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Uma servidora pública municipal de Ilhéus, no Litoral Sul, foi exonerada após publicar nas redes sociais uma mensagem em que defendia que eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não recebessem ajuda ou favores.

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Segundo a TV Santa Cruz, na publicação, feita após a vitória de Lula nas eleições, Adriane Cobucci afirmou que os apoiadores do petista “merecem a vida miserável que vivem”. A servidora trabalhava na Atenção Básica à Saúde do município.
Em nota, a prefeitura de Ilhéus afirmou que os serviços públicos devem atender a todos os cidadãos sem discriminação por partido político, religião ou qualquer outra preferência pessoal. A gestão municipal também ressaltou que o acesso aos serviços deve respeitar o princípio da igualdade de tratamento, independente das convicções políticas ou pessoais dos usuários.
DESCULPAS
Em nota assinada nesta terça-feira (27), Adriane Cobucci reconheceu que a publicação foi inadequada. Ela afirmou que agiu de forma impensada, motivada pela frustração com o resultado das eleições.
A servidora declarou ter orgulho de trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS) e disse que todas as pessoas têm direito a um atendimento digno, acolhedor e igualitário.
Ao abordar a referência à fila da regulação de saúde, Adriane afirmou que o acesso aos serviços públicos não deve ser condicionado às escolhas eleitorais ou partidárias dos cidadãos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou que mais de 33,4 milhões de eleitores deixaram de ir às urnas neste domingo (4), o que representou uma abstenção de 21,08%, a maior registrada em um primeiro turno de eleições gerais no país. Para esses eleitores, o prazo para a justificativa eleitoral vai até 3 de dezembro.
De acordo com a Corte Eleitoral, cada turno de votação é uma eleição independente. E os eleitores que não votaram no primeiro turno poderão votar normalmente no segundo, desde que estejam com o título regular. As informações são da Agência Brasil.
Os eleitores que não foram às urnas no primeiro turno e não justificaram a ausência pelo e-título, ainda são obrigados a regularizar a situação eleitoral, mesmo que votem no segundo turno.
A justificativa pode ser apresentada pelo serviço de autoatendimento do site do TSE ou em um cartório eleitoral, com apresentação obrigatória de um documento que comprove o motivo, como um atestado médico ou bilhete aéreo.
Eleitores em viagem no exterior têm até 30 dias após o retorno ao Brasil para apresentar a justificativa. Caso more em outro país e vote em uma zona eleitoral do exterior, só é necessário justificar ausência em eleições presidenciais.
Caso não justifique no prazo, além de regularizar a situação, o eleitor também terá que pagar multa de R$ 3,51 por turno. O valor poderá ser pago pelo autoatendimento no site do TSE, pelo aplicativo e-Título ou no cartório eleitoral, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), do Pix ou de cartão de crédito.
Até a quitação da pendência, o eleitor permanecerá com o título eleitoral em situação irregular e impedido de emitir ou renovar carteira de identidade e passaporte, tomar posse em concurso público ou renovar matrícula em instituições de ensino público, receber vencimentos ou proventos em empregos públicos.
O título eleitoral é cancelado em caso de ausência sem justificativa e regularização em turnos consecutivos.
Chega ao fim a partir das 17h deste domingo (4), em horário de Brasília, a votação dos cidadãos brasileiros para o 1º turno das eleições gerais de 2026. A partir deste horário, os portões dos colégios e sessões eleitorais são fechados e os agentes públicos dão início à apuração dos votos em cada urna.
A regra está prevista na Resolução-TSE nº 23.751/2026, que estabelece normas para os atos gerais do processo eleitoral deste ano. A norma define procedimentos para votação, apuração, totalização e diplomação das pessoas eleitas, além dos horários de início e término da votação, que são padronizados em todo o território nacional.
Ainda segundo a legislação, os eleitores que já estiverem dentro dos colégios eleitorais no horário das 17h têm o direito de votar garantido.
Eleitoras e eleitores poderão acompanhar a totalização em tempo real pelo Sistema Resultados, disponível para celulares Android e iOS. A plataforma também pode ser acessada por computadores.
A divulgação dos resultados para governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital será feita conforme cada unidade da Federação, incluindo-se os votos brancos, os nulos e as abstenções. Já a eleição para presidente da República, a divulgação começa às 17h, no horário de Brasília, para todo o país e também para eleitores no exterior.
