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Os profissionais de Educação Física do Brasil celebram, nesta terça-feira (1º), o dia em que a profissão foi regulamentada. Há 28 anos, a Lei Federal nº 9.696/1998 definiu que o exercício das atividades de Educação Física é prerrogativa dos profissionais regularmente registrados nos Conselhos Regionais de Educação Física. A mesma legislação também criou o Conselho Federal de Educação Física (Confef), responsável por regulamentar, orientar e fiscalizar o exercício profissional da categoria.
De lá para cá, o setor passou por mudanças que incluem novas formas de treinamento, uso de tecnologia e uma atenção cada vez maior às necessidades individuais dos alunos. Para celebrar a data e entender como essas transformações têm aparecido em Salvador, o BN Hall conversou com profissionais baianos que acompanham de perto a evolução da área.
o acompanhamento profissional é fundamental para tornar os treinos mais precisos e seguros, adaptando às necessidades de cada aluno. “Para a rotina do aluno, o impacto é prático e emocional. Ganha-se eficiência, segurança e, principalmente, consistência. Quando ele sente que está sendo acompanhado de verdade, a chance de manter o hábito e evoluir de forma sustentável aumenta muito”, afirmou à coluna social do Bahia Notícias.
Na atuação de Bethânia Costa, essa personalização ganha um recorte específico. Com atuação voltada ao treinamento feminino, ela acumula mais de duas décadas de experiência na área e destaca a importância de entender as particularidades de cada aluna para definir estratégias de acordo com seus objetivos e momento de vida. “Cada mulher chega com uma história e um objetivo diferente, seja estética, saúde, recuperação pós-parto ou qualidade de vida na maturidade. O ponto de partida é sempre a individualização, com escuta e adaptação constante”, explicou.
Além de ajudar a adequar o treinamento, a proximidade com o profissional pode contribuir para a regularidade dos exercícios, especialmente nos períodos em que manter a rotina se torna mais difícil. “Ter alguém acompanhando de perto ajuda a manter a constância nos dias difíceis, que são justamente os dias em que mais se constrói resultado. Treinar sozinho gera dúvidas, treinar acompanhado gera direção”, ressaltou Bethânia.
Essa visão mais ampla do aluno está no centro do trabalho do treinador e nutricionista Moa Brasil. Para ele, a atuação profissional precisa considerar não apenas o treinamento, mas também a alimentação, a rotina e as dificuldades encontradas no dia a dia. “Quando comecei a enxergar o aluno de uma maneira mais completa, olhando pra treinamento, alimentação, rotina, dificuldades e objetivos, meu trabalho mudou completamente. Foi aí que percebi que o resultado não vem apenas de uma ficha de treino bem montada”, afirmou.
NOVAS TÉCNICAS E TECNOLOGIAS
Essa busca por um atendimento mais individualizado também acompanha a chegada de novas metodologias e tecnologias ao setor. Localizada no bairro Caminho das Árvores, a Electric Body é a primeira academia especializada em eletroestimulação do Norte e Nordeste e utiliza impulsos elétricos para potencializar o treinamento.
Para Mateus, no entanto, a tecnologia não substitui o olhar profissional. Embora contribua para os resultados, o acompanhamento continua sendo fundamental para adequar os movimentos aos objetivos de cada aluno. “O profissional de Educação Física é o elo entre a ciência, a tecnologia e a vida real”, ressaltou.
Segundo o profissional, as metodologias de alta intensidade são uma alternativa para quem tem uma rotina mais apertada. A proposta é otimizar o tempo dedicado aos exercícios sem abrir mão dos benefícios da atividade. “Há liberação de endorfinas, serotonina e outros mediadores que influenciam positivamente o estado de espírito. A grande diferença é que conseguimos esse estímulo de forma mais eficiente em termos de tempo e com menor impacto articular”, explicou.
A transformação da área também passa pela forma como os profissionais se relacionam com o público. Com a popularização do conteúdo fitness nas redes sociais, Moa chama atenção para a necessidade de manter o foco no acompanhamento e na evolução dos alunos. “Hoje as redes sociais são importantes para qualquer profissional, mas eu sempre tive muito cuidado para não transformar o meu trabalho em apenas uma vitrine. Não adianta ter um perfil bonito, muitos seguidores e falar de resultado se, na prática, você não consegue entregar isso para as pessoas. Eu uso as redes para mostrar o meu trabalho, mas continuo colocando maior energia na evolução de cada aluno”, ressaltou.
Seja no treino convencional ou em formatos que incorporam novas tecnologias, a presença de um profissional qualificado continua sendo apontada como fundamental para orientar a prática e adequá-la às necessidades de cada aluno. Para Mateus, o setor deve avançar em soluções que conciliem eficiência e acompanhamento. “Acreditamos que o futuro não é necessariamente ‘mais horas na academia’, e sim treinos mais precisos, personalizados e integrados à rotina real de cada aluno”, concluiu.
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Um projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), na Assembleia Legislativa da Bahia, propôs que fosse opcional o registro no Conselho Regional de Educação Física (Cref) para o exercício de docência da educação física na Bahia. A proposição que, ainda será analisada pelas comissões e pelo plenário da AL-BA, antes de deve ser votada pelos parlamentares e, eventualmente, entrar em vigor.
