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desvio de armas
Um militar do Exército foi apontado como responsável por liderar um suposto esquema de desvio de armamentos e munições das forças armadas para abastecer organizações criminosas. A investigação conjunta entre a Polícia Civil (PC-BA) e o Ministério Público da Bahia (MP-BA) foi revelada neste domingo (13), pelo Fantástico, da TV Globo. Segundo os investigadores, o cabo Deivison dos Santos Ferreira, lotado no 6º Batalhão de Polícia do Exército, em Salvador, seria o responsável pelas negociações com integrantes do tráfico de drogas.
A reportagem indica que as evidências foram encontradas em abril deste ano, após uma operação que desmontou um laboratório de drogas e armazenamento de armas em Itapuã. No local, foram apreendidos celulares onde os investigadores localizaram conversas atribuídas ao militar oferecendo materiais de uso restrito e armamentos para criminosos.
O telefone que revelou a conexão pertencia a Gabriel Reis Oliveira, apontado pela polícia como responsável pela compra e revenda de armas e drogas para diferentes facções criminosas. Nas conversas, Gabriel e Deivison utilizavam apenas um emoji para se identificar nas conversas, porém o militar teria fornecido dados pessoais, como CPF e chave Pix, para receber pagamentos.
De acordo com a Polícia Civil (PC-BA), somente para esse grupo criminoso o cabo teria vendido cerca de 1.000 munições de fuzil dos calibres 5.56 e 7.62. Também há registros de negociações envolvendo granadas, embora a quantidade exata desviada ainda não tenha sido identificada.
Já em setembro, uma operação com a participação de 250 agentes teve como alvo o cabo Deivison dos Santos Ferreira, mas ele já estava preso desde o mês anterior por determinação da Justiça Militar.
Em nota ao Fantástico, o Comando da Sexta Região Militar informou que o militar está preso preventivamente em investigação relacionada ao desaparecimento de coletes balísticos. Segundo o Exército, ele permanecerá custodiado em unidade militar à disposição da Justiça.
Além de esclarecer a origem das armas e munições negociadas, os investigadores da Polícia Civil (PC-BA) buscam identificar possíveis participantes do esquema. Em diferentes conversas analisadas, o cabo faz referência a outras pessoas envolvidas no fornecimento de granadas e munições.
Em nota, os advogados do cabo Deivison afirmaram que ele nega todas as acusações e que, no momento oportuno, todos os fatos serão esclarecidos. A defesa disse ainda que trabalha para revogar as prisões.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao encaminhar um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.