade que atendem a Presidência da República. A mesma empresa responsável pelo "Fé no Brasil", que agora terá uma participação menos preponderante na comunicação.

 

Esse último slogan teria sido criado para tentar aproximar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dos evangélicos, porém o governo nega a informação oficialmente. A campanha que deve ser divulgada dentro de dez dias em rádio, TV e redes sociais agregará outro carro-chefe.

 

Ainda sobre o "Fé no Brasil", houve uma avaliação de que esse slogan não tinha força para melhorar a imagem de Lula entre os evangélicos. O próprio Lula fez restrições. Oficialmente, inclusive, o governo nem admite que o objetivo era esse. Mas era.

Evangélicos veem chance “de ouro” para Lula se reaproximar de igrejas, diz coluna
Foto: Ricardo Stuckert / Divulgação

A PEC que amplia a imunidade tributária de igrejas e templos de qualquer religião seria uma “chance de ouro” para o presidente Lula se reaproximar dos evangélicos, avaliam lideranças religiosas do Congresso Nacional.


Para esses parlamentares, o eventual apoio do governo à proposta seria um primeiro passo de reaproximação de Lula com as igrejas evangélicas, que já chegaram a apoiar o petista em gestões anteriores dele. As informações são da coluna de Igor Gadelha do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.


Com base nessa avaliação, lideranças evangélicas vão sugerir a Lula a realização de um ato em apoio à PEC no Palácio do Planalto, com a presença de pastores, padres e líderes de outras religiões.


Há também quem defenda que, caso a proposta seja aprovada, o presidente da República faça um gesto e compareça à sessão de promulgação da PEC.


Desde a campanha eleitoral de 2022, Lula tem sido aconselhado a buscar uma reaproximação com evangélicos, sobretudo diante da proximidade dos professantes dessa religião com Jair Bolsonaro.


O alerta no governo aumentou após o ato em defesa do ex-presidente no domingo (25), quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez um discurso voltado especialmente aos evangélicos.

 

Siga o Bahia Notícias no Google News e veja os conteúdos de maneira ainda mais rápida e ágil pelo celular ou pelo computador!

Pastor aliado de Lula atribui derrota na PL das Fake News a força de evangélicos e sugere área para lidar com grupo
Foto: Ricardo Stuckert / Divulgação

O pastor Paulo Marcelo Schallenberger, que ficou conhecido durante as eleições como o porta-voz de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no mundo evangélico, considera que o governo federal demorou a reconhecer a influência do segmento nas pautas do Congresso Nacional.

 

Em entrevista à coluna Guilherme Amado do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, Schallenberger afirmou que o recuo na tramitação do PL das Fake News se deu pela pressão de pastores a deputados e senadores e defendeu que o governo tenha uma área específica para lidar com o público evangélico.

 

O pastor da Assembleia de Deus do Ministério de Belém disse que pastores de todos os lugares do Brasil pressionaram deputados e senadores de seus estados, que não necessariamente fazem parte da bancada evangélica, a votarem contra o PL das Fake News. O motivo seria o falso entendimento de que o projeto restringiria a liberdade religiosa dos cristãos, teoria amplamente espalhada por parlamentares da oposição.

 

“Eles usam tanto o versículo de João 8:32, que diz ‘conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’, mas querem votar a favor da mentira, a favor de João 8:44, que fala sobre o pai da mentira. Eles sabem que o PL das Fake News não vai censurar a religião de ninguém que não use a bíblia para ofender e mentir. O que você vai fazer e falar sobre sua fé não precisa ser de forma agressiva como vem sendo agora”, disse.

 

Schallenberger considera que a maior preocupação de alguns deputados que endossam a teoria de que o PL das Fake News irá restringir a liberdade religiosa é o medo de “não poder mais espalhar mentiras na bolha”. O pastor pontua que a popularidade e poder desses políticos são alimentados pelo compartilhamento de conteúdos falsos e violentos aos seus apoiadores.

 

Schallenberger também afirmou que a oposição tem uma grande vantagem sobre Lula: pastores e líderes evangélicos como “porta-vozes” das pautas e vontades de Jair Bolsonaro. Para o pastor, é um erro o PT não reconhecer e investir no diálogo com a comunidade evangélica.

