Artigos
Cartografia da Erosão Eleitoral
Multimídia
“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
eleicao fifa
O atual presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, mantém a intenção de disputar um novo mandato à frente da entidade em 2027. A informação foi confirmada neste domingo (6) por um porta-voz da Fifa a veículos europeus, como a Sky Sports e o jornal francês L'Équipe.
Segundo o representante, não houve mudança nos planos anunciados anteriormente pelo dirigente italiano. “O presidente da Fifa anunciou em abril que concorreria à reeleição em 2027. É claro que nada mudou. O Sr. Infantino concorrerá à reeleição”, afirmou.
A confirmação ocorre em meio a uma série de questionamentos sobre a gestão de Infantino na reta final de seu terceiro mandato. O dirigente foi alvo de críticas principalmente pela relação próxima com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pela influência atribuída ao norte-americano durante a organização da Copa do Mundo de 2026.
Outro episódio que gerou tensão envolveu uma proposta de participação de investidores privados em competições da Fifa. A iniciativa foi rejeitada e chegou a provocar uma ameaça de boicote por parte da Uefa, principal confederação do futebol europeu, a torneios organizados pela entidade máxima do futebol mundial. A confederação posteriormente abandonou a possibilidade de boicote, mas segue fazendo críticas à condução de Infantino.
Infantino está atualmente em seu terceiro mandato. Caso seja reeleito, poderá cumprir um quarto e último período no cargo, de acordo com as regras da Fifa. A eleição presidencial está marcada para março de 2027. Os interessados em concorrer ao cargo, no entanto, precisam oficializar suas candidaturas até 18 de novembro deste ano.
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) se antecipou ao cenário eleitoral da Fifa e declarou apoio "de maneira unânime" a uma possível reeleição de Gianni Infantino para a presidência da entidade máxima do futebol mundial. O anúncio foi feito pelo presidente Alejandro Domínguez, em uma publicação no X, na última quinta-feira (9).
El Consejo de la CONMEBOL manifestó de manera unánime su respaldo a la gestión de Gianni Infantino al frente de la FIFA, ante una eventual postulación a la reelección para el período 2027–2031.
— Alejandro Domínguez (@agdws) April 9, 2026
Presidente, gracias por su compromiso permanente con el desarrollo del fútbol… pic.twitter.com/NQhDlx18BI
"O Conselho da CONMEBOL manifestou de maneira unânime seu respaldo à gestão de Gianni Infantino à frente da FIFA, ante uma eventual postulação à reeleição para o período 2027–2031. Presidente, obrigado por seu compromisso permanente com o desenvolvimento do futebol sul-americano e pelo liderança impulsionada a nível global", escreveu Domínguez.
Apesar de ainda não ter oficializado candidatura, o dirigente suíço-italiano é considerado favorito para disputar um quarto mandato consecutivo nas eleições previstas para 2027.
O posicionamento da Conmebol marca o primeiro respaldo público de uma confederação continental ao atual presidente da Fifa. A decisão foi tomada após reunião do Conselho da entidade sul-americana, que reúne dez federações, incluindo Brasil e Argentina.
Infantino é presidente da Fifa desde 2016, quando assumiu a função após o escândalo conhecido como "Fifagate". Desde então, foi reconduzido ao posto por aclamação nas eleições de 2019 e 2023.
O apoio ocorre em meio a articulações políticas no cenário do futebol internacional. O próprio Domínguez tem defendido a ampliação da Copa do Mundo de 2030, sugerindo o aumento de 48 para 64 seleções como forma de celebrar o centenário do torneio.
A proposta, no entanto, ainda não conta com o respaldo público de Infantino e enfrenta resistência de outras lideranças do futebol mundial.
A edição de 2030 terá jogos distribuídos em diferentes continentes. Paraguai, Uruguai e Argentina receberão partidas comemorativas, enquanto Espanha, Portugal e Marrocos serão os principais anfitriões do torneio.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (7) que a campanha de primeiro turno deste ano foi a menos organizada entre todas as que disputou desde 1989. A declaração foi dada a aliados, ao lado de Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da campanha de reeleição do petista.