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A prefeitura de Salvador criou um termo de compromisso para a restauração do acervo de pinturas do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB-BA). Ao todo, o acervo recuperado contará com 13 pinturas, com valores repassados através do prêmio Jaime Sodré. A informação consta no Diário Oficial do Município da última quinta-feira (6).
O projeto de restauro foi submetido ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), pois são elementos em processo de tombamento realizado pelo órgão. O valor pago será de R$ 100 mil, com prazo de vigência até 30 de novembro deste ano.
O registro-inventário no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), catalogado pelo órgão federal consta quatro obras de denominação desconhecidas e peças com título: João Pedro dos Santos, Inocêncio Marques de Araújo Góes, Custódio Bandeira, Francisco Borja, Joaquim Reis, João Ramos de Queirós, Barão de Jaguaripe, Hermano Santana e Visconde de Pirajá.
PRÊMIO JAIME SODRÉ
Já é a segunda edição do Prêmio Jaime Sodré de Patrimônio Cultural, que prevê a seleção de treze propostas em cinco diferentes categorias, com prêmios de R$ 25 mil a R$ 100 mil.
Os projetos selecionados propõem ações de preservação, salvaguarda, fortalecimento, valorização, dinamização e demais ações que contribuam para a continuidade da existência de bens culturais. Além disso, para a gestão participativa e autônoma de práticas tradicionais, já reconhecidos, por meio de tombamento - provisório ou definitivo, pelas instâncias Federal, Estadual ou Municipal, registro especial ou inventário, desde que o bem cultural esteja sediado ou tenha ocorrência em Salvador.
O valor total disponibilizado para investimento é de R$ 500 mil, visando a valorização do patrimônio cultural da cidade.
CENTENÁRIO DO IGHB-BA
Nesta quarta-feira (12) de abril de 2023, às 16 horas, um seminário abrirá as celebrações pelos 100 anos da sede do IGHB-BA, inaugurada em 2 de julho de 1923 para comemorar o centenário da Independência do Brasil na Bahia. No auditório estarão os professores e pesquisadores Nelson Cadena, Suzana Pereira, Andre Nunes, Ivoneide França e Jorge Ramos, que falarão sobre a importância do acervo da instituição, guardiã da memória do Estado.
Antecede o encontro, a apresentação da camerata da Osba, Bahia Cordas, às 15h, além de uma exposição sobre “As mulheres nas pinturas do IGHB” e a exibição de um vídeo sobre a restauração de telas do acervo, com restaurador e professor José Dirson Argolo.
Com o intuito de colaborar para a preservação da memória sonora de comunidades quilombolas, quatros jovens documentaristas baianos estão produzindo filme sobre os sons dos quilombos. Realizado pelo Coletivo Cacos, o documentário “AIUÊ: Escutando o som dos quilombos” já está sendo rodado desde agosto. A equipe é formada por cineastas negros baianos: Donminique Azevedo (documentarista, jornalista e educadora), Danilo Umbelino (cineasta e diretor de fotografia), Leo Rocha (musicista e cineasta) e Uiran Paranhos (cineasta e técnico de som direto). “Trata-se de uma experiência imersiva para revelar as mais diversas expressões sonoras e musicais presentes em comunidades remanescentes de quilombos. Nasce justamente do desejo de saber mais sobre minhas origens, uma vez que minha descendência paterna é quilombola. Como militante na luta antirracista, acredito que o documentário é uma oportunidade a mais para fazermos disputa de narrativas”, explica Donminique Azevedo, idealizadora da iniciativa. Para o coautor do projeto Leo Rocha, o diferencial da proposta é poder apresentar os sons cotidianos como um vetor de tradições culturais. “Estamos ouvindo do som ambiente àquilo que cada quilombola tem a dizer, amplificando a pluralidade de vozes. Assim, escutando o maior patrimônio de um povo: o próprio povo e suas histórias”, revela Rocha.

Foto: Divulgação
A primeira fase do projeto - que resultará em um filme gravado com quilombos de Salvador e Região Metropolitana - estreará em novembro deste ano, com o apoio da Fundação Gregório de Matos, por meio do edital Arte Todo dia de 2017. Futuramente, o projeto abrangerá comunidades quilombolas de outras regiões do país.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (7) que a campanha de primeiro turno deste ano foi a menos organizada entre todas as que disputou desde 1989. A declaração foi dada a aliados, ao lado de Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da campanha de reeleição do petista.