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encerramento de lojas
A Casas Bahia encerrou as atividades de quase 300 lojas, sendo 12 delas de Salvador, nesta sexta-feira (14). O processo que demitiu aproximadamente 1,9 mil funcionários faz parte da decisão da empresa de encerrar lojas em todo o país, em um dos maiores cortes da rede nos últimos anos.
As franquias fechadas representam quase 30% das unidades da empresa no país. O número de funcionários demitidos pode chegar a 3 mil, segundo dados do Valor Econômico.
Em Salvador, foram fechadas as unidades da Baixa dos Sapateiros, Manuel Dias, Avenida Sete de Setembro e Cabula (Silveira Martins). Também encerraram as atividades as lojas dos shoppings Salvador, da Bahia, Paralela, Barra, Piedade, Parque Shopping Bahia, Salvador Norte e Bela Vista.
Avisos foram colocados nas portas das unidades informando aos clientes que o atendimento seria encerrado a partir desta sexta-feira (14). Com o fechamento das lojas nos centros de compras, nenhuma unidade da Casas Bahia permanece em funcionamento nos shoppings de Salvador, conforme a relação divulgada.
A ação é uma alternativa para frear os prejuízos trazidos ao longo do ano. Nos primeiros três meses de 2026, a Casas Bahia registrou prejuízo de R$ 1,06 bilhão, mais que o dobro dos R$ 408 milhões negativos registrados no mesmo período de 2025. No ano passado, o prejuízo acumulado chegou a aproximadamente R$ 3 bilhões.
A empresa já vinha reduzindo sua estrutura. Nos 12 meses encerrados em março, foram 26 lojas a menos, sendo 12 da Casas Bahia e 14 do Ponto Frio. Ao fim de 2025, o grupo tinha 1.042 lojas, contra 1.064 em 2024 e 1.078 em 2023.
Em contrapartida, a companhia tenta ampliar as vendas digitais. No primeiro trimestre, as vendas online de produtos próprios cresceram 26%, enquanto as vendas nas lojas físicas recuaram 1,8%. A receita bruta avançou 6,4%, chegando a R$ 8,8 bilhões.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Gabriel Galípolo
"Esse é um tipo de comportamento que não é desejável, que deve ser coibido e inibido pelos reguladores e pela gente, por isso que a gente vem trabalhando muito com o FGC, numa sucessão de medidas".
Disse o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo ao criticar a pressão de instituições não bancárias para usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo.