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A Prefeitura Municipal de Riachão do Jacuípe se manifestou sobre a situação das obras de reforma e modernização do Estádio Eliel Martins, o Valfredão, após a cobrança pública feita pelo goleiro Marcelo, do Jacuipense, na última semana, depois da eliminação do clube na Série D do Campeonato Brasileiro.
Em nota enviada ao Bahia Notícias, a gestão municipal contestou a informação de que as obras estejam paralisadas há dois anos e afirmou que essa versão "não corresponde aos fatos". Segundo a prefeitura, houve atraso no processo por causa da suspensão de emendas parlamentares em todo o país, determinada pelo ministro Flávio Dino. Entre o bloqueio dos recursos e a liberação dos valores, ocorrida em julho de 2025, teria transcorrido um período de quase dois anos.
Ainda conforme a nota, assim que o recurso foi creditado na conta do município, a empresa contratada recebeu autorização para retomar a execução da obra. O projeto é financiado por emenda parlamentar destinada pelo deputado federal Paulo Azi e, de acordo com a prefeitura, está em execução há aproximadamente dez meses.
A manifestação acontece após o goleiro Marcelo cobrar a conclusão das obras do Valfredão. Depois do empate sem gols contra o Treze-PB, no Estádio Amigão, em Campina Grande, resultado que eliminou o Jacuipense da Série D, o arqueiro afirmou que atuar longe de Riachão do Jacuípe tem sido um dos principais obstáculos enfrentados pelo clube.
"Muitas vezes o torcedor não entende, só quer cobrar. Mas o que a gente vem fazendo nesses últimos dois anos é algo que tenho certeza que nenhum time do Brasil faz. A gente joga dois anos longe da nossa casa. Uma reforma com dois anos para ficar pronta é um absurdo", disse Marcelo na ocasião.
O goleiro também fez um apelo pela conclusão da intervenção no estádio.
"Chegamos na quinta fase da Copa do Brasil batendo de frente com os grandes. Esse ano não perdemos para Bahia e Vitória. Mas jogar longe do nosso torcedor faz total diferença. É um apelo. Não sei a quem cobrar, mas o Jacuipense precisa que essa obra seja concluída", completou.
A situação do Valfredão já havia sido abordada pelo Bahia Notícias no início da temporada. Em janeiro, o BN apurou que a diretoria do Jacuipense avaliava os impactos financeiros e esportivos causados pela impossibilidade de atuar em Riachão do Jacuípe. Na ocasião, uma fonte ligada ao clube afirmou que jogar longe da torcida pesava no caixa e na rotina do Leão do Sisal.
À época, também foi relatado que custos com aluguel de estádio, segurança, seguro, ambulância e efetivo policial tornavam a operação mais cara para o clube.
Na mesma apuração, Edmilson Pimenta, administrador da Construtora Santa Izabel, responsável pela execução da obra, afirmou que os trabalhos enfrentavam dificuldades estruturais e logísticas. Entre os entraves citados estavam a falta de equipamentos disponíveis na região e a crise hídrica enfrentada pelo município, apontada como fator de impacto para a implantação do novo gramado.
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Na nota enviada ao BN, a Prefeitura de Riachão do Jacuípe informou que notificou oficialmente, por duas vezes, a empresa Santa Izabel, vencedora do processo licitatório e responsável pela execução da obra, para cobrar o cumprimento do cronograma e a conclusão do empreendimento.
A gestão municipal também afirmou que o prefeito Carlos Matos acompanha o andamento dos trabalhos e seguirá adotando as medidas administrativas cabíveis para assegurar que a obra seja finalizada "no menor prazo possível".
Segundo a prefeitura, a expectativa é entregar o Estádio Valfredão à população o quanto antes, para que o Jacuipense possa voltar a mandar seus jogos em Riachão do Jacuípe na próxima temporada.
O Valfredão não recebe jogos oficiais desde janeiro de 2024. A última partida disputada no estádio foi no dia 26 de janeiro daquele ano, quando o Jacuipense venceu o Atlético de Alagoinhas por 3 a 2, pelo Campeonato Baiano. Desde então, o clube tem atuado longe de sua cidade em partidas como mandante.
Leia a nota oficial da prefeitura de Riachão abaixo na íntegra:
"A Prefeitura Municipal de Riachão do Jacuípe vem, por meio desta, esclarecer à população e à comunidade esportiva a situação das obras de reforma e modernização do Estádio Eliel Martins (Valfredão), bem como repudiar a divulgação da informação de que o equipamento esteja com as obras paralisadas há dois anos, uma vez que essa afirmação não corresponde aos fatos.
Inicialmente, houve um atraso provocado pela suspensão das emendas parlamentares em todo o país, determinada pelo ministro Flávio Dino. Entre o bloqueio dos recursos e a efetiva liberação dos valores, ocorrida em julho de 2025, transcorreu um período de quase dois anos. Assim que o recurso foi creditado na conta do município, a empresa contratada recebeu autorização para retomar a execução da obra.
O projeto é financiado por emenda parlamentar destinada pelo deputado federal Paulo Azi e está em execução há aproximadamente dez meses, período que diverge da informação divulgada recentemente. Ainda assim, com o objetivo de garantir maior celeridade aos serviços, a gestão municipal notificou oficialmente, por duas vezes, a empresa Santa Izabel, vencedora do processo licitatório e responsável pela execução da obra, cobrando o cumprimento do cronograma e a conclusão do empreendimento.
O prefeito Carlos Matos acompanha de perto o andamento dos trabalhos e seguirá adotando todas as medidas administrativas cabíveis para assegurar que a obra seja concluída no menor prazo possível.
A expectativa da Prefeitura é entregar o Estádio Valfredão à população o quanto antes, permitindo que o Esporte Clube Jacuipense volte a disputar suas partidas em casa na próxima temporada. Dessa forma, Riachão do Jacuípe voltará a contar com um equipamento moderno, seguro e à altura da tradição do futebol do município."
O sonho do acesso à Série C terminou para o Jacuipense neste domingo (28). Após empatar sem gols com o Treze-PB, no Estádio Amigão, em Campina Grande, o Leão do Sisal se despediu da Série D do Campeonato Brasileiro e viu a eliminação ser acompanhada por um forte desabafo do goleiro Marcelo.
Como havia perdido o jogo de ida por 3 a 1, a equipe baiana precisava vencer por pelo menos dois gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis. No entanto, encontrou dificuldades para criar oportunidades e acabou sem conseguir reagir no confronto.
Após o apito final, o goleiro Marcelo reconheceu os méritos do adversário, mas afirmou que a classificação foi perdida ainda na partida disputada na Bahia.
"Time que precisa tirar dois gols de diferença não pode praticamente não finalizar. Mas também mérito da equipe do Treze, que fechou os espaços e estava confortável na partida. Creio que o jogo não foi decidido aqui, mas lá na Bahia", avaliou o goleiro.
O arqueiro aproveitou a entrevista para fazer um balanço da temporada e voltou a cobrar a conclusão das obras do Estádio Eliel Martins, o Valfredão. Segundo ele, atuar longe de Riachão do Jacuípe há mais de dois anos tem sido um dos principais obstáculos enfrentados pelo clube.
"Muitas vezes o torcedor não entende, só quer cobrar. Mas o que a gente vem fazendo nesses últimos dois anos é algo que tenho certeza que nenhum time do Brasil faz. A gente joga dois anos longe da nossa casa. Uma reforma com dois anos para ficar pronta é um absurdo", disparou.
Marcelo destacou que o Jacuipense tem acumulado campanhas competitivas mesmo sem atuar diante de sua torcida. O goleiro lembrou a trajetória recente do clube na Copa do Brasil e os resultados obtidos diante dos principais times do estado.
"Chegamos na quinta fase da Copa do Brasil batendo de frente com os grandes. Esse ano não perdemos para Bahia e Vitória. Mas jogar longe do nosso torcedor faz total diferença. É um apelo. Não sei a quem cobrar, mas o Jacuipense precisa que essa obra seja concluída", completou.
A situação do Valfredão não é uma preocupação recente. Ainda no início desta temporada, o Bahia Notícias apurou que a diretoria do Jacuipense avaliava até mesmo reexaminar sua participação na Série D caso o retorno ao estádio não acontecesse. Na ocasião, uma fonte ligada ao clube afirmou que a questão vinha gerando desgaste financeiro e esportivo.
"A gente vai fazer uma avaliação no momento correto. Não gostaria de usar a palavra desistência, mas será uma análise muito racional. Não está sendo fácil jogar fora de Riachão, longe do nosso torcedor", revelou.
Assista abaixo a entrevista na íntegra:
Em janeiro deste ano, o Bahia Notícias conversou com Edmilson Pimenta, administrador da Construtora Santa Izabel e responsável pela execução das obras do estádio. Segundo ele, o cronograma vinha sendo impactado principalmente pela crise hídrica enfrentada pelo município.
Na época, a obra passava pela fase de nivelamento do gramado, considerada fundamental para a sequência dos trabalhos. O principal entrave, entretanto, seria a falta de água para garantir a manutenção do novo gramado.
"Assim que a máquina fizer o nivelamento do campo, entraremos com a topografia. Estando tudo ok, partimos para a irrigação e o plantio da grama. Existe um problema sério de água. Riachão está passando por uma crise hídrica. Hoje, o município não tem água suficiente. Se eu plantar a grama sem água, ela vai morrer. E eu não vou comprar grama duas vezes. O contrato prevê a compra apenas uma vez", afirmou.
Naquele momento, a previsão apresentada era de aproximadamente 45 dias para a conclusão dos serviços, desde que houvesse disponibilidade hídrica para o plantio da grama.
"Dentro da nossa previsão, não temos mais que 45 dias de obra para finalizar tudo, desde que tenhamos água. A iluminação será toda em LED. Vamos retirar os refletores antigos de HQI e substituir por LED. Isso é rápido, em dois ou três dias a gente faz", garantiu.
O Estádio Eliel Martins, o Valfredão, em Riachão do Jacuípe, não recebe jogos oficiais desde janeiro de 2024. A última partida oficial disputada no estádio foi em 26 de janeiro de 2024, quando o Jacuipense venceu o Atlético de Alagoinhas por 3 a 2, pelo Campeonato Baiano. Depois disso, o Valfredão foi interditado por problemas estruturais e deixou de receber partidas oficiais.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Gabriel Galípolo
"Esse é um tipo de comportamento que não é desejável, que deve ser coibido e inibido pelos reguladores e pela gente, por isso que a gente vem trabalhando muito com o FGC, numa sucessão de medidas".
Disse o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo ao criticar a pressão de instituições não bancárias para usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo.