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copa do mundo 2030
Ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues afirmou que confia no trabalho do italiano Carlo Ancelotti, atual técnico da Seleção Brasileira, para o ciclo preparatório para a Copa do Mundo de 2030.
“Tenho plena confiança nele [Ancelotti], por todo o conhecimento que ele tem no futebol mundial, além de ele conhecer bastante o perfil dos jogadores do Brasil e da Seleção Brasileira, já que muitos foram treinados por ele nos clubes que ele comandou na Europa”, afirmou Ednaldo em entrevista ao Bahia Notícias, durante o lançamento do Intermunicipal 2026, neste sábado (8).
O ex-dirigente ainda ressaltou que, neste novo ciclo para a próxima edição, o italiano irá fazer as mudanças necessárias juntamente com a gestão da CBF. “Dessa forma, o Brasil irá conquistar o hexacampeonato, com uma renovação grande em torno da Seleção Brasileira, fortalecendo cada vez mais a Seleção”, finalizou.
Enquanto presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues foi o responsável por conduzir e anunciar oficialmente a contratação de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira em 12 de maio de 2025.
A Copa do Mundo de 2026 terminou e, para o Brasil, o debate já se deslocou para 2030. Depois da eliminação nas oitavas de final para a Noruega, pior campanha da Seleção desde 1990, o novo ciclo começa cercado de dúvidas sobre o futuro da equipe, da CBF e também de Neymar.
A última rodada do estudo Eu Vi o Brasil - O país do futebol?, realizado semanalmente pela agência de pesquisas de mercado IMO Insights, indica que parte relevante do torcedor brasileiro já enxerga o fim da passagem de Neymar pela Seleção. Segundo o levantamento, 46% dos entrevistados consideram encerrado o ciclo do atacante com a camisa amarelinha.
O número, no entanto, não representa uma maioria absoluta. Outros 36% defendem que Neymar ainda merece seguir na Seleção Brasileira, enquanto 18% não concordam nem discordam sobre a permanência do jogador no próximo ciclo.
A discussão passa também pela idade. Neymar tem 34 anos e chegará à Copa de 2030 com 38, mesma faixa etária em que Lionel Messi disputou o Mundial de 2026 pela Argentina. Ainda assim, os dados indicam que o debate deixou de ser apenas físico ou técnico e passou a envolver também a percepção do torcedor sobre renovação.
Segundo a pesquisa, 67% dos entrevistados concordam que a saída de Neymar abriria espaço para uma renovação da Seleção pensando em 2030. Apenas 14% discordam, enquanto 18% não têm opinião definida.
A diretora de Operações da IMO, Simona Karen Miranda, afirmou que os números mostram perda de força da imagem do jogador entre os brasileiros. De acordo com ela, Neymar perdeu seis pontos percentuais como jogador preferido em relação ao levantamento anterior à Copa, aumentou três pontos como atleta de quem os torcedores menos gostam e caiu cinco pontos como nome que melhor representa o espírito da Seleção.
"Os números sugerem que a discussão em torno de Neymar deixou de ser apenas técnica e passou a refletir um desejo de mudança de ciclo por parte de uma parcela significativa dos brasileiros. Não indica apenas uma perda de popularidade do jogador, mas também uma maior disposição do torcedor para enxergar o futuro da Seleção sem ele", avaliou Simona.
Neymar teve uma participação limitada na Copa do Mundo de 2026. O atacante conviveu com uma lesão grau dois na panturrilha direita durante a preparação e disputou apenas 55 minutos no torneio. Ele entrou por 15 minutos diante da Escócia, na fase de grupos, e atuou cerca de 40 minutos na derrota para a Noruega, quando marcou o gol brasileiro em cobrança de pênalti.
Fora da Seleção, o futuro profissional do camisa 10 também é acompanhado com cautela. Neymar tem contrato com o Santos até o fim de 2026 e se reapresentou ao clube na última sexta-feira (17), após período de descanso nos Estados Unidos.
Caso a trajetória pela Seleção tenha chegado ao fim, Neymar deixa números históricos. Pela contagem da Fifa, o atacante é o maior artilheiro da história do Brasil, à frente de Pelé. Também conquistou pela Seleção principal a Copa das Confederações de 2013 e, com a equipe olímpica, foi medalhista de ouro nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.
A cobrança do torcedor, porém, não se limita a Neymar. O estudo também aponta pressão sobre a Confederação Brasileira de Futebol. Para 86% dos entrevistados, a CBF precisa passar por mudanças profundas para que o Brasil volte a ser uma potência no futebol mundial.
