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A produção mineral comercializada da Bahia movimentou R$ 8 bilhões entre janeiro e junho deste ano, um crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2025.
Os dados são da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), que atribui o desempenho à expansão do setor mineral no estado. No ano passado, a atividade já havia registrado crescimento de 32%, segundo a secretaria.
TERRAS RARAS
Até 30 de junho passado, a Bahia havia recebido quase 1,2 mil requerimentos de pesquisa relacionados a terras raras. Desse total, pouco mais de 1 mil estavam autorizados, 21 tinham direito de lavra e um contava com concessão, conforme levantamento da SDE.
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, João Carlos Oliveira, destacou o conhecimento geológico do território baiano e a atuação da Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM) como fatores que favorecem a expansão da atividade.
DESTAQUE NACIONAL
Conforme a SDE, a Bahia foi o terceiro maior produtor mineral do Brasil em 2025, com faturamento de R$ 13,4 bilhões. O estado produz 47 bens minerais diferentes e é o único produtor nacional de urânio, salgema e mármore travertino, conhecido comercialmente como Bege Bahia.
O estado também se destaca pela produção de granitos azuis e vanádio, sendo apontado como produtor exclusivo desses materiais em escala mundial e nas Américas, respectivamente.
Em 2025, a Bahia liderou a produção nacional de cromita, barita, berílio, magnesita, níquel, talco, diatomita e quartzo. Entre os principais produtos minerais comercializados no estado, o ouro respondeu por 42,63% do total, seguido pelo cobre, com 17,23%, pelo níquel, com 10%, e pelas rochas ornamentais, com 5,73%.
EMPREGOS
A pasta informou que atualmente, 489 empresas de mineração atuam em 210 municípios baianos, gerando cerca de 16 mil empregos diretos na indústria extrativa mineral.
De acordo com estudos do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), cada emprego direto no setor pode gerar outros 11 indiretos. Considerando as atividades extrativas e de transformação mineral, a mineração representa 12% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia.
O Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia registrou crescimento de 0,2% no terceiro trimestre deste ano ante mesmo período de 2022. Já de janeiro a setembro de 2023, o crescimento do PIB foi de 0,5%, comparado ao período do ano passado. A indústria baiana, porém apresentou queda de 4% no período. O PIB brasileiro no mesmo período cresceu 0,1%.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O órgão aponta que, na análise da série com ajuste sazonal, ou seja, 3º trimestre de 2023 contra o 2º trimestre de 2023, houve ligeira retração do PIB (-0,1%). Em valor corrente, o terceiro trimestre deste ano totalizou R$ 96,8 bilhões, sendo que R$ 83,8 bilhões são referentes ao Valor Adicionado (VA) e R$ 13 bilhões, aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. Com relação aos grandes setores econômicos, a Agropecuária apresentou Valor Adicionado de R$ 5,3 bilhões, a Indústria R$ 19,2 bilhões e os Serviços R$ 59,4 bilhões.
Para o ano de 2023, o PIB corrente equivale a R$ 322,4 bilhões, sendo R$ 287,1 bilhões de Valor Adicionado (VA) e R$ 35,3 bilhões de impostos. Para os setores econômicos, os valores acumulados em 2023 são: Agropecuária (R$ 30,1 bilhões), Indústria (R$ 74 bilhões), e Serviços (R$ 183 bilhões). O setor de agricultura registrou mais expansão, com taxa de 5%. Foram determinantes o aumento da produção de algodão, mandioca, milho e soja. A pecuária (bovinos) também influenciou na expansão do setor.
INDÚSTRIA
Em relação à indústria, a Bahia registrou queda de 4% no período, com todas as atividades apresentando resultados negativos ante mesmo trimestre do ano anterior. A baixa na indústria de transformação foi de -4,1%. O motivo seria a retração na produção dos segmentos de refino de petróleo, produtos químicos, celulose, borracha e plástico, minerais não-metálicos e metalurgia).
A queda na indústria extrativa foi de -17,2%; na construção civil, de -0,4%; na geração, distribuição e consumo de energia elétrica, gás e água, de -1,1%, em função da retração na produção de energia nas fontes hidrelétricas.
De janeiro a setembro, o setor industrial baiano acumulou retração de 3,2%. Os desempenhos negativos da indústria de transformação (-4,3%); da indústria extrativa mineral (-12,3%) e da construção civil (-0,8%). A única atividade do setor a registrar crescimento foi a geração, distribuição e consumo de energia elétrica, gás e água (+3,1%).
As exportações na Bahia tiveram baixa de 55,7% em abril ante mesmo mês do ano passado. A informação foi divulgada nesta terça-feira (16) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), a partir da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Segundo a SEI, impactaram na baixa a queda de preços, com a retração média de 14,3%, e a menor demanda mundial no quarto mês deste ano, o que fez os embarques em abril refluírem (-48,2%). Com isso no mês passado, as exportações baianas resultaram em 693,6 milhões de dólares.
No mesmo mês do ano passado, as exportações do estado chegaram a 1,56 bilhão de dólares, considerado o maior valor mensal histórico para as exportações estaduais. À época, o montante foi gerado no auge do aumento do consumo mundial pós-Covid e da guerra no leste europeu, o que fez que com que houvesse alta generalizada de preços em diversos produtos, sobretudo petróleo e grãos.
Já em abril último, derivados de petróleo, minerais e petroquímicos puxaram o desempenho negativo com recuos de 90%, 61%, 58%, respectivamente. Soja, pneumáticos e derivados de cacau conseguindo limitar uma queda ainda maior no resultado final. Ainda segundo a SEI, no acumulado dos quatro primeiros meses do ano as exportações baianas atingiram 3,25 bilhões de dólares, com recuo de 22% comparadas a igual período de 2022. Por setores de atividade, a indústria extrativa puxou a queda nas exportações no quadrimestre, com recuo de quase 30%, reflexo da redução do volume embarcado em 67,3%, principalmente de minérios.
A indústria de transformação teve o segundo pior desempenho com uma redução de 26% puxada por setores importantes da pauta como o de refino (-38,8%) e petroquímicos (-30,6%). O setor só não foi pior, devido ao desempenho positivo da celulose e de pneumáticos, que tiveram variação positiva de 19,7% e 29,8% respectivamente, sempre comparado a igual período do ano passado.
IMPORTAÇÕES
No caso das importações, as atividades cresceram 5,2% em abril alcançando 897,1 milhões de dólares. Esse incremento deve-se ao aumento no volume das compras de combustíveis que resultaram em um aumento das despesas em 532,5% no comparativo interanual. As demais categorias tiveram redução, sendo a maior delas a de bens intermediários em 34,4%.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.