Artigos
Jabuti não sobe em árvore
Multimídia
Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
esporte paralimpico
Os remadores baianos Gabriel Maia e Isabela Ferreira, ambos atletas do Esporte Clube Vitória, participaram das finais do Campeonato Brasileiro Interclubes de Remo de Barcos Longos, realizadas no último fim de semana, dias 17 e 18 de outubro, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Gabriel conquistou a medalha de bronze na categoria Double Skiff PR3, enquanto Isabela encerrou sua participação na quarta colocação do Four Skiff Sênior.
Na disputa do Double Skiff PR3, categoria paralímpica realizada em duplas mistas, Gabriel competiu ao lado de Marcela Teixeira, representante do Clube de Remo Aldo Luz, de Santa Catarina. A dupla completou a prova em 9min38s98, garantindo o terceiro lugar.
O título ficou com os representantes do Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo, que registraram 8min25s73. A segunda colocação foi conquistada pela equipe do Clube de Remo Rio de Janeiro, com o tempo de 8min52s46.
Após subir ao pódio, Gabriel avaliou positivamente o desempenho e destacou a intenção de melhorar seus resultados nas próximas competições.
“Meu desempenho foi muito bom e quero melhorar bastante para pegar melhores colocações daqui em diante. Agora, é hora de focar para alcançar nossos objetivos nas competições que vêm pela frente”, afirmou.
Já Isabela Ferreira disputou a final do Four Skiff Sênior ao lado de atletas do Paysandu, do Pará. A equipe terminou na quarta posição, com o tempo de 7min47s62. O Flamengo conquistou o título da categoria ao completar o percurso em 7min12s48.
Além dos resultados no Campeonato Brasileiro de Barcos Longos, Gabriel e Isabela já haviam conquistado vagas na Seleção Brasileira para competições internacionais de remo.
A classificação ocorreu em abril deste ano, durante a Seletiva Nacional realizada no Campeonato Brasileiro Interclubes de Remo de Praia, em Natal, no Rio Grande do Norte. Na ocasião, os dois competiram juntos na categoria Double Skiff PR3, em uma prova que reuniu atletas das classes olímpica e paralímpica.
O próximo compromisso de Gabriel será na Cidade do México, entre os dias 25 de outubro e 1º de novembro. O remador participará de atividades organizadas pela World Rowing, entidade internacional responsável pela modalidade.
A programação inclui um campo de treinamento destinado a atletas das Américas que disputam provas do remo paralímpico, além da Regata Internacional de Remo Adaptado 2026.
A participação dos atletas no Campeonato Brasileiro contou com apoio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), responsável pela concessão das passagens aéreas. Segundo o órgão, o investimento estadual em transporte aéreo e terrestre para atletas baianos ultrapassou R$ 3 milhões em 2026.
A Bahia será representada por 20 atletas no XI Campeonato Brasileiro de Parabadminton e no VI Campeonato Brasileiro Diego Mota de Jovens de Parabadminton, que acontecem entre esta quarta-feira (14) e domingo (18), no Ginásio Poliesportivo Constâncio Vieira, em Aracaju, Sergipe.
Os representantes baianos têm entre 10 e 17 anos e integram o Centro de Referência Paralímpico da Bahia (CRPBa), que desenvolve atividades na Faculdade Unijorge, em Salvador. Esta será a primeira participação da equipe no Campeonato Brasileiro da modalidade, segundo a técnica Ariadne Ribeiro.
Ao todo, a delegação conta com 42 integrantes, incluindo atletas, responsáveis e membros da comissão técnica. O grupo embarcou para a capital sergipana na última segunda-feira (12), com transporte e uniformes disponibilizados pelo Governo da Bahia, por meio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).
Entre os participantes está Ana Luiza Mesquita, de 17 anos, que representou o estado nas Paralimpíadas Escolares de 2025, em São Paulo. A atleta destacou a importância da modalidade para sua convivência social e os desafios enfrentados para manter a rotina de treinamentos.