Os dados serão atualizados à medida que os Boletins de Urna (BUs) forem recebidos e processados pela Justiça Eleitoral.
APURAÇÃO E TOTALIZAÇÃO
Conforme boletim oficial do TSE, a apuração é feita individualmente por cada urna eletrônica. Encerrada a votação, cada equipamento contabiliza os votos registrados naquela seção eleitoral e gera o respectivo Boletim de Urna (BU).
A totalização é a etapa seguinte. Nela, as apurações geradas pelas urnas de todo o país e do exterior são reunidas e somadas, gerando as totalizações, que são os resultados da eleição.
Por isso, após as 17h, com o encerramento da votação, os dados apurados dos Boletins de Urna começam a ser transmitidos para os centros de processamento de dados da Justiça Eleitoral. Essas apurações são divulgadas à medida que esses boletins são recebidos pela Justiça Eleitoral.
Não é apenas o Brasil que irá decidir seus representantes para o próximo ciclo político. Neste domingo (4), 5.043.154 eleitores paraguaios estão aptos a ir às urnas para eleger os prefeitos e vereadores dos 263 municípios do país. Os candidatos que vencerem as eleições assumirão o mandato pelos próximos cinco anos, cobrindo o período de 2026 a 2031.
O Tribunal Superior de Justiça Eleitoral do Paraguai (TSJE) concluiu no sábado (3) a distribuição de 14.711 kits eleitorais e 17.992 urnas eletrônicas em todo o território nacional. Das urnas distribuídas, 14.711 foram destinadas às seções eleitorais, 2.094 para contingências e 1.187 para treinamento. “Todo o aparato estatal está mobilizado para garantir que os cidadãos possam votar com segurança. Essa é a mensagem que queremos transmitir: oferecer um processo eleitoral pacífico, limpo, claro e transparente”, declarou o presidente do TSJE ministro Bogarín González. A votação ocorrerá em 1.187 locais de votação e 14.711 seções eleitorais.
As eleições municipais ocorrerão das 7h às 17h, com início das apurações imediatamente após o encerramento das urnas e previsão de finalização das apurações às 20h. Os resultados preliminares poderão ser acompanhados em tempo real pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral do Paraguai. Segundo o TSJE, o sistema de transmissão prévia possui uma margem de variação inferior a 1% em relação à contagem definitiva realizada pelos Tribunais Eleitorais.
O Brasil tem 1,6 milhão de eleitores de 16 e 17 anos cadastrados para as eleições de 2026, cerca de 500 mil a menos do que em 2022, quando o número chegou a 2,1 milhões. A redução é de 22,8%, enquanto o eleitorado brasileiro, no total, continuou crescendo.
A queda entre os adolescentes supera a redução da população nessa faixa etária. Segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de brasileiros de 16 e 17 anos diminuiu 5,6% desde 2022.
Considerando apenas os eleitores registrados no Brasil, a proporção também caiu. Em 2022, havia aproximadamente 34 jovens com título para cada 100 habitantes de 16 e 17 anos. Em 2026, são cerca de 28.
NÚMERO HAVIA CRESCIDO EM 2022
Em 2018, o eleitorado de 16 e 17 anos era de aproximadamente 1,4 milhão. Quatro anos depois, o número ultrapassou 2,1 milhões, crescimento de 51,1%.
A eleição de 2022 foi acompanhada por campanhas de incentivo ao alistamento eleitoral, ações nas redes sociais e pela Semana do Jovem Eleitor. Na época, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atribuiu parte do aumento às iniciativas de mobilização.
Para 2026, o TSE voltou a promover ações voltadas ao público jovem, inclusive em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O número de eleitores de 16 e 17 anos, no entanto, voltou a cair.
VOTO É FACULTATIVO
O voto é facultativo para adolescentes de 16 e 17 anos. Por isso, o alistamento eleitoral depende da decisão do próprio jovem e de fatores como mobilização, ambiente familiar e escolar e percepção sobre a importância da participação eleitoral.
Uma pesquisa Datafolha realizada em agosto apontou que 48% dos eleitores de 16 a 24 anos afirmaram que votariam caso o voto não fosse obrigatório. Entre os eleitores com 60 anos ou mais, o índice foi de 61%. No conjunto do eleitorado, 56% disseram que iriam às urnas mesmo sem obrigatoriedade.
Apesar da redução no número de adolescentes com título, a participação desse grupo nas eleições de 2022 foi superior à dos eleitores com 70 anos ou mais. No primeiro turno daquele ano, 82,9% dos eleitores de 16 e 17 anos compareceram às urnas, contra 41,1% dos eleitores com 70 anos ou mais.
ELEITORADO MAIS VELHO CRESCE
Desde 2022, o número de eleitores com 70 anos ou mais aumentou em aproximadamente 2,4 milhões, chegando a 17,3 milhões em 2026.
A participação desse grupo no eleitorado também cresceu. Em 2010, os eleitores com 70 anos ou mais representavam 6,9% do cadastro eleitoral. Atualmente, correspondem a 10,9%.
Apesar da maior taxa de comparecimento entre os adolescentes em 2022, o tamanho do eleitorado mais velho fez com que o número absoluto de votantes fosse maior. Naquele primeiro turno, 6,13 milhões de eleitores com 70 anos ou mais compareceram às urnas, ante 1,75 milhão de jovens de 16 e 17 anos.
A desaprovação do trabalho do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a 57%, entre eleitores que dizem ter alguma informação sobre ele. Já a aprovação do ministro André Mendonça está na faixa de 50%, também entre os que afirmam conhecê-lo.
Os números foram divulgados nesta quinta-feira (17) por meio da pesquisa PoderData/Aya. O levantamento fez alguns questionamentos sobre a atuação do STF como um todo e dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça em particular.
Confira as impressões dos brasileiros sobre a atuação dos dois ministros do STF:
Alexandre de Moraes
Aprova - 33%
Desaprova - 57%
Não sabe - 11%
Conhece bem - 63%
Conhece de ouvir falar - 29%
Não conhece - 8%
André Mendonça
Aprova - 50%
Desaprova - 36%
Não sabe - 14%
Conhece bem - 47%
Conhece de ouvir falar - 35%
Não conhece - 19%
A PoderData/Aya também questionou os seus entrevistados sobre a aprovação do trabalho do Supremo Tribunal Federal como um todo. Veja o resultado abaixo:
Desaprova o STF - 53%
Aprova o STF - 30%
Não sabe - 17%
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos próprios. O levantamento teve parceria de divulgação com o Aya Bancah. Os dados foram coletados de 13 a 16 de setembro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos.
Foram 3.000 entrevistas em 623 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-00360/2026.
Pesquisa Quaest aponta que 57% dos eleitores consideram que a ausência de candidatos em debates "não afeta a decisão de voto." Por outro lado, 37% afirmam que pretendem "votar menos" em candidatos que faltam a esses debates.
Segundo o levantamento, outros 3% dos entrevistados disseram que pretendem "votar mais" em candidatos que faltam, e 3% não souberam ou não quiseram responder.
As ausências afetam principalmente os eleitores "independentes", que não se definem nem à esquerda nem à direita e são considerados um setor-chave para a disputa presidencial deste ano, segundo o levantamento.
A pesquisa foi encomendada pela Globo e realizada entre 30 de agosto e 1º de setembro, com mais de dois mil entrevistas em todo o país. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-07065/2026, e a margem de erro geral é de 2 pontos percentuais.
O presidente Lula (PT) é um líder mais forte, mais sensível, que se preocupa com as pessoas, além de ser competente e sincero. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é visto como menos radical que Lula e mais honesto que o presidente.
Em resumo, essas foram algumas opiniões dadas pelos entrevistados da pesquisa Quaest, em uma rodada de questionamentos sobre características pessoas e atributos dos dois candidatos. A Quaest apresentou diversas características e perguntou se os entrevistados concordavam ou discordavam se o atributo cabia a cada um dos candidatos.
Um desses atributos apresentados foi a honestidade. Neste quesito, 23% concordam que Lula possui esse atributo e 69% discordam. Sobre Flávio Bolsonaro, 26% acham que o senador é honesto e 62% discordam.
O quesito em que o presidente Lula teve o maior índice de concordância a seu favor foi sobre a força como líder. Um total de 51% concordaram que Lula é um líder forte, contra 42% que enxergaram essa característica em Flávio Bolsonaro.
Confira abaixo como os entrevistados da Quaest enxergaram os dois principais candidatos da corrida presidencial deste ano:
É um líder forte?
Lula
Concorda: 51%
Discorda: 46%
Não concorda nem discorda: 1%
Não sabem/não responderam: 2%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 42%
Não concorda nem discorda: 2%
Discorda: 49%
Não sabem/não responderam: 7%
É radical?
Lula
Concorda: 46%
Discorda: 46%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 6%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 45%
Discorda: 44%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 9%
É sensível?
Lula
Concorda: 45%
Discorda: 50%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 3%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 32%
Discorda: 59%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 7%
Tem princípios?
Lula
Concorda: 42%
Discorda: 53%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 3%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 41%
Discorda: 50%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 7%
Se preocupa com as pessoas?
Lula
Concorda: 42%
Discorda: 53%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 3%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 31%
Discorda: 60%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 7%
É competente?
Lula
Concorda: 41%
Discorda: 53%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 3%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 37%
Discorda: 52%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 8%
É sincero?
Lula
Concorda: 27%
Discorda: 67%
Não concorda nem discorda: 2%
Não sabem/não responderam: 4%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 25%
Discorda: 64%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 8%
É honesto?
Lula
Concorda: 23%
Discorda: 69%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 5%
Flávio Bolsonaro
Concorda: 26%
Discorda: 62%
Não concorda nem discorda: 3%
Não sabem/não responderam: 9%
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A primeira pesquisa PoderData de 2026 mostra a ampliação de um quadro desfavorável para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na avaliação da população brasileira tanto sobre seu governo quanto na sua atuação pessoal. O levantamento divulgado nesta quarta-feira (28) revela que aumentou a distância entre a desaprovação e a aprovação do presidente.
Segundo o PoderData, a desaprovação do presidente Lula, que era de 56% no final de dezembro, chegou a 57% agora em janeiro. Já a aprovação do desempenho pessoal do presidente caiu de 35% no mês passado para 34% neste final de janeiro de 2026.
Pelos dados da nova pesquisa, a diferença entre a desaprovação e a aprovação da atuação pessoal do presidente Lula, que era de 19% no final de dezembro, subiu para 23% agora no primeiro mês de 2026. O pior resultado de Lula segue sendo o mês de maio do ano passado, quando a diferença entre desaprovação e aprovação alcançou 28%.
A avaliação que os eleitores fazem do líder petista é pior do que a que fazem do governo Lula como um todo. O levantamento apurou que 53% desaprovam a gestão Lula, enquanto 41% aprovam. A diferença, que era de 10% em dezembro, subiu para 12% agora em janeiro.
Entre os grupos que avaliam de forma positiva o desempenho pessoal de Lula estão as mulheres (35%), pessoas de 16 a 24 anos (41%), moradores da região Nordeste (46%), os que cursaram o ensino fundamental (39%) e os com renda familiar de 2 a 5 salários mínimos (38%).
Já em meio aos que mais desaprovam o líder petista estão principalmente os homens (59%), pessoas de 25 a 44 anos (60%), moradores do Centro-Oeste (69%), os que cursaram o ensino médio completo (63%) e os com renda familiar maior que 5 salários mínimos (69%).
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 24 a 26 de janeiro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos.
Foram 2.500 entrevistas em 111 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.
Os eleitores não poderão ser presos a partir desta terça-feira (22). A proibição está na legislação eleitoral e é aplicada cinco dias antes do segundo turno das eleições, que será realizado no próximo domingo (27).
A regra exclui prisões em flagrante ou casos de prisões determinadas a partir de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto. A restrição seguirá válida até 29 de outubro, dois dias após a votação.
Na Bahia, apenas o município de Camaçari terá segundo turno, que servirá para a população local escolher entre os candidatos à prefeitura Luiz Cateano (PT) e Flávio Matos (União).
No próximo domingo, 33,9 milhões de eleitores de 15 capitais e 36 municípios que voltam às urnas para eleger os prefeitos que disputam os cargos. Não há segundo turno para a disputa ao cargo de vereador.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) celebraram um termo de cooperação técnica para assegurar o direito ao voto de presas e presos provisórios, bem como de adolescentes internados em unidades socioeducativas em todo o estado. O termo foi assinado pelo procurador-geral de Justiça, Pedro Maia, e pelo presidente do TRE-BA, desembargador Abelardo Paulo da Matta Neto.
O acordo permanece em vigor até a conclusão das eleições municipais de 2024, incluindo eventuais segundo turnos. Coordenador do Núcleo Eleitoral do MP (Nuel), o promotor de Justiça Millen Castro destacou a relevância do termo. “A iniciativa demonstra que o sistema de Justiça vem trabalhando para garantir a participação democrática de todos, inclusive daqueles que estão provisoriamente com a liberdade restringida, inclusive com a criação de seções eleitorais provisórias para tanto”, destacou.
O acordo beneficia presas e presos provisórios, além de adolescentes internados com idade entre 16 e 21 anos, conforme estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Ministério Público da Bahia terá a responsabilidade de acompanhar os mutirões para emissão de documentos de identificação, monitorar os trabalhos da Justiça Eleitoral relacionados ao alistamento, revisão e transferências eleitorais nos estabelecimentos penais e unidades de internação, e supervisionar a veiculação da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, garantindo o acesso das eleitoras e eleitores em situação de custódia.
O promotor de Justiça Edmundo Reis, coordenador da Unidade de Execução e Monitoramento da Pena (Umep), destacou o impacto positivo para a reintegração social dos presos provisórios. "Este acordo representa um passo importante para a manutenção da cidadania e universalização do voto. Apesar de garantido pela Constituição Federal de 1988, o direito ao voto dos presos provisórios só foi efetivamente exercido a partir de 2010, quando o TSE regulamentou a instalação de urnas em presídios e unidades de internação. Esta ação é essencial para assegurar que indivíduos tecnicamente inocentes, cujos processos ainda estão em fase de formação de culpa, possam exercer seus direitos políticos”, ressaltou o promotor.
A promotora de Justiça Ana Emanuela Rossi Meira, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Criança e do Adolescente (Caoca), reforçou que garantir o direito ao voto para adolescentes e jovens em cumprimento de medida socioeducativa em meio fechado é fundamental para o fortalecimento do regime democrático e para a concretização do princípio da proteção integral do público infantojuvenil.
“A participação no processo eleitoral propicia que o adolescente desenvolva seu senso crítico, exercite a cidadania, sentindo-se, inclusive, parte da vida em sociedade, assegurando o cumprimento de um dos objetivos da intervenção sociopedagógica que está em curso, qual seja, da integração e garantia de seus direitos individuais e sociais, bem como dos princípios da não discriminação e do fortalecimento dos vínculos comunitários, trazendo, enfim, inúmeros benefícios para a construção do seu projeto de vida e para a própria sociedade”, destacou a promotora.
Dados apresentados nesta quinta-feira (25) pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), revelam que o estado possui 11.034.100 eleitores aptos a votar nas eleições do dia 6 de outubro, nos 417 municípios. A Bahia conta com 9.312 locais de votação, entre as 199 zonas eleitorais e 36.847 seções.
A maioria destes cidadãos são mulheres: 5.927.765. Os homens são 5.363.087 e um outro número trazido pelo TRE-BA, indica que 2.090 dos eleitores são pessoas transgênero. Até as eleições de 2022, 2.694 pessoas votaram com o nome social.
No recorte de idade, destaque para o eleitorado jovem. Hoje, segundo o TRE-BA, 122.664 têm entre 16 e 17 anos e deverão participar da sua primeira eleição este ano.
Quanto à etnia, 9.414 eleitores se identificam como quilombolas e outros 3.653 como indígenas.
O TRE-BA também contabiliza os eleitores aptos a votar que possuem alguma deficiência, estes são 69.170 cidadãos.
O Conselho Estadual de Cultura está com o cadastro aberto até o próximo dia 1º de junho para eleitores e candidatos ao processo eleitoral de escolha de representantes envolvidos no fazer cultural da Bahia. Os escolhidos mediante votação irão compor o quadro de membros do órgão.
Para se inscrever no cadastro o interessado deverá preencher um formulário online (disponível aqui), declarar qual o seu território ou segmento cultural e seu interesse em registrar sua candidatura, representando um território e/ou segmento cultural e manifestação cultural.
O pleito vai eleger dez membros titulares e dez suplentes. Cada categoria vai contar com integrantes dos territórios culturais e de segmentos culturais e processos do fazer cultural do estado.
O resultado da primeira análise dos cadastros de eleitores e de registro de candidatos será divulgado no site da Secretaria de Cultura. As inscrições de eleitores e candidatos que forem indeferidas poderão ser contestadas junto à comissão eleitoral.
A lista de categorias e territórios que poderão ter candidatos nesta eleição está disponível no site. Os representantes eleitos vão executar mandatos de quatro anos (2020-2023).
