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A bola correu mais na Arena Condá do que no Barradão na estreia das novas medidas da CBF contra cera e antijogo. Neste domingo (16), Chapecoense x Bahia teve 57,1% de bola em jogo, acima da média parcial de 56,5% da 23ª rodada do Brasileirão, enquanto Vitória x Botafogo registrou 53%, ficando abaixo do índice geral da rodada. Os dados foram levantados pelo perfil Data Fut.
Em chapecó, Bahia e Chapecoense empataram por 3 a 3, em uma partida com seis gols e 57,1% de tempo efetivo. O confronto ficou na sexta posição entre os nove jogos da rodada disputados até domingo, apenas 0,6 ponto percentual acima da média geral de 56,5%.
Horas depois, no Barradão, o Vitória derrotou o Botafogo por 1 a 0, mas o percentual de bola em jogo foi inferior. Com 53%, o confronto terminou em sétimo no ranking parcial da rodada e ficou 3,5 pontos percentuais abaixo da média. Ainda assim, superou Fluminense x Palmeiras, com 51,9%, e Vasco x Santos, com 49,4%.
A diferença entre os dois jogos também mostra que a aplicação das novas medidas não garante, isoladamente, um percentual elevado de bola rolando em todas as partidas. Número de faltas, gols, substituições, atendimentos, intervenções do VAR e a própria dinâmica de cada confronto continuam interferindo diretamente no tempo efetivo.
COMO FICARAM OS BAIANOS
Chapecoense 3 x 3 Bahia
- Bola em jogo: 57,1%
- Média parcial da rodada: 56,5%
- Diferença: +0,6 ponto percentual
- Posição no ranking: 6º lugar
Vitória 1 x 0 Botafogo
- Bola em jogo: 53%
- Média parcial da rodada: 56,5%
- Diferença: -3,5 pontos percentuais
- Posição no ranking: 7º lugar
Apesar do percentual abaixo da média, Vitória x Botafogo teve uma das aplicações de maior repercussão do novo pacote. Arthur Cabral foi expulso depois do apito final após cobrir a boca durante uma discussão com Jair Ventura, em aplicação da chamada Lei Vini Jr. O árbitro Paulo Cesar Zanovelli registrou o motivo na súmula.
A medida faz parte de um conjunto mais amplo implementado a partir da 23ª rodada. A CBF também passou a adotar mecanismos para acelerar laterais e tiros de meta, estabeleceu limite para a saída de jogadores substituídos e determinou que atletas atendidos dentro de campo permaneçam pelo menos um minuto fora antes de retornar.
Antes das mudanças, a Série A apresentava 52min54s de bola rolando por partida, segundo estudo divulgado pela CBF. A entidade trabalha com a meta de elevar esse índice para cerca de 57 minutos.
Por enquanto, a 23ª rodada apresenta 56,5% de bola em jogo, contra 51,5% nas primeiras 22 jornadas. O índice ainda é parcial porque Internacional x Remo fecha a rodada nesta segunda-feira (17), às 20h, no Beira-Rio.
O cronômetro começou a trabalhar um pouco mais a favor do futebol brasileiro no primeiro fim de semana das novas regras implementadas pela CBF. Nos nove jogos disputados pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro até o último domingo (16), a bola ficou em jogo durante 56,5% do tempo, contra uma média de 51,5% nas primeiras 22 rodadas da competição.
O levantamento é do perfil de análises de futebol, Data Fut, e mostra um aumento de cinco pontos percentuais logo na estreia do pacote adotado pela CBF para combater a cera e o antijogo.
Após implementação das novas regras contra a cera, a rodada 23 do Brasileirão teve 56.5% de bola rolando.
— DataFut (@DataFutebol) August 17, 2026
A média considerando as primeiras 22 rodadas foi de 51.5% de bola em jogo ????
O ranking de bola rolando dessa rodada até aqui:
1. Athletico 1x1 RB Bragantino (62.1%)
2.… pic.twitter.com/5vT9cuhvvg
A comparação ainda é inicial. A 23ª rodada será encerrada somente nesta segunda-feira (17), quando Internacional e Remo se enfrentam às 20h, no Beira-Rio, e o resultado desse jogo ainda será incorporado à média definitiva da rodada.
Entre as partidas já realizadas, Athletico-PR 1 x 1 Red Bull Bragantino teve o maior percentual de bola em jogo, com 62,1%. São Paulo x Coritiba aparece na sequência, com 59,8%. Atlético-MG x Grêmio e Mirassol x Flamengo registraram 58,9%.
No outro extremo está Vasco 0 x 3 Santos, com apenas 49,4% de bola rolando. Fluminense x Palmeiras teve 51,9%, enquanto a vitória do Vitória sobre o Botafogo por 1 a 0 registrou 53%.
RANKING DE BOLA EM JOGO NA 23ª RODADA
- Athletico-PR 1 x 1 RB Bragantino — 62,1%
- São Paulo 1 x 1 Coritiba — 59,8%
- Atlético-MG 3 x 0 Grêmio — 58,9%
- Mirassol 1 x 5 Flamengo — 58,9%
- Corinthians 1 x 2 Cruzeiro — 57,3%
- Chapecoense 3 x 3 Bahia — 57,1%
- Vitória 1 x 0 Botafogo — 53%
- Fluminense 3 x 2 Palmeiras — 51,9%
- Vasco 0 x 3 Santos — 49,4%
O QUE MUDOU?
A 23ª rodada marcou a entrada em vigor de um pacote de medidas aprovado pela CBF e pelos clubes para tentar reduzir paralisações. Entre as determinações estão a contagem de cinco segundos em laterais e tiros de meta quando for identificada demora proposital, saída em até dez segundos durante substituições e permanência de pelo menos um minuto fora do campo para atletas que recebem atendimento médico.
Há ainda a determinação de que apenas os capitães se aproximem do árbitro quando o juiz fizer o sinal específico, além da chamada Lei Vini Jr., que prevê expulsão quando um jogador cobre deliberadamente a boca ao se comunicar com um adversário de maneira provocativa, depreciativa ou inflamatória.
Algumas novidades já apareceram na prática. Em Vasco x Santos, por exemplo, Gabriel Brazão recebeu atendimento médico e o Santos precisou retirar temporariamente um jogador de linha. Já no Barradão, Arthur Cabral, do Botafogo, foi expulso após cobrir a boca durante uma discussão com Jair Ventura depois de Vitória x Botafogo.
BRASILEIRÃO ESTAVA ABAIXO DAS PRINCIPAIS LIGAS
Antes da implementação das mudanças, um estudo apresentado pela CBF apontava média de 52 minutos e 54 segundos de bola rolando por partida na Série A. O índice deixava o Campeonato Brasileiro atrás de MLS, Bundesliga, Ligue 1, Premier League, LaLiga e Campeonato Italiano, superando apenas a liga argentina entre as competições comparadas.
A meta de curto prazo estabelecida pela entidade é atingir aproximadamente 57 minutos de bola efetivamente jogada por partida. A CBF identificou principalmente faltas, demora nas reposições, atendimentos médicos e intervenções do VAR como pontos nos quais há margem para reduzir interrupções.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Gabriel Galípolo
"Esse é um tipo de comportamento que não é desejável, que deve ser coibido e inibido pelos reguladores e pela gente, por isso que a gente vem trabalhando muito com o FGC, numa sucessão de medidas".
Disse o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo ao criticar a pressão de instituições não bancárias para usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo.