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dengue hemorragica
A primeira-dama de Salvador, Rebeca Cardoso, fez um apelo ao governador Jerônimo Rodrigues para a atuação na regulação de pacientes com dengue hemorrágica no município de Uauá, no sertão baiano. Em um vídeo publicado em suas redes sociais neste sábado (2), a esposa do prefeito Bruno Reis relembrou suas origens no município e cobrou ação imediata do governo do estado para garantir atendimento aos munícipes.
“Governador, eu me chamo Rebeca. Estou aqui como cidadã. Sou filha de Uauá. Estou aqui porque pessoas estão morrendo por dengue em Uauá. Uma mãe jovem morreu e deixou dois filhos. E tantas outras estão internadas com dengue hemorrágica, aguardando a regulação”, declarou.
Segundo Rebeca, o município já registrou mortes e diversos casos de pacientes internados com dengue hemorrágica à espera de vagas na rede hospitalar. “A regulação é um dever do Estado. A regulação é um direito das pessoas. E as pessoas não deveriam estar esperando pela regulação. Elas deveriam estar sendo tratadas”, afirmou.
A primeira-dama de Salvador afirmou ainda que é necessária uma resposta rápida do governo: “Governador, precisamos de ação imediata. Reforço na regulação, suporte hospitalar, uma resposta para Uauá. A cada hora que passa, é uma vida. Uauá precisa de ajuda”, concluiu.
O Bahia Notícias entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) para obter informações sobre os casos de dengue hemorrágica registrados em Uauá, mas não obteve retorno até o momento desta publicação. O espaço segue aberto para manifestação do órgão.
Feira de Santana já tem 72 casos confirmados de dengue e o registro de um paciente diagnosticado com a versão hemorrágica, até o momento. As informações foram confirmadas pelo prefeito Colbert Martins Filho (MDB) em entrevista ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias. Além disso, 178 registros estão à espera de exames laboratoriais.
O paciente com dengue hemorrágica tem 44 anos e está internado em uma policlínica e aguardando regulação.
“O ponto de vista neste momento é de estabilidade, estamos colocando equipes nas ruas, o governo do estado mandou uma bomba montada em uma caminhonete e vai mandar uma segunda para que a gente possa intensificar esse combate, mas nesse momento, o que temos é um avanço grande de casos e a vacina, infelizmente não chegou a Feira ainda”, declarou.
Segundo o prefeito, foi informado em uma reunião ontem (8) com a Secretaria de Saúde do Estado que a previsão da chegada das vacinas em Feira deve acontecer após o Carnaval. Além disso, ele adiantou que houve uma mudança nos pré-requisitos para aplicação: apenas crianças de 10 a 14 anos serão vacinadas.
Os maiores índices de casos de dengue estão concentrados nos bairros Mangabeira, Tomba e Papagaio.
No combate ao mosquito adulto, a cidade está contando com dois carros fumacê, a intensificação de bombas costais aplicadas a domicílio pelos agentes de endemia e o trabalho feito pelos agentes de endemias de casa em casa.
“A maior força para combater uma epidemia é a informação. Nesse momento, precisamos apelar. Precisamos ter cuidado com as plantinhas dentro de casa e com o descarte do lixo. O hábito do mosquito da dengue é diurno, por isso o fumacê é no início da manhã e no fim da noite”, afirmou.
A mais recente vítima fatal da dengue no Distrito Federal (DF) é uma psicóloga e moradora do bairro Guará, de 29 anos. Ela morreu em um hospital particular no Cruzeiro Velho, depois de contrair a forma hemorrágica da doença. Até o momento, o DF tem mais de 16 mil casos de dengue confirmados.
O Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, teve acesso ao atestado de óbito da mulher, que classifica a dengue como a causa da morte. Atendendo a um pedido da família, a reportagem não a identificou. Apesar de a morte ter ocorrido em 19 de janeiro, o último boletim epidemiológico não apresenta a psicóloga como uma das vítimas. Segundo a Secretaria de Saúde, a área técnica pode levar até 60 dias para incluir um óbito no boletim.
“A dor está muito grande”, detalhou a irmã da vítima. “Que a morte dela sirva como alerta de que estamos em uma situação grave no DF, que tem muito mais mortes do que as que foram divulgadas. Quando vi três mortes, fiquei revoltada, porque sabia que minha irmã não estava sendo contabilizada”, indignou-se.
No dia 15 de janeiro, a jovem foi diagnosticada com dengue e procurou um hospital particular na Asa Norte. Chegando lá, ela foi orientada a ir para casa e se hidratar. A irmã reforça que o hospital estava lotado no dia e havia outras pessoas com suspeita da doença. Dois dias depois, a vítima passou mal à noite, mas pensou que poderia aguardar até o dia seguinte e ir ao hospital pela manhã.
Porém, as dores abdominais ficaram insustentáveis durante a madrugada e ela também apresentou vômito. A família acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e a jovem foi levada a um hospital da rede privada no Cruzeiro.
“No mesmo dia, minha irmã foi para UTI [Unidade de Terapia Intensiva] e não saiu mais”, lamentou. “Era uma menina de 29 anos, com a vida toda pela frente, formada em psicologia pela Universidade de Brasília.”
Até o momento, a Secretaria de Saúde reconhece apenas três mortes do caso, isso pelo prazo para concluir a investigação da doença. Ceilândia é a região administrativa com maior incidência de dengue, com 3.963 casos.
O óbito mais recente — também ainda não notificado pela Secretaria de Saúde — é de um paciente que estava internado no Hospital Santa Lúcia, na Asa Sul, que morreu às 20h25 de quinta-feira (25) devido a um quadro de dengue hemorrágica. Trata-se do empresário Felipe Francisco de Carvalho Marín. Ele chegou a ser socorrido pelo Samu, recebeu atendimento, mas não resistiu.
Em função do quadro grave na cidade, o Governo do Distrito Federal declarou situação de emergência na saúde pública. A medida autoriza o Executivo local a comprar insumos, contratar serviços e profissionais por tempo determinado, e, assim, de forma mais rápida, conter o avanço dos casos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.