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emagrecedores
Os medicamentos utilizados no tratamento da obesidade revolucionaram o cuidado com a doença ao proporcionar perdas de peso significativas que, há alguns anos, eram difíceis de alcançar apenas com mudanças no estilo de vida. No entanto, uma ampla revisão científica publicada nesta quarta-feira (8) no periódico The BMJ demonstra que o emagrecimento representa apenas uma parte da resposta clínica.
Pesquisadores reuniram os resultados de 262 ensaios clínicos, envolvendo um total de 99.791 adultos com sobrepeso ou obesidade, para comparar a eficácia e a segurança de 19 medicamentos diferentes. A análise avaliou não apenas a redução de peso corporal, mas também indicadores de qualidade de vida, saúde cardiovascular, função renal e efeitos adversos.
Os resultados foram divulgados pelo portal Metrópoles e confirmam que certas substâncias são altamente eficazes para reduzir o peso. Ao mesmo tempo, revelam que muitos benefícios para a saúde variam conforme o fármaco utilizado e que ainda há escassez de estudos capazes de demonstrar os efeitos desses tratamentos a longo prazo.
NOMES CONHECIDOS
Entre os medicamentos analisados, a tirzepatida apresentou a maior redução média do peso corporal após um ano de tratamento, atingindo a marca de 14,9%. Logo em seguida, destacou-se a CagriSema (uma associação de cagrilintida e semaglutida), com uma redução de 14,8%.
Outros medicamentos também apresentaram resultados expressivos na perda de peso, incluindo a semaglutida oral, a semaglutida injetável, o orforglipron e a combinação fentermina-topiramato. Apesar da eficácia, os pesquisadores observaram que as terapias associadas às maiores reduções de peso corporal também apresentaram maior frequência de efeitos adversos, gerando uma taxa mais elevada de descontinuação do tratamento por parte dos pacientes.
Confira alguns apontamentos:
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Variação nos resultados: Nem todos os medicamentos produzem o mesmo desempenho clínico;
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Relação entre eficácia e colaterais: Quanto maior a perda de peso promovida, maior tende a ser a ocorrência de efeitos adversos;
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Qualidade de vida: A maioria dos medicamentos avaliados ainda não demonstrou melhora clinicamente importante na qualidade de vida dos usuários;
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Saúde cardiovascular: Apenas alguns tratamentos apresentaram benefícios consistentes para o coração;
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Função renal: As evidências científicas sobre a proteção dos rins ainda permanecem limitadas;
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Efeitos de longo prazo: Faltam estudos que analisem o impacto e a segurança dos medicamentos após muitos anos de uso contínuo;
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Critérios de escolha: A definição do tratamento ideal deve considerar uma equação complexa entre benefícios, riscos, custos, disponibilidade e as particularidades de cada paciente.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.