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O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) instaurou um procedimento interno para apurar mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro que citam o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O caso tramita no contexto das investigações relativas ao Banco Master e terá como relator o conselheiro Francisco de Assis Sanseverino.
A abertura do processo atende a uma representação formalizada por parlamentares do Partido Novo após a divulgação de relatórios da Polícia Federal. Os documentos policiais revelaram diálogos e anotações de Vorcaro que mencionam autoridades públicas, incluindo Gonet e pessoas de seu círculo familiar, entre os registros, constam articulações para estreitar laços institucionais e o convite para um evento internacional direcionado a um parente do PGR.
No ofício enviado ao órgão de cúpula do MPF, a bancada do Novo solicita a designação de um subprocurador-geral da República independente para conduzir eventuais apurações que toquem a figura do PGR. Embora pontuem que a iniciativa não imputa conduta criminosa direta a Gonet, os deputados alegam a necessidade de preservar a integridade institucional do Ministério Público.
O rito interno prevê a oitiva de Paulo Gonet para prestar esclarecimentos sobre o teor das mensagens. Concluída essa fase preliminar, o relatório de Sanseverino será submetido ao plenário do CSMPF para deliberação, em data ainda a ser fixada.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Júlio Pinheiro
“Eu acho que na democracia cabe a representação de qualquer forma, desde que ela seja validada pelas urnas. Eu entendo que a rede social é um instrumento, ela não pode ser a base política, porque a base política ela precisa expressar anseios da sociedade que sejam calcados em coisas concretas, certo?".
Disse o deputado estadual eleito Júlio Pinheiro (PT), ao comentar em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1) nesta segunda-feira (21), sobre a popularização da modalidade de “políticos influencers”, aqueles parlamentares que se elegem com forte apelo das redes sociais e conteúdos virais. Segundo o ex-prefeito de Amargosa, “na democracia cabe a representação de qualquer forma”, mas é necessário avaliar o conteúdo produzido e incentivado pelos candidatos nas redes sociais.