Além disso, 72% concordam que problemas de gestão contribuíram para a eliminação precoce da Seleção. O ciclo entre 2022 e 2026 foi marcado por instabilidade política na entidade e por quatro mudanças de treinador, do interino Ramon Menezes a Carlo Ancelotti, passando por Fernando Diniz e Dorival Júnior.
Mesmo assim, a responsabilidade pela queda nas oitavas foi dividida pelo público. Apenas 14% apontaram a CBF como principal culpada pela eliminação. O desempenho dos jogadores apareceu à frente, com 30%, seguido pelas decisões de Ancelotti, com 20%, e pela convocação, com 19%. Só 6% avaliaram que a Noruega simplesmente foi melhor.
Para Simona, os dados mostram que o torcedor reconhece a perda de protagonismo do futebol brasileiro, mas ainda resiste a interpretar a eliminação como reflexo de um problema definitivo de talento.
"Em outras palavras, embora 70% reconheçam que o Brasil perdeu protagonismo no cenário mundial, ainda prevalece a percepção de que o problema está na forma como esta Seleção jogou esta Copa e não em uma perda definitiva da capacidade do país de revelar talentos ou voltar a disputar títulos", finalizou.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reuniu, na última terça-feira (14), vice-presidentes, diretores da entidade e presidentes das federações estaduais para apresentar um balanço do primeiro ano da atual gestão e detalhar o planejamento das Seleções Brasileiras para os próximos ciclos.
Durante o encontro, realizado após a eliminação da Seleção Masculina na Copa do Mundo de 2026, a CBF apresentou o cronograma de preparação da equipe feminina para o Mundial de 2027, que será disputado no Brasil, além dos primeiros objetivos traçados para o ciclo da Seleção Masculina até 2030.
De acordo com a entidade, o primeiro ano da gestão de Samir Xaud foi marcado pela reforma do calendário do futebol brasileiro, criação de grupos de trabalho voltados ao Fair Play Financeiro, arbitragem e categorias de base, além da retomada do diálogo institucional com clubes e federações.
Apesar do desempenho da Seleção Masculina na Copa do Mundo, o presidente da CBF afirmou que o trabalho desenvolvido pela entidade terá continuidade, com atenção imediata ao Mundial Feminino e ao próximo ciclo da equipe masculina.
"Claro que esperávamos um resultado mais positivo na Copa do Mundo Masculina, mas é importante mostrar tudo o que está acontecendo: o trabalho que vem sendo realizado na base, com integração entre as categorias, tanto no masculino como no feminino. Então, o trabalho não para, é contínuo. Viramos uma página e agora voltamos o foco para o Mundial Feminino, além do ciclo para 2030", declarou Samir Xaud.
O encontro também teve como objetivo prestar contas sobre os projetos executados pela atual gestão. O coordenador executivo das Seleções Masculinas, Rodrigo Caetano, e o técnico da Seleção Feminina Principal, Arthur Elias, participaram da apresentação.
SELEÇÃO MASCULINA
Rodrigo Caetano apresentou aos dirigentes o planejamento realizado pela Seleção Masculina desde a chegada do técnico Carlo Ancelotti, que teve 13 meses de trabalho antes da disputa da Copa do Mundo de 2026.
Segundo a CBF, a preparação incluiu a escolha de adversários de alto nível e representantes de diferentes escolas do futebol mundial. A integração entre as equipes de base e a Seleção Principal também foi destacada durante a reunião.
Dos 26 jogadores convocados para o Mundial, 23 tiveram passagens pelas categorias de base da Seleção Brasileira. A entidade também informou que todas as equipes inferiores tiveram aumento na quantidade de partidas disputadas durante a atual gestão, em comparação com temporadas anteriores.
Para o ciclo até a Copa do Mundo de 2030, a CBF estabeleceu dois objetivos principais: conquistar a Copa América de 2028 e terminar as Eliminatórias Sul-Americanas na primeira colocação.
COPA DO MUNDO FEMININA DE 2027
Arthur Elias apresentou o planejamento estruturado para a participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada pela primeira vez no país.
A preparação prevê quatro Datas FIFA entre outubro de 2026 e abril de 2027, com amistosos contra adversários de alto nível. Entre os confrontos já previstos estão partidas diante do Japão, no fim deste ano. As demais seleções ainda serão definidas.
