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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

dft

Demência que acomete Kubrusly pode atingir adultos a partir dos 45 anos; Caps oferece tratamento na Bahia
Foto: Pexels

Mudanças no comportamento e personalidade ou apatia são alguns dos “sintomas precoces” que alertam para a demência frontotemporal, (DFT). A doença neurológica ganhou mais atenção da população, após acometer o jornalista Maurício Kubrusly, que hoje vive no sul da Bahia com a esposa, Beatriz Goulart, após ser diagnosticado com a enfermidade. 

 

A doença que é degenerativa, seria uma das principais responsáveis por casos de demências e outras enfermidades do tipo. De acordo com a médica neurologista Roberta Kauark, a demência frontotemporal atinge de maneira geral pessoas com idade média entre 45 e 65 anos. 

 

“A demência frontotemporal é uma doença degenerativa que é a segunda mais comum em pacientes mais jovens, ou seja, com menos de 65 anos, que é habitualmente a idade que a gente começa a ver as eminências se instalarem. Essa enfermidade perde somente para Doença de Alzheimer”, explica.

 

Diferentemente do Alzheimer, a DFT impacta em parte a perda da memória. Segundo a especialista, a demência causa ainda a perda progressiva da memória e de outras funções cerebrais, além de limitar o paciente a executar atividades cotidianas. 

 

“Essa demência vai evoluindo igual às outras. Ela vai pegando as funções, pegando a memória e as funções executivas, que é a capacidade do paciente planejar as coisas que vai fazer e aí vai limitando a funcionalidade do indivíduo. Eles vão desaprendendo a comer, tomar banho, urinar e vão necessitar cada vez maior de cuidados. Esses pacientes em alguns casos ficam acamados e muitas vezes acabam falecendo por complicações dessa doença”, explicou. 

 

Além de alterações no comportamento, outros sintomas estão relacionados a linguagem e forma de falar. Por ser uma doença de caráter mental não existe um teste específico para isso, mas sim alguns critérios e avaliações que são feitas para detectar a enfermidade, conforme explicou a médica. Dentre elas estão a avaliação das habilidades mentais, exames de sangue e exames cerebrais. 

 

“A gente sempre vai fazer um diagnóstico de provável ou possível. A gente tem os critérios centrais que utilizamos em torno dessas características que o paciente apresenta”, disse. 

 

TRATAMENTOS 

Assim como as outras demências, a DFT também não possui cura. Porém existem formas de controlar os sintomas, de tratar a enfermidade e acompanhar os pacientes. De acordo com o médico psiquiatra e professor de medicina da Faculdade de Zarns Salvador, Lucas Alves, o tratamento pode ter remédios antidepressivos, além de terapias e acompanhamento de profissionais de diferentes áreas da saúde.  

 

“O  tratamento é individualizado com remédios antidepressivos, antipsicótico e terapia multiprofissional. É uma das doenças que mais demandam terapia multinacional de psicólogos, assistentes sociais. Além de profissionais da área de saúde mental, tem profissionais que atuam também nessa parte de Neurologia, além de três áreas médicas que comumente atuam desse tratamento como a geriatria, quando ocorre em idosos”, detalha.

 

Na Bahia, os pacientes com DFT são acompanhados e tratados nos centros de Atenção Psicossocial (Caps), segundo informou a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). 

 

“Os tratamentos destes agravos são realizados nos centros de Atenção Psicossocial (Caps), que são estruturas mantidas pelas secretarias municipais de Saúde. O tratamento é realizado na atenção primária por clínico e/ou geriatra”, disse a Sesab ao Bahia Notícias. 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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