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A 2ª Turma da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) converteu, pela primeira vez, no âmbito do judiciário baiano, um processo de estupro de vulnerável em diligência. O objetivo é ouvir a vítima em depoimento especial.
A desembargadora Soraya Moradillo foi a responsável pelo pedido de questão de ordem. O ato foi decidido na sessão de julgamento do dia 18 de julho, e conduzido pelo presidente do colegiado, desembargador Abelardo Matta.
Durante a sessão, Moradillo destacou a importância da Lei 13.431/2017 – Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – na garantia dos direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência. Ao justificar a necessidade de conversão do processo, a magistrada apontou a existência de sutilezas nos autos.
“Considerando que neste processo se discute a menor vítima ter fantasiado a conduta do apelante e não ter sido ela, à época, ouvida em escuta especializada, existindo nestes autos nuances que só um depoimento especializado pode captar, sugiro que se converta o feito em diligência para ouvir a vítima em depoimento especial”, avaliou a desembargadora.
Após a submissão da ordem ao colegiado, será feita a deliberação da oitiva da vítima em data a ser fixada pelo relator.
As deputadas petistas Benedita da Silva e Erika Kokay apresentaram à Comissão de Cultura da Câmara, nesta terça-feira (8), um pedido de diligência “a fim de averiguar as condições estruturais da nova sede, bem como as de preservação e conservação integral de todo acervo histórico" da Fundação Palmares.
De acordo com informações da coluna de Lauro Jardim, em O Globo, a preocupação se dá com a mudança da instituição para o antigo prédio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília. O local, segundo as parlamentares, tem "infiltrações e avarias as mais diversas".
As deputadas apontam ainda que "todo o acervo documental museológico, documental e arquivístico está encaixotado - correndo grave risco de deterioração pela forma criminosa com que é tratado pela direção do órgão".
Após o presidente da Palmares, Sérgio Camargo, se recusar a participar de audiência pública sobre a crise institucional da fundação, na segunda-feira (7), Benedita, que é presidente da Comissão, fez duras críticas à atuação dele à frente da Palmares.
"Não me sento à mesa para dialogar com pretos racistas. Benedita da Silva me chama de capitão do mato a mando do Bolsonaro. Vá procurar sua turma. Não existe crise institucional na Palmares", postou Camargo, sobre a ausência.
Segundo a Folha de S. Paulo, Benedita, por sua vez, afirmou que "estamos vivendo uma trágica alteração do papel das instituições públicas e também do papel dos gestores". "Estamos pedindo que o senhor Sérgio Camargo não destrua aquilo que ele nunca deu uma contribuição para que existisse", pontuou a deputada, citando os “inúmeros agravos e denúncias em relação à Fundação Cultural Palmares —da saída de diretores, perda de estrutura e da paralisia em políticas públicas da valorização, da promoção e fomento da cultura afro-brasileira”.
Na ocasião, Benedita iformou ao O Globo que apresentaria um requerimento para convocar o ministro do Turismo, Gilson Machado, para dar explicações sobre a condução do trabalho de Camargo. Isto porque a fundação é subordinada ao ministério, e o gestor não pode ser convocado.
Na mais recente polêmica de Camargo, que já classificou o movimento negro como “escória maldita”, ele prometeu excluir obras sobre o escritor e guerrilheiro comunista baiano Carlos Marighella (1911-1969) e do revolucionário marxista Che Guevara do acervo da instituição (saiba mais).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Nós nunca fomos atrás da Lei Daniel Vorcaro para financiar nenhum artista brasileiro. E ainda vai aparecer muito mais coisa porque nós estamos convencidos de que o período da mentira, das ofensas, da violência e da incivilidade precisa acabar no nosso país".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao afirmar que “ainda vai aparecer muito mais coisa” ao comentar o caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso pela Polícia Federal (PF).