O cronograma também contempla a convocação da equipe em maio de 2027 e um período de preparação na Granja Comary, em Teresópolis, entre os dias 1º e 12 de junho.
O último amistoso antes da Copa está inicialmente previsto para 13 de junho. A chegada da delegação ao centro de treinamento que será utilizado durante o torneio deve ocorrer no dia seguinte. A estreia brasileira está projetada para 24 de junho, mas as datas ainda precisam ser confirmadas.
Segundo a CBF, o planejamento é baseado em pilares como identidade, modelo e plano de jogo. A intenção é preparar uma equipe competitiva e utilizar o fator casa na tentativa de conquistar o primeiro título mundial da Seleção Feminina.
ARBITRAGEM
Na área da arbitragem, o diretor Netto Góes apresentou a estrutura da recém-criada Diretoria de Arbitragem da CBF. O departamento tem como pilares governança, transparência, tecnologia, inovação, formação de profissionais e fortalecimento da representação brasileira no cenário internacional.
Durante o encontro, também foi apresentado aos presidentes das federações estaduais o novo presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sandro Meira Ricci.
Presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos afirmou que a reunião serviu para destacar os projetos desenvolvidos durante o primeiro ano da atual administração da entidade.
"A gente precisa, nesta hora, olhar tudo o que foi feito no futebol brasileiro. No calendário, na arbitragem, na base, na segurança, no futebol feminino e na tranquilidade da gestão. Em todos esses aspectos, nós tivemos vitórias. Acho que é o momento de pensarmos na reconstrução do futebol, da Seleção Brasileira, e também focarmos muito na próxima Copa do Mundo que temos e no trabalho mais longevo, de muita qualidade, do Arthur Elias no futebol feminino", afirmou.
O presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal, Daniel Vasconcelos, destacou a participação de clubes e federações nas discussões promovidas pela atual administração da CBF.
"Acho que toda a diretoria está de parabéns pela gestão do presidente Samir. Tivemos um ano com muita coragem na questão da formação da arbitragem, na comissão criada para a base e em vários temas importantes que antes não foram enfrentados. A gestão está de parabéns. Hoje, temos as nossas 27 federações muito alinhadas com a gestão da CBF", concluiu.
Portugal virou a página depois da eliminação na Copa do Mundo de 2026. Dias após cair diante da Espanha nas oitavas de final, a Federação Portuguesa de Futebol acertou a chegada de Jorge Jesus para comandar a seleção no novo ciclo. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (10), através das redes sociais. Confira:
Aos 71 anos, o treinador português substituirá Roberto Martínez, que deixou o cargo logo depois da queda no Mundial. O contrato de Jorge Jesus terá duração de quatro anos, com validade até 2030.
O vínculo permitirá que o ex-técnico do Flamengo esteja à frente de Portugal na Eurocopa de 2028 e também na Copa do Mundo de 2030, torneio que terá Portugal, Espanha e Marrocos como sedes principais.
A escolha marca a primeira experiência de Jorge Jesus no comando de uma seleção nacional. Depois de uma carreira construída principalmente em clubes, o treinador assume agora a missão de conduzir uma das gerações mais talentosas do futebol português em um ciclo de forte cobrança.
O primeiro desafio será acelerar a adaptação antes da próxima edição da Liga das Nações, prevista para começar em setembro. A FPF entende que o novo treinador precisará implementar rapidamente suas ideias para evitar que a eliminação na Copa deixe marcas mais profundas no grupo.
Segundo o jornal português A Bola, Jorge Jesus receberá menos de 4 milhões de euros brutos por temporada, aproximadamente R$ 25,6 milhões na cotação atual. O valor é bem inferior ao salário que o treinador recebia no Al-Nassr, da Arábia Saudita, onde ganhava cerca de 12 milhões de euros anuais, algo próximo de R$ 76,8 milhões.
A diferença financeira, no entanto, não travou o acordo. Ainda de acordo com a publicação, comandar Portugal era um desejo antigo de Jorge Jesus, que recusou outras possibilidades nas últimas semanas para priorizar o projeto da federação.
O novo selecionador chega depois de uma passagem pelo futebol saudita e de trabalhos marcantes em clubes como Benfica, Sporting, Flamengo, Fenerbahçe e Al Hilal. No Brasil, ganhou projeção histórica ao comandar o Flamengo nas conquistas da Libertadores e do Campeonato Brasileiro de 2019.