Indignada pelas declarações do presidente Jair Bolsonaro, que na última terça-feira (24) minimizou a gravidade do coronavírus em pronunciamento oficial (clique aqui e relembre), a chef de cozinha e jurada do Masterchef Brasil, Paola Carosella, fez duras críticas e foi hostilizada pelos apoiadores do político.
"Fora miliciano genocida. Fora", publicou a cozinheira. Ofendidos com a mensagem eleitores de Bolsonaro criticaram a declaração e atacaram a chef argentina. "Você não tem o direito de dizer isso, me desrespeita, desrespeita a democracia brasileira, desrespeita os milhões de brasileiros que o elegeram e desrespeita o público que lhe aceitou como brasileira genuína e fez você crescer como profissional que é. Às vezes devemos se calar", escreveu um seguidor. "Naldinho - se tem alguém que está faltando o respeito ao BRASIL- não sou eu. Te juro. Tem um cara lá, o tal do atleta- esse ta fazendo um estrago e tanto", retrucou a chef.
Naldinho - se tem alguém que está faltando o respeito ao BRASIL- não sou eu. Te juro. Tem um cara lá, o tal do atleta- esse ta fazendo um estrago e tanto. https://t.co/kvuHDNH91n
— Paola Carosella ?? (@PaolaCarosella) March 26, 2020
"Amada, fica calada. Nem brasileira você é... Te admiro pelo teu trabalho, mas nem sei onde você vota. Aqui temos um livrinho chamado Constituição, abraços", disse outro apoiador de Bolsonaro. Para a surpresa de alguns, Carosella rebateu a mensagem de uma forma inusitada: "Amado, fica calada tua bunda", disparou.
Fora miliciano genocida. Fora.
— Paola Carosella ?? (@PaolaCarosella) March 25, 2020
Apesar das críticas dos bolsonaristas, Paola Carosella também ganhou apoiadores, após sua manifestação contra os atos do presidente:
Não vai passar frio hoje a noite né Paola? Pois estará coberta de razão
— Hanna Oliveira (@ahannaolive) March 25, 2020
impeachment tb é um direito democrático sabia? Oq ela disse n desrespeita a democracia, pedir a volta da ditadura sim...
— votoria chata (@VVoloski) March 26, 2020
Não esperava outro posicionamento de ti Paolo. Parabéns pela opinião nesse momento de tanta gente sobre o muro. Você é foda!
— ???????? Augusto Emílio?????????? (@augustoemil) March 26, 2020
E a Paola fazendo mais pelo pais que o presidente como sempre, perfeita ?
— Maria paçoquinha (@miugraw) March 25, 2020
@PaolaCarosella, você é mais brasileira do que muitos brasileiros. Aliás, dá vergonha de ver tanta gente má e xenófoba te maltratando por estar do lado da humanidade. Obrigada por lutar conosco ?
— Juliana ???? (@juhvenus) March 26, 2020
O período de cadastro para participar das eleições do Conselho Municipal de Política Cultural (CPMC) de Salvador foi encerrado nesta semana. O pleito vai eleger os representantes da Sociedade Civil no CMPC para o Biênio 2017/2019. De acordo com a Fundação Gregório de Mattos, foram registradas 127 candidaturas e 1.323 eleitores. A eleição dos 30 membros acontece na próxima terça-feira (31) através do sistema online da entidade (clique aqui).
Órgão colegiado do Sistema Municipal de Cultura, o Conselho exerce funções consultivas, normativas, deliberativas e fiscalizadoras da política cultural admitida na capital baiana. As instruções para a votação serão encaminhadas por e-mail aos candidatos e eleitores que vão escolher seus representantes e suplentes de linguagens artísticas, segmentos culturais e territórios formados por cada uma das prefeituras-bairro de Salvador. Os interessados em esclarecer qualquer dúvida devem entrar em contato com o CMPC através do e-mail [email protected] ou do telefone 3202-7830.
Com o objetivo de renovar o quadro de representantes, o Conselho Municipal de Política Cultural abriu, até 10 de outubro, o cadastro para candidatos e eleitores participarem das eleições marcadas para o dia 17 de outubro. Para votar, artistas, produtores, pesquisadores, líderes e representantes dos territórios de Salvador precisam ser residentes na capital e maiores de 16 anos, já para se eleger, além de residir na cidade e atuar na área cultural há pelo menos três anos, é preciso ter idade mínima de 18 anos. Para se inscrever como eleitor ou candidato, o interessado deve fazer o cadastro pela internet (clique aqui). Serão eleitos representantes e suplentes dos segmentos culturais, como Culturas Identitárias e Inclusivas, Cultura Popular, Patrimônio Material e Imaterial, além das linguagens artísticas, bem como dos territórios formados pelos bairros de Salvador.