 

“Pastores estão ligando para deputados e senadores de seus estados e pedindo para eles não apoiarem a PL das Fake News. Deputados e senadores que são muito conhecidos na comunidade evangélica inflam a opinião da comunidade evangélica contra o projeto, que sai enfraquecido. O governo Lula não tem isso, mas precisava, porque são 44 milhões de evangélicos”, disse Schallenberger.

 

Na última semana, Lula fez a primeira reunião do Conselhão e deixou pastores e líderes evangélicos de fora. Dos 246 nomes, apenas o padre Júlio Lancelotti representava uma religião.

 

“É preciso que as pessoas de dentro do PT, de dentro do governo, deem espaço para lideranças evangélicas dialogarem com evangélicos e comunicarem as pautas do governo. Existem sete milhões de evangélicos que votaram no Lula, segundo as pesquisas, e eles não têm uma referência no governo. Não estou dizendo que tem que ser eu, mas isso precisa ser feito”, pontuou.

Pastor evangélico é preso após se passar por Deus e abusar de fiel em Goiânia
Foto: Divulgação / PCGO

A Polícia Civil do Estado de Goiás cumpriu mandado de prisão preventiva contra um pastor evangélico acusado de abuso sexual mediante fraude contra uma fiel, em Goiânia. As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

As investigações apontam que o líder religioso, de 41 anos, se utilizou de fraude religiosa para manter relação sexual com a mulher de 20 anos. O autor do crime a convenceu a acompanhá-lo a um hotel de luxo e praticar conjunção carnal, sob o pretexto da salvação de sua alma e de seu marido.

 


Foto: Divulgação / PCGO

 

O pastor, que atuou por 7 anos em uma igreja de Goiânia, dizia ser Deus e utilizava da fé da jovem para aterrorizá-la. Em mensagens de WhatsApp divulgadas pela polícia, ele afirma ser “o senhor dos exércitos” e o “criador dos céus e da Terra”.

 

Na troca de mensagens, após a mulher recusar acompanhar o pastor novamente ao hotel, ele afirma que o marido seria morto a mando de Deus, e que a vítima e filha não seriam “salvas”.

 

Após relatar o abuso a familiares, a mulher descobriu que a cunhada também foi alvo das investidas do líder religioso. As duas procuraram a 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia, onde correm as investigações.

Baiano encarregado da Rouanet diz que evangélicos são 'hereges', mas 'massa útil'
Foto: Reprodução / Instagram

O ex-policial militar baiano André Porciúncula, titular da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), pasta vinculada à Secretaria Especial da Cultura (Secult) responsável pela Lei Rouanet, disse durante uma reunião que os evangélicos são “hereges”, mas “massa útil”. A informação é da coluna de Guilherme Amado, no portal Metrópoles.

 

Segundo a publicação, a declaração foi feita em uma reunião interna da Secult, na última terça-feira (17), que contou também com a participação do secretário Mario Frias. 

 

Fontes ouvidas pela coluna informaram que o tema surgiu quando Frias e Porciúncula comentavam uma reportagem sobre a admiração do titular da Cultura pelo escritor católico inglês G.K. Chesterton. Neste momento, de acordo com as testemunhas, o chefe da Sefic afirmou que  os evangélicos “não têm peso cultural, ao contrário dos católicos”.

 

Procurado pela coluna, André Porciúncula não quis se manifestar sobre o caso.

Caetano ironiza Temer após presidente dizer a evangélicos que é ‘iluminado de Deus’
Foto: Divulgação

Durante um jantar descontraído, a pedido da esposa Paula Lavigne, Caetano Veloso comentou o discurso de Michel Temer (MDB) durante a Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil, realizada em Brasília esta semana (clique aqui). “O que é que foi que aconteceu?”, perguntou sua mulher. “Temer dizendo que é iluminado de Deus...”, respondeu o cantor e compositor baiano. “Não, isso não aconteceu!”, rebateu Paula, incrédula. Em seguida, o pré-candidato à presidência, Guilherme Boulos (Psol), que estava junto com o casal, confirmou o episódio. “Sim, aconteceu, e mais do que isso, ele pediu para as igrejas evangélicas levarem adiante a palavra dele, dele Temer”, disse o psolista. Caetano, então, detalha o caso. “Ele estava em uma reunião dos evangélicos, e ai ele estava agradecendo o ‘grande sucesso das negociações dele’, segundo ele diz”, relatou, em meio a muitos risos, o artista. “Uma porcaria total, sinceramente!”, acrescentou o cantor. Paula Lavigne reagiu estupefata: “Gente, o que é que é isso? O cara virou piada”. Caetano seguiu a história: “E aí, pra coroar tudo, o cara falou 'eu acho que eu sou iluminado de Deus”, disse ele, que em seguida caiu na gargalhada, junto a todos no local.