Roberto Martínez encerrou sua passagem por Portugal após a eliminação para a Espanha. O treinador espanhol assumiu a seleção depois da Copa de 2022, mas não conseguiu levar a equipe a uma campanha de maior impacto no Mundial de 2026.
Carlo Ancelotti seguirá no comando da Seleção Brasileira após a Copa do Mundo de 2026. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, na tarde desta quinta-feira (14), a renovação contratual do técnico italiano por mais quatro anos, com vínculo válido até o ciclo do Mundial de 2030.
Anunciado pela entidade em maio de 2025, Ancelotti completou um ano no cargo e permanecerá à frente da Seleção dentro do projeto esportivo da CBF para os próximos anos. Em comunicado, o treinador afirmou que a decisão amplia o trabalho iniciado desde sua chegada ao Brasil.
"Há um ano cheguei ao Brasil. Desde o primeiro minuto, entendi o que o futebol significa para este país. Há um ano, estamos trabalhando para levar a Seleção Brasileira de volta ao topo do mundo. Mas a CBF e eu queremos mais. Mais vitórias, mais tempo, mais trabalho. Estamos muito felizes em anunciar que continuaremos juntos por mais quatro anos. Vamos juntos até a Copa do Mundo de 2030. Quero agradecer a CBF pela confiança. Obrigado, Brasil, pela calorosa recepção e por todo o carinho", disse Ancelotti.
O presidente da CBF, Samir Xaud, também celebrou a permanência do treinador e relacionou a renovação ao processo de fortalecimento da estrutura da Seleção e do futebol brasileiro.
"Hoje é um dia histórico para a CBF e para o futebol brasileiro. A renovação de Carlo Ancelotti representa mais um passo firme do nosso compromisso de oferecer à Seleção pentacampeã do mundo uma estrutura cada vez mais forte, moderna e competitiva. Trabalhamos diariamente para manter o Brasil no mais alto nível do futebol mundial, sem deixar de olhar com atenção para o desenvolvimento das demais seleções, das competições organizadas pela CBF e o fortalecimento de clubes e federações em todo o país", declarou Samir Xaud.
Desde que assumiu a Seleção, Ancelotti comandou o Brasil em dez partidas. Em 2025, foram quatro jogos pelas Eliminatórias, com duas vitórias, um empate e uma derrota, além de quatro amistosos internacionais, também com duas vitórias, um empate e uma derrota.
Na atual temporada, o italiano esteve à frente da equipe em dois amistosos: derrota para a França e vitória sobre a Croácia. Ao todo, o treinador soma cinco vitórias, dois empates e três derrotas, com aproveitamento de 56,7%.
Antes da viagem da delegação brasileira para os Estados Unidos, Ancelotti ainda comandará a Seleção em amistoso contra o Panamá, no dia 31 de maio, no Maracanã.
Vale lembrar que a lista final com os 26 convocados para a Copa será divulgada na próxima segunda-feira (18), em evento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) se antecipou ao cenário eleitoral da Fifa e declarou apoio "de maneira unânime" a uma possível reeleição de Gianni Infantino para a presidência da entidade máxima do futebol mundial. O anúncio foi feito pelo presidente Alejandro Domínguez, em uma publicação no X, na última quinta-feira (9).
El Consejo de la CONMEBOL manifestó de manera unánime su respaldo a la gestión de Gianni Infantino al frente de la FIFA, ante una eventual postulación a la reelección para el período 2027–2031.
— Alejandro Domínguez (@agdws) April 9, 2026
Presidente, gracias por su compromiso permanente con el desarrollo del fútbol… pic.twitter.com/NQhDlx18BI
"O Conselho da CONMEBOL manifestou de maneira unânime seu respaldo à gestão de Gianni Infantino à frente da FIFA, ante uma eventual postulação à reeleição para o período 2027–2031. Presidente, obrigado por seu compromisso permanente com o desenvolvimento do futebol sul-americano e pelo liderança impulsionada a nível global", escreveu Domínguez.
Apesar de ainda não ter oficializado candidatura, o dirigente suíço-italiano é considerado favorito para disputar um quarto mandato consecutivo nas eleições previstas para 2027.
O posicionamento da Conmebol marca o primeiro respaldo público de uma confederação continental ao atual presidente da Fifa. A decisão foi tomada após reunião do Conselho da entidade sul-americana, que reúne dez federações, incluindo Brasil e Argentina.
Infantino é presidente da Fifa desde 2016, quando assumiu a função após o escândalo conhecido como "Fifagate". Desde então, foi reconduzido ao posto por aclamação nas eleições de 2019 e 2023.
