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couro
A grife italiana Prada virou alvo de críticas de internautas brasileiros após lançar um sandália de couro trançado em sua nova coleção. Similar aos modelos criados no Nordeste do Brasil, o calçado virou alvo de acusações de apropriação cultural. Segundo a jornalista Amanda Caroline, do Yahoo, o modelo é vendido em sites por cerca de R$ 4,4 mil.
O valor, totalmente fora do padrão vendido pelas sandálias artesanais brasileiras foi um dos principais pontos criticados pelos internautas. Em média, uma sandália de couro é vendida no país por cerca de R$ 15. “E a Prada, que foi até Caruaru buscar umas sandálias de couro e agora tá repassando o preço da passagem no produto minha gente?”, disse uma mulher no Twitter.
Na mesma rede social, outro internauta apontou que “é frustrante ver a cultura popular de uma região virar um produto de uma marca grande e superfatura”, endossando o argumento da apropriação cultural. Outros perfis sugeriram, inclusive, que os artesãos brasileiros processassem a marca, por ser uma “falta de respeito”, além de terem “copiado na cara dura”.
Famosos também se posicionaram sobre o assunto e foram protestar na postagem oficial da grife no Instagram. Em um comentário com mais de 6 mil curtidas, a atriz Regina Casé exclamou que a sandália é da “Feira de Caruaru! Brasil!”. A percussionista Lan Lanh também se revoltou com a empresa: “Isso é produzido no nordeste do Brasil. Não é Prada, é apropriação cultural”.

Foto: Reprodução / Instagram
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Paulo Henrique Rodrigues
"O Brasil demorou para fazer políticas para entender que essa grande qualidade artística do nosso povo, um povo criativo, preparado intelectualmente e artisticamente, culturalmente muito rico, poderia significar renda, emprego, geração de uma indústria cultural ou criativa".
Disse o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Rodrigues Pereira ao ressaltar o impacto da economia criativa e a necessidade de estruturar o setor no país. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, o ministro fez um balanço sobre a relação entre cultura e negócios, reconhecendo que o Brasil tardou a transformar seu potencial em força econômica.