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demora
Um torcedor do Grêmio morreu na Arena durante o jogo contra o Palmeiras, no último domingo (20), pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Euclides Maciel dos Santos, aposentado de 74 anos, estava na arquibancada Superior Leste e sofreu uma parada cardiorrespiratória.
A família de Euclides reclamou da demora no atendimento médico. No momento, uma torcedora que é técnica em enfermagem prestou primeiros socorros.
“Deitamos ele na arquibancada, e uma torcedora ajudou a fazer a massagem cardíaca. Começaram a chegar alguns bombeiros, que ficam ali na volta, mas eles não iniciaram o procedimento. A ambulância estava do outro lado do estádio. Não sei exatamente, mas levou de 25 a 30 minutos para os médicos da Unimed chegarem”, relatou Jonas Rodrigues dos Santos, de 20 anos, neto que acompanhou Euclides no jogo.
Tainá dos Santos, filha de Euclides, de 30 anos, mais nova de quatro irmãos, contou que os sobrinhos dela ligaram para avisar sobre o desmaio do pai, mas que quando chegou no estádio, o óbito já havia sido declarado.
“Meus sobrinhos me ligaram no momento em que meu pai desmaiou no estádio, às 11h23, me pedindo que eu fosse direto para lá. Demorei para chegar no estádio, infelizmente. O óbito foi declarado às 12h14. Eu fui só saber do óbito dele quando a equipe desceu com meu pai no elevador. Vi ele já sem vida na maca”, detalhou.
Elvia Calixto, técnica de enfermagem que prestou primeiros socorros no caso, questionou a demora da chegada da equipe médica. Grêmio x Palmeiras contou com a presença de 50.694 pessoas, mas a profissional acredita que o público não justifica a atuação médica que, de acordo com ela e com os familiares do senhor, demorou.
“Eu acho que faltou profissional mesmo. Eu ouvi um bombeiro relatar pelo rádio que só havia um desfibrilador, em uma ambulância do outro lado do estádio. Desci correndo as arquibancadas e falei para os bombeiros iniciarem o RCP (reanimação cardiopulmonar). Ele estava em parada cardíaca e em Gasping (respiração anormal, lenta e profunda). Então, eu iniciei o procedimento”, iniciou.
“As bombeiras tiveram dificuldades para realizar a massagem cardíaca e verificar o pulso. Na minha avaliação, houve uma falha grave no atendimento. Acredito que, com uma intervenção mais rápida e adequada, essa vida poderia ter tido uma chance. Quando o suporte avançado chegou, com médico e desfibrilador, já era tarde”, finalizou.
Confira as notas do Grêmio e da Unimed:
Unimed
"A Unimed Porto Alegre informa que, durante a partida entre Grêmio e Palmeiras, realizada no último domingo (20), na Arena, o SOS Unimed prestou atendimento a um torcedor que sofreu uma parada cardiorrespiratória (PCR), situação caracterizada pela interrupção súbita da atividade cardíaca e respiratória.
As equipes de emergência realizaram, de forma imediata, todas as medidas previstas nos protocolos de suporte avançado de vida, utilizando os recursos assistenciais indicados para esse tipo de ocorrência.
Apesar dos esforços empregados e de todas as tentativas de reanimação realizadas pelas equipes envolvidas, não foi possível reverter o quadro clínico do paciente, que evoluiu para óbito.
A Cooperativa reafirma que todos os recursos previstos para eventos desse porte estavam disponíveis em quantidade e prontidão, garantindo uma resposta assistencial imediata e alinhada aos protocolos estabelecidos para situações de emergência.
Todas as equipes envolvidas no atendimento são treinadas e atuam de acordo com protocolos assistenciais preconizados pela American Heart Association (AHA), referência internacional em atendimento de emergências cardiovasculares e ressuscitação cardiopulmonar.
A estrutura assistencial disponibilizada para a partida estava acima das exigências previstas na legislação. O estádio contava com seis equipes de suporte avançado (UTIs Móveis), compostas por seis médicos, seis enfermeiros e seis técnicos de enfermagem condutores, um médico regulador no Centro de Comando Operacional, além de ambulâncias e equipamentos adequados para o atendimento de emergências, incluindo desfibriladores e cardioversores.
A Unimed Porto Alegre manifesta solidariedade e seus mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos do torcedor neste momento de dor".
Grêmio
"Com profundo pesar, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense lamenta o falecimento de um torcedor de 74 anos, ocorrido no dia 20 de setembro, durante a partida contra o Palmeiras, na Arena do Grêmio.
O torcedor foi encontrado em situação de parada cardiorrespiratória (PCR) e, imediatamente, recebeu o primeiro atendimento da equipe de Bombeiros Civis presente no nível em que ele se encontrava.
A equipe da Unimed, empresa contratada para prestar cobertura médica no estádio, deu prosseguimento ao atendimento na arquibancada; na sequência, removeu o torcedor ao saguão do respectivo nível, seguindo com as tentativas de reanimação. Apesar dos esforços empregados, não foi possível reverter o quadro clínico do paciente, que evoluiu a óbito.
O Grêmio presta suas sinceras condolências à família e aos amigos do torcedor".
O Procon-BA (Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor) autuou o Hospital e Maternidade Teresa de Lisieux, no dia 07 de julho, por constatar que diversos pacientes estavam aguardando atendimento médico por um período superior a três horas. Conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC), a infração configura vício na prestação do serviço e acarreta processo administrativo no âmbito do Procon-BA, órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH).
A unidade poderá ser penalizada com multa administrativa de até R$6milhões de reais, conforme legislação vigente.
Motivado por denúncias recebidos no órgão, o Procon realizou a fiscalização no Teresa de Lisieux no último dia 07 de julho, com o objetivo de verificar as condições de atendimento oferecidas aos consumidores na unidade de saúde. Questionada pela equipe do órgão, a representante do hospital explicou que a demora se devia à “insuficiência de equipamentos para atender à demanda atual de pacientes”. De acordo com o superintendente do Procon, Tiago Venâncio, tal justificativa não isenta o fornecedor de suas obrigações legais, sobretudo em se tratando de serviços essenciais à saúde.
Em nota enviada ao Bahia Notícias, a assessoria do hospital comunicou que “a notificação se deu sobre o funcionamento do equipamento de ressonância magnética, não sobre o atendimento geral da unidade. No dia 07 de julho, a máquina apresentou uma intercorrência técnica pontual, o que gerou um tempo de espera acima do habitual.”.
“Os pacientes foram acolhidos e alguns foram encaminhados para realizar os exames na rede credenciada. O serviço voltou a operar normalmente no mesmo dia.
O CÓDIGO
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, na relação entre pacientes e hospitais particulares, o paciente é considerado consumidor e o hospital, fornecedor de serviços. Desse modo, o hospital pode ser responsabilizado por danos causados pela demora no atendimento, mesmo que não haja intenção de prejudicar o paciente, pois a responsabilidade é objetiva com base no risco da atividade, conforme o artigo 14 do CDC.
TEMPO DE ESPERA
É importante verificar se há um tempo máximo de espera estabelecido pelo hospital ou plano de saúde. Em geral, 30 minutos para consultas marcadas e 120 minutos para casos de menor urgência em serviços de emergência e urgência, conforme a Resolução do Conselho Federal de Medicina.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Valdemar Costa Neto
"Não gostei".
Disse o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência nesta quarta-feira (28). No pronunciamento, Flávio afirma que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.