O apoio ocorre em meio a articulações políticas no cenário do futebol internacional. O próprio Domínguez tem defendido a ampliação da Copa do Mundo de 2030, sugerindo o aumento de 48 para 64 seleções como forma de celebrar o centenário do torneio.
A proposta, no entanto, ainda não conta com o respaldo público de Infantino e enfrenta resistência de outras lideranças do futebol mundial.
A edição de 2030 terá jogos distribuídos em diferentes continentes. Paraguai, Uruguai e Argentina receberão partidas comemorativas, enquanto Espanha, Portugal e Marrocos serão os principais anfitriões do torneio.
Após a confirmação da Fifa, na última quarta-feira (11), que Espanha, Portugal e Marrocos vão sediar a Copa do Mundo de 2030, foi revelada também a construção do maior estádio do mundo no Marrocos.
As três primeiras partidas serão na Argentina, Uruguai e Paraguai para comemorar o centenário da primeiro edição do torneio.
Já a final ainda não tem local definido, mas a disputa entre os países está acirrada. A Espanha tem o desejo de realizar o duelo das Seleções finalistas no Santiago Bernabéu, em Madri, que foi modernizado recentemente.
No entanto, o Marrocos entrou na briga para sediar a finalíssima, desejando que a partida aconteça no maior estádio do mundo, o Grand Stade Hassan II, em Casablanca, com capacidade para 115.000 pessoas.
Os planos e o design do estádio já foram definidos e o estádio está marcado para estar pronto para uso em 2030.
O principal elemento da arena será uma tenda de alumínio que pretende cobrir grande parte do espaço, além de ter a maior capacidade de público dentre todos os estádios.
Confira a seguir as imagens do Grand Stade Hassan II:

Foto: Divulgação
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Foto: Divulgação
A Fifa anunciou, nesta quarta-feira (11), as sedes das edições de 2030 e 2034 da Copa do Mundo. O Mundial de 2030 será disputado em Espanha, Marrocos e Portugal, com três jogos realizados na América do Sul (um em Uruguai, Argentina e Paraguai, respectivamente), como parte da Celebração do Centenário, em homenagem aos 100 anos do primeiro torneio, ocorrido no Uruguai em 1930. Já em 2034, a Arábia Saudita, única candidata, foi confirmada como sede.
A edição de 2030 terá a fase principal sediada em 20 estádios, sendo 11 na Espanha, seis no Marrocos e três em Portugal. As partidas na América do Sul ocorrerão antes da abertura oficial, com o primeiro jogo marcado para o Estádio Centenário, no Uruguai. A Argentina utilizará o Monumental, enquanto o Paraguai ainda definirá seu estádio.
A candidatura conjunta de Espanha, Portugal e Marrocos recebeu uma avaliação técnica média de 4,2 (de um máximo de 5), enquanto o trio sul-americano obteve nota 3,6, devido a preocupações moderadas com estádios, transporte e acomodações.
A Arábia Saudita será o palco do Mundial de 2034, marcando a primeira edição da Copa no país. A proposta inclui partidas em 15 estádios, distribuídos em cinco cidades: Riade, Jidá, Abha, Al Khobar e a futurista Neom, um projeto de cidade sustentável localizada na costa do Mar Vermelho. O King Salman Stadium, em Riade, foi escolhido para receber a abertura e a final.
A candidatura saudita também obteve nota 4,2, mas enfrenta críticas de organizações internacionais de direitos humanos, que questionam a escolha do país como sede. A Noruega chegou a formalizar uma reclamação junto à Fifa.
As sedes foram confirmadas em um Congresso Extraordinário da Fifa, realizado virtualmente, onde as candidaturas foram aprovadas por aclamação após inspeções técnicas. Segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino, as escolhas reforçam a missão de “celebrar o futebol em escala global, respeitando a história e olhando para o futuro”.
O 78º Congresso da Conmebol ocorreu nesta quinta-feira (11), onde o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, esteve presente. O evento aconteceu na cidade de Luque, no Paraguai, e teve a presença de Gianni Infantino, presidente da FIFA. Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, e alguns membros do conselho aproveitaram a reunião para manifestar apoio à candidatura do Brasil para a Copa do Mundo Feminina de 2027.
O anúncio da nova sede da Copa Feminina será feito no dia 17 de maio em um Congresso que será realizado na Tailândia. EUA e México e Belgica, Alemanha e Holanda são os países que também pretendem sediar o evento.