 

‘PornoGospel’: espetáculo em cartaz em Curitiba provoca indignação de evangélicos
Foto: Divulgação
O espetáculo teatral “PornoGospel”, que está em cartaz no Teatro Guaíra, em Curitiba, causou revolta entre evangélicos na cidade. De acordo com informações do Paraná Portal, após ameaçar, integrantes do grupo de teatro chegaram a registrar um boletim de ocorrência na polícia e reforçar a segurança do elenco durante as apresentações. A indignação dos religiosos se dá porque a comédia, baseada em fatos reais noticiados pela imprensa, faz fortes críticas ao comportamento de pastores, tanto na exploração da fé, quanto na política, além de já no título aludir aos produtos eróticos exclusivos para evangélicos. Para o pastor Tiago Ferro, fundador do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política, no Paraná, e diretor do Conselho de Ministros Evangélicos do Estado, o espetáculo “é extremamente ofensivo” e “passou da liberdade de expressão para a libertinagem de expressão”. “Estão tentando, de alguma maneira, através do humor, atingir algumas pessoas e na sinopse da peça nos estudando vimos ali a identificação de políticos no meio cristão, evangélico ou católico, eu não sei. Nós achamos que é inapropriada pra esse momento, o termo gospel ele associado com pornografia. Ele não condiz com aquilo que nós acreditamos, achamos que é irresponsável, generaliza. De certa maneira, o humor ele não precisa ter credibilidade diminuindo uma pessoa ou um segmento. E ai a gente precisa separar, existe em qualquer segmento pessoas que tem qualificação, boa índole, e pessoas que não têm”, argumenta o pastor. Já a direção da peça afirmou que o termo “PornoGospel” já existia antes da estreia, que aconteceu há oito meses. O nome é uma referência a produtos que já estão no mercado erótico e que foram apresentados na Erotika Fair, em São Paulo, no ano passado. A diretora do espetáculo, Mariana Zanette, destaca que os temas principais são “política” e o “mau uso da fé das pessoas” e que a montagem cita alguns exemplos desta exploração. O pastor admitiu não ter visto o espetáculo, mas disse que pretende assistir à peça para avaliar uma eventual ação judicial. Já o grupo de teatro pretende processar pessoas que tenham difamado a montagem.
Jovens evangélicos promovem show gospel na Arena Fonte Nova
Foto: Divulgação
O departamento de Adolescentes das Assembleias de Deus em Salvador promove nos dias 1 e 2 de novembro o VIII Congresso de Adolescentes do Estado da Bahia, na Arena Fonte Nova, em Salvador, com participação de cantores da música gospel, como Juliano Son, Banda Livres Para Adorar, Tambores Remidos entre outros. O evento acontece em meio às comemorações do Dia Mundial da Reforma Protestante, comemorada no dia 31 de outubro. O congresso tem o tema “Eis-me Aqui, Envia-me”. No local, ainda será realizada uma Feira das Nações, onde os congressistas poderão interagir e aprender como acontece o trabalho social e missionário desenvolvido pela igreja em outros países, levando a mensagem do amor de Deus. A entrada custa entre R$ 10 e R$ 25. Maiores informações podem ser adquiridas através dos telefones (71) 99102 - 4680 / 99946 1445 // www.depad.com.br .

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Do jeito que as coisas vão, não sei se o Soberano chega inteiro em outubro. Mas não foi o único que levou bola nas costas também. Tiveram que recorrer até ao passado pra lembrar da conexão entre o Pernambucano e o Capitão, por exemplo. Enquanto isso, o passado deixa outros tristes. Não é, Ferragamo? Mas o futuro também tira o sono de alguns. Alice no País das Maravilhas, por exemplo, já tem seu plano B. Saiba mais!

Pérolas do Dia

André Viana

André Viana
Foto: Antena 1 Salvador

"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade". 


Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) nesta segunda

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) nesta segunda
A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar as principais lideranças políticas na disputa pelo Executivo estadual e pelo Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

Mais Lidas