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Dezoito nomes ligados a bancos, gestoras, corretoras e empresas de investimentos já destinaram R$ 11,84 milhões a campanhas eleitorais em 2026. O valor corresponde a 13,9% dos R$ 85,36 milhões doados pelos 100 maiores doadores pessoas físicas registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo levantamento do BP Money.
Entre os financiadores estão executivos, empresários, herdeiros de instituições financeiras e ex-dirigentes de bancos. A lista inclui o ex-presidente do Banco Central (BC) Armínio Fraga, que doou R$ 750 mil, e Ricardo Lacerda, fundador e CEO do BR Partners, responsável por R$ 1 milhão. O maior valor entre os integrantes do mercado financeiro foi destinado por Hélio Seibel. Fundador da HS Investimentos e dono do Grupo Ligna, ele repassou R$ 1,12 milhão às campanhas.
Também aparecem Ricardo Annes Guimarães, controlador e vice-presidente do conselho do Banco BMG, com R$ 950 mil; Beatriz Sawaya Botelho Bracher, filha de Fernão Bracher, fundador do BBA, com R$ 905 mil; e Carlos Geo Quick, ex-controlador do Banco Neon, que doou R$ 900 mil.
Quick está entre os nomes de maior destaque do levantamento por responder a uma ação penal na Justiça Federal relacionada a supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O Banco Neon foi liquidado pelo Banco Central (BC) em 2018. A lista também reúne integrantes de famílias tradicionais do setor bancário.
Três nomes ligados ao Itaú somam R$ 2,01 milhões: Beatriz Bracher, Teresa Cristina Botelho Bracher, casada com o ex-CEO do Itaú Unibanco Candido Bracher, e Walter Moreira Salles Junior, herdeiro do bloco de controle do banco. Gestores e empresários ligados a casas independentes de investimento também aparecem entre os maiores financiadores. Hélio Seibel, Haakon Lorentzen, Manuela Kayath, Richard Ionescu e Juliano Custódio, juntos, destinaram R$ 3,22 milhões.
No total, o ranking dos 100 maiores doadores reúne R$ 85,36 milhões, de um montante de R$ 313,09 milhões registrado em doações de pessoas físicas no momento do levantamento. Pela legislação eleitoral, empresas não podem financiar diretamente campanhas. As contribuições privadas são feitas por pessoas físicas e estão sujeitas ao limite de 10% dos rendimentos brutos obtidos pelo doador no ano anterior à eleição.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao encaminhar um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.