Após a repercussão da matéria, o Conselho Regional de Educação Física da Bahia - 13ª Região (Cref) se pronunciou sobre a temática e indicou que profissionais qualificados sejam os responsáveis por orientar crianças que tem primeiros contatos com exercícios físicos nas escolas.
“É crucial que as crianças, ao terem o primeiro contato com a prática de exercícios físicos e atividades relacionadas à saúde, sejam orientadas por profissionais qualificados. Reforçamos que contamos com mais de 20 mil profissionais registrados em todo o estado, que se dedicam continuamente ao aprimoramento técnico e ao cumprimento das normas legais”, disse a entidade por meio de nota ao Bahia Notícias.
A organização explicou ainda que tem atuado em toda a Bahia para que somente profissionais de Educação Física formados e registrados ocupem os cargos de professor, principalmente nas escolas.
“Em todo o estado, o CREF13/BA tem trabalhado para assegurar que apenas profissionais de Educação Física formados e registrados ocupem esses espaços, especialmente nas escolas. No primeiro semestre de 2024, mais de 22 editais foram impugnados pela Justiça Federal, que reconhece nossa atuação conforme a lei”, afirmou o conselho.
Na justificativa do deputado, o PL citou que a legislação obrigava os docentes de educação física, tirando a autonomia dos professores. Além disso, o projeto diz que a obrigatoriedade gerou uma série de processos, os quais teriam desvalorizado a profissão.
“A Lei nº 9.696, de 1 de setembro de 1998, que regulamenta a Profissão de Educação Física, exige o registro e o pagamento da anuidade ao Conselho Regional como requisito para o exercício da profissão. Há uma aparente antinomia, ocasionando decisões judiciais que desfavorecem os professores de educação física que cumprem com os requisitos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, mas não estão registrados ou estão inadimplentes com a anuidade do conselho”, disse o documento.
“O objetivo de nossa proposta é facultar à professora e professor de Educação Física se filiar ou não ao Conselho Regional de Educação Física, visto que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional não prevê nenhuma obrigatoriedade de filiação a órgãos reguladores da profissão, e esse também é o entendimento do Conselho Nacional de Educação, garantindo, portanto, o exercício efetivo da docência. Esta é uma reivindicação da classe. É fundamental considerarmos o impacto financeiro dessa obrigatoriedade sobre os docentes que integram uma das categorias de menor remuneração no país”, afirmou Hilton Coelho.
A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) vai avaliar o Projeto de Lei Nº 25.486/2024, que torna dispensável a necessidade de registro no Conselho Regional de Educação Física (Cref) para o exercício de docência da educação física na Bahia. A proposta foi publicada nesta quarta-feira (28), no Diário Oficial da AL-BA.
Na justificativa, o PL, que tem como autor o deputado estadual Hilton Coelho (Psol), citou que a legislação obrigava os docentes de educação física, tirando a autonomia dos professores. Além disso, o projeto diz que a obrigatoriedade gerou uma série de processos, os quais teriam desvalorizado a profissão.
“A Lei nº 9.696, de 1 de setembro de 1998, que regulamenta a Profissão de Educação Física, exige o registro e o pagamento da anuidade ao Conselho Regional como requisito para o exercício da profissão. Há uma aparente antinomia, ocasionando decisões judiciais que desfavorecem os professores de educação física que cumprem com os requisitos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, mas não estão registrados ou estão inadimplentes com a anuidade do conselho”, disse o documento.
Hilton afirma que a intenção do PL é deixar o registro no Cref como algo opcional. Segundo a lei, para o exercício da docência na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, não é previsto a obrigatoriedade da filiação a nenhum órgão regulador, o que estaria se contrapondo aos professores de educação física.
“O objetivo de nossa proposta é facultar à professora e professor de Educação Física se filiar ou não ao Conselho Regional de Educação Física, visto que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional não prevê nenhuma obrigatoriedade de filiação a órgãos reguladores da profissão, e esse também é o entendimento do Conselho Nacional de Educação, garantindo, portanto, o exercício efetivo da docência. Esta é uma reivindicação da classe. É fundamental considerarmos o impacto financeiro dessa obrigatoriedade sobre os docentes que integram uma das categorias de menor remuneração no país”, afirmou Hilton Coelho.
CORREÇÃO
O Bahia Notícias publicou originalmente que a lei teria entrado em vigor após promulgação da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). No entanto, a informação estava incorreta. Na realidade, o deputado Hilton Coelho deu entrada no projeto de lei, que foi publicado no Diário Oficial do Legislativo nesta quarta (28). A matéria ainda precisa ser avaliada pelas comissões e pelo plenário da Assembleia, além de, eventualmente, aprovado pelos parlamentares antes de entrar em vigor. Pelo erro, pedimos desculpas. (Atualizado às 08h22 de 29/08/2024)
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Não se sabe quando isso foi dito, se realmente foi dito, em que contexto isso aconteceu".
Disse o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) ao rebater as informações divulgadas a partir da proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro e afirmou ser alvo de um “vazamento seletivo”.