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O ministro da Defesa, José Múcio, confirmou nesta quinta-feira (04), em audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado, que o governo enviará em breve ao Congresso o projeto que obriga militares da ativa a se desvincularem das Forças Armadas ao decidirem participar da atividade política. José Múcio compareceu à audiência acompanhado dos comandantes das três Forças: o general Tomás Ribeiro Paiva (Exército); o almirante Marcos Sampaio Olsen (Marinha); e o tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno (Força Aérea Brasileira).
Segundo explicou o ministro José Múcio, o projeto impedirá que qualquer militar que se dispuser a ingressar na política não possa retornar às Forças Armadas, com sucesso ou insucesso em sua nova atividade. O ministro foi enfático em afirmar que em nenhum momento as Forças Armadas têm que participar da atividade política no Brasil.
“O projeto que apresentaremos aqui faz com que a questão militar e a política sejam totalmente separadas, com todo respeito às duas atividades. Qualquer militar que se dispuser a entrar na política, com sucesso ou insucesso, não voltaria às Forças Armadas. Isso porque a experiência diz que aqueles que não têm sucesso voltam para se preparar para o novo pleito, pra fazer proselitismo político, e dessa forma cria grupos políticos e começa a fazer campanha dentro das próprias forças, prejudicando a blindagem de dois vetores importantíssimos, que são a disciplina e a hierarquia. O projeto vai ser amplamente discutido no Congresso, mas eu quero enfatizar que em momento nenhum as Forças Armadas têm que participar de política. Em momento nenhum”, afirmou o ministro.
José Múcio disse ainda na audiência que o Ministério da Defesa tem atuado de forma conjunta com Exército, Marinha e Aeronáutica para que as atividades sejam voltadas exclusivamente para a missão das Forças de defender a Pátria e garantir a soberania. “As Forças Armadas vivem hoje o papel que a sociedade deseja”, afirmou o ministro da Defesa na Comissão de Relações Exteriores.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.