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coisa de rico
O escritor e antropólogo Michel Alcoforado comentou, em entrevista ao Bahia Notícias, sobre o encontro que teve com a elite baiana durante o lançamento do livro Coisa de Rico, em Salvador. Segundo ele, o grupo reagiu de forma positiva à obra.
“Você sabe que eu encontrei com eles, né? Quando vim lançar o livro em Salvador, tive três grandes eventos: um para a elite baiana, outro para o movimento negro e outro na livraria, como fiz em outras cidades. E eles amaram o livro!”, declarou ao BN, no Expresso 2222.
O autor também afirmou que não esperava a repercussão alcançada pela publicação, principalmente por se tratar de um livro e ainda por cima escrito por um antropólogo.
“Jamais. Eu tinha duas coisas jogando contra mim: é um livro e é um livro de um antropólogo. Então é uma surpresa muito grande. Fiquei muito feliz, não esperava”, disse, aos risos.
Sobre o Carnaval, Michel contou que frequenta a festa há muitos anos, também por influência da esposa, que é baiana. Ele revelou que este foi seu primeiro dia de folia em 2026 e afirmou estar animado.
“Sou quase baiano. Minha mulher é baiana e já quiseram me dar o título de cidadão soteropolitano, mas ela disse que eu precisava melhorar um bocado para virar baiano. Venho há muitos anos. Ano passado estive aqui no 2222, esse ano voltei, cheguei hoje e estou animado”, afirmou.
Cidades irmãs? As semelhanças entre Salvador e Rio de Janeiro são apontadas com frequência por moradores, especialmente pela forma de celebrar a vida sempre com muita festa. Mas outros pontos fazem com que a capital baiana esteja ligada a cidade maravilhosa, a questão financeira.
Convidado do Bahia Notícias no Ar, na Antena 1, desta sexta-feira (7), o antropólogo Michel Alcoforado, autor do livro 'Coisa de Rico', falou sobre o que liga as duas cidades no aspecto financeiro.
"São duas cidades que construíram boa parte da sua elite muito atrelada a burocracia e ao estado, funcionários públicos, gestores do estado. E tanto no Rio quanto em Salvador, duas coisas são fundamentais na percepção da organização da riqueza, uma delas é o valor dado as ações. Toda vez que eu chego aqui na Bahia, eu falo qualquer coisa e um amigo meu rico diz que vai ligar para outro amigo rico para resolver algum problema. Agenda de telefone na Bahia e no Rio são fundamentais", afirma.
Para o colunista da CBN, é mais fácil ser rico em São Paulo, por não precisar depender do network nem da questão geracional para conseguir as coisas.
"Eu brinco que é mais fácil ser rico em São Paulo, do que no Rio e na Bahia. Porque em São Paulo, se tem uma berinjela para vender e você quiser comprar uma berinjela e acharem que ela vale o preço que tá vendendo, você entra para a elite. Aqui não, aqui as gerações são centrais, então, eu preciso estudar em uma determinada escola, preciso frequentar um determinado clube, eu preciso estar inserido nas gerações para fazer parte da elite."
Outro ponto que chama atenção na organização da capital baiana para o antropólogo é a organização da cidade. "Aqui os bairros chiques se mantém chiques, apesar da passagem do tempo. Em São Paulo não, quando você pensa na Zona Sul, tem a parte rica e tem a parte pobre".
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