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O polêmico projeto da Superliga Europeia chegou oficialmente ao seu capítulo final. Nesta quarta-feira (11), o Real Madrid anunciou a formalização de um entendimento com a Uefa e a Associação de Clubes de Futebol Europeus (EFC), encerrando as disputas judiciais e políticas que se arrastavam desde abril de 2021.
A decisão dos Merengues ocorre apenas quatro dias após o Barcelona — o penúltimo aliado do projeto — anunciar sua retirada. Com o Real Madrid isolado como o último remanescente, a diretoria madrilenha optou pela via diplomática, selando a paz com a entidade máxima do futebol europeu.
A Superliga nasceu como uma tentativa de 12 gigantes europeus (incluindo o "Big Six" inglês, o trio italiano e os três maiores da Espanha) de criar uma liga fechada e elitista, inspirada no modelo das franquias americanas como a NBA e a NFL. O objetivo era maximizar lucros e garantir confrontos diretos entre as marcas mais valiosas do esporte, contornando o controle da Uefa sobre a Champions League.
No entanto, o projeto sucumbiu a uma tríplice resistência. São elas:
- Institucional: ameaças de exclusão por parte da Fifa e Uefa.
- Esportiva: críticas sobre a falta de meritocracia e o fim da "zebra".
- Popular: protestos massivos de torcedores, especialmente na Inglaterra, que forçaram a debandada imediata de nove dos fundadores ainda em 2021.
O comunicado emitido pelo Real Madrid sinaliza que, em troca do abandono do projeto dissidente, o clube terá voz ativa nas reformas estruturais do futebol continental. O texto ressalta que o novo entendimento prioriza a sustentabilidade financeira e a modernização do espetáculo.
"A Uefa, os Clubes de Futebol Europeus (EFC) e o Real Madrid CF anunciaram um acordo sobre o bem do futebol europeu de clubes. Nos últimos meses de conversas mantidas em benefício do futebol europeu, a Uefa, os Clubes de Futebol Europeus (EFC) e o Real Madrid CF anunciaram que alcançaram um acordo de princípios para o bem do futebol europeu de clubes, respeitando o princípio do mérito esportivo e fazendo com que ele se tornasse mais forte na sustentação a longo prazo dos clubes e melhorasse a experiência dos torcedores através do uso de tecnologia. Este acordo de princípios também servirá para resolver suas disputas legais relacionadas à Superliga Europeia, uma vez que um acordo definitivo seja implementado", diz o comunicado.
Além do aspecto esportivo, o acordo possui uma função jurídica crucial. O processo que corria no Tribunal de Justiça da União Europeia, onde os clubes acusavam a Uefa de monopólio, deverá ser arquivado assim que a implementação definitiva do novo pacto ocorrer.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).