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conflito em itamaraju
Um confronto entre indígenas e assentados deixou duas pessoas mortas e uma ferida na manhã desta terça-feira (28), em Itamaraju, no Extremo Sul baiano. O fato ocorreu na região da Associação Córrego da Barriguda, também conhecida como “Pedra Mole.
As vítimas foram identificadas como Alberto Carlos dos Santos, de 60 anos, e Amauri Sena dos Santos, de 37, pai e filho, ambos assentados na localidade. Outro homem, Joabson Lima Alves dos Santos, sofreu ferimentos graves e foi socorrido para um hospital da região, informou a TV Santa Cruz.
Segundo a Polícia Militar (PM-BA) e o coordenador regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Cacique Aruã Pataxó, o conflito ocorreu durante uma tentativa de retomada de área por parte de indígenas, dentro dos limites da Terra Pataxó Barra Velha do Monte Pascoal.
O território é reconhecido e delimitado pela Funai desde 2008 e está localizado entre a BR-101 e o Parque Nacional do Monte Pascoal. Já o Assentamento Córrego da Barriguda é um projeto de reforma agrária criado na década de 1990, que abriga 36 famílias.
Equipes da 43ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e da Força Integrada foram enviadas ao local para reforçar a segurança e evitar novos confrontos. O caso segue investigado pela delegacia de Itamaraju. Até o momento, os autores dos disparos não foram identificados.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.