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A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quarta-feira (30) que o deputado federal Nikolas Ferreira remova, no prazo de 24 horas, uma publicação em suas redes sociais que associava uma declaração do presidente Lula da Silva (PT) a crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A decisão liminar também proíbe o parlamentar de republicar o mesmo conteúdo ou mídias com teor idêntico.
Conforme informou o jornal O Globo, a determinação atendeu a uma representação da coligação "Brasil Pronto Pra Mais". A ação argumenta que o deputado retirou de contexto um discurso no qual o presidente abordava a conscientização sobre o câncer de próstata e a resistência de homens à realização de exames preventivos, atribuindo à fala uma conotação criminosa e infundada.
Em sua fundamentação, a relatora destacou que a publicação ultrapassou os limites da crítica e do debate político protegidos pela Constituição. Para a ministra, o conteúdo configurou uma manipulação discursiva capaz de induzir o público ao erro ao sugerir que o presidente estaria normalizando práticas de pedofilia.
"A desinformação eleitoral não se limita à mentira integralmente fabricada. A distorção também pode decorrer da maneira pela qual uma informação é apresentada", pontua a magistrada. A mesma apontou ainda o risco de dano ao processo eleitoral, considerando a elevada capacidade de difusão e o amplo alcance do perfil do parlamentar nas redes.
Além do mandado direcionado ao deputado, o TSE ordenou a notificação da rede social X para que cumpra a remoção no prazo estipulado, sob pena de multa. A liminar deverá ser submetida para referendo do plenário da Corte.
O influenciador Paulo Figueiredo publicou ao menos quatro ataques contra a Agência Pública e sua diretora executiva, Natalia Viana, nos últimos dez dias. As manifestações ocorreram após o veículo procurá-lo para obter posicionamento sobre duas reportagens.
Uma das matérias revelou que Figueiredo doou US$ 10 mil à deputada republicana Elvira Salazar, valor máximo permitido, cerca de um mês antes de a parlamentar apresentar um projeto para penalizar o ministro Alexandre de Moraes. A segunda reportagem, produzida em parceria com o ICL Notícias, analisou o padrão de vida e o estilo adotado por Figueiredo e pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Nas publicações, o influenciador utilizou o termo “agência puta” para se referir à Pública e direcionou ofensas à equipe e a Natalia Viana. Ele também enviou mensagens consideradas irônicas e agressivas à diretora. Eduardo Bolsonaro compartilhou uma das publicações de Figueiredo na rede social X, ampliando a repercussão dos ataques.
CONFIRA:
Como jornalista que se prostitui tem que ser tratado(a). O nome da meliente é Natália Viana, a modelo da foto. Uma desgraça para a profissão. pic.twitter.com/IF6fgpdhkf
— Paulo Figueiredo (8) (@pfigueiredo08) August 29, 2026
Segundo a Agência Pública, os episódios fazem parte de uma sequência anterior de ataques contra jornalistas da organização. Em abril de 2024, Eduardo Bolsonaro e aliados teriam promovido uma campanha de desinformação contra o veículo após uma reportagem sobre sua articulação por retaliações ao Brasil.
Na ocasião, Eduardo e Figueiredo acusaram a Pública de ser “a mídia de George Soros” e passaram a expor a repórter responsável pela publicação nas redes sociais.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a OpenAI, responsável pelo ChatGPT, deram um novo passo na cooperação para enfrentar a circulação de conteúdos enganosos durante o processo eleitoral. O acordo foi formalizado nesta quarta-feira (19), em Brasília, segundo o colunista Lauro Jardim, do portal O Globo.
A parceria coloca no centro da discussão o avanço das ferramentas de inteligência artificial e os desafios provocados pela produção de imagens, áudios e outros materiais digitais que podem ser utilizados para manipular informações. A empresa já fazia parte do programa permanente do TSE voltado ao combate à desinformação.
Com o memorando, a colaboração passa a incluir o compartilhamento de conhecimentos sobre IA generativa, integridade da informação e tecnologias digitais aplicadas às eleições. Um dos pontos previstos é a utilização de recursos capazes de verificar sinais de procedência em arquivos produzidos ou modificados por ferramentas da OpenAI.
A tecnologia poderá identificar credenciais digitais presentes em imagens e áudios, incluindo padrões como C2PA e SynthID. A iniciativa também prevê uma agenda técnica entre representantes da Corte e da empresa. Além disso, TSE e OpenAI deverão manter um canal direto para consultas e alinhamento de medidas relacionadas ao ambiente eleitoral.
A candidata ao Senado pela Bahia Professora Delliana Ricelli (PSol) afirmou que setores políticos podem atuar para dificultar sua eleição e criticou o que classificou como desinformação e “criminalização” da esquerda durante o processo eleitoral. Segundo Delliana, discursos contrários ao PSol muitas vezes são baseados em informações que, na avaliação dela, não correspondem às propostas defendidas pela legenda. A declaração foi cedida ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias (BN), nesta segunda-feira (17),
Ela citou como exemplo a afirmação de que a esquerda teria intenção de fechar igrejas. A candidata também defendeu que o partido mantenha suas posições durante o período eleitoral, sem alterar o discurso para conquistar votos. “A gente continua falando a verdade, aquilo que a gente defende durante todos os períodos”, afirmou.
Entre as pautas mencionadas estão políticas voltadas à população do campo, pessoas sem-terra, quilombolas e indígenas. Delliana também defendeu uma revisão da política de distribuição de terras no país, com críticas ao modelo que, segundo ela, teria favorecido a concentração fundiária e o monocultivo.
Durante a fala, a candidata afirmou ainda que seu eventual mandato seria voltado principalmente à parcela da população que considera estar à margem das decisões políticas. “O Brasil é um país de todos nós, e ele deve servir a maior parte da população, a toda a população”, declarou.
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Pérolas do Dia
Carlos Viana
"Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição".
Disse o senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) ao afirmar que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29).