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escola antirracista de nutricao
O Conselho Regional de Nutrição da 5ª Região (CRN-5 – Bahia e Sergipe) lançou oficialmente a Escola Antirracista de Nutrição, curso de formação para estudantes e profissionais que propõe ampliar o debate sobre racismo estrutural no campo da alimentação e da saúde.
Em entrevista ao Bahia Notícias, a conselheira do CRN-5, Taiane Cazumbá, explica que, sob o lema “Nutrição não é um território neutro”, a Escola nasce como um espaço para fortalecer práticas profissionais fundamentadas na equidade racial, no Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e na construção de sistemas alimentares mais justos e sustentáveis.
Segundo ela, “a nutrição antirracista fala muito sobre justiça social, sobre garantia de direitos, equidade racial. A gente vem trabalhando essa temática, principalmente na Bahia, onde nossa a maioria da nossa população é a população negra, então a gente precisa identificar o indivíduo e trabalhar respeitando a cultura, respeitando a diversidade, respeitando a religião”, narra.
“Então, [é necessário] aprender e compreender quais são as políticas públicas atuais que garantem o acesso à alimentação, que forma a gente pode valorizar essa essa cultura, esses programas, essas políticas e tornar ela mais acessível para a população. Acho que nós, enquanto profissionais de saúde, precisamos estar muito empoderados de compreender o momento político, compreender as nossas políticas existentes no momento para que a gente possa contribuir para a formação e para orientação da nossa população.”
Como parte das atividades da Escola Antirracista, o CRN-5 abriu inscrições para o curso “Nutrição, Antirracismo e Justiça Alimentar” (clique aqui). A formação, com carga horária de 20 horas em formato híbrido, abordam desde políticas públicas voltadas à saúde da população negra até estratégias práticas de atuação antirracista no cotidiano profissional.
O BN conversou com Taiane Cazumbá para compreender o processo de elaboração da Escola Antirracista e como são pautados os temas do racismo e equidade social no âmbito da Nutrição. Confira aqui a entrevista completa.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Júlio Pinheiro
“Eu acho que na democracia cabe a representação de qualquer forma, desde que ela seja validada pelas urnas. Eu entendo que a rede social é um instrumento, ela não pode ser a base política, porque a base política ela precisa expressar anseios da sociedade que sejam calcados em coisas concretas, certo?".
Disse o deputado estadual eleito Júlio Pinheiro (PT), ao comentar em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1) nesta segunda-feira (21), sobre a popularização da modalidade de “políticos influencers”, aqueles parlamentares que se elegem com forte apelo das redes sociais e conteúdos virais. Segundo o ex-prefeito de Amargosa, “na democracia cabe a representação de qualquer forma”, mas é necessário avaliar o conteúdo produzido e incentivado pelos candidatos nas redes sociais.