"Minha dificuldade hoje é o custeio com a locomoção para frequentar os treinos, mas é prazeroso estar aqui com meus colegas. Venci minha timidez e tenho novos amigos", relatou.

Foto: Divulgação / Ascom Sudesb
A técnica Ariadne Ribeiro também comentou a participação inédita da equipe na competição nacional.
"A expectativa é que a experiência contribua tanto para o desempenho esportivo quanto para o desenvolvimento pessoal dos atletas", afirmou.
As duas competições terão 173 atletas de 43 clubes, representando 16 estados. Organizados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), os torneios contemplam as classes Wheelchair, destinada a cadeirantes, e Standing, para competidores que disputam em pé. O campeonato de jovens também contará com participantes da categoria sub-23.
O parabadminton é uma adaptação do badminton para pessoas com deficiência física, com disputas organizadas de acordo com a classificação funcional dos atletas.
Fim das bets ameaça orçamento do esporte olímpico e paralímpico e pode tirar R$ 2,6 bilhões até 2027
Após a medida provisória que acabou com a operação das bets no Brasil, o esporte olímpico e paralímpico também terá de lidar com a perda de uma fonte importante de recursos. Durante a preparação para os Jogos de Los Angeles-2028, a estimativa é de que o setor deixe de receber cerca de R$ 2,623 bilhões até 2027. A informação é da jornalista Carol Knoploch, do jornal O Globo, veículada no último domingo (4).
De acordo com as informações, a conta considera aproximadamente R$ 497 milhões que deixariam de ser repassados entre outubro e dezembro de 2026, além de outros R$ 2,1 bilhões estimados para 2027. O cálculo ainda não inclui valores de contratos diretos entre empresas de apostas e confederações.
A interrupção dos repasses ocorre após a edição da medida provisória que determinou o fim das operações das bets no país. Segundo o governo, a iniciativa tem como objetivo proteger as famílias brasileiras diante do aumento do endividamento associado às apostas.
No Comitê Olímpico do Brasil (COB), a mudança já provoca uma revisão do planejamento financeiro. O presidente da entidade, Marco La Porta, afirma que o comitê recebeu aproximadamente R$ 200 milhões das bets entre 2025 e setembro de 2026 e ainda esperava mais R$ 25 milhões até o fim deste ano.
Para 2027, a previsão era de uma receita entre R$ 125 milhões e R$ 130 milhões. O valor representa cerca de 20% de um orçamento anual de aproximadamente R$ 600 milhões.
La Porta afirma que a preparação do Time Brasil para Los Angeles será preservada, mas outras áreas deverão sofrer cortes ou depender do fundo de reserva do COB. Projetos como a ampliação dos Jogos da Juventude também podem ser adiados.
"Nosso maior impacto será no ano que vem porque não terá arrecadação. Ou seja, são R$ 125 milhões a menos a dois anos dos Jogos Olímpicos, e claro isso terá consequências", afirmou o dirigente ao O Globo.
O diretor de Esporte do COB, Jorge Bichara, também admite que ainda não é possível garantir a manutenção de todas as iniciativas previstas para o próximo ciclo.
"Recebi a orientação de que a preparação para Los Angeles segue sendo nossa prioridade. Mas, se conseguiremos atender todas as frentes que tínhamos proposto, não sei dizer ainda", declarou.
A perda não ficará restrita ao COB. Modalidades que receberam recursos diretamente das apostas também precisarão reorganizar seus planejamentos. A Confederação Brasileira de Basquete (CBB), por exemplo, recebeu R$ 13 milhões em 2025 e aproximadamente R$ 6 milhões em 2026. Para o CEO da entidade, André Alvez, o fim dessa fonte de receita representa um impacto relevante para uma modalidade diretamente relacionada ao mercado de apostas.
"A NBA impulsiona muito (as apostas), e a temporada começa em outubro. Projetávamos um fim de ano melhor e 2027 melhor ainda", lamentou.
No tênis de mesa, a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) recebeu aproximadamente R$ 5 milhões desde abril de 2025. O dinheiro estava previsto para projetos de alto rendimento e formação de atletas, mas ainda não havia sido utilizado enquanto a entidade aguardava regras para aplicação dos recursos.
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) também terá uma redução significativa de receitas. A entidade recebeu R$ 57,4 milhões das bets em 2025 e outros R$ 54,1 milhões até setembro de 2026. Para 2027, a projeção era de aproximadamente R$ 82,1 milhões em recursos provenientes das apostas. Esse valor agora entra na lista de receitas que precisarão ser compensadas.
O Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) estima uma perda de aproximadamente R$ 50 milhões. O presidente Paulo Maciel criticou a ausência de um período de transição para que as entidades pudessem adaptar seus planejamentos.
“Acho que tudo isso foi um desserviço. Justamente na hora em que os clubes estavam se organizando para grandes eventos, como Olimpíada, fazendo contratações, programando cursos, etc. Essa verba fará falta no futuro”, afirmou.
COMO FUNCIONAVAM OS REPASSES ?
A Lei nº 14.790/2023 estabelecia que 36% da arrecadação das apostas tivesse destinação relacionada ao esporte. O dinheiro era distribuído entre diferentes órgãos e entidades.
Do total, 22,20% eram destinados ao Ministério do Esporte; 2,20% ao COB; 1,30% ao CPB; e 0,70% ao CBC. Também havia percentuais para entidades do esporte escolar e universitário, clubes paralímpicos, esporte master e secretarias estaduais de esporte.
O COB adotou uma estratégia própria diante da insegurança jurídica em torno da regulamentação. Em vez de utilizar imediatamente os recursos das bets, a entidade direcionou o dinheiro para seu fundo de reserva técnica e ampliou os repasses às confederações por meio da Lei Agnelo Piva, abastecida pelas Loterias Federais.
Em 2026, o COB programou R$ 285 milhões para projetos das confederações. A intenção, segundo La Porta, é manter esse volume no próximo ano, mas sem aumentá-lo.
“Não devemos diminuir o repasse, mas também não vamos aumentar. Cortaremos no COB. Sei da dificuldade das confederações pequenas”, afirmou.
O Brasil voltou a ter um desempenho positivo neste sábado (21) no World Series de natação paralímpica, em Barcelona, ao conquistar duas medalhas de prata — uma no adulto e outra no juvenil.
O principal destaque do dia foi o nadador Arthur Xavier, de 19 anos, que chegou ao seu terceiro pódio na competição. O mineiro ficou com a medalha de prata nos 100m costas da classe S14 (deficiência intelectual), consolidando uma campanha de alto nível na etapa espanhola.
Antes disso, Arthur já havia conquistado dois ouros: nos 100m livre, com tempo de 50s90, e nos 200m livre, com 1min55s75.
Na prova deste sábado, disputada no formato multiclasses, o ouro ficou com o espanhol Inigo Sanz, enquanto o bronze foi para Albert Gelis. Nesse modelo, atletas de diferentes classes competem juntos, e o resultado final é definido com base no Índice Técnico da Competição (ITC).
Outra medalha brasileira veio com Laura Sanches, de 17 anos, que também conquistou a prata nos 100m costas da classe S14, na disputa juvenil. A paranaense completou a prova em 1min13s69, somando 807 pontos. O ouro ficou com a espanhola Anastasiya Dmytriv, enquanto o bronze foi para Yaiza Orive.
Assim como Arthur, Laura também já havia subido ao lugar mais alto do pódio na competição, ao conquistar o ouro nos 100m livre entre as jovens.
Com os resultados deste sábado, o Brasil soma quatro medalhas na categoria adulta — três ouros e uma prata — e duas no juvenil, com um ouro e uma prata, no World Series de Barcelona.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.