Nota de Repúdio a João do Morro
Durante esta semana, chegou ao conhecimento do Setorial de Mulheres do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, a denúncia sobre a composição de João Morro, referente à Presidenta da República, Dilma Rousseff.
Precisaremos nesta nota, relatar alguns trechos escritos, para que cheguem ao conhecimento do maior número de pessoas as atrocidades ditas, mesmo que nos agrida violentamente: "Eu votei 'num' cara pra ser o presidente, mas quem ganhou foi Dilma pra botar no c* da gente." "Meu Santo Antônio, urgentemente, arruma um macho pra ela pra Dilma parar de foder com a gente." "Quem votou em Dilma, tem que tomar no c*”.
Não podemos chamar de música, nem qualquer outra obra ligada à arte, algo que ofenda, constranja e exponha, viole direitos humanos e agrida verbalmente qualquer pessoa.
Quando um homem coloca a condição de felicidade (neste caso, de boa administração pública), condicionada a presença de um homem, ele não só tira a sua credibilidade quanto mulher (e gestora), como afirma que só sob a proteção de um homem, seremos felizes e eficazes.
João do Morro não faz ideia da transformação social que o país dele atravessa. “Em 2000, as mulheres comandavam 24,9% dos 44,8 milhões de domicílios particulares. Em 2010, essa proporção cresceu para 38,7% dos 57,3 milhões de domicílios – um aumento de 13,7 pontos percentuais” Via IBGE. Outro dado que precisamos reafirmar aqui, é que essas mulheres comumente são abandonadas pelos homens, pais dos seus filhos e se veem diante da imensa responsabilidade manter um lar. Mais um ponto para o governo petista, agora já nas mãos da Presidenta Dilma: as casas do Programa Minha Casa Minha Vida, agora ficam nos nomes das mulheres, facilitando assim, o empoderamento e o encerramento dos ciclos de violência, muitas vezes baseado no patrimônio.
Muito nos espanta que João do Morro, homem negro, que cresceu no Bairro recifense de Casa Amarela, não tenha conhecimento dos avanços proporcionados por esta gestão, bem como a gestão petista do ex prefeito João Paulo Lima e do ex prefeito João da Costa, que tanto lutaram para atender o bairro citado.
Assim, só podemos caracterizar o ocorrido de uma maneira: oportunismo. E aproveitamos o momento para lhe garantir: não silenciaremos diante da sua agressão direcionada à Presidenta Dilma, porque somas todas unidas em nome de uma causa. A luta contra a violência é nossa bandeira comum.
O referido cidadão, além de ofender moralmente às mulheres, incita o crime de estupro. A relativização da violência nos dirá que não, que é apenas uma forma de expressão, mas quando esta liberdade agride e propõe publicamente resposta em forma de violência, ela deve ser combatida.
Vimos através desta nota, defender o direito do povo ao protesto, seja ele contra o governo, seja ele contra a oposição. A voz das pessoas não pode e não será silenciada. O setorial de mulheres do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do estado de Pernambuco tem análises duras a este modelo de governo, as faz e em qualquer momento, impedirá qualquer membro de emitir opinião, de forma plural, democrática e que respeite os princípios do respeito e da construção popular.
Continuaremos de pé, enfrentando as raízes do patriarcado, pautadas no sistema capitalista, que prioriza as relações de poder de supremacia masculina. Não permitiremos que nossas atuações políticas estejam ligadas às nossas escolhas sexuais, tampouco que sejamos avaliadas por nossas relações pessoais. Toda forma de opressão será combatida.
Nosso inimigo tem nome. O machismo, que mata milhares de mulheres ao ano e coloca o Brasil em 5° lugar entre os países que mais agridem mulheres. Sabemos que incitações à violência da forma como esta foi apresentada, contribui para a normalização dos crimes contra a mulher e nos coloca como responsáveis pelas agressões que sofremos. Não somos. Não aceitaremos ser.
Convidamos o cidadão João do Morro a entender um pouco mais sobre um dos crimes que mais mata no mundo e repudiamos aquilo que ele chama de liberdade de expressão, a caracterizando como agressão.
As mulheres do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras seguirão na luta e dela não sairão.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.