Artigos
SAFs e tributação: segurança jurídica para o futuro do futebol brasileiro
Multimídia
João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
estacao primeira de mangueira
A cantora baiana Daniela Mercury foi convidada pela Estação Primeira de Mangueira para participar da gravação de um dos sambas-enredo que disputam a escolha do hino oficial da escola para o Carnaval de 2027. A informação foi compartilhada pela própria artista nesta segunda-feira (20), por meio das redes sociais.
Na publicação, Daniela celebrou o convite e destacou a emoção de integrar o projeto. "Estou muito honrada com o convite que recebi para participar da gravação do samba-enredo que concorre a hino da @mangueira_oficial no Carnaval 2027. Oyá por Nós e pelo nosso samba e carnaval! Axé!", escreveu.
A cantora participa da gravação como intérprete convidada da obra assinada pelos compositores Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Orlando Ambrósio, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim. O samba tem como intérpretes oficiais Tinga e Grazzi Brasil e integra a disputa que definirá a canção que embalará o desfile da verde e rosa na Marquês de Sapucaí.
Para o Carnaval de 2027, a Mangueira levará para a avenida o enredo "Oyá", inspirado na divindade de matriz africana associada aos ventos, às tempestades e à transformação. A escolha do tema também dialoga com a trajetória artística de Daniela Mercury, que há décadas manifesta em sua obra referências às religiões de matriz africana e possui em seu repertório a canção "Oyá por Nós".
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
O Afropunk Bahia anunciou nesta quarta-feira (14) as primeiras atrações do festival que acontece nos dias 18 e 19 de novembro no Parque de Exposições. A cantora Alcione se apresentará com a escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira.
O cantor Djonga também foi confirmado na terceira edição do evento em Salvador.
O público terá duas opções de ingressos: a Arena, que dá acesso ao festival, e o Lounge, no qual é possível entrar em um espaço extra com área de descanso, serviços ampliados e mais conforto.
Quem quiser curtir todos os dois dias de festa pode comprar o passaporte. O Afropunk também dispoe da modalidade “Ingresso Social” - disponível para todos, com valor reduzido e contribuindo com iniciativas que impulsionam a construção de novas possibilidades para o povo negro. Os ingressos podem ser adquiridos no site Sympla.
A Estação Primeira de Mangueira, a segunda maior campeã do desfile de escolas de samba do Carnaval do Rio de Janeiro, realizou, na madrugada desta segunda-feira (20), uma grande homenagem à relação da Bahia com o continente africano, concretizada através dos blocos afros que desfilam na folia momesca de Salvador.
Com o enredo “As Áfricas que a Bahia canta”, dos carnavalescos Guilherme Estevão e Annik Salmon, a Verde e Rosa destacou a característica matriarcal do candomblé e sua influência sobre os blocos afro da Bahia, sem deixar de abordar o racismo e o preconceito religioso.
Em busca do 21º título do Grupo Especial da folia carioca, a Mangueira se apresentou com 29 alas, cinco carros, três tripés e 3,5 mil integrantes. Toda a estrutura montada pela Estação Primeira se dedicou a contar a história dos cortejos africanos que atuam no carnaval soteropolitano desde o século XIX.
O desfile mangueirense abriu, ainda na comissão de frente, com orixás saindo de uma grande gameleira branca – árvore sagrada do candomblé e identificada com Iroko, divindade também conhecida como “Tempo”.
Na sequência, a Estação Primeira apresentou os primeiros cortejos negros da folia de Salvador, construídos por africanos escravizados na cidade. O “Embaixada Africana”, uma das primeiras entidades carnavalescas afro-brasileiras, foi retratado pela escola de samba no segundo carro.
A ministra da Cultura do Brasil, a cantora baiana Margareth Menezes, foi um dos destaques do desfile mangueirense.
Com um samba-enredo empolgante, a Mangueira fez balançar a Sapucaí e fez seus torcedores descerem em peso para o sambódromo, sambando e cantando a música que cita o Ilê Aiyê, a Didá Banda Feminina, o Malê de Balê, o Olodum e o afoxé Filhos de Gandhy, grandes blocos afros do carnaval da Bahia.
A letra do samba mangueirense também cita rituais de candomblé, o capoeirista soteropolitano Mestre Moa do Katendê e uma música de Caetano Veloso em homenagem à escola de samba carioca: “Onde o Rio é mais Baiano”. Confira abaixo a música que balançou os mangueirenses na última noite, com a participação de Margareth Menezes.
A MANGUEIRA E A BAHIA
A relação entre a Mangueira e a cultura baiana é antiga. A entidade carnavalesca carioca já escolheu a Bahia como tema em outras oportunidades. Em 1933, ocorreu a primeira homenagem da Estação Primeira, com o enredo “Uma segunda-feira no Bonfim da Bahia”, vencedor do carnaval do Rio naquele ano.
Trinta anos depois, em 1963, a Verde e Rosa apresentou o enredo “Exaltação à Bahia”, que ficou em segundo lugar. Após 10 anos, em 1973, a Mangueira foi novamente campeã, com o tema “Lendas do Abaeté”, em referência à tradicional lagoa localizada no bairro de Itapuã, em Salvador.
Em 1986, o histórico enredo “Caymmi mostra ao mundo o que a Bahia e a Mangueira têm” voltou a ser campeão, consolidando a ideia na comunidade mangueirense de que os temas baianos dão sorte à escola de samba.
O título não se repetiu em 1996, com o enredo “Atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu”, em homenagem aos baianos dos Doces Bárbaros: Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Maria Bethânia. Naquele ano, a escola ficou com a 11ª colocação.
A Bahia voltou a vencer com a Mangueira em 2016, com o enredo "Maria Bethânia: A Menina dos Olhos de Oyá". Na oportunidade, a Verde e Rosa voltou a ser campeã do carnaval carioca após 14 anos de jejum.
Por causa do histórico de sucesso da parceria entre a Bahia e a Estação Primeira de Mangueira, os torcedores da escola de samba têm demonstrado otimismo nas redes sociais. As primeiras impressões são positivas, com o desfile mangueirense tendo sido avaliado como o melhor da noite.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ratinho
"Cara de viado".
Disse o apresentador Ratinho, que foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo por homofobia após o comentário feito sobre o visual do cantor sertanejo Tiago Piquilo.