"Foi muito bom receber o apoio dos países do nosso continente ao projeto brasileiro. A América do Sul merece a Copa do Mundo Feminina, que até então não recebeu o evento. O Mundial será muito importante para fortalecer o futebol feminino em todos os países do nosso continente. Esse apoio nos dá mais força para continuar trabalhando pelo sucesso da nossa candidatura", contou o presidente da CBF.
Enquanto discursava, Dominguez ressaltou a importância da Copa do Mundo Feminina para a América do Sul e realizou um apelo ao presidente da Fifa.
"Presidente, não poderia deixar de fazer esse apelo: a Copa do Mundo Feminina de 2027 deve ser disputada pela primeira vez na história na América do Sul", comentou.
Combate ao racismo, Copa do Mundo de 2030 também foram dois dos temas discutidos no Congresso. Sobre o primeiro, Infantino reforçou novamente o tema de combate ao racismo que será discutido no próximo evento realizado pela entidade. A respeito da Copa do Mundo, o congresso assinou um documento oficial, garantindo a realização da Competição em três continentes diferentes. Argentina, Paraguai e Uruguai serão os continentes da América do Sul, Marrocos da África e Portugal e Espanha na Europa.
Espanha, Marrocos e Portugal realizaram, nesta terça-feira (19), uma candidatura através da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), sediada em Lisboa, para divulgar os detalhes da campanha para sediar a Copa do Mundo de 2030. Assuntos como a identidade visual e o tema "Yalla Vamos, 2030", utilizando palavras em árabe e espanhol, foram pautas na apresentação.
O português António Laranjo, coordenador da candidatura dos três paises para a Copa de 2030 sugeriu que a final da competição seja realizada na Espanha ou em Marrocos em caso de garantia da campanha. Portugal não se elege como país da final por não ter estádios com capacidades para, no mínimo, 80 mil torcedores e não pretende aumentar a capacidade das arenas. Os estádios de Portugal para a disptua da copa já estão definidos, são eles Estádio da Luz, Alvalade, de Lisboa e Estádio do Dragão.
Alguns jogadores também foram selecionados para serem embaixadores da candidatura. Morata e Iniesta foram escolhidos para representar a Espanha, Luis Figo e Cristiano Ronaldo representam Portugal e Hakimi ficará à frente do Marrocos.
"Temos costumes diferentes, tradições diferentes e, mesmo assim, está claro que trabalhando junto teremos muito mais em comum do que as diferenças. Nosso logotipo representa elementos-chave da nossa localização geográfica, o sol, elemento que faz nossos países serem destinos turísticos no mundo", ressaltou António Laranjo.
É importante recordar que o Uruguai será palco para o primeiro jogo da Copa do Mundo de 2030, como forma de homenagear a primeira edição do Mundial, realizando em 1930, Argentina e Paraguai também receberão jogos da primeira rodada, segundo informação divulgada pela FIFA.
A próxima etapa dos países será apresentar a candidatura formalmente, que será feira em julho de 2024. A decisão final sobre a sede da Copa do Mundo será tomada ainda neste ano, numa votação do Congresso da Fifa.
Nascido na Espanha, o meio-campista Brahim Díaz, do Real Madrid, optou por defender as cores da Seleção Marroquina de futebol. O jogador de 24 anos será o grande nome da seleção africana na Copa do Mundo de 2030.
Brahim nasceu em Málaga, cidade da Andaluziam, na costa sul da Espanha, no Mediterrâneo. O jogador possui ascendencia marroquina, seu pai nasceu em Melilla - cidade autônoma espanhola localizada no norte da África, que faz fronteira com Marrocos por terra -, e sua avó paterna nasceu no Marrocos.
Um dos destaques do Real Madrid na temporada, Brahim esperou sete anos por uma chance real na seleção espanhola, porém, a chance não chegou. Em 2021 foi convocado, mas não chegou a entrar em campo com a camisa de La Roja.
Ao contrário da Espanha, Marrocos observa Brahim Díaz desde 2017, e quer o meio campista como o protagonista de seu projeto esportivo. Nos próximos dias, Brahim deverá ser anunciado por Marrocos como novo jogador da seleção.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Otto Alencar
"Agora que o relatório está pronto, vamos pautar na reunião da próxima quarta".
Disse o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ao confirmar que o relatório sobre a PEC 18/2025, que reorganiza o sistema de segurança pública no país, será lido e votado na reunião do dia 